Últimas Análises e Comentários

China Esvazia Sanções Contra a Rússia: Onde Estão as 'Consequências'?

por Judith Bergman  •  18 de Maio de 2022

Não obstante as duras sanções do Ocidente impostas à Rússia, a guerra do presidente Vladimir Putin contra a Ucrânia já dura mais de um mês e Putin não mostra sinais de recuar. A potência que o ajuda a resistir aos efeitos das sanções e a continuar a guerra é o seu aliado mais poderoso: a China. Foto: Putin com o presidente chinês Xi Jinping em Moscou em 5 de junho de 2019. (Imagem: kremlin.ru)

Não obstante as duras sanções do Ocidente impostas à Rússia, a guerra do presidente Vladimir Putin contra a Ucrânia já dura mais de um mês e Putin não mostra sinais de recuar. A potência que o ajuda a resistir aos efeitos das sanções e a continuar a guerra é o seu aliado mais poderoso: a China.

Na véspera da invasão da Ucrânia pela Rússia ocorrida em 24 de fevereiro, a Rússia e a China firmaram contratos no valor de centenas de bilhões de dólares. Em 4 de fevereiro, Putin anunciou novos acordos de petróleo e gás com a China no valor estimado de US$117,5 bilhões. Em 18 de fevereiro, seis dias antes da invasão, a Rússia anunciou ter fechado um acordo de US$20 bilhões para fornecer 100 milhões de toneladas de carvão para a China. No dia da invasão, a China, levantando as restrições que estavam em vigor, concordou em comprar trigo russo, devido a temores de doenças de plantas.

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Destruindo Taiwan

por Gordon G. Chang  •  10 de Maio de 2022

O governante chinês Xi Jinping não será dissuadido de invadir Taiwan pelo fato da possibilidade de perder a indústria de semicondutores de Taiwan. Ele tomará a ilha mesmo que tenha que torná-la uma placa radioativa inabitável por mil anos. (Imagem: iStock)

Os Estados Unidos têm condições de salvar Taiwan da invasão chinesa caso se comprometesse a destruir o país ou pelo menos sua infraestrutura para fabricar chips, segundo um artigo publicado na revista trimestral Parameters, da US Army War College. Na matéria "Broken Nest: Deterring China from Invading Taiwan," Jared McKinney da Air University e Peter Harris da Colorado State University, sustentam que Taipei e Washington deveriam tornar a ilha algo "indesejável".

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Como os Palestinos Profanam Todos os Lugares Sagrados, Inclusive os Deles Mesmo

por Bassam Tawil  •  1 de Maio de 2022

"A Mesquita de Al-Aqsa e a Igreja do Santo Sepulcro são nossas. É tudo nosso e eles (judeus) não têm o direito de profaná-las com seus pés imundos. Nós abençoamos cada gota de sangue derramada por Jerusalém. Este é sangue limpo e puro, sangue derramado em nome de Alá. Cada mártir alcançará o paraíso e todos os feridos serão recompensados por Alá." — Mahmoud Abbas, Presidente da Autoridade Nacional Palestina. (Imagem: MEMRI)

Os palestinos foram de novo pegos mentindo para o mundo ao comunicarem que os judeus estão "profanando" os locais sagrados islâmicos, em particular a Mesquita Al-Aqsa em Jerusalém.

Se alguém está profanando a mesquita e outros lugares sagrados são os próprios palestinos.

Em 2002, terroristas palestinos invadiram a Igreja da Natividade em Belém, a reação da comunidade cristã internacional foi o silêncio. Os terroristas permaneceram no interior da igreja durante 39 dias e deixaram para atrás um rastro de cobertores e colchões imundos, isqueiros e pontas de cigarro e "fedor de matéria fecal." Um padre reclamou que os terroristas também profanaram a igreja fumando e bebendo bebidas alcoólicas.

Na manhã de sexta-feira, 15 de abril, centenas de "fiéis" palestinos levantaram barricadas no interior da Mesquita de Al-Aqsa e entraram em choque com policiais israelenses.

