Últimas Análises e Comentários

Os "Virtuosos" Novos Nazistas

por Giulio Meotti  •  27 de Setembro de 2016

  • Em vez de se preocuparem com o terrorismo islamista e o ninho de jihadistas acantonados em Molenbeek em Bruxelas, há racistas na Europa que querem destruir Israel, a única democracia no Oriente Médio.

  • Todos eles afirmam falsamente serem "pacíficos", usando meios "econômicos" para corrigir "injustiças" nos territórios palestinos. No entanto eles nunca tentaram corrigir injustiças cometidas pelos governos corruptos, repressivos da Autoridade Palestina e do Hamas em Gaza, nem mesmo protagonizar a imprensa livre, o estado de direito ou a edificação de uma economia estável. Suas verdadeiras motivações racistas estão desmascaradas.

  • As linhas pré ou pós-1967 são apenas um álibi para esses novos nazistas. Muitos consideram Israel em sua totalidade, ilegal, imoral, ou as duas coisas juntas -- ainda que os judeus tenham estado nesta terra há 3.000 anos -- parte dela ainda é chamada de Judeia. Sua ânsia em acusar os judeus de terem a audácia de "ocupar" a sua própria terra histórica, bíblica, só revela a conivência com as mentiras mais obscuras dos extremistas islâmicos, os quais estão tentando destruir os cristãos coptas autóctones em sua terra nativa do Egito e os cristãos assírios autóctones que estão sendo massacrados no Oriente Médio. Será que os franceses também deveriam ser acusados de estarem "ocupando" a Gália? Basta olhar para qualquer mapa da "Palestina", que será possível ver o Estado de Israel coberto por inteiro: para muitos palestinos toda a terra de Israel é uma única colônia gigante que tem que ser desmontada.

Boicote aos produtos produzidos por judeus, naquela época e agora.

Conheça os bandos dos novos nazistas, posando como defensores da Justiça e da Virtude, em busca de novas políticas de extermínio de Israel e, logo em seguida, dos judeus.

"Na Alemanha nazista", conforme observa Brendan O'Neill no Wall Street Journal, "era a fúria total para tornar a cidade Judenfrei (sem nenhum judeu)".

"Agora uma nova moda está assolando a Europa: tornar a cidade ou o município naquilo que poderíamos chamar de Zionistfrei -- livre de produtos e da cultura do estado judeu. Por todo o continente, cidades estão se declarando zonas livres de Israel, afastando seus cidadãos de produtos e da cultura israelenses. Ecos monstruosos do que aconteceu há 70 anos".

Continue lendo o artigo

Palestinos: "A Máfia da Destruição"

por Khaled Abu Toameh  •  25 de Setembro de 2016

  • Funcionários do Hamas e da Autoridade Palestina (AP) transformaram o atendimento médico em um comércio que rende centenas de milhares de dólares por ano. Esta corrupção permitiu a altos funcionários da Cisjordânia e Faixa de Gaza desviarem milhões de shekels (moeda israelense) do orçamento da AP.

  • Em 2013 a AP gastou mais de meio bilhão de shekels para cobrir despesas médicas de palestinos que foram encaminhados a hospitais fora dos territórios palestinos. No entanto, ninguém sabe exatamente como o dinheiro foi gasto e se todos aqueles que receberam a documentação para o encaminhamento de fato precisavam de tratamento médico. Em um caso verificou-se que 113 pacientes palestinos tinham dado entrada em hospitais israelenses ao custo de 3 milhões de shekels, no entanto não há nenhuma documentação dessas internações. Até as identidades dos pacientes continuam envoltas em mistério.

  • Hajer Harb, uma corajosa jornalista palestina da Faixa de Gaza, assinala que ela já está enfrentando acusações de "difamação" por expor a corrupção. Ela vem sendo recorrentemente interrogada pelo Hamas. O regime da AP, de sua parte, não está nada contente com o fato do vazamento ter vindo à tona.

  • Os hospitais de Gaza estariam melhor equipados se o Hamas usasse o dinheiro ao seu dispor na construção de centros médicos em vez de túneis para contrabandear armas do Egito para atacar Israel.

Palestino sendo levado a uma ambulância israelense no posto de fronteira de Erez entre a Faixa de Gaza e Israel a caminho de um hospital israelense, 29 de julho de 2014. (imagem: Ministério das Relações Exteriores de Israel)

Pergunta: o que os pacientes palestinos fazem para obter autorização para receber tratamento médico em Israel e em outros hospitais ao redor do mundo? Resposta: pagam propina a funcionários da alta hierarquia palestina na Cisjordânia e na Faixa de Gaza. Aqueles que não têm como pagar a propina são abandonados à própria sorte, amontoados, em hospitais mal equipados, falta de pessoal, principalmente na Faixa de Gaza.

