• Os hospitais alemães estão incrementando a segurança para proteger médicos e enfermeiros de ataques violentos, desferidos por migrantes insatisfeitos com o tratamento médico que lhes é ministrado.

  • Cronistas alertam que os contribuintes alemães irão acabar desembolsando bilhões de euros para proporcionarem assistência médica a uma onda interminável de candidatos a asilo. Fora isso os bilhões de euros que já estão sendo gastos para proporcionar alimentos, roupas e abrigos para os recém-chegados.

  • Além dos gigantescos custos sociais e econômicos, o problema do aumento da criminalidade, incluindo uma epidemia de estupros, os alemães agora estão correndo risco de ficarem expostos a doenças importadas, inclusive tuberculose.

  • A grosso modo 5% dos candidatos a asilo são portadores de bactérias resistentes. Em números absolutos, isso se traduz em cerca de 75.000 recém-chegados portadores de doenças infecciosas altamente contagiosas. — Dr. Jan-Thorsten Gräsner, diretor do Instituto de Medicina de Emergência e Resgate.

  • 20 tipos de vacinas estão começando a faltar e outras 16 já estão em falta. Devido ao estrangulamento na produção, algumas vacinas estarão disponíveis somente em 2017.

  • Mulheres muçulmanas se recusam a serem tratadas por profissionais do sexo masculino e na mesma linha, muitos homens muçulmanos recusam tratamento se forem atendidos por profissionais do sexo feminino. — Max Kaplan, diretor do Conselho Médico da Baviera.

  • Os veículos de imprensa da Alemanha estão minimizando a extensão do problema da assistência médica, ao que tudo indica, para evitar a disseminação do medo e provocar sentimentos anti-imigração.

A entrada de mais de um milhão de candidatos a asilo oriundos da África, Ásia e Oriente Médio está sobrecarregando, de maneira jamais vista, o sistema de saúde da Alemanha.

Hospitais, clínicas e salas de emergência espalhadas pela Alemanha estão atuando com capacidade máxima, lotadas de migrantes sofrendo de todos os tipos de enfermidades, além disso, as equipes médicas, incluindo milhares de voluntários, se queixam cada vez mais de esgotamento.

Doenças sobre as quais não se tinha notícias há muitos anos estão reaparecendo na Alemanha. Autoridades alemãs do setor da Saúde Pública já estão atentos para o aparecimento da febre hemorrágica da Criméia e do Congo, difteria, Ebola, hepatite, HIV/AIDS, malária, sarampo, meninge, caxumba, pólio, sarna, tétano, tuberculose, tifo e coqueluche. À medida que os abrigos para refugiados ficam abarrotados, os médicos estão em alerta máximo se preparando para um surto em massa da influenza e do vírus Chikungunya.

Para piorar ainda mais as coisas, dezenas de milhares de migrantes que chegam à Alemanha, principalmente crianças, ainda não foram imunizadas e os médicos alemães estão constatando que as vacinas apropriadas não se encontram disponíveis devido à falta de abastecimento. Pais alemães estão entrando em pânico com receio que não haverá vacinas suficientes para a imunização de seus próprios filhos.

Muitos migrantes também sofrem de uma série de traumas e doenças mentais. De acordo com a Câmara dos Psicoterapeutas Alemães (Bundespsychotherapeutenkammer), pelo menos a metade dos migrantes que ingressam na Alemanha sofre de problemas psicológicos, incluindo transtorno de estresse pós-traumático e depressão, sendo que a grosso modo, 40% deles já pensaram em suicídio.

Hospitais alemães também estão sendo forçados a contratarem um verdadeiro exército de intérpretes para que os médicos possam se comunicar com os candidatos a asilo, que falam dezenas de idiomas, dialetos e suas variantes.

Ao mesmo tempo os hospitais alemães estão incrementando a segurança para proteger médicos e enfermeiros de ataques violentos desferidos por migrantes insatisfeitos com o tratamento médico que lhes é ministrado.

Cronistas alertam que os contribuintes alemães irão acabar desembolsando bilhões de euros para proporcionarem assistência médica a uma onda interminável de candidatos a asilo. Fora isso os bilhões de euros que já estão sendo gastos para proporcionar alimentos, roupas e abrigos para os recém-chegados.

