• Levando-se em conta a reunificação de famílias, o número de migrantes poderá exceder 10 milhões de pessoas, há aqueles que acreditam que no ritmo em que estão as coisas, a população muçulmana da Alemanha quase quadruplicará em 2020, alcançando a impressionante cifra de 20 milhões de indivíduos.

  • Segundo relata o canal de notícias N24 chega a 50% o total de candidatos a asilo que ingressaram na Alemanha e desapareceram e que seu paradeiro é desconhecido pelas autoridades alemãs.

  • Não é possível que criminosos continuem a preencher registros policiais, nos agridam fisicamente, sem que haja nenhuma consequência. ... Estamos perdendo o controle das ruas". — Tania Kambouri, uma policial alemã.

  • "Nós não estamos excluindo ninguém, estamos apenas tentando gerir nosso negócio. Se ignorarmos as reclamações de nossas frequentadoras femininas, provavelmente muitos de nossos frequentadores habituais não voltarão mais... Financeiramente falando, não sabemos por quanto tempo teremos condições de lidar com isso". — Thomas Greil, gerente da discoteca "Brucklyn", em Bad Tölz, Baviera.

  • "Estamos nos procriando rapidamente. Vocês alemães não estão tendo filhos. Na melhor das hipóteses vocês têm dois filhos. Nós em contrapartida temos de sete a oito filhos. Ok amigo? E além disso, cada um de nós tem quatro esposas, ou seja 22 filhos. Talvez vocês alemães tenham um filho e um cachorro. Não? É isso aí". — Um vídeo que mostra um muçulmano ameaçando abertamente um cidadão alemão no meio da rua.

  • Em Berlim, legisladores estão pensando em adotar uma legislação emergencial que permitirá às autoridades locais confiscarem residências particulares para acomodarem candidatos a asilo. A proposta foi mantida em segredo até 9 de novembro, quando o líder do Partido Liberal Democrata (FDP) em Berlim alertou que a medida irá violar a constituição alemã. O Prefeito de Berlim Michael Müller agora quer expandir o alcance das inspeções sem mandado judicial para "evitar a falta de moradias".

  • "A mesma empatia que mostramos em relação aos refugiados também devemos mostrar para com o nosso próprio povo, a sociedade anfitriã". — Prefeito de Nuremberg Ulrich Maly.

Uma torrente recorde de candidatos a asilo oriundos da África, Ásia e Oriente Médio continua entrando na Alemanha, apesar da neve e das temperaturas abaixo de zero.

Mais de 180.000 migrantes ingressaram no país nas primeiras três semanas de novembro e pelo andar da carruagem o contingente de migrantes irá ultrapassar o recorde anterior do mês de outubro de 181.000 migrantes.

Considerando que são 300 novos ingressos a cada hora, espera-se que a Alemanha receba mais de um milhão de candidatos a asilo em 2015 e no mínimo o mesmo contingente em 2016. Levando-se em conta a reunificação de famílias, o número de migrantes poderá exceder 10 milhões de pessoas, há aqueles que acreditam que no ritmo em que estão as coisas, a população muçulmana da Alemanha quase quadruplicará em 2020, alcançando a impressionante cifra de 20 milhões de indivíduos.

Os eleitores alemães estão começando a se dar conta do verdadeiro custo: financeiro, social ou de outra natureza da crise migratória, mas aparentemente eles não têm muita voz em relação à futura direção que seu país irá tomar. Segundo Walter Lübcke, presidente do distrito de Kassel, uma cidade do Estado de Hesse, os cidadãos que discordarem da política de imigração de portas abertas do governo e se for esse o caso, "sintam-se à vontade e deixem a Alemanha".

Segue um breve resumo dos recentes acontecimentos, que dão um vislumbre no futuro da Alemanha:

Matthias Lücke, consagrado cientista do Instituto Kiel de Economia Mundial (Institut für Weltwirtschaft, IfW), estima que a crise migratória acabará custando aos contribuintes alemães pelo menos 45 bilhões de euros por ano, ou seja, mais do que quatro vezes a previsão do governo federal. Lücke diz que esses gastos só poderão ser pagos com o aumento de impostos.

Gabriel Felbermayr, diretor do Centro de Economia Internacional com sede em Munique (Ifo Zentrum für Außenwirtschaft), estima que a crise migratória irá custar aos contribuintes alemães 21,1 bilhões de euros somente nesse ano. "Isso inclui custos de moradia, alimentação, creches, escolas, cursos do idioma alemão, treinamento e administração", conforme ele disse em uma entrevista concedida à revista Der Spiegel.

Segundo relata o canal de notícias N24 chega a 50% o total de candidatos a asilo que ingressaram na Alemanha e desapareceram e que seu paradeiro é desconhecido pelas autoridades alemãs. Provavelmente trata-se de migrantes econômicos e de outra natureza que procuram fugir da deportação, se ou quando seus pedidos de asilo forem rejeitados.