No entanto, ao que tudo indica, uns palestinos são mais iguais do que os outros: aqueles palestinos cujas vidas não correm perigo, mas que só fazem de conta. São eles: empresários, comerciantes, estudantes universitários e parentes de altos funcionários da Autoridade Palestina (AP) e do Hamas, que recebem autorização para viajar para Israel e para outros países sob o pretexto de emergência médica.

Continue lendo o artigo

A Herança da Cultura do Ódio

por Tharwa Boulifi  •  21 de Setembro de 2016

  • "Eu odeio os cristãos e os judeus. Não sei porque. Não tenho nenhum motivo aparente para odiá-los, mas eu sempre ouço minha mãe falar mal deles. Ela também os odeia e é por isso que eu os odeio, acho eu. Mamãe sempre me disse que os muçulmanos são o povo escolhido por Alá" — F., uma menina tunisiana de 15 anos de idade.

  • "Eles diziam que aqueles que não são muçulmanos merecem morrer e que não devemos ter nenhuma piedade para com eles. De um jeito ou de outro eles queimarão no inferno". — M., um menino tunisiano de 16 anos de idade.

  • Pessoas que não leem tendem a temer o que não entendem e esse medo pode se transformar em suspeição, agressão e ódio. Estas pessoas precisam preencher o vazio para remover o desconforto, então elas se voltam para o terrorismo para criar uma meta em suas vidas: defender o Islã.

  • Como a maioria dos tunisianos não lê, assiste muito à TV. "Depois de assistir a série Hareem Al Sultan, eu queria ser uma das concubinas do sultão e viver na época do Império Otomano, eu queria ser como elas", revelou S., uma menina de 14 anos de idade.

"O Harém do Sultão", uma série da TV turca, muito popular na Tunísia, mostra atraentes concubinas procurando seduzir o sultão com a dança, canto, sendo obedientes e submissas -- tudo aquilo que pode incentivar as meninas a se juntarem à "jihad sexual", através da qual elas proporcionam sexo aos jihadistas.

Um relatório do Pew Research Center publicado em 2013, intitulado: "Religião, Política e Sociedade dos Muçulmanos no Mundo", explora as atitudes e opiniões dos muçulmanos ao redor do mundo em matéria de religião e seu impacto na política, ética e ciência.

Em uma sondagem realizada entre novembro e dezembro de 2011 foram entrevistados 1450 tunisianos muçulmanos de todas as 24 províncias da Tunísia. De acordo com o estudo, 50% dos tunisianos consideram estar em conflito entre a religião e o mundo moderno. Segundo o levantamento, 32% dos tunisianos consideram o divórcio antiético -- o maior índice do mundo árabe e muçulmano -- se comparado com os 8% do Egito, 6% do Líbano e 3% da Jordânia. Apesar de 46% dos entrevistados responderem que a religião é compatível com o mundo moderno, o estudo indicou que a população da Tunísia está mais propensa a defender a escolha individual -- com 89% a favor -- do uso da nicabe (véu que cobre o rosto).

Continue lendo o artigo

Editoras Ocidentais se Subjugam ao Islã

por Giulio Meotti  •  20 de Setembro de 2016

  • Por criticar o Islã, Abdel-Samad vive sob proteção policial na Alemanha e, assim como Rushdie, paira sobre ele uma fatwa. Depois da fatwa vieram os insultos: ser censurado por uma editora livre. Isto é o que os soviéticos faziam para destruir os escritores: destruíam seus livros.

  • Numa época em que dezenas de escritores, jornalistas e estudiosos enfrentam ameaças dos islamistas, é imperdoável que editores ocidentais não só concordem em se ajoelhar, mas muitas vezes sejam os primeiros a capitular.

  • Um tribunal de Paris condenou Camus por "islamofobia" (uma multa de 4.000 euros), referente a um discurso preferido por ele em 2010, no qual ele falou sobre a substituição do povo francês pelo cavalo de Troia do multiculturalismo. Outro escritor, Richard Millet, foi demitido em março último pela editora Gallimard por conta de suas ideias sobre o multiculturalismo.

  • Não são só os editores de Rushdie que capitularam, outras editoras também decidiram cortar os laços e voltar a fazer negócios com Teerã. A Oxford University Press decidiu participar da Feira do Livro em Teerã, juntamente com duas editoras americanas, McGraw-Hill e John Wiley. Esses editores optaram por responder à censura assassina com a rendição.