Muitos dizem que o governo alemão fracassou de maneira clamorosa por não ter avaliado as consequências da política de portas abertas conferida a tantos migrantes. Além dos gigantescos custos sociais e econômicos, o problema do aumento da criminalidade, incluindo uma epidemia de estupros, os alemães agora estão correndo risco de ficarem expostos a doenças importadas.

Os veículos de imprensa da Alemanha estão minimizando a extensão do problema da assistência médica, ao que tudo indica, para evitar a disseminação do medo e provocar sentimentos anti-imigração. Contudo, um contingente cada vez maior de profissionais da saúde da Alemanha, estão soando o alarme.

Em uma entrevista concedida ao jornal Die Welt, o Dr. Michael Melter, diretor do Hospital Universitário de Regensburg, disse que há migrantes que dão entrada em seu hospital com doenças que há muito tempo não se via na Alemanha. "Faz 20 ou 30 anos que não vejo algumas dessas enfermidades", segundo ele, "na verdade, muitos dos meus colegas mais jovens nunca as tinham visto".

Marc Schreiner, diretor de relações internacionais da Federação Alemã de Hospitais (Deutschen Krankenhausgesellschaft), ecoa a preocupação de Melter:

"Nas clínicas é cada vez mais comum encontrar pacientes portadores de doenças consideradas erradicadas na Alemanha, como por exemplo a sarna. Essas doenças precisam ser diagnosticadas com precisão e isso é um grande desafio".

Schreiner conta que em casos de doenças altamente contagiosas, incluindo a tuberculose, os pacientes devem ser mantidos em quarentena, um procedimento caro, cujos custos são pagos pelos contribuintes alemães.

Segundo Schreiner, cerca de 15% dos migrantes recém-chegados necessitam de tratamento médico imediato. Considerando-se a expectativa de ingresso de 1,5 milhão de candidatos a asilo na Alemanha em 2015, ou seja, que 225.000 migrantes necessitarão de atendimento médico urgente.

Siegfried Hasenbein, diretor da Associação dos Hospitais da Baviera (Bayerische Krankenhausgesellschaft), estima que em 2015, entre 25.000 e 30.000 migrantes receberão tratamento médico, isso somente em hospitais da Baviera. Além disso, entre 75.000 e 90.000 migrantes receberão atendimento ambulatorial no corrente ano.

De acordo com Hasenbein, esses números parecem ser insignificantes quando comparados com os três milhões de atendimentos realizados normalmente todos os anos na Baviera. O problema emerge pelo fato da crise migratória estar pressionando o sistema de assistência social de maneira desproporcional, os hospitais em regiões de maior "concentração" de migrantes como Deggendorf, Ingolstadt e Passau arcam com o grosso dos atendimentos.

Markus Beier, diretor da Associação Bávara de Clínicos Gerais (Bayerischer Hausärzteverband), afirma que os médicos em regiões que aglutinam grandes concentrações de candidatos a asilo estão sendo chamados a toda hora, tanto de dia quanto à noite, tornando impossível atender a todos com alto grau de excelência.

Max Kaplan, diretor do Conselho Médico da Baviera (Bayerische Landesärztekammer), afirma que os desafios associados ao tratamento médico dos migrantes se defrontam e são exacerbados pelas barreiras culturais e de idioma, que são "cansativos, demorados e não raramente impossíveis de serem superados". Para piorar ainda mais as coisas, segundo ele, muitas mulheres muçulmanas recusam serem tratadas por profissionais do sexo masculino e na mesma linha, muitos homens muçulmanos recusam tratamento se forem atendidos por profissionais do sexo feminino.

Em um esforço para prevenir a disseminação de doenças, Kaplan solicitou às autoridades responsáveis pela saúde pública da Alemanha que determinem a realização de exames médicos em todos os candidatos a asilo logo que ingressarem em território alemão, antes de serem enviados às diferentes regiões do país. "Trata-se de uma providência válida para o bem dos refugiados e também para o bem da população nativa", segundo ele.

Em uma entrevista concedida à Spiegel TV em 2 de novembro, o Dr. Ralf Mütterlein, diretor da Clínica dos Pulmões (Klinik für Lungen- und Bronchialheilkunde) em Parsberg, estimou que entre 8.000 e 10.000 candidatos a asilo abrigados na Alemanha tenham contraído tuberculose, porém somente uma fração minúscula se encontra no momento em quarentena.