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O Porquê dos Palestinos Celebrarem o Assassinato de Judeus

por Khaled Abu Toameh  •  19 de Abril de 2022

As comemorações que ocorreram na Cisjordânia e na Faixa de Gaza na esteira dos recentes ataques terroristas em Israel são mais um sinal da crescente radicalização dos palestinos e da recusa em reconhecer o direito de Israel existir. Foto: moradores de Gaza manifestam apoio ao terrorista que assassinou três homens em Tel Aviv nesta semana, bem como a três terroristas da Jihad Islâmica que foram mortos após abrirem fogo contra soldados israelenses. (Foto: Said Khatib/AFP via Getty Images)

As comemorações que ocorreram na Cisjordânia e na Faixa de Gaza na esteira dos recentes ataques terroristas em Israel são mais um sinal da crescente radicalização dos palestinos e da recusa em reconhecer o direito de existência de Israel.

As manifestações de júbilo dos palestinos ao tomarem as ruas, distribuírem guloseimas e entoarem palavras de ordem em apoio aos terroristas, lembram as comemorações que ocorreram quando o então ditador iraquiano Saddam Hussein disparou mísseis contra Israel em 1991 durante a Primeira Guerra do Golfo ou quando o Hamas, Fatah, Jihad Islâmica e demais grupos terroristas realizaram atentados suicidas, assassinando centenas de israelenses durante a Segunda Intifada eclodida em 2000.

Além dos palestinos demonstrarem desrespeito pela vida humana e apoio ao terrorismo, as comemorações provam mais uma vez que o palestino que mata um judeu é um herói, e o que busca a paz com Israel é um traidor.

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Ambições Neo-otomanas de Erdoğan Miram o Leste

por Burak Bekdil  •  18 de Abril de 2022

Obcecado em ressuscitar os dias de glória imperial dos turcos, o presidente turco Recep Tayyip Erdoğan está se voltando para o leste com o propósito de criar uma aliança estratégica pan-turca/islâmica constituída pela Turquia estado membro da OTAN, Azerbaijão com seus valiosos recursos de hidrocarbonetos e crescente infraestrutura militar e Paquistão armado com ogivas nucleares. Foto: encontro de Erdogan (direita) com o primeiro-ministro paquistanês Imran Khan em Ankara, Turquia, em 4 de janeiro de 2019. (Foto: Adem Altan/AFP via Getty Images)

O ambicioso cálculo político neo-otomano do presidente turco Recep Tayyip Erdoğan rendeu à Turquia um isolamento internacional sem precedentes. A Turquia emplacou o título de único país do planeta a ser sancionado por não menos que Estados Unidos, Rússia e União Europeia nos últimos cinco anos. As negociações da Turquia para a plena adesão à UE foram suspensas e a Comissão Europeia deu início a procedimentos de transgressão contra o único estado membro muçulmano da OTAN. Obcecado em ressuscitar os dias de glória imperial dos turcos, Erdoğan está se voltando para o leste da Turquia com o propósito de criar uma aliança estratégica pan-turca/islâmica composta pela Turquia, Azerbaijão e Paquistão, com alianças táticas de meio expediente com Irã, Catar e Bangladesh.

A ideia é reunir três nações muçulmanas: Turquia, estado membro da OTAN, Azerbaijão com seus valiosos recursos de hidrocarbonetos e crescente infraestrutura militar e Paquistão armado com ogivas nucleares.

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China se Apodera das Ilhas Salomão e do Pacífico

por Gordon G. Chang  •  8 de Abril de 2022

Pequim está avançando de grupo em grupo de ilhas e em breve o poder de fogo do Exército Popular de Libertação da China poderá alcançar o Havaí. O novo acordo de cinco anos, sujeito a renovações automáticas, permitirá que Pequim use as Ilhas Salomão para estacionar militares e na prática fazer o que os militares chineses anseiam. Foto: premier chinês Li Keqiang acompanha o Primeiro Ministro das Ilhas Salomão, Manasseh Sogavare, em Pequim em 9 de outubro de 2019. (Foto: Thomas Peter/Pool/AFP via Getty Images)

Em 25 de março, as Ilhas Salomão anunciaram que estavam "expandindo" as disposições de segurança, "diversificando a parceria da segurança do país, incluindo a China".