Em um novo best seller de Tania Kambouri, uma policial alemã, retrata a deterioração da segurança na Alemanha por causa dos migrantes que não respeitam nem a lei nem a ordem. Em uma entrevista concedida à rádio Deutschlandfunk, ela disse:

"Durante semanas, meses e anos venho observando que muçulmanos, em sua maioria jovens do sexo masculino, não têm o menor respeito pela polícia. Quando estamos rondando as ruas da cidade, somos insultados por jovens muçulmanos. Com gestos e insultos como vá a m... ao passarmos por eles. Quando fazemos batidas policiais, o comportamento piora ainda mais, e isso acontece na maioria das vezes quando se trata de migrantes.

"Espero que esses problemas sejam reconhecidos e abordados de maneira clara e inequívoca. Caso necessário, a leis precisam ser endurecidas. Além disso, também é muito importante que o judiciário, que os juízes emitam sentenças eficazes. Não é possível que criminosos continuem a preencher registros policiais, nos agridam fisicamente, nos insultem, seja o que for, sem que haja nenhuma consequência. Muitos casos são arquivados ou os criminosos são postos em liberdade condicional ou coisas do gênero. Sim, o que está acontecendo hoje em dia nos tribunais é uma piada.

"O crescente desrespeito, a crescente violência contra a polícia... Estamos perdendo o controle das ruas".

Um vídeo que mostra um muçulmano ameaçando abertamente um cidadão alemão no meio da rua foi postado no YouTube. É possível ouvir o muçulmano dizer:

"lhe digo com franqueza, o Islã virá para a Alemanha, quer você goste ou não. Sua filha usará um véu (hijab). Seu filho terá uma barba. Ok. E sua filha se casará com um homem barbudo.

"Estamos nos procriando rapidamente. Vocês alemães não estão tendo filhos. Na melhor das hipóteses vocês têm dois filhos. Nós em contrapartida temos de sete a oito filhos. Ok amigo? E além disso, cada um de nós tem quatro esposas, ou seja 22 filhos. Talvez vocês alemães tenham um filho e um cachorro. Não? É isso aí.

"Amigo. A culpa não é nossa, é de vocês. Quando vocês exploraram nossos países, colonizaram nossos países, para poderem dirigir uma Mercedes ou usar uma câmera digital, não?

"De modo que Alá (bendito seja o seu nome), Deus Onipotente, fará com que nós conquistemos vocês. Não através da guerra, aqui na Alemanha, mas antes de mais nada e acima de tudo, através da taxa de natalidade. Segundo, nós iremos casar com suas filhas. E sua filha usará um véu muçulmano. A realidade é esta. Agora pode ficar bravo de verdade. Dá para ver o ódio em seus olhos".

Outro vídeo mostra centenas de muçulmanos, alguns empunhando a bandeira preta da jihad, marchando pelas ruas do centro da cidade de Hannover.

Em meio a uma grande sensação de insegurança, os alemães estão procurando cada vez mais tomar medidas para se protegerem. Vendas de spray pimenta dispararam com um crescimento estrondoso de 600% nos últimos dois meses e o artigo está em falta nas lojas em toda a Alemanha, segundo a revista alemã Focus. Os fabricantes dizem que a reposição só estará disponível em seis ou sete semanas. "Fabricantes e distribuidores dizem que a entrada em massa de estrangeiros nas últimas semanas, ao que parece, amedrontou muita gente", de acordo com a revista Focus.

Wolfgang Wehrend, presidente da Associação dos Reservistas das Forças Armadas (Reservistenverbandes) no Reno, Norte da Westphalia, pediu ao governo que restabeleça o serviço militar obrigatório para todos os homens e todas as mulheres na Alemanha com idade de 18 anos ou acima. "Trata-se da segurança de nosso país," disse ele ao Rheinische Post. A Alemanha acabou formalmente com o serviço militar obrigatório em julho de 2011. Wehrend disse que o serviço militar obrigatório também poderá ajudar a promover a integração:

"Quando os jovens trabalham em conjunto, encarando isso como coisa natural, seja no exército, na Agência Federal de Ajuda Técnica (Technischen Hilfswerk), nas brigadas de incêndio ou nos serviços de ajuda e assistência, pessoas de diferentes grupos étnicos e religiosos podem se tornar mais próximas. Pelo menos há uma chance".