Os migrantes internados na clínica de Mütterlein são mantidos em quarentena por um período de até 18 meses a cada internação, com o intuito de prevenir o alastramento da doença para a população em geral. Os custos desses procedimentos para os contribuintes alemães são simplesmente astronômicos: entre 10.000 e 12.000 euros por migrante a cada mês. Em um período de 18 meses, o custo total frequentemente ultrapassa 200.000 euros por migrante.

Um migrante da África é exibido em um segmento deste mês na Spiegel TV news sendo tratado em uma unidade especial de quarentena involuntária para pacientes com tuberculose no Hospital nº1 no Distrito de Parsberg na Baviera.

Enquanto isso, uma reportagem publicada pelo jornal Die Welt descreve os esforços empreendidos pelas autoridades alemãs do setor da saúde no sentido de conter a disseminação das assim chamadas bactérias resistentes:

"Os médicos estão em alerta máximo porque com o ingresso de centenas de milhares de refugiados, as doenças infecciosas também poderão entrar no país. Não se trata de histeria. É simplesmente um desafio que nosso sistema de saúde não enfrenta há muitas décadas.

"Existe o perigo de um refugiado estar colonizado, como dizem os médicos, portador de bactérias perigosas. Todos nós somos portadores de germes bacterianos tanto debaixo como sobre a pele. Essas bactérias são inofensivas quando seus portadores são pessoas saudáveis. Elas se tornam problemáticas quando disseminadas em uma clínica com pacientes em estado crítico e com o sistema imunológico comprometido.

"O problema é o seguinte: nos países de origem dos refugiados, as bactérias resistentes provavelmente se alastram com mais facilidade e frequência do que na Alemanha. De modo que um refugiado deve ser examinado em uma clínica alemã no momento de seu ingresso no país. Somente depois de constatado que não há nenhum perigo de contaminação é que o paciente poderá ser encaminhado para um quarto coletivo".

O Dr. Jan-Thorsten Gräsner, diretor do Instituto de Medicina de Emergência e Resgate (Institut für Rettungs- und Notfallmedizin), estima que a grosso modo, 5% dos candidatos a asilo são portadores de bactérias resistentes. Em números absolutos, isso se traduz em cerca de 75.000 recém-chegados portadores de doenças infecciosas altamente contagiosas.

O Instituto Robert Koch, com sede em Berlim, é uma agência governamental da mais alta importância, cujo objetivo é salvaguardar a saúde pública na Alemanha, aconselha os profissionais de saúde, bem como aqueles que trabalham como voluntários em abrigos para refugiados a atualizarem suas imunizações.

Entretanto o Instituto Federal de Vacinas e Biomedicina (Paul-Ehrlich-Institut), uma agência do Ministério da Saúde (Federal), alerta que 20 tipos de vacinas estão começando a faltar e outras 16 já estão em falta. Devido ao estrangulamento na produção, algumas vacinas estarão disponíveis somente em 2017.

Stefan Derix, diretor da Câmara dos Farmacêuticos do Reno Norte (Apothekerkammer Nordrhein), disse que a escassez de vacinas se deve à gigantesca entrada de candidatos a asilo. Ele disse que normalmente o Ministério da Saúde costuma encomendar vacinas para estocagem com um ano de antecedência e que ninguém no governo podia imaginar que a Alemanha iria abrigar tantos migrantes esse ano.

O Dr. Wolfram Hartmann, Presidente da Associação Profissional dos Pediatras, com sede em Colônia (Berufsverband der Kinder- und Jugendärzte), alerta que muitas das vacinas necessárias para imunizar tanto crianças nascidas na Alemanha quanto crianças migrantes contra difteria, pólio, tétano e coqueluche não estão disponíveis na Alemanha e nem em outro país europeu. Ele também disse que as vacinas básicas contra sarampo, caxumba, rubéola e varicela estão acabando.

Em uma declaração à imprensa Hartmann assinala:

"Nós não temos condições de imunizar, da mesma forma, as crianças alemãs nativas e refugiadas com as vacinas básicas. A escassez de vacinas, que é de responsabilidade das empresas farmacêuticas, deve com a máxima urgência saltar para a prioridade absoluta do Ministério da Saúde! As crianças têm o direito à vacinação, especialmente aquelas que sofrem de doenças crônicas que necessitam serem vacinadas em tempo hábil contra a gripe, principalmente se elas estiverem abrigadas em alojamentos comunitários.

