• Malgrado a neve, gelo e temperaturas abaixo de zero em muitas regiões da Europa, um total de 91.671 migrantes ingressaram na Alemanha em janeiro de 2016.

  • Os contribuintes alemães poderão acabar pagando €450 bilhões (US$500 bilhões) com as despesas gerais de subsistência de um milhão de migrantes que ingressaram na Alemanha em 2015. Isso provavelmente irá dobrar para cerca de um trilhão de euros se mais um milhão de migrantes chegarem em 2016.

  • Um migrante de 19 anos do Afeganistão abusou sexualmente de quatro meninas com idades entre 11 e 13 anos em uma piscina em Dresden. O migrante foi detido, mas em seguida foi liberado.

  • Três adolescentes do Norte da África tentaram apedrejar até a morte dois transsexuais em Dortmund que estavam passeando em trajes femininos. As vítimas foram salvas pela polícia.

  • O jornal Bild publicou uma matéria segundo a qual políticos em Kiel deram instruções à polícia para que ela fizesse vista grossa em relação aos crimes cometidos por migrantes.

  • "Os tópicos que cobrimos são determinados pelo governo. ... Somos obrigados a informar de modo que sirva aos interesses da Europa e ao bem comum, contanto que agrade a Sra. Merkel. Hoje não temos permissão de dizer nada negativo sobre os refugiados. Isso é jornalismo governamental". – Wolfgang Herles, aposentado, personalidade da mídia pública.

  • A Comissão Européia preconizou "o repúdio de falsas associações de determinados atos criminosos, como ataques contra mulheres ocorridos em Colônia na Passagem do Ano Novo com o grande fluxo de refugiados".

Em janeiro de 2016 a população alemã, ao que parece, finalmente acordou para as implicações decorrentes da decisão de seu governo de permitir a entrada de 1,1 milhões de migrantes, em sua maioria do sexo masculino, da África, Ásia e Oriente Médio no país em 2015.

Depois que mais de mil migrantes muçulmanos abusaram sexualmente de centenas de mulheres em toda a Alemanha na Passagem do Ano Novo, a Chanceler Angela Merkel começou a se defrontar com uma crescente desaprovação dos eleitores à sua política de portas abertas para a imigração.

O governo Merkel respondeu às críticas da seguinte maneira: 1) procurar silenciar as críticas negativas quanto à política de portas abertas para a imigração 2) tentar "exportar" o problema migratório para outros países da União Européia e 3) anunciar uma série de medidas, tachadas de fantasiosas por analistas, de deportar migrantes acusados de cometerem crimes na Alemanha.

Entretanto, o que Merkel se recusa obstinadamente a fazer é reduzir o número de migrantes que estão entrando no país. Malgrado a neve, gelo e temperaturas abaixo de zero em muitas regiões da Europa, um total de 91.671 migrantes, em média 3.000 migrantes por dia, ingressaram na Alemanha em janeiro de 2016.

Segue uma revisão de algumas das histórias mais dignas de nota sobre a crise migratória na Alemanha durante o mês de janeiro de 2016.

1º de janeiro. Mais de mil migrantes abusaram sexualmente de centenas de mulheres alemãs nas cidades de Colônia, Hamburgo e Stuttgart. O governo e a grande mídia foram acusados de procurar acobertar os crimes, aparentemente para evitar alimentar sentimentos anti-imigração.

1º de janeiro. Enquanto migrantes muçulmanos estavam causando o caos nas ruas alemãs, o Ministro-presidente de Baden-Württemberg Winfried Kretschmann, disse que não conseguia entender a preocupação da população em relação à "alegada islamização" da Alemanha. Em uma entrevista concedida ao jornal Die Welt, ele salientou: "se vocês avaliarem os fatos, verão que o temor não tem fundamento. Nós temos uma democracia estável e uma sociedade livre. Há a separação da religião do estado. Como é possível que os muçulmanos, que representam uma minoria, islamizem nossa sociedade"? Ao ser questionado da razão dos alemães estarem amedrontados, Kretschmann respondeu: "as pessoas têm medo de estranhos que elas não conhecem".