Enquanto isso, os guardiões do multiculturalismo alemão desencadearam uma explosão de críticas contra Jürgen Mannke, diretor da Associação de Professores da Saxônia-Anhalt (Philologenverbandes Sachsen-Anhalt, PhVSA), depois que ele aconselhou estudantes do sexo feminino a tomarem cuidado com "aventuras sexuais superficiais" com candidatos muçulmanos a asilo. Na revista trimestral dos membros do grupo, Mannke assinala:

"Uma invasão de imigrantes está inundando a Alemanha. Muitos cidadãos têm reservas em relação a isso. Não há dúvida que é nossa obrigação como seres humanos ajudarmos aqueles que estão diante da aflição existencial devido a guerra ou perseguição política. Mas é extremamente difícil distinguir essas pessoas daquelas que se dirigem ao nosso país por motivos puramente econômicos ou até com intenções criminosas.

"Quando se examina as últimas imagens das ondas de refugiados, não é possível deixar de notar que muitos são jovens, fortes, em sua maioria muçulmanos do sexo masculino que escolheram pedir asilo na Alemanha porque encontrarão aqui condições ideais para viver, ou pelo menos é o que eles acreditam.

"Muitos desses homens se dirigem para cá sem suas famílias ou esposas e com certeza nem sempre com a melhor das intenções. Visto a partir da nossa perspectiva ética e moral, as mulheres não são tratadas da mesma maneira que os homens nos países muçulmanos e amiúde não são tratadas com dignidade. É natural que esses moços, sem o mínimo de educação, também tenham necessidade de sexo.

"Do ponto de vista de suas ideias sobre o papel das mulheres em suas culturas muçulmanas, a pergunta que continua no ar é: de que maneira eles conseguirão ter uma vida sexual normal ou procurar relacionamentos na Alemanha sem entrarem em conflito com as normas da nossa sociedade?

"Essas coisas já aconteceram diversas vezes, ouvimos de conhecidos em muitos lugares sobre assédio sexual no dia a dia dessas pessoas, principalmente no transporte público e em supermercados. Como educadores responsáveis, nós nos perguntamos: de que maneira podemos ensinar nossas meninas de 12 anos ou mais para não se envolverem em aventuras sexuais superficiais com esses homens muçulmanos muitas vezes bem atraentes"?

Posteriormente Mannke se retratou por ter escolhido palavras politicamente incorretas: "eu aqui declaro que jamais tive a intenção de difamar pessoas de outras religiões, nações e culturas ou de fomentar medo para nutrir estereótipos nacionalistas ou para qualquer tipo de generalização".

Em Bad Tölz, uma cidade na Baviera, políticos locais e a mídia tacharam os gerentes da discoteca "Brucklyn" de "nazistas" e "racistas" depois que eles proibiram a entrada de migrantes do sexo masculino em suas dependências. Mulheres alemãs tinham se queixado que os homens as estavam importunando, até mesmo seguindo-as dentro do banheiro feminino.

O gerente da discoteca Thomas Greil disse que ele não tinha outra opção: ele estava apreensivo com o bem-estar das frequentadoras. Ele também disse que logo após a chegada de um grupo de 30 ou 40 migrantes, os alemães deixaram a discoteca aos bandos.

Em uma declaração, Greil assinalou:

"Nós não estamos excluindo ninguém, estamos apenas tentando gerir nosso negócio. Se ignorarmos as reclamações de nossas frequentadoras, provavelmente muitos de nossos frequentadores habituais não voltarão mais no curto e no longo prazo, incorrendo em prejuízos. Temos custos mensais de cinco dígitos. Financeiramente falando, não sabemos por quanto tempo teremos condições de lidar com isso. Estamos consternados".

A estação de rádio do serviço nacional alemão voltada para a cultura da Deutschlandradio, Deutschlandradio Kultur, entrevistou Frank Künster, que trabalha como segurança em uma discoteca há mais de 20 anos. Ele disse o seguinte:

"Soa racismo, mas grupos de homens de background imigratório se comportam de maneira diferente, principalmente em relação às mulheres e isso é ruim para a discoteca. É necessário que as mulheres se sintam a vontade. E esse não é o caso quando há muitos homens que só querem saber de apalpar o traseiro das mulheres".

Em Berlim, legisladores estão pensando em adotar uma legislação emergencial que permitirá às autoridades locais confiscarem residências particulares para acomodarem candidatos a asilo.

A proposta, que para todos os efeitos suspende a garantia constitucional de propriedade privada na Alemanha, irá autorizar a polícia a invadir casas e apartamentos particulares sem mandados judiciais, para determinar se elas são adequadas para alojarem refugiados e migrantes.

A legislação proposta pelo Prefeito de Berlim Michael Müller do Partido Social Democrata (SPD) de centro-esquerda, irá emendar o Parágrafo 36 da Lei de Ordem e Segurança Pública de Berlim (Allgemeine Gesetz zum Schutz der öffentlichen Sicherheit und Ordnung, ASOG), que atualmente permite que policiais entrem em residências particulares em situações extremas, para "evitar graves ameaças", ou seja, para combaterem crimes graves. Müller agora quer expandir o alcance das inspeções sem mandado judicial para "evitar a falta de moradias".