O anúncio foi defensivo. No dia anterior, opositores do pacto de segurança com a China vazaram o que foi considerado o "rascunho" do acordo. O governo do primeiro-ministro Manasseh Sogavare não confirmou a autenticidade do documento vazado, mas observadores acreditam que a intensão dele é que ele seja definitivo. A Austrália manifestou "grande preocupação", confirmando a autenticidade do rascunho.

O pacto, intitulado "Esboço do Acordo entre o Governo da República Popular da China e o Governo das Ilhas Salomão sobre Cooperação de Segurança", destaca uma tendência preocupante: a China, após árduos anos de empreendimentos comerciais, diplomáticos e militares, está abocanhando o Pacífico.

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A "Nova Ordem Mundial" de Biden

por Pete Hoekstra  •  1 de Abril de 2022

Embora não esteja claro o que o presidente dos Estados Unidos Joe Biden quis dizer ao se referir aos Estados Unidos estarem na liderança de uma nova ordem mundial, seu histórico dos últimos 15 meses indica que ele é formado por uma economia americana fragilizada pela inflação, guerra na Europa, alianças desfeitas no Oriente Médio e crescente incerteza na Ásia. (Imagem: iStock)

O presidente dos EUA, Joe Biden, recentemente encerrou suas observações na Rodada de Negócios com uma confusa referência a uma "nova ordem mundial". Ele afirmou o seguinte, segundo a transcrição da Casa Branca do seu discurso:

"isso acontece a cada três ou quatro gerações. ... Quando as coisas estão mudando. Nós vamos, haverá uma nova ordem mundial e nós temos que estar na vanguarda, liderando-a. E nós temos que unir o restante do mundo livre nesta empreitada."

Do que o presidente estava falando? Aquelas palavras vieram no final de seu discurso, ele não entrou em detalhes sobre o seu significado. Provavelmente, ele estava se referindo às mudanças em andamento nas estruturas de poder global pós-Segunda Guerra Mundial, mas será que Biden tem um plano para o papel a ser desempenhado pelos Estados Unidos nessa nova ordem mundial e qual seria a cara dela, uma vez que a Europa se encontra potencialmente envolvida em uma guerra considerável?

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Melhor Nenhum Acordo do que um Mau Acordo com o Irã

por Con Coughlin  •  27 de Março de 2022

Tendo fracassado clamorosamente nas tentativas de impedir a invasão da Ucrânia pela Rússia, a Administração Biden, ao que tudo indica, está prestes a redobrar sua reputação global de fraqueza ao concordar com mais um inconveniente acordo nuclear com o Irã. Foto: Ali Bagheri Kani, negociador-chefe do Irã, fala à mídia no Palais Coburg, foro das negociações sobre a questão nuclear iraniana, em Viena em 27 de dezembro de 2021. (Foto: Alex Halada/AFP via Getty Images)

Tendo fracassado clamorosamente em tentativas de impedir a invasão da Ucrânia pela Rússia, a Administração Biden, ao que tudo indica, está prestes a redobrar a reputação global de fraqueza ao concordar com mais um inconveniente acordo nuclear com o Irã.

As negociações ora em andamento em Viena cujo propósito é retomar o Plano de Ação Conjunta (JCPOA), acordo de 2015 para limitar as investidas do Irã em adquirir armas nucleares, estão chegando à etapa conclusiva, com a possibilidade de que o novo acordo possa ser anunciado nas próximas semanas.

Na realidade, as autoridades iranianas e ocidentais estão sinalizando que um acordo está próximo de ser concluído, cujo único obstáculo, ao que parece, são as demandas de última hora da Rússia para que Moscou possa, não obstante as sanções, desfrutar de futuras negociações comerciais com Teerã.