1º de janeiro. O FMI - Fundo Monetário Internacional estima que 1,3 milhões de candidatos a asilo entrarão na União Européia anualmente em 2016 e 2017.

2 de janeiro. Uma briga entre crianças com menos de 11 anos de idade em um abrigo para refugiados em Stockach perto de Konstanz se transformou em uma batalha campal, depois que os pais das crianças entraram na briga. Foi necessária a presença de policiais para que a ordem fosse restabelecida. Sete pessoas ficaram feridas.

3 de janeiro. Um migrante marroquino de 16 anos perdeu as estribeiras depois que um juiz em Bremen determinou que ele fosse para a prisão por ter furtado um laptop de um homem após ameaçá-lo com uma faca. No caminho do tribunal para a prisão, o marroquino chutou o rosto de um policial, ferindo-o com gravidade. Já na cela do presídio, o migrante arrancou um vaso sanitário do chão e arremessou-o contra a parede despedaçando-o.

O Presidente do Sindicato da Polícia de Bremen Jochen Kopelke, ressaltou que migrantes estavam atacando cada vez com mais frequência a polícia municipal: "o tom se tornou extremamente agressivo, há momentos em que a polícia se vê obrigada a fazer uso da força para controlar a situação". De acordo com o Senador de Bremen Ulrich Mäurer, "os excessos em forma de violência cometidos contra os policiais demonstram que esses indivíduos não têm respeito pela nossa ordem constitucional e pelos seus representantes".

3 de janeiro. Mais de 50 migrantes se envolveram em uma batalha campal em um abrigo para refugiados em Ellwangen perto de Stuttgart. A polícia declarou que os migrantes entraram em confronto uns com os outros com extintores de incêndio, barras de ferro e pedras. Segundo a mídia local, as batalhas campais se tornaram lugar comum em abrigos para migrantes na região.

3 de janeiro. Hans-Werner Sinn, um dos economistas mais conhecidos da Alemanha, citou estimativas segundo as quais os contribuintes alemães poderão acabar pagando €450 bilhões (US$500 bilhões) com as despesas gerais de subsistência de um milhão de migrantes que ingressaram na Alemanha em 2015. Provavelmente esta estimativa irá dobrar para cerca de um trilhão de euros se mais um milhão de migrantes chegarem à Alemanha em 2016.

4 de janeiro. Um relatório interno escrito por um policial federal de alta patente revelou que houve um caos "indescritível" em Colônia na Passagem do Ano Novo. O boletim, que foi vazado para a revista Der Spiegel e publicado na íntegra pelo jornal Bild, ressalta que as mulheres foram obrigadas a "passarem por um corredor polonês" composto de homens embriagados de "background migratório" para que pudessem entrar ou sair da principal estação de trens. "Mesmo com a chegada dos policiais e a tomada das primeiras providências, a multidão não parou com seu comportamento". Um migrante disse a um policial: "eu sou sírio, você tem que me tratar com delicadeza! a Sra. Merkel me convidou".

5 de janeiro. A Prefeita de Colônia Henriette Reker ressaltou: "não há motivos para se acreditar que os envolvidos em abusos sexuais em Colônia eram refugiados". O Chefe de Polícia de Colônia Wolfgang Albers assinalou: "no momento não temos informações sobre os criminosos".

6 de janeiro. O Ex-Ministro do Interior Hans-Peter Friedrich ressaltou que foi um "escândalo a grande mídia ter demorado vários dias" para noticiar os abusos sexuais ocorridos em Colônia. Ele disse que a mídia pública é o "cartel do silêncio" praticando a censura com o objetivo de proteger migrantes de acusações de cometerem transgressões.

7 de janeiro. Uma sociedade beneficente chamada Refugees Welcome Bonn, que organizou um cruzeiro sobre o Rio Reno como festa de boas-vindas aos migrantes em Bonn, se retratou depois que veio à tona que migrantes apalparam e assediaram sexualmente algumas convidadas durante o evento.