A proposta foi mantida em segredo até 9 de novembro, quando o líder do Partido Liberal Democrata (FDP) em Berlim Sebastian Czaja alertou que a medida irá violar a constituição alemã. Ele disse o seguinte:

"Os planos do Senado de Berlim de requisitar propriedades residenciais e comerciais sem o consentimento do proprietário para acomodar refugiados constitui uma flagrante violação da constituição. A tentativa do Senado de subverter o direito constitucional à propriedade e a inviolabilidade do lar deve ser contestada de forma resoluta e inequívoca".

Desde então, tanto o gabinete do prefeito quanto o senado estão em silêncio sobre esse assunto.

Gunnar Schupelius, um colunista do jornal berlinense BZ, foi mais fundo. Em um artigo publicado em 10 de novembro ele assinala:

"Uma notícia estranha circulou no final de semana: o Senado irá autorizar a polícia a entrar em propriedades particulares para alojar refugiados, mesmo contra a vontade do proprietário. Pensei que se tratava de uma brincadeira, depois achei que fosse um mal-entendido, sim porque a Lei Básica, artigo 13, estabelece: o lar é inviolável.

"De modo que saí em busca da fonte dessa estranha notícia e a encontrei. Há uma proposta que a Chancelaria do Senado (Senatskanzlei) aparentemente fez circular entre os senadores. A Chancelaria do Senado é outro nome dado ao gabinete do prefeito. O secretário em exercício é Björn Böhning (SPD)...

"A proposta é clara: a polícia terá o direito de entrar em propriedades privadas sem mandados judiciais com o objetivo de encontrar moradias para refugiados quando existir a ameaça de falta de moradias. Esta ação é permitida sem o consentimento do proprietário. E não somente a polícia terá permissão para isso como também as agências reguladoras.

"Essa proposta delicada atraiu pouca atenção pública. Somente o Secretário Geral do FDP em Berlim Sebastian Czaja levantou a voz e alertou para a flagrante preparação para violar a constituição. Internamente deveria ter havido protestos. A proposta sumiu de repente. Sumiu mesmo ou será que ela vai reaparecer?

"Se a necessidade for realmente tão premente, então o prefeito em exercício Michael Müller deveria ser franco e não usar de subterfúgios, segredos e investidas sorrateiras em lares particulares.

"Mas Michael Müller é notório pela falta de foco. Ele não abordou a crise no plenário do Senado. Ele também se recusa a se encontrar com o público. E não visita pessoalmente os abrigos para refugiados. Ele se recolheu e, do retiro, declarou que acomodar os refugiados é a sua mais alta prioridade".

Enquanto isso o governo alemão deseja trazer ainda mais migrantes. Discursando em um encontro do Partido Social Democrata (SPD) em Berlim em 12 de novembro, o Vice-Chanceler da Alemanha Sigmar Gabriel disse que a Alemanha deveria trazer um "grande contingente" de migrantes para evitar que os traficantes de pessoas lucrem com a crise migratória.

Ao que parece Gabriel quer preparar uma ponte aérea para trazer dezenas de milhares de migrantes para a Alemanha. "Ninguém deve morrer a caminho da Europa, esse deve ser o nosso objetivo", disse ele. Caso outros países europeus se recusem a participar do plano, segundo ele, a Alemanha deveria tomar a dianteira".

Segundo Gabriel, "o que interessa não é o número de pessoas que vem para a Alemanha e sim a velocidade que elas vêm". Ele também acrescentou que o governo federal deveria dobrar o orçamento para a construção de novas moradias para os migrantes.

O Prefeito de Nuremberg Ulrich Maly contra-atacou: "a mesma empatia que mostramos em relação aos refugiados também devemos mostrar para com o nosso próprio povo, a sociedade anfitriã".

A Chanceler Alemã Angela Merkel continua apostando forte em sua política de portas abertas quanto aos asilados. Em uma entrevista concedida em 13 de novembro à emissora pública de rádio e TV ZDF, Merkel respondeu assim às críticas: "a chanceler tem a situação sob controle. Eu tenho a minha visão. Lutarei por ela".

Chanceler Alemã Angela Merkel (esquerda): "a chanceler tem a situação sob controle. Eu Tenho a Minha Visão. Lutarei Por Ela".

Soeren Kern é colaborador sênior do Gatestone Institute sediado em Nova Iorque. Ele também é colaborador sênior do European Politics do Grupo de Estudios Estratégicos / Strategic Studies Group sediado em Madri. Siga-o no Facebook e no Twitter. Seu primeiro livro, Global Fire, estará nas livrarias no início de 2016.

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