"O governo federal deve agora agir com a máxima urgência e zelar para que o direito das crianças à vacinação seja respeitado. O abastecimento de vacinas é uma responsabilidade nacional tanto quanto o é a oferta de médicos".

Kordula Schulz-Asche, uma política do Partido Verde, alerta contra a ideia de jogar a responsabilidade da escassez de vacinas nos ombros dos migrantes. "A atual situação de tensão não pode ser usada de forma indevida com o intuito de incitar a opinião pública contra os refugiados", segundo ela.

No Reno, Norte da Westphalia, os hospitais estão solicitando que seu staff faça cursos sobre como tratar de pacientes portadores de doenças importadas, que jamais ou muito raramente foram vistas na Alemanha. Segundo consta, funcionários dos hospitais em Bielefeld e Siegburg estão gemendo de tanta pressão por terem que examinar um contingente de até 80 migrantes por dia para investigar se estão com tuberculose. "A carga de trabalho aumentou enormemente", disse um membro do staff à Westdeutscher Rundfunk, uma emissora pública de rádio e TV. Em outros hospitais do estado não há pessoal e equipamento suficientes, incluindo máquinas de raio-x necessárias para examinar pacientes com tuberculose.

Na Baixa Saxônia, as autoridades responsáveis pela saúde pública, receosas com a possibilidade de um surto generalizado de influenza, estão se debatendo com a logística de vacinar dezenas de milhares de candidatos a asilo alojados em abrigos para refugiados espalhados pelo estado. Com mais de 1.000 novos migrantes ingressando na Baixa Saxônia a cada dia, os exames médicos preliminares dos recém-chegados estão acumulados há semanas, período em que doenças não detectadas podem se alastrar.

Em Berlim, a polícia foi obrigada a se retratar por ter recomendado que os candidatos a asilo portadores da sarna, uma doença de pele altamente contagiosa, fossem obrigados a usar tarjas nos braços para distingui-los dos migrantes saudáveis. O plano determinava que eles usassem as tarjas com a inscrição da letra maiúscula K, de Krätze (sarna em alemão), seus familiares mais próximos usariam uma tarja com a letra maiúscula A de Angehörigen (família em alemão).

Enquanto isso, relatos de explosões de pânico relacionados à saúde, especialmente aqueles abrangendo a tuberculose, se tornaram rotina diária na Alemanha.

Em Krefeld, uma cidade no Reno, Norte da Westphalia, um migrante de 27 anos de idade foi diagnosticado com tuberculose. Ele se encontrava em quarentena em uma clínica de pulmões local. Em Lünen, também no Reno, Norte da Westphalia, quatro migrantes foram diagnosticados com tuberculose.

Em Nattheim, uma cidade do Estado de Baden-Württemberg, candidatos a asilo em um abrigo para refugiados foram submetidos a uma imunização em massa, depois que uma criança adoeceu acometida de varicela. Em Ellwangen, também em Baden-Württemberg, um candidato a asilo, diagnosticado com tuberculose fugiu de um hospital. Ele continua foragido.

Em Gransee, uma cidade no estado oriental de Brandemburgo, um migrante foi diagnosticado com tuberculose.

Em Würzburg, mais de 400 candidatos a asilo foram submetidos a uma imunização em massa contra catapora, difteria, sarampo, caxumba, pólio e tétano. Em Heidenheim, uma cidade do Estado de Baden-Württemberg, as autoridades responsáveis pela saúde pública estão se preparando para potenciais surtos de influenza e do vírus Chikungunya em abrigos para refugiados durante o inverno.

Em Colônia, a polícia isolou um abrigo para refugiados que alojava mais de 1.000 migrantes no distrito de Chorweiler, depois que um refugiado do sexo masculino oriundo da África apresentou sintomas do Ebola. O homem, que tossia expelindo sangue por mais de três dias antes de chamar um médico, foi levado às pressas para um hospital local, onde ele foi diagnosticado com uma doença gastrointestinal. Mais cedo, o mesmo abrigo para refugiados foi palco de uma cena de pânico por conta da bactéria E. coli ter potencialmente contaminado 800 migrantes.