8 de janeiro. O Ministério do Interior revelou que dos 32 suspeitos identificados nos ataques de Colônia, 22 eram candidatos a asilo. O Chefe de Polícia de Colônia Wolfgang Albers foi demitido por ocultar do público informações sobre os ataques.

9 de janeiro. Um grupo de justiceiros começou a patrulhar as ruas de Düsseldorf para "a cidade ficar mais protegida para as nossas mulheres". Grupos análogos pipocaram em Colônia e Stuttgart.

10 de janeiro. Três adolescentes do norte da África tentaram apedrejar até a morte dois transsexuais em Dortmund depois de terem sido vistos passeando em trajes femininos. As vítimas foram salvas por policiais que por acaso passavam pelo local em um automóvel. Uma das vítimas salientou: "eu jamais podia imaginar que uma coisa dessas poderia acontecer na Alemanha".

11 de janeiro. Um migrante paquistanês de 35 anos violentou uma menina de três anos de idade em um abrigo para refugiados em Kamen.

12 de janeiro. Em uma entrevista concedida ao jornal Bild, Frank Oesterhelweg, um político de centro-direita da União Democrata Cristã (CDU), provocou um escândalo ao dizer que a polícia deveria ter autorização para usar força letal a fim de impedir que migrantes estuprem mulheres alemãs:

"Esses criminosos não merecem nenhum tipo de tolerância, eles têm que ser contidos pela polícia. Se necessário com o uso da força, e sim, você leu corretamente, até com armas de fogo. Um policial armado tem a obrigação de defender uma mulher desesperada. Se necessário, a vítima deve ser protegida, nem que seja por intermédio da força: com cacetetes, canhões de água ou armas de fogo".

O Presidente do Sindicato da Polícia Dietmar Schilff estava furioso: "essas declarações são uma afronta e não ajudam a polícia em nada. Há regras claras para o uso de armas por policiais em serviço. O que teria acontecido em Colônia se os policiais tivessem usado cacetetes e armas de fogo"? De acordo com o jornal Bild, muitos policiais alemães temem usar força letal "devido as consequências legais".

12 de janeiro. Uma pesquisa de opinião realizada pelo YouGov mostra que 62% dos alemães acreditam que o número de candidatos a asilo é demasiado alto, em novembro eram 53%. Segundo a pesquisa, a crescente resistência à imigração vem sendo impulsionada pelo endurecimento das atitudes das mulheres alemãs.

13 de janeiro. Um relatório do Ministério do Interior vazado para o jornal Bild alerta que ataques jihadistas como aqueles ocorridos em Paris podem ser desfechados na Alemanha "a qualquer momento". O relatório ressalta que os ataques provavelmente irão se arrastar por vários dias e serão desencadeados contra "diversas categorias de alvos".

13 de janeiro. Um migrante da Somália de 20 anos foi sentenciado a quatro anos de prisão pelo estupro de uma mulher de 88 anos de idade em Herford. Seus advogados de defesa pediram clemência, porque segundo eles, o homem estava traumatizado por causa do voo que o trouxe da Somália. Em Gelsenkirchen, quatro migrantes atacaram um homem de 45 anos enquanto ele tentava impedi-los de estuprar uma menina de 13 anos de idade.

14 de janeiro. O Bundestag, parlamento da República Federal da Alemanha, aprovou um plano para providenciar a todos os refugiados carteiras de identidade nas quais irão constar informações tais como impressão digital e país de origem. As carteiras de identidade estarão ligadas a um sistema de dados centralizado sobre os refugiados. O plano pode ter chegado tarde demais: o governo alemão perdeu a pista do paradeiro de centenas de milhares de migrantes que ingressaram no país em 2015.

14 de janeiro. Promotores em Colônia disseram que estavam oferecendo uma recompensa de €10.000 (US$11.000) por informações que levassem à captura ou identificação daqueles que cometeram abusos sexuais e saques na Passagem do Ano Novo.

14 de janeiro. Um político da Baviera enviou um ônibus com 31 refugiados a bordo em uma jornada de sete horas até o gabinete da Chanceler Angela Merkel em Berlim para protestar contra a sua política de portas abertas para os refugiados. Merkel enviou os migrantes de volta para a Baviera.