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Por que Vladimir Putin invadiu a Ucrânia?

por Soeren Kern  •  21 de Março de 2022

Os que acreditam que Putin está tentando restabelecer a Rússia como grande potência salientam que uma vez conquistado o domínio da Ucrânia, ele dirigirá o foco para outras ex-repúblicas soviéticas, incluindo os países bálticos da Estônia, Letônia e Lituânia e, ao fim e ao cabo Bulgária, Romênia e até a Polônia. (Foto: Mihail Klimentyev/Sputnik/AFP via Getty Images)

Já se passaram quase três semanas desde que o presidente russo, Vladimir Putin, iniciou a invasão da Ucrânia, não se sabe ao certo o porquê e o que ele espera alcançar. Analistas, comentaristas e autoridades governamentais do Ocidente apareceram com um montão de teorias na tentativa de explicar as ações, motivos e objetivos de Putin.

Alguns analistas postulam que Putin é motivado pelo desejo de reconstruir o Império Russo. Outros dizem que ele está obcecado em trazer a Ucrânia de volta à esfera de influência russa. Já outros acham que Putin quer controlar os enormes recursos energéticos da costa ucraniana. Outros ainda especulam que Putin, autocrata calejado, não quer soltar o osso (do poder) de jeito nenhum.

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Liderança Determinada de Fora a Fora, menos dos Estados Unidos
Abra as Torneiras, Abra o Gasoduto EastMed

por Pete Hoekstra  •  12 de Março de 2022

A liderança vem de cima e a liderança do presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy, mesmo a da Europa - como um todo, contrasta fortemente com a fracassada liderança vinda de quase todos os cantos da Administração Biden. Foto: Zelenskyy com o presidente dos EUA, Joe Biden, na Casa Branca em 1º de setembro de 2021. (Foto: Brendan Smialowski/AFP via Getty Images)

No momento as forças da Ucrânia parecem ter muito menos poder de fogo e estarem em enorme desvantagem numérica se comparadas com as forças armadas da Rússia. Caso o presidente russo, Vladimir Putin, ao fim e ao cabo, consiga subjugar a Ucrânia e a capital Kiev, propiciemos para que seja o seu Waterloo.

Alentados pela liderança determinada e combativa mostrada pelo presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy, a reação global à invasão de Putin foi galopante e dura para a Rússia. As sanções contra o Banco Central da Rússia e as restrições impostas pelo sistema de transações bancárias SWIFT a alguns bancos russos reduziram o valor do rublo russo para menos de um centavo ao mesmo tempo que a taxa de juros atingiu 20% na Rússia. O mercado de ações russo foi e continua preventivamente fechado para evitar o colapso e as companhias aéreas russas estão proibidas de voar sobre vastas extensões do planeta.

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O 'Fim dos Dias' de Xi Jinping Mergulhará a China e o Mundo numa Guerra?

por Gordon G. Chang  •  3 de Março de 2022

  • Xi Jinping, o imponente líder da China, tem uma "enorme gama de inimigos internos." — Gregory Copley, presidente da Associação Internacional de Estudos Estratégicos e editor-chefe do Defense & Foreign Affairs Strategic Policy ao Gatestone Institute em fevereiro de 2022.

  • Xi criou tal oposição. Depois de se tornar detentor do poder da China no final de 2012, ele tirou o poder de todos e prendeu dezenas de milhares de oponentes por meio de expurgos, que ele chamou de campanhas "anticorrupção".

  • Pequim entrou em pânico, adicionou quase um trilhão de dólares no total de novos créditos no mês passado, um salto recorde... Se a assim chamada "dívida oculta" for incluída, o montante da dívida total do país chega a cerca de 350% do produto interno bruto.

  • Não é de se estranhar que as empresas chinesas já estejam inadimplentes. A crise da dívida é tão séria que pode derrubar a economia da China e junto com ela os sistemas financeiros e políticos do país.

  • O mais recente indício de saia justa apareceu em "Fang Zhou e a China", escreveu um artigo de 42 mil caracteres intitulado "Uma Avaliação Objetiva sobre Xi Jinping." O discurso contra Xi, publicado em 19 de janeiro no site 6park, patrocinado pela China, parece ter sido o trabalho de vários membros da facção Shanghai Gang do Partido Comunista, liderada pelo ex-líder Jiang Zemin. A facção de Jiang vem alfinetando Xi sem dar trégua e agora está liderando os ataques contra ele.