  • É como se na época da queima de livros pelos nazistas, as editoras ocidentais não só tivessem ficado em silêncio, como também convidado uma delegação alemã a ir a Paris e Nova Iorque.

Por criticar o Islã, Abdel-Samad vive sob proteção policial na Alemanha e, assim como Rushdie, paira sobre ele uma fatwa. Depois da fatwa vieram os insultos: ser censurado por uma editora livre.

Quando o romance Os Versos Satânicos de Salman Rushdie foi publicado em 1989 pela Viking Penguin, a editora britânica e americana foi submetida a assédio diário perpetrado por islamistas. Conforme salienta Daniel Pipes, o escritório londrino mais parecia "um acampamento armado" com proteção policial, detectores de metal e acompanhantes para visitantes. Nos escritórios da Viking em Nova Iorque, cães farejavam pacotes e o lugar foi considerado "local sensível". Muitas livrarias foram atacadas e outras tantas ainda se recusavam a vender o livro. A Viking gastou cerca de US$3 milhões em medidas de segurança em 1989, o ano fatal para liberdade de expressão no Ocidente.

Não obstante, a Viking jamais se acovardou. Foi um verdadeiro milagre que o romance finalmente tenha sido publicado. Outras editoras, no entanto, hesitaram. Desde então, a situação só piorou. A maioria dos editores ocidentais agora hesitam. Esse é o significado do novo caso de Hamed Abdel-Samad.

Continue lendo o artigo

Palestinos: Jibril Rajoub e o "Grupo Feliz Natal"

por Khaled Abu Toameh  •  19 de Setembro de 2016

  • Jibril Rajoub, presidente da Associação Palestina de Futebol e alto funcionário da Fatah e da Autoridade Palestina (AP) na Cisjordânia, proferiu comentários ofensivos durante uma recente entrevista concedida a uma TV egípcia.

  • Muitos cristãos assinalaram que os comentários ofensivos de Rajoub irão botar mais lenha na fogueira das tensões entre eles e os muçulmanos. Eles salientaram que o cacique da AP os estava, na realidade, excluindo de serem parte integrante do povo palestino.

  • Os cristãos veem os comentários ofensivos de Rajoub como parte da perseguição generalizada contra os cristãos em países árabes e islâmicos, que ceifou a vida de milhares de cristãos nos últimos anos, levando muitos a fugirem para os EUA, Canadá, Austrália e Europa.

  • Em uma carta aberta a Rajoub, que anteriormente comandava a Força de Segurança Preventiva da AP e que já havia cumprido uma pena de 17 anos em uma prisão israelense por participar de atos relacionados ao terrorismo, o Pastor de Belém Danny Awad ressaltou: "estamos aqui há mais de 2000 anos. Nós não somos estranhos ou convidados ou estrangeiros que falam uma língua estrangeira".

  • O menosprezo de Rajoub em relação aos cristãos palestinos irá, com toda certeza, incentivar os cristãos a deixarem as áreas da Autoridade Palestina financiadas pelo Ocidente. Esse tipo de comentário causa um profundo mal estar por ocorrer justamente quando os cristãos da Síria, Iraque e Egito estão enfrentando uma campanha de terrorismo e intimidação dos extremistas muçulmanos.

Jibril Rajoub, alta autoridade hierárquica da Fatah, durante entrevista concedida à televisão egípcia, quando ele insultou os palestinos cristãos, dizendo: "até mesmo alguns de nossos irmãos, do Grupo Feliz Natal, votaram para o Hamas".

Um funcionário palestino da alta plumagem vem enfurecendo cristãos palestinos por se referir a eles como "Grupo Feliz Natal", acusando-os de apoiarem o movimento islamista Hamas. Jibril Rajoub, presidente da Associação Palestina de Futebol e alto funcionário da Fatah que anteriormente serviu como comandante da execrável Força de Segurança Preventiva da Autoridade Palestina (AP) na Cisjordânia, proferiu comentários ofensivos durante uma recente entrevista concedida a uma TV egípcia.

Referindo-se às eleições palestinas locais, que deveriam ser realizadas em 8 de outubro, mas foram suspensas devido à contínua luta pelo poder entre a Fatah e o Hamas, Rajoub salientou durante a entrevista:

"Até mesmo alguns de nossos irmãos, do Grupo Feliz Natal, votaram para o Hamas (nas eleições parlamentares palestinas de 2006). Hoje ninguém irá votar para o Hamas. O que o Hamas lhes deu? O Hamas não trouxe nada além de destruição."