14 de janeiro. Autoridades municipais em Rheinberg cancelaram as festas de carnaval deste ano. A polícia local assinalou que na esteira dos abusos sexuais ocorridos em Colônia na Passagem do Ano Novo, eles não tinham condições de garantir a segurança das folionas.

15 de janeiro. Um migrante de 36 anos violentou uma menina de oito anos de idade em um parque público em Hilden perto de Solingen. Um migrante de 31 anos da Tunísia foi detido pela tentativa de estuprar uma mulher de 30 anos em Chemnitz. Um migrante de 31 anos do Marrocos compareceu a um tribunal por estuprar uma mulher também de 31 anos em Dresden. Um migrante abusou sexualmente de uma mulher de 42 anos em Mainz. Um migrante abusou sexualmente de uma mulher de 32 anos em Münchfeld. Um migrante africano abusou sexualmente de uma mulher de 55 anos em Mannheim.

15 de janeiro. Migrantes do sexo masculino foram proibidos de frequentar uma piscina pública em Bornheim, perto de Bonn, depois que foram acusados de agredir clientes do sexo feminino no interior do estabelecimento.

Em janeiro houve milhares de casos de migrantes que abusaram sexualmente de mulheres na Alemanha, muitos desses abusos ocorreram em piscinas públicas. O governo começou a se defrontar com uma crescente desaprovação dos eleitores a sua política de portas abertas para a imigração, incluindo manifestações públicas (esquerda). Em algumas regiões, as autoridades determinaram a fixação cartazes com desenhos indicativos, com o propósito de "educar" os migrantes sobre a inadmissibilidade de abusos sexuais (direita).

15 de janeiro. O Ministro da Fazenda Wolfgang Schäuble, sinalizou sua determinação de exportar o problema dos migrantes da Alemanha em uma entrevista concedida ao jornal Süddeutsche Zeitung, pleiteando um imposto sobre a gasolina, em toda a Europa, para ajudar a pagar pelo abrigo de milhões de migrantes. Ele ressaltou o seguinte:

"Se os fundos nos orçamentos nacionais e no orçamento europeu não forem suficientes, acordemos, por exemplo, em elevar a um determinado índice a incidência de imposto sobre o litro da gasolina. Ainda que algum país se recuse a pagar, estou disposto a fechar o acordo. Faremos então uma coalizão dos países acordantes".

16 de janeiro. Norbert Röttgen, presidente da comissão de negócios estrangeiros do Bundestag Alemão e legislador da União Democrata Cristã da Alemanha (CDU) da Chanceler Angela Merkel (CDU), pediu que o governo criasse o Ministério para Migração, Integração e Refugiados. Ele assinalou que a crise migratória se converteu em uma "tarefa primordial e permanente para o estado" e é de "importância decisiva para o futuro de nosso país e da Europa".

16 de janeiro. Um migrante de 19 anos do Afeganistão abusou sexualmente de quatro meninas com idades entre 11 e 13 anos em uma piscina coberta em Dresden. O migrante foi detido, mas em seguida foi liberado. Um migrante da Síria abusou sexualmente de uma menina de 12 anos em Mudersbach. Um migrante de 36 anos abusou sexualmente de uma menina de oito anos de idade em Mettmann.

16 de janeiro. Um grupo de seis ou oito migrantes africanos emboscaram três pessoas que estavam saindo de uma discoteca em Offenburg. Os migrantes foram expulsos da discoteca depois que clientes do sexo feminino se queixaram que os homens as estavam assediando sexualmente. Em torno da 4 horas da madrugada, quando elas saiam da discoteca, os homens atacaram-nas com barras de ferro, placas de trânsito e latas de lixo.

17 de janeiro. Em uma entrevista concedida ao jornal semanal Bild am Sonntag, o presidente dos peritos criminais da polícia federal Holger Münch, afirmou que o número de crimes cometidos em abrigos para refugiados aumentaram "significativamente" desde 2015, quando começou o fluxo de migrantes. Ele ressaltou que, na maioria dos casos, os migrantes responsáveis pelos crimes eram dos Bálcãs e do Norte da África, principalmente argelinos, tunisianos e marroquinos. Ele acrescentou que metade dos crimes cometidos em abrigos para refugiados eram agressões físicas, mas que também havia um aumento no número de homicídios e crimes sexuais.