Em Bochum, um migrante de 16 anos de idade da Guiné apresentando sintomas do Ebola foi colocado em quarentena. Na Saxônia, as autoridades responsáveis pela saúde pública estão agora fazendo exames para identificar o vírus Ebola em todos os candidatos a asilo recém-chegados.

Em Düsseldorf, um migrante de 30 anos de idade da Argélia foi diagnosticado com tuberculose e está sendo mantido em quarentena em um hospital local. Autoridades municipais responsáveis pela saúde assinalam que em 2014 houve 50 casos confirmados de tuberculose na cidade. Em 2015, esse número já foi ultrapassado em agosto, antes dos migrantes começarem a chegar em massa, nos meses de setembro e outubro.

Em Tegernsee, uma cidade do estado da Baviera, um migrante de 23 anos de idade da Eritréia, diagnosticado com tuberculose, fugiu de um abrigo para refugiados. Autoridades locais não informaram o público sobre o incidente por cerca de um mês, até que foram interpeladas pelo jornal local Münchner Merkur. Wolfgang Rzehak, um político local do Partido Verde, justificou o silêncio das autoridades: "nós temos que encontrar o meio termo entre informar a população e ao mesmo tempo não virar uma máquina de disseminar pânico".

Em Frankfurt, um migrante de 33 anos de idade da Bulgária, diagnosticado com tuberculose se evadiu de um hospital e continua foragido. E mais uma vez as autoridades locais se mantiveram em silêncio sobre o incidente, até que alguém vazou a informação sobre o caso para o jornal alemão Bild.

Em Berlim, um professor do distrito de Steglitz-Zehlendorf foi diagnosticado com tuberculose, os médicos dizem que provavelmente ele foi infectado por um de seus alunos. Também em Berlim, os seguranças de um abrigo para refugiados no distrito de Lichterfelde-Süd trancaram cerca de doze migrantes em um banheiro por suspeita de estarem com tuberculose. Posteriormente eles foram transferidos para um hospital local.

Em Hamburgo, as autoridades responsáveis pela saúde pública colocaram em quarentena um abrigo para refugiados no distrito de Jenfeld após um surto de sarna. Também em Hamburgo, um migrante de 17 anos de idade de Serra Leoa foi levado às pressas a um hospital e colocado em quarentena sob suspeita de estar com Ebola, apenas três dias depois dele ter ingressado na Alemanha. Paralelamente, em um abrigo para refugiados no distrito de Bahrenfeld no Estado de Hamburgo, bombeiros usando roupas de proteção, dos pés à cabeça, contra o vírus Ebola escoltaram até um hospital local migrantes suspeitos de terem contraído o Ebola.Em Bremen, depois que um candidato a asilo foi diagnosticado com tuberculose e os médicos terem alertado sobre o risco de contágio, todos os 200 migrantes alojados no abrigo para refugiados na Steinsetzer Straße passaram por exames de raio-x para detectar se estavam com a doença.

Em Munique, as autoridades responsáveis pela saúde trabalham com a expectativa de mais de 350 novos casos de tuberculose em 2015. O crescimento é atribuído ao enorme contingente de candidatos a asilo que estão ingressando na cidade.

Em Stuttgart, 145 candidatos a asilo em média, alojados no centro de convenções da cidade procuram cuidados médicos todos os dias. As doenças mais comuns são sarampo, varicela, infecções gripais, disenteria e sarna transmitida pelos ácaros.

Em Rheingau-Taunus, um distrito do Estado de Hesse, as autoridades responsáveis pela saúde pública dizem que necessitam de mais recursos e equipes médicas para lidarem com a entrada de migrantes em 60 abrigos locais para refugiados. A secretaria da saúde espera tratar de mais de 1.500 recém-chegados somente este ano, incluindo um enorme contingente de crianças que não foram imunizadas adequadamente. A secretaria reportou 60 casos de sarna e tuberculose. Segundo Monika Merkert, uma inspetora de saúde local: "os candidatos a asilo recém-chegados são portadores de doenças que só raramente ocorrem na Alemanha".

Soeren Kern é colaborador sênior do Gatestone Institute sediado em Nova Iorque. Ele também é colaborador sênior do European Politics do Grupo de Estudios Estratégicos / Strategic Studies Group sediado em Madri. Siga-o no Facebook e no Twitter. Seu primeiro livro, Global Fire, estará nas livrarias no início de 2016.

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