Continue lendo o artigo

Alemanha: É o Começo do Fim da Era Merkel?

por Soeren Kern  •  17 de Setembro de 2016

  • O partido anti-imigração Alternativa para Alemanha (AfD) ficou à frente da União Democrata Cristã (CDU) de Angela Merkel nas eleições em seu estado natal Mecklenburg-West Pomerania.

  • A eleição era considerada pela maioria da população como uma espécie de referendo sobre a política de portas abertas para a imigração da Chanceler Merkel e no tocante à sua decisão de permitir a entrada na Alemanha de mais de um milhão de migrantes da África, Ásia e Oriente Médio em 2015.

  • Merkel rejeitou qualquer correção de curso na política de migração: "estou muito insatisfeita com o resultado da eleição. Inegavelmente ela tem algo a ver com a questão migratória. Acredito que as decisões tomadas estão corretas." Ela passou a culpar os eleitores alemães por não valorizarem a "competência em resolver problemas" de seu governo.

  • Outrora muitas das posições da AfD eram defendidas pela CDU de Merkel, mas posteriormente abandonadas.

  • Uma pesquisa de opinião realizada em 1º de setembro para a rede de TV ARD mostrou que o índice de popularidade de Merkel despencou para 45%, a menor em cinco anos. Mais da metade (51%) dos entrevistados disseram que "não seria bom" se Merkel concorresse a mais um mandato em 2017.

A chanceler alemã Angela Merkel (esquerda) sofreu um duro golpe em 4 de setembro, quando o partido anti-imigração Alternativa para Alemanha (AfD) liderado por Frauke Petry (direita) ficou à frente da União Democrata Cristã (CDU) nas eleições em seu estado natal Mecklenburg-West Pomerania.

A Chanceler alemã Angela Merkel sofreu um duro golpe em 4 de setembro, quando o partido anti-imigração Alternativa para Alemanha (AfD) ficou à frente da União Democrata Cristã (CDU) nas eleições em seu estado natal Mecklenburg-West Pomerania.

Com 20,8% dos votos, o partido AfD ficou em segundo lugar atrás dos sociais-democratas (SPD) de centro-esquerda com (30,6%). Em terceiro lugar ficou a CDU de Merkel com 19% dos votos, o pior resultado já obtido em Meck-Pomm, como o estado é chamado em sua forma abreviada.

Continue lendo o artigo

As Palestinas Invisíveis

por Khaled Abu Toameh  •  12 de Setembro de 2016

  • Em vez de se referirem às candidatas pelos seus nomes e publicarem suas fotos, as listas dos candidatos se valem dos termos "esposa de" ou "irmã de".

  • "É uma vergonha que uma lista islâmica, nacional ou independente descarte os nomes das mulheres. Se eles não estão dispostos a reconhecer o nome das mulheres, como eles irão aceitar o papel delas depois que forem eleitas?" — Nadia Abu Nahleh, ativista palestina.

  • O Dr. Walid Al-Qatati, escritor e analista político especializado em assuntos islâmicos salientou que a medida o faz lembrar dos convites de casamento que são enviados sem o nome das noivas.

  • Quando mulheres palestinas realizam ataques contra israelenses a sociedade palestina as glorifica como heroínas. Logo, os nomes e as fotos dessas mulheres ficam expostos em outdoors para que todos possam ver e aplaudir. Até parece que quando as mulheres desejam trabalhar para a vida ao invés de trabalhar para a morte, suas identidades não são adequadas para exposição ao público.

Quando mulheres palestinas realizam ataques contra israelenses a sociedade palestina as glorifica como heroínas. Logo, os nomes e fotos dessas mulheres ficam expostos em outdoors para que todos possam ver e aplaudir. Até parece que quando as mulheres desejam trabalhar para a vida ao invés de trabalhar para a morte, suas identidades não são adequadas para exposição ao público.

A medida anunciada de omitir nomes e fotos de candidatas das listas de candidatos palestinos, que estão concorrendo nas próximas eleições locais programadas para 8 de outubro, enfureceu mulheres e diversas facções palestinas.

Em vez de se referirem às candidatas pelos seus nomes e publicarem suas fotos, as listas dos candidatos se valem dos termos "esposa de" ou "irmã de".

Os críticos desaprovaram a medida rotulando-a de "sinal de retardamento, extremismo e fanatismo". Já outros palestinos chegaram a ponto de comparar a retirada de nomes e fotos das candidatas das listas à cruel prática pré-islâmica do infanticídio (wa'd).

A decisão de ocultar os nomes e as fotos das candidatas deve ser vista no contexto da crescente "islamização" da sociedade palestina, que já é considerada profundamente conservadora.