  • Os problemas de Xi, lamentavelmente, poderão virar nossos problemas. Ele tem, por várias razões políticas internas, pouquíssimo espaço para manobrar o risco e muitas razões para escolher algum país para desviar as atenções das críticas da elite e do descontentamento popular.

  • O Partido Comunista da China sempre acreditou que sua luta com os Estados Unidos era existencial, em maio de 2019 o Diário do Povo, órgão oficial declarou uma "guerra popular" contra os Estados Unidos, mas a hostilidade ficou muito mais evidente no ano passado.

  • O virulento antiamericanismo sugere que Xi Jinping está criando uma justificativa para atacar os Estados Unidos. O regime chinês costuma usar a mídia para primeiro alertar e depois sinalizar suas ações.

Xi Jinping, o imponente líder chinês criou sua própria oposição. Depois de se tornar detentor do poder da China no final de 2012, ele tirou o poder de todos e prendeu dezenas de milhares de oponentes por meio de expurgos, que ele chamou de campanhas "anticorrupção". Os problemas de Xi, lamentavelmente, poderão virar nossos problemas. O virulento antiamericanismo sugere que Xi Jinping está criando uma justificativa para atacar os Estados Unidos. Foto: Xi no Grande Salão do Povo em 28 de maio de 2020 em Pequim. (Foto: Kevin Frayer/Getty Images)

Quando os caminhoneiros tomaram Ottawa, capital do Canadá e fecharam os pontos de entrada na fronteira com os Estados Unidos, alguns disseram que se tratava de uma "insurreição nacional". Gigantescas manifestações ocorreram em todo o mundo democrático. As pessoas já estavam fartas de dois anos de decretos e outras medidas para o controle de doenças.

Mas não no país mais populoso do planeta, que mantém os mais rígidos controles da COVID-19 do mundo. Não há nenhum protesto de populares que se tenha conhecimento na República Popular da China contra os programas antivacinais relativos ao coronavírus.

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Éric Zemmour: Última Chance de Sobrevivência da França?

por Guy Millière  •  20 de Fevereiro de 2022

  • Quando Macron fala, ele trata quase exclusivamente da pandemia. Os analistas políticos acham que se ele conseguir desviar o foco no sentido de evitar todos os demais temas, sua reeleição será líquida e certa. Se ele não conseguir, só Deus sabe o que será.

  • "Não, a grande substituição não é uma fantasia". — Éric Zemmour, candidato à próxima eleição presidencial da França, YouTube, 15 de dezembro de 2021.

  • "Quatrocentos mil imigrantes muçulmanos entram na França a cada ano. Em cinco anos, serão mais dois milhões de muçulmanos. Estes muçulmanos irão morar nas regiões muçulmanas e não irão se integrar... O que vocês acham que isto significa?" — Éric Zemmour, YouTube, 15 de dezembro de 2021.

  • "Vemos a violência em nossas cidades... Vemos o ódio à França e sua história se tornando a norma... Vocês abandonam, sem reagir, distritos inteiros do nosso país para a lei do mais forte... se estourar uma guerra civil, o exército manterá a ordem em seu próprio solo... Ninguém pode querer uma situação tão terrível quanto esta... mas sim, de novo, a guerra civil está batendo na porta da França e vocês estão cansados de saber disso". — Carta aberta publicada no Valeurs Actuelles, assinada por milhares de soldados profissionais que pediram que seus nomes não fossem divulgados, 9 de maio de 2021.

Éric Zemmour, candidato à frente nas pesquisas para as eleições presidenciais de 2022 na França. (Foto: Bertrand Guay/AFP via Getty Images)

Paris, 18 de dezembro de 2021. A seleção argelina de futebol ganhou a Copa Árabe no Catar. Dezenas de milhares de torcedores argelinos, agitando bandeiras argelinas, correram para o Champs-Élysées em Paris. Vitrines destroçadas. O quebra-quebra dura até o anoitecer. Slogans são entoados aos gritos: "viva a Argélia", "por Alá, o Alcorão!" -- e também "Fo*a-se a França!" e "Fo*a-se Zemmour!" Os policiais recebem ordens para não intervir. Mesmo assim são atacados.