17 de janeiro. Em uma entrevista concedida ao jornal Süddeutsche Zeitung, o ex-primeiro-ministro da Baviera Edmund Stoiber alertou que a Chanceler Angela Merkel irá "destruir a Europa" se ela se recusar a reduzir o número de migrantes que estão ingressando na Alemanha.

17 de janeiro. O sacerdote de Berlim Gottfried Martens acusou políticos alemães e líderes da igreja de ignorarem a perseguição de cristãos pelos muçulmanos nos abrigos para refugiados da Alemanha. Ele ressaltou que os cristãos estavam sofrendo "ameaças verbais, ameaças com facas, golpes na cabeça, crucifixos desfigurados, bíblias rasgadas, insultos de serem incrédulos e impedimento de entrarem na cozinha por serem impuros".

18 de janeiro. Um argelino de 26 anos de idade foi o primeiro elemento a ser detido suspeito de ter ligação com a série de abusos sexuais cometidos durante as comemorações pela Passagem do Ano Novo em Colônia. Ele foi apreendido em um abrigo para refugiados na cidade vizinha de Kerpen. O Procurador Geral de Colônia Ulrich Bremer, assinalou que cerca de 500 mulheres se apresentaram alegando terem sofrido abuso sexual, incluindo três casos de estupro.

18 de janeiro. Um migrante de 24 anos do Sudão foi liberado após ser interrogado em uma delegacia de polícia em Hanover. Após atravessar a rua, o homem, que recebe €300 (US$335) por mês em benefícios de assistência social, baixou as calças se exibindo em público gritando "quem são vocês? Vocês não podem me fazer nada. O que eu não puder obter do estado vou roubar".

19 de janeiro. Discursando perante o Parlamento Europeu em Strasbourg, o Presidente da Comissão Européia Donald Tusk alertou que a União Européia tinha "menos de dois meses" para assumir o controle da crise migratória ou se ver diante do colapso do Tratado de Schengen (que permite a livre circulação de pessoas dentro dos países signatários, sem a necessidade de apresentação de passaporte nas fronteiras).

19 de janeiro. Uma pesquisa de opinião publicada pelo jornal Bild mostra que a aprovação da bancada conservadora da Chanceler Angela Merkel caiu 2,5 pontos ficando com 32,5%, o pior resultado desde a eleição de 2013. A pesquisa mostra que o apoio ao partido anti-imigração Alternativa para a Alemanha (AfD) subiu um ponto ficando com 12,5%, o apoio aos sociais-democratas também subiu um ponto ficando com 22,5%.

19 de janeiro. Um migrante de 28 anos do Irã empurrou uma mulher de 20 anos sobre os trilhos de um trem que se aproximava de Berlim. Ela veio a falecer posteriormente.

20 de janeiro. O jornal Bild denunciou que migrantes invadiram os vestiários e chuveiros femininos de duas piscinas públicas em Leipzig. Os migrantes vestidos com roupas do dia a dia e roupas íntimas também pularam nas piscinas. De acordo com o Bild, a prefeitura tentou manter silêncio, mas detalhes dos acontecimentos vazaram para a imprensa.

21 de janeiro. Mais de 200 migrantes entraram com uma ação contra o governo alemão devido aos atrasos nos processos de seus pedidos de asilo.

22 de janeiro. Diante da pressão política da crise migratória, a Chanceler Angela Merkel teve um encontro em Berlim com o Primeiro Ministro da Turquia Ahmet Davutoglu para examinar a melhor maneira de reduzir o fluxo de sírios e demais refugiados originários da costa turca. Ela renovou a promessa de fornecer ajuda financeira à Turquia. Em novembro de 2015 os líderes da União Européia prometeram €3 bilhões (US$3,4 bilhões) a Ancara para ajudar na assistência de cerca de 2,5 milhões de sírios acolhidos na Turquia, a conclusão do acordo está atrasada devido a controvérsias entre os membros da UE sobre quem fará o desembolso.