Continue lendo o artigo

Turquia: Proliferação Generalizada de Estupros Infantis, Apagão na Mídia

por Robert Jones  •  10 de Setembro de 2016

  • O jornalista que denunciou o estupro para o jornal Birgun disse que ele e o jornal receberam inúmeras ameaças de morte nas redes sociais por relatarem o caso.

  • Em julho o Tribunal Constitucional da Turquia anulou um artigo do código penal que considerava crime de "abuso sexual" e punia todos os atos sexuais envolvendo crianças com menos de 15 anos de idade, dando um período de seis meses para que o parlamento elaborasse a nova lei.

  • Os fatos in loco indicam que o abuso sexual de crianças na Turquia é generalizado ao extremo e que são as autoridades turcas que não estão agindo com responsabilidade.

  • Quando bebês sírios e outras crianças, bem como mulheres, estão sendo estupradas e tratadas de forma tão aterrorizante na Turquia e os estupradores ficam impunes, quando jornalistas que cobrem estes abusos estão sendo ameaçados, quando os tribunais impõem a proibição da publicação de crimes cometidos contra os sírios e dão aos criminosos "redução da pena por bom comportamento", a Turquia parece ser um dos últimos países do planeta a ter o direito moral de exigir isenção de visto para a Europa ou para qualquer outro lugar.

Letreiro eletrônico no Aeroporto Ataturk em Istambul exibido no mês passado: "aviso aos passageiros! Você sabia que a Suécia tem o maior índice de estupros do mundo?" O tuíte foi publicado em resposta a um tuíte da Ministra das Relações Exteriores da Suécia Margot Wallström em sua página oficial: "a decisão turca de permitir relações sexuais com crianças menores de 15 anos deve ser revogada. Crianças precisam de mais proteção, não menos, da violência e do abuso sexual." (imagem: captura de tela da Reuters)

A Turquia mais uma vez ameaçou rasgar um polêmico acordo que trata dos migrantes e enviar centenas de milhares de candidatos a asilo para a Europa se, em questão de meses, não for concedido aos seus cidadãos isenções de visto para a União Europeia.

O Ministro das Relações Exteriores da Turquia Mevlut Cavusoglu, exigiu que até outubro do corrente ano a UE suspenda a necessidade de visto para os cidadãos turcos.

Enquanto isso, crianças sírias estão sendo estupradas e violentadas dentro e fora dos campos de refugiados na Turquia.

Estupro de um Bebê Sírio de 9 Meses, Imposto Apagão na Mídia

Um bebê sírio de 9 meses foi estuprado no distrito Islahiye de Gaziantep em 19 de agosto. A recém-nascida é filha de uma família síria que fugiu da guerra na Síria de acordo com o jornal Birgun. A família, formada de diaristas agrícolas em Gaziantep, montou uma tenda no campo onde trabalha.

Continue lendo o artigo

A Europa Debate o Uso do Burquíni

por Soeren Kern  •  7 de Setembro de 2016

  • "Nós iremos colonizar vocês com essas leis democráticas." — Yusuf al-Qaradawi, clérigo islâmico egípcio e presidente da União Internacional de Sábios Muçulmanos.

  • "Praias, assim como qualquer espaço público, devem estar fora de asseverações religiosas. O burquíni é um projeto político antissocial com o propósito especial de subjugar as mulheres. Isso não é compatível com os valores da França e da República. Diante de tais provocações a República tem a obrigação de se defender." — Primeiro Ministro da França Manuel Valls.

  • Segundo o prefeito de Villeneuve-Loubet, a deliberação do Supremo Tribunal contra a proibição dos burquínis, "longe de apaziguar os muçulmanos, irá, na realidade, aumentar tanto as tensões quanto as paixões."

  • "Praias são iguais as ruas, onde o uso ostentoso de símbolos religiosos também é rejeitado por dois terços dos franceses." — Jérôme Fourquet, diretor do Instituto Francês de Opinião Pública (Ifop).

O primeiro ministro francês Manuel Valls, declarou recentemente que "o burquíni é um projeto político antissocial, com o propósito especial de subjugar as mulheres... ele não é compatível com os valores da França e da República. Diante de tais provocações, a República tem a obrigação de se defender." Na foto acima: quatro policiais em Nice, França, são retratados obrigando uma mulher a remover parte das suas roupas, porque o traje viola a proibição do burquíni na cidade, 23 de agosto. Eles também a multaram pela infração. (imagem: captura de tela da NBC News)

A cidade francesa de Nice suspendeu a polêmica proibição do uso de burquínis muçulmanos depois que um tribunal decidiu que a proibição era ilegal. A proibição de trajes de banho que cobrem o corpo inteiro também foi suspensa em Cannes, Fréjus, Roquebrune e Villeneuve-Loubet, mas continuam vigorando em pelo menos 25 cidades da costa francesa.