No dia seguinte, Jean Messiha, ex-integrante do Partido União Nacional,observa na televisão: "a grande substituição e o ódio étnico, a olhos vistos".

Éric Zemmour, candidato judeu à presidência da França, não comenta. Ele simplesmente declara em uma entrevista: "cenas tristemente banais".

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China: Arrematando a Europa

por Judith Bergman  •  14 de Fevereiro de 2022

  • Impressionantes 40% dos 650 investimentos chineses na Europa entre os anos de 2010 e 2020, segundo Datenna (uma empresa holandesa que monitora os investimentos chineses na Europa), tiveram "alta ou moderada participação de empresas estatais ou controladas pelo Estado".

  • Quando o presidente da Comissão de Assuntos Estrangeiros do parlamento britânico, Tom Tugendhat, escreveu que a compra pelos chineses da fábrica britânica de microchips Newport Wafer Fab "representava uma ameaça significativa para a economia e segurança nacional", o Secretário de Negócios do Reino Unido, Kwasi Kwarteng respondeu que o negócio tinha sido "considerado tim-tim por tim-tim". Somente após uma considerável pressão, o primeiro-ministro britânico Boris Johnson concordou em realizar uma reavaliação de segurança nacional em relação à venda.

  • Sistemas eficientes destinados a bloquear investimentos estrangeiros com base em apreensões de segurança nacional parecem não existir ou simplesmente não estarem sendo utilizados o suficiente.

  • As "mais rigorosas estruturas de monitoramento" indubitavelmente não estão contendo as aquisições chinesas.

  • O que ao que tudo indica ser urgentemente necessário na Europa agora é uma compreensão mais aprofundada da ameaça que a China representa, bem como a vontade política de agir frente a esta ameaça. A tomada de medidas é urgentemente necessária para que se bloqueie dar de mão beijada investimentos que proveem os ativos estratégicos da Europa para as empresas estatais da China, que o Partido Comunista Chinês usa para promover seus objetivos expansionistas.

Por mais de uma década, a China vem comprando sorrateiramente empresas europeias de setores estratégicos, principalmente no âmbito da tecnologia e energia. Sistemas eficientes destinados a bloquear investimentos estrangeiros com base em apreensões de segurança nacional parecem não existir ou simplesmente não estarem sendo utilizados o suficiente. (Imagem: iStock)

Por mais de uma década, a China vem comprando sorrateiramente empresas europeias de setores estratégicos, principalmente no âmbito da tecnologia e energia. Ao que tudo indica, a China está fazendo uso desses bens europeus no sentido de facilitar as ambições do Partido Comunista Chinês (PCC) de se tornar uma potência global, tecnologicamente independente do Ocidente e, em última análise, suplantar os EUA como a superpotência econômica, política e militar do planeta.

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Desmascarando a Mentira do Apartheid de Israel

por Richard Kemp  •  10 de Fevereiro de 2022

  • O colapso nas relações entre Israel e a União Soviética foi mais tarde agravado pelas vitórias defensivas de Israel contra os árabes em 1967 e novamente em 1973. Ao longo desse espaço de tempo, todas as esperanças de Israel virar um cliente soviético foram para o espaço. Exércitos árabes patrocinados, treinados e equipados pela URSS foram humilhados, assim como Moscou também o foi. Consequentemente, os soviéticos desenvolveram progressivamente uma política com o objetivo de desgastar Israel. O objetivo principal era usar o país como arma em sua luta na Guerra Fria contra os EUA e o Ocidente.

  • "Precisávamos incutir um ódio aos judeus em todo o mundo islâmico no melhor estilo nazista e transformar esta arma emocional em um banho de sangue terrorista contra Israel e seu principal defensor, os Estados Unidos" — Yuri Andropov, Presidente da KGB Soviética, depois Secretário Geral do Partido Comunista Soviético, conforme relatado pelo General Ion Pacepa, ex-chefe dos serviços de inteligência da Romênia.