22 de janeiro. Um relatório das autoridades municipais de Zwickau, que foi vazado para o jornal Bild, revelou que migrantes estavam fazendo suas necessidades em piscinas públicas. Câmeras de segurança também filmaram migrantes importunando mulheres na sauna pública além de tentarem invadir o vestiário feminino.

22 de janeiro. A polícia de Hanover investiga quatro leões de chácara de uma casa noturna que supostamente espancaram um migrante argelino de 18 anos, depois que ele tentou furtar as bolsas de duas adolescentes. Dois dias antes do incidente, o migrante tinha sido sentenciado a permanecer um ano na Fundação Casa por assalto, mas foi posto em liberdade até o início da sentença.

22 de janeiro. Um migrante tentou estuprar uma menina de 16 anos no distrito de Feuerbach de Stuttgart, e no centro da cidade de Stuttgart quatro migrantes abusaram sexualmente de uma mulher de 23 anos.

23 de janeiro. O jornal Süddeutsche Zeitung denunciou que migrantes atacaram mulheres em 12 dos 16 estados da Alemanha na Passagem do Ano Novo. Além dos ataques em Colônia, 195 mulheres registraram queixa em Hamburgo, 31 em Hesse, 27 na Baviera, 25 em Baden-Württemberg, 11 em Bremen e 6 em Berlim.

23 de janeiro. Dois migrantes abusaram sexualmente de uma mulher de 18 anos em Wiesbaden e um migrante de 35 anos abusou sexualmente de uma mulher na toalete de um trem em Düsseldorf.

23 de janeiro. O jornal Stuttgarter Nachrichten noticiou que o tratamento dentário dos migrantes poderá custar aos contribuintes alemães bilhões de euros.

24 de janeiro. Um relatório oficial da polícia, vazado para o jornal The Huffington Post, mostra que o Ministro do Interior Thomas de Maizière faltou com a verdade quando afirmou que não estava sendo permitida a entrada na Alemanha de 100 a 200 migrantes por dia. O relatório afirmava que desde 14 de setembro, a polícia de fronteira tinha impedido a entrada de 7.185 migrantes, ou seja, a apenas cerca de 60 migrantes por dia foi negada a entrada.

25 de janeiro. Um migrante de 30 anos do Norte da África se despiu na frente de uma mulher de 19 anos em um ônibus urbano em Marburg, repetindo a cena para os transeuntes na principal estação de trens.

26 de janeiro. Em uma entrevista concedida à rádio estatal alemã Deutschlandfunk, o aposentado Wolfgang Herles, uma personalidade da mídia pública, admitiu que emissoras públicas de rádio e TV recebem "ordens de cima" quando o assunto é a divulgação de notícias:

"Nosso problema é que somos muito próximos ao governo. Os tópicos que cobrimos são determinados pelo governo. Mas muitos dos tópicos que o governo quer nos impedir de divulgar são mais importantes do que os tópicos que eles querem que cubramos...

"Somos obrigados a informar de modo que sirva aos interesses da Europa (União Européia) e ao bem comum, contanto que agrade a Sra. Merkel. São instruções passadas por escrito, hoje não temos permissão de dizer nada negativo sobre os refugiados. Isto é jornalismo governamental, e isso nos conduz a uma situação na qual o público perde a confiança em nós. É escandaloso".

Anteriormente, Claudia Zimmermann, uma repórter da emissora pública de comunicação WDR, assinalou que os veículos de mídia estatal na Alemanha "foram advertidos a reportarem as notícias a partir de uma perspectiva pró-governo".

26 de janeiro. Um homem de 24 anos que estava passeando com sua filha de apenas três meses no distrito de Eißendorf de Hamburg foi abordado por dois migrantes que exigiram sua carteira e seu celular. Quando ele disse que não tinha consigo nada de valor, os migrantes atacaram-no com uma faca. Para salvar a própria pele, o homem fugiu entrando em um laguinho congelado, furando-o e passando através da camada de gelo. Um transeunte ouviu o homem pedir socorro. O bebê, que permaneceu debaixo d'água por um tempo considerável, foi reanimado pela equipe de emergência chamada ao local. O bebê continua no centro de terapia intensiva, os migrantes estão foragidos.