A controvérsia em torno dos burquínis — um neologismo que mistura a burca com o biquíni — reacendeu um debate de longa data em relação aos códigos de vestimenta islâmicos na França e em outros países europeus seculares (consulte o apêndice abaixo).

Continue lendo o artigo

França: "Primeiro a Nação do Sábado, depois a Nação do Domingo"

por Guy Millière  •  6 de Setembro de 2016

  • O caminho escolhido por Adel Kermiche, nascido na França, filho de imigrantes da Argélia e um dos dois homens que assassinaram o idoso Padre Jacques Hamel, parece ser o caminho seguido por muitos jovens muçulmanos franceses: péssimo desempenho escolar, delinquência, crescente ódio pela França e pelo Ocidente, retorno ao Islã e transição para o Islã radical.

  • O sistema educacional francês não ensina os jovens a amarem a França e o Ocidente. Ele prioriza ensinar que o colonialismo saqueou muitos países pobres, que os povos colonizados tinham que lutar pela liberdade e que a luta ainda não acabou. Ele ensina os jovens a odiarem a França.

  • Todos os partidos políticos, incluindo a Frente Nacional, falam da necessidade de se estabelecer um "Islã da França". Eles nunca explicam como, na era da internet, o "Islã da França poderia ser diferente do Islã do resto do mundo".

  • Muitos judeus franceses, que estão deixando a França, se recordam de uma frase islâmica em árabe: "primeiro a nação do sábado, depois a nação do domingo." Em outras palavras, primeiro os muçulmanos atacam os judeus; então, quando os judeus já tiverem ido embora, eles atacarão os cristãos. É o que temos visto em todo o Oriente Médio.

Padre Jacques Hamel, assassinado em 26 de julho, na Igreja de Saint-Étienne-du-Rouvray, por jihadistas islâmicos.

O assassinato do padre francês Jacques Hamel em 26 de julho em Saint-Étienne-du-Rouvray foi de importância crítica. A igreja onde o Padre Jacques Hamel rezava a missa estava praticamente vazia. Cinco pessoas estavam presentes; três freiras e dois fiéis. Na maioria das vezes as igrejas francesas ficam vazias.

O cristianismo na França está se esvaindo. Jacques Hamel já tinha quase 86 anos de idade; apesar da idade avançada ele não queria se aposentar. Ele sabia que seria difícil encontrar alguém para substituí-lo. Padres de descendência europeia são uma raridade na França, assim como em muitos países europeus. O padre oficialmente responsável pela paróquia de Saint-Étienne-du-Rouvray, Auguste Moanda-Phuati, é congolês.

Continue lendo o artigo

Os "Outros" Palestinos

por Khaled Abu Toameh  •  5 de Setembro de 2016

  • Quase 3.500 palestinos foram mortos na Síria desde 2011. Mas é justamente pelo fato desses palestinos terem sido mortos por árabes e não por israelenses que não são notícia na grande mídia ou motivo de interesse nos fóruns de "direitos humanos".

  • Quantos jornalistas ocidentais se deram ao trabalho de procurar saber o que está acontecendo com os palestinos sedentos no campo de refugiados palestinos de Yarmouk na Síria? Será que alguém sabe que este acampamento está sem abastecimento de água há mais de 720 dias e sem energia elétrica há três anos? Em junho de 2002, 112.000 palestinos viviam em Yarmouk. Até o final de 2014 a população foi reduzida para um total de menos de 20.000.

  • Nem o soar do alarme no tocante aos mais de 12.000 palestinos que estão definhando nas prisões sírias, incluindo 543 mulheres e 765 crianças. Segundo fontes palestinas, cerca de 503 presidiários palestinos morreram debaixo de tortura nos últimos anos e houve casos de presidiárias palestinas que foram estupradas por interrogadores e guardas da prisão.

  • Quando jornalistas ocidentais perdem tempo reportando atrasos dos palestinos nos postos de controle israelenses e ignoram os barris de explosivos lançados pelo exército sírio em áreas residenciais, então chegou a hora de se imaginar qual o propósito de seu trabalho.