  • Fora mobilizar os árabes para a causa soviética, Andropov e seus colegas da KGB precisavam seduzir o mundo democrático. Para tanto, o Kremlin decidiu transformar o conflito que buscava simplesmente destruir Israel em uma luta pelos direitos humanos e pela libertação nacional de um ilegítimo ocupador imperialista patrocinado pelos americanos. Eles começaram a transformar a narrativa do conflito da jihad religiosa, segundo a qual a doutrina islâmica exige que qualquer terra que já esteve sob controle muçulmano deve ser reconquistada para o Islã, para o nacionalismo secular e a autodeterminação política, algo muito mais palatável para as democracias ocidentais. Isso daria cobertura para uma execrável guerra terrorista, chegando até mesmo a obter amplo apoio em todos os cantos.

  • Para atingir seu objetivo, os soviéticos tiveram que criar uma identidade nacional palestina que até então não existia e uma narrativa segundo a qual os judeus não tinham direito à terra além de serem agressores gratuitos. De acordo com Pacepa, a KGB criou a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) no início da década de 1960, bem como orquestrou os assim chamados exércitos de libertação nacional em várias partes do mundo. Ele afirma que a Carta Nacional Palestina de 1964 foi redigida em Moscou. Este documento foi fundamental para a invenção e estabelecimento de uma nação palestina artificial.

  • Os detalhes das operações terroristas patrocinadas por Moscou no Oriente Médio e em outros lugares encontram-se impressos em 25 mil páginas de documentos da KGB copiados e depois contrabandeados da Rússia no início dos anos 1990 pelo arquivista sênior da KGB Vasili Mitrokhin, agora preservados no Reino Unido, no Churchill College, Cambridge.

  • O estatuto inicial não reivindicava a Cisjordânia nem a Faixa de Gaza para a "Palestina". Na realidade, ele repudiava explicitamente quaisquer direitos a estas terras, reconhecendo-os falsamente como territórios soberanos da Jordânia e do Egito, respectivamente. O estatuto deu preferência à reivindicação da OLP para o restante de Israel. A carta foi emendada após a guerra de 1967, quando Israel expulsou ocupantes ilegais tanto jordanianos como egípcios e a Cisjordânia e Gaza foram pela primeira vez renomeadas como territórios palestinos.

  • Primeiro Moscou conduziu sua campanha de modo a rotular os judeus israelenses de opressores segundo seu inventado "povo palestino" até a ONU em 1965. As investidas de qualificar o sionismo como racismo não deram certo daquela vez, mas tiveram sucesso quase uma década depois na execrável Resolução 3379 da Assembleia Geral da ONU.

  • Zuheir Mohsen, alta autoridade da OLP admitiu em 1977: "o povo palestino não existe. A criação de um estado palestino é apenas um meio para continuar a nossa luta contra o Estado de Israel em nome da unidade árabe... Somente por razões políticas e táticas falamos hoje sobre a existência de um povo palestino, uma vez que os interesses nacionais árabes exigem que postulemos a existência de um povo palestino distinto para se opor ao sionismo. Sim, a existência de uma identidade palestina separada existe somente por razões táticas."

  • Os documentos de Mitrokhin mostram que tanto Yasser Arafat quanto Mahmoud Abbas, seu sucessor no cargo de presidente da OLP, agora presidente da Autoridade Nacional Palestina, eram agentes da KGB. Ambos foram instrumentos indispensáveis nas operações de desinformação da KGB, bem como em suas campanhas terroristas.

  • Quanto as negociações com Washington, Ceaușescu preparou Arafat em 1978 assim: "você simplesmente tem que continuar fingindo que irá renunciar ao terrorismo e que irá reconhecer Israel, ad infinitum."

  • O conselho de Ceaușescu foi reforçado pelo general Vo Nguyen Giap, do regime comunista do Vietnã do Norte, com quem Arafat se encontrou inúmeras vezes: "pare de falar em aniquilar Israel e transforme sua guerra terrorista em luta pelos direitos humanos. Assim o povo americano irá comer na sua mão". (David Meir Levi, "History Upside Down: The Roots of Palestinian Fascism and the Myth of Israeli Aggression")

  • Na mesma linha de Arafat, seu antecessor, sua consistente rejeição de toda e qualquer oferta de paz com Israel, ao mesmo tempo em que fala de paz e patrocina o terrorismo, mostra a influência residual de seus mestres soviéticos.