26 de janeiro. Um migrante de 28 anos da Argélia pediu asilo em Wesel. As autoridades suspeitaram devido a sua fluência no idioma alemão. Posteriormente foi constatado que ele chegou à Alemanha em novembro de 2014, e não conforme ele alegava em outubro de 2015. Veio à tona que havia mandatos de prisão contra ele, mas o elemento conseguiu se evadir usando seis identidades diferentes.

26 de janeiro. O jornal Kieler Nachrichten denunciou que a proliferação de abusos sexuais cometidos por migrantes fez com que as mulheres da cidade de Kiel, localizada ao norte do país, temessem sair à noite porque a cidade é muito escura. Na esperança de economizar energia elétrica, as autoridades municipais decidiram substituir todas as lâmpadas comuns das ruas da cidade por lâmpadas LED, mas elas não emitem luz suficiente para manter as ruas iluminadas à noite.

26 de janeiro. O Prefeito de Freiburg Dieter Salomon, ordenou que os policiais ajam com firmeza contra imigrantes acusados de roubarem bolsas e cometerem estupros contra mulheres nas discotecas da cidade. De acordo com os proprietários das discotecas, os migrantes roubam as mulheres na pista de dança e as estupram nas toaletes. Muitos desses criminosos são, segundo consta, migrantes menores de idade do Norte da África. Os proprietários das discotecas afirmam que os migrantes não têm medo da polícia: "eles sabem que aqui nada irá lhes acontecer".

27 de janeiro. Um migrante de 39 anos do Afeganistão tentou entrar na Alemanha por Simbach, uma cidade na fronteira com a Áustria. A busca por antecedentes constatou que em maio de 2000, um tribunal alemão tinha sentenciado o homem a oito anos de prisão por estupro. Ele foi deportado para o Afeganistão em 2006, com ordens explícitas de nunca mais voltar ao país.

27 de janeiro. A estação de rádio e TV pública Mitteldeutscher Rundfunk, denunciou que motoristas de taxi da Alemanha estão lucrando com a crise migratória ao levarem migrantes a consultas médicas e entrevistas para a obtenção de asilo. As corridas dos táxis estão sendo pagas pelos contribuintes alemães. A MDR reportou que uma empresa de táxis em Leipzig cobrou do governo 800 corridas por ter levado migrantes para pequenos afazeres na rua. Por exemplo, um motorista de táxi levou uma família de migrantes em uma viagem de 80 km de distância para um compromisso com autoridades da imigração. O taxímetro ficou ligado enquanto o motorista aguardava o retorno dos migrantes de seu encontro. A corrida custou €309 (US$344).

28 de janeiro. O jornal Bild publicou uma matéria segundo a qual políticos em Kiel deram instruções à polícia para que ela fizesse vista grossa em relação aos crimes cometidos por migrantes. De acordo com o jornal, a polícia do Reno, Norte da Westphalia e da Baixa Saxônia também foi instruída a ser tolerante com migrantes criminosos.

28 de janeiro. Um migrante do Sudão abusou sexualmente de uma policial em Hanover quando ela tentava prendê-lo por roubo. O procurador público Thomas Klinge confirmou o incidente. "Nunca se ouviu falar de um comportamento tão abusado em relação a uma policial", segundo ele.

28 de janeiro. O aeroporto de Tempelhof de Berlim, ponto turístico da ponte aérea de Berlim de 1948/1949, está programado para se transformar no maior abrigo para refugiados da Alemanha. Em uma iniciativa polêmica para alterar as leis de zoneamento do aeroporto, o governo municipal de Berlim, controlado pela coalizão da União Democrata Cristã da Alemanha e o Partido Social Democrata, votou a favor de construir cinco estruturas gigantescas para abrigar 7.000 migrantes. Políticos da oposição ressaltaram que o governo estava criando um "gueto de imigrantes" no coração de Berlim.