Palestinos fugindo do campo de refugiados Yarmouk perto de Damasco, após intensos combates ocorridos em setembro de 2015. (imagem: captura de tela da RT)

Parece que a comunidade internacional esqueceu que é possível encontrar palestinos em outras regiões que não sejam a Cisjordânia e a Faixa de Gaza. Esses "outros" palestinos residem em países árabes como a Síria, Jordânia e Líbano e seu sofrimento obviamente não chama a atenção da comunidade internacional. Somente palestinos que residem na Cisjordânia e na Faixa de Gaza chamam a atenção internacional. Por que? Porque são precisamente estes indivíduos que a comunidade internacional utiliza eficazmente como arma contra Israel.

Continue lendo o artigo

O Templo do Monte e a UNESCO

por Denis MacEoin  •  4 de Setembro de 2016

  • As tentativas de negar toda e qualquer presença judaica antiga e contínua em Jerusalém, dizer que nunca houve o Primeiro e muito menos o Segundo Templo e que somente os muçulmanos têm direito à cidade inteira, seus santuários e monumentos históricos, atingiram proporções insanas.

  • É realmente a isso que tudo se resume? O Estado Islâmico governa a comunidade internacional? Incluindo a UNESCO?

  • O mundo fica indignado ao ver as pedras de Palmyra se transformarem em escombros e outros grandes monumentos da civilização humana virarem pó. Mas este mesmo mundo silencia quando os árabes palestinos e seus defensores islamizam tudo ao questionarem a indubitável presença do povo judeu na Terra Santa.

Não é necessário ser um historiador para saber que Jerusalém era inicial e originalmente uma cidade judaica com posteriores ligações cristãs e mais tarde ainda com fracas ligações islâmicas. O Segundo Templo Judaico, concluído pelo Rei Herodes em 19 a.C., foi destruído pelos romanos em 70 d.C. (retratado à esquerda em uma pintura de Nicolas Poussin de 1626). A atual Mesquita de Al-Aqsa situada no Templo do Monte foi construída no ano 705, ou seja, 73 anos depois da morte de Maomé em 632 e reconstruída diversas vezes após ser destruída por terremotos. (Imagens: Wikimedia Commons)

UNESCO, Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura, é conhecida em todo o mundo pelos inúmeros lugares que designou como Patrimônio da Humanidade. Já são mais de mil, distribuídos de forma desigual em muitos países, estando a Itália no topo da lista, seguida pela China.

A categoria de sítios que conta, disparadamente, com o maior número de lugares sagrados encontra-se classificado sob o título de Sítios do Patrimônio Cultural (diferentemente dos Sítios do Patrimônio Natural). Dentro desta categoria a UNESCO realizou muitos diálogos com as comunidades a fim de garantir que as suscetibilidades religiosas fossem levadas em conta e garantidas. A UNESCO se encarregou de tomar inúmeras medidas neste sentido.

Em 2010, a organização realizou um seminário sobre "O papel das Comunidades Religiosas na Gestão das Propriedades do Patrimônio Mundial."

Continue lendo o artigo

Palestinos: Quando a Montanha de Fogo Eclodir

por Khaled Abu Toameh  •  3 de Setembro de 2016

  • A Autoridade Palestina está pagando o preço por abrigar, financiar e incitar gangues e milícias que até recentemente eram saudadas por muitos palestinos como "heróis" e "combatentes da resistência".

  • O sonho do Hamas de estender seu controle para englobar a Cisjordânia agora parece mais real do que nunca -- a menos que Mahmoud Abbas acorde e perceba que cometeu um grande equívoco ao autorizar a realização de eleições locais e municipais.

  • O sangue que está jorrando em Nablus e em outras cidades palestinas confirma que Abbas está a caminho de perder o controle sobre a Cisjordânia, assim como perdeu a Faixa de Gaza para o Hamas em 2007. Em uma reunião de emergência realizada em 25 de agosto em Nablus, várias facções e autoridades palestinas chegaram à conclusão de que seria impossível realizar a eleição diante das atuais circunstâncias.

Em 18 de agosto dois policiais da Autoridade Palestina foram mortos em um confronto com homens armados em Nablus (esquerda). Em abril deste ano uma intensa troca de tiros irrompeu entre policiais da Autoridade Palestina e membros do clã Jaradat no acampamento de refugiados de Jenin (direita). O confronto começou em maio na tentativa de prender um membro do clã.

Horas depois que agentes de segurança lincharam um detento, o Presidente da Autoridade Palestina Mahmoud Abbas exortou empresários palestinos, que vivem no exterior, a darem suporte à economia palestina investindo nos territórios palestinos. A Autoridade Palestina (AP), segundo ele, "estava trabalhando no sentido de proporcionar segurança e oferecer garantias para incentivar investimentos."