  • Dito isto, o movimento palestino criado por Moscou, nas palavras do historiador americano David Meir-Levi, é "o único movimento nacional de autodeterminação política em todo o mundo e em toda a história mundial, a ter a destruição de um estado soberano e o genocídio de um povo como sua única razão de ser."

  • A campanha de Moscou foi significativamente prejudicada pela reaproximação em 2020 de Israel com vários países árabes. A lição que se tira disso é a importância da vontade política americana contra a propaganda autoritária, que levou ao revolucionário divisor de águas dos Acordos de Abraham.

A União Soviética desenvolveu progressivamente uma política com o objetivo de desgastar Israel. O objetivo principal era usar o país como arma em sua luta na Guerra Fria contra os EUA e o Ocidente. Para atingir seu objetivo, os soviéticos tiveram que criar uma identidade nacional palestina que até então não existia e uma narrativa segundo a qual os judeus não tinham direito à terra além de serem agressores gratuitos. De acordo com Pacepa, a KGB criou a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) no início da década de 1960. Foto: o presidente da OLP Iasser Arafat (direita) deposita uma coroa de flores no Mausoléu de Lenin durante sua 12ª visita a Moscou, em 30 de agosto de 1977. (Foto: STF/AFP via Getty Images)

No mês passado, a Assembleia Geral da ONU reafirmou sua implacável hostilidade a um de seus próprios Estados Membros. A esmagadora maioria, 125 a 8 e 34 abstenções, votou a favor de custear uma comissão de inquérito (COI) permanente, sem precedentes, do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas (UNHRC) para investigar minuciosamente as alegações de crimes de guerra e abuso de direitos humanos cometidos por Israel. Os contribuintes pagarão a estratosférica quantia orçamentária de US$5,5 milhões, isto só no primeiro ano, muito acima do que o dobro da comissão do UNHRC que investiga a guerra civil na Síria.

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Suécia, Violência das Gangues e um Novo Primeiro Ministro

por Judith Bergman  •  1 de Fevereiro de 2022

  • A Suécia está enfrentando muito mais do que um "problema grave".

  • A Suécia conta com o maior número de ataques com armas de fogo que acabam em mortes por milhão de habitantes na Europa, de acordo com um estudo comparativo sobre tiroteios na Europa realizado pelo Brå publicado em maio. Além disso, a Suécia é o único país europeu onde o número de mortos em tiroteios aumentou desde 2005.

  • "O principal motivo por trás da evolução dos tiroteios e explosões é a situação predominante em áreas vulneráveis, onde os moradores se sentem ameaçados por criminosos, onde existe o flagrante tráfico de drogas e onde os criminosos criaram em certos lugares estruturas sociais paralelas", escreveu a polícia sueca num comunicado à imprensa.

  • Em cada seis de sete distritos policiais, gangues usam crianças de 12 anos na condução de suas atividades criminosas, entre elas venda de drogas e transporte de armas.

A nova Primeira Ministra da Suécia, Magdalena Andersson, tem uma tarefa árdua pela frente: lidar com a escalada da violência das gangues e os tiroteios nas cidades suecas. A Suécia conta com o maior número de ataques com armas de fogo que acabam em mortes por milhão de habitantes na Europa. (Foto: Kenzo Tribouillard/Pool/AFP via Getty Images)

A nova Primeira Ministra da Suécia, a Social-democrata Magdalena Andersson, que anteriormente chefiava o Ministério da Fazenda, tem uma tarefa árdua pela frente: lidar com a escalada da violência das gangues e os tiroteios nas cidades suecas. Stefan Löfven, que ocupava anteriormente o cargo de ministro da fazenda, fracassou espetacularmente, sequer conseguiu conter o recrudescimento exponencial dos tiroteios durante seu mandato de sete anos. Em novembro o parlamento sueco elegeu Andersson por uma estreita margem à sucessão de Löfven, depois que ele anunciou a renúncia em agosto.

"A Suécia é um país fantástico, mas estamos enfrentando uma série de problemas graves", salientou Andersson. "Farei das tripas coração para desmantelar a segregação e rechaçar o crime violento que assola a Suécia..."

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