28 de janeiro. A polícia de Berlim afirmou que um voluntário da sociedade beneficente Moabit Hilft inventou uma história sobre um migrante de 24 anos que, ao que consta, morreu enquanto aguardava, do lado de fora e por dias, ser atendido em um departamento para registro de asilados. A história, segundo consta, foi inventada para causar constrangimento ao governo pela sua lentidão em tomar providências em relação à crise migratória.

29 de janeiro. A Comissão Européia, o poderoso braço administrativo da União Européia, emitiu um comunicado ressaltando que os abusos sexuais ocorridos em Colônia nada tinham a ver com a crise migratória e que se tratavam simplesmente de um problema de ordem pública. Um memorando confidencial, vazado para o jornal The Telegraph, ressaltou a importância da "continuidade do papel da Comissão em manifestar a voz da razão para neutralizar as tensões e dissuadir a retórica populista". A Comissão preconizou "o repúdio incondicional de falsas associações de atos criminosos, como os ataques contra mulheres ocorridos em Colônia na Passagem do Ano Novo com o grande fluxo de refugiados".

29 de janeiro. Uma escola vocacional pública do distrito de Wilhelmsburg de Hamburgo cancelou planos para oferecer aulas aos refugiados depois que migrantes do sexo masculino assediaram sexualmente dezenas de estudantes do sexo feminino nas dependências da escola.

29 de janeiro. A revista alemã Focus publicou os resultados de uma pesquisa de opinião mostrando que 40% dos alemães querem que a Chanceler Angela Merkel renuncie devido a sua política de migração.

30 de janeiro. Uma gangue de migrantes em um metrô de Munique foi filmada atacando dois idosos que tentavam impedi-la de tocar libidinosamente em uma mulher. As imagens mostram os migrantes agarrando, à força, dois homens pelas mãos e pescoços, xingando-os aos berros. Posteriormente veio à tona que os migrantes eram do Afeganistão, muito embora lhes tinha sido negado asilo na Alemanha há quatro anos, o governo alemão se recusou a deportá-los porque o Afeganistão é "muito perigoso".

31 de janeiro. O Ministro do Interior da Saxony-Anhalt Holger Stahlknecht, da União Democrata Cristã da Alemanha anunciou que irá postergar o acesso às estatísticas dos crimes cometidos em 2015 até 29 de março, duas semanas e meia após as eleições regionais. Normalmente as estatísticas são liberadas em fevereiro ou início de março. Rüdiger Erben dos sociais-democratas ressaltou: "o atraso na liberação das estatísticas reforça minha suspeita de que o resultado é péssimo".

31 de janeiro. Simpatizantes do ISIS destruíram mais de 40 lápides em um cemitério em Konstanz com slogans do tipo "Alemães Fora da Síria", "Cristo Está Morto" e "Estado Islâmico".

31 de janeiro. Um alemão de 30 anos, originário do Turcomenistão, estuprou uma menina de sete anos de idade em Kiel. O homem raptou a menina em um playground de uma escola às 11h00, levou-a ao seu apartamento e depois de violentá-la, deixou-a ir embora. Posteriormente veio à tona que o homem, pai de duas crianças, já tinha sido acusado de violentar uma menina de cinco anos em outro jardim de infância também em Kiel em 18 de janeiro, mas os promotores públicos não deram sequência ao caso por falta de provas. "Em retrospecto, lamentamos nossa decisão", disseram os procuradores.

31 de janeiro. Em uma campanha velada para silenciar os críticos contrários à política de portas abertas para a migração do governo, o vice-chanceler Sigmar Gabriel convocou a inteligência alemã para monitorar o partido Alternativa para a Alemanha (AfD), o terceiro maior partido da Alemanha. O AfD está crescendo em popularidade devido a sua plataforma anti-imigração.

Soeren Kern é colaborador sênior do Gatestone Institute sediado em Nova Iorque. Ele também é colaborador sênior do European Politics do Grupo de Estudios Estratégicos / Strategic Studies Group sediado em Madri. Siga-o no Facebook e no Twitter. Seu primeiro livro, Global Fire, estará nas livrarias em 2016.

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