Segundo Abbas "nos territórios palestinos há estabilidade e segurança e estamos trabalhando para proporcioná-las aos residentes e investidores impondo o estado de direito, aprimorando a transparência e a prestação de contas."

Deve ser agradável criar a sua própria realidade, especialmente se ela for a de Abbas que está com 81 anos.

Em seu discurso perante os empresários Abbas deixou de lado qualquer referência a mais recente onda de "caos na segurança" em áreas controladas pela AP na Cisjordânia, especificamente em Nablus, a maior cidade palestina.

Continue lendo o artigo

Europa: A Substituição de uma População

por Giulio Meotti  •  2 de Setembro de 2016

  • Em uma geração a Europa ficará irreconhecível.

  • A Europa Oriental já apresenta "a maior perda de população da história moderna", a Alemanha ultrapassou o Japão e já conta com a menor taxa de natalidade do mundo.

  • A Europa, conforme vai envelhecendo, já não renova suas gerações e em seu lugar saúda o ingresso de um enorme contingente de migrantes provenientes do Oriente Médio, África e Ásia que irão substituir os europeus nativos e que trarão culturas com valores radicalmente diferentes em relação a sexo, ciência, poder político, cultura, economia e a relação entre Deus e o homem.

Sai o velho, entra o novo... A Europa, conforme vai envelhecendo, já não renova suas gerações e em seu lugar saúda o ingresso de um enorme contingente de migrantes provenientes do Oriente Médio, África e Ásia que irão substituir os europeus nativos e que trarão culturas com valores radicalmente diferentes em relação a sexo, ciência, poder político, cultura, economia e a relação entre Deus e o homem.

Mortes excedendo nascimentos podem parecer ficção científica, mas já são a realidade da Europa. Simplesmente aconteceu. No ano de 2015 houve 5,1 milhões de nascimentos na União Europeia, ao passo que 5,2 milhões de pessoas morreram, significando que a UE pela primeira vez na história moderna registrou um crescimento vegetativo negativo. Os dados foram divulgados pela Eurostat (departamento que cuida da estatística da União Europeia), responsável pelo recenseamento da população europeia desde 1961. Portanto é imbuída de caráter oficial.

Continue lendo o artigo

Alemanha: O Aterrorizante Poder dos Intérpretes Muçulmanos

por Stefan Frank  •  31 de Agosto de 2016

  • "Tudo o que eu disse é verdade. ... Mas a intérprete me disse que uma mulher fiel não deve usar palavras como sexo ou estupro. Palavras desse naipe irão desonrar meu marido e nossa família. Ela também disse que eu era uma blasfema, porque eu procurei a polícia. Uma esposa jamais deve denunciar o próprio marido. O marido deve ser honrado." — "Sali" em um bilhete aparentemente de suicídio destinado ao seu advogado Alexander Stevens.

  • "Estou ciente das denúncias segundo as quais intérpretes têm pressionado e supostamente dito de antemão aos cristãos a caminho da delegacia: se você prestar queixa, pode esquecer seu pedido de asilo. Muitas vezes notei que as queixas foram retiradas porque os cristãos foram ameaçados." — Paulus Kurt, Comitê Central dos Cristãos Orientais da Alemanha (ZOCD).

  • "Os intérpretes não são funcionários da Agência Federal, nem prestam juramento ao sistema jurídico da República Federal da Alemanha. Em última análise, a avaliação do pedido de asilo é deixada exclusivamente nas mãos dos intérpretes... Em nossa opinião, um processo de tomada de decisão como este, praticado em grande escala, não está de acordo com o devido processo legal." — Carta aberta dos funcionários da Agência Federal de Migração e Refugiados da Alemanha.

Hasan (esquerda), refugiado yazidi na Alemanha, que foi ameaçado pelos muçulmanos, conta a um repórter de uma rede de TV estatal alemã sobre como um tradutor empregado pelo governo deliberadamente falseou sua queixa e ficou do lado dos agressores. (Imagem: captura de tela de vídeo da Bayerischer Rundfunk)

Alexander Stevens trabalha como advogado em um escritório de advocacia em Munique especializado em crimes sexuais. Em seu último livro Sexo no Tribunal, ele descreve alguns de seus casos mais chocantes e exóticos. Um desses casos levanta a seguinte questão: o que fazer quando intérpretes que trabalham para a polícia e para os tribunais mentem e manipulam? Uma vez que ninguém monitora os tradutores, é provável que em muitos casos a desonestidade dos intérpretes passa sem que seja detectada -- o livro de Stevens narra os efeitos devastadores sobre um caso no qual trabalhou um intérprete desonesto.

Continue lendo o artigo