• Parece que as cabeças da supremacia islâmica funcionam assim: se você quiser que as igrejas permaneçam igrejas, isso significa que você "fica incomodado com as rezas islâmicas ou com o Alcorão" e você desrespeita e "insulta" o Islã. De acordo com as escrituras islâmicas, aqueles que "insultam" o Islã ou seu Profeta Maomé deverão ser executados.

  • De modo que se alguém quiser sobreviver sob o regime islâmico, é necessário se curvar ao Islã e aceitar o status de inferioridade. Ao que tudo indica não há lugar para diversidade ou coexistência equitativa civilizada entre muçulmanos e não-muçulmanos nas nações islâmicas.

  • "Eu só consigo imaginar uma razão para transformar a Hagia Sophia em mesquita. Um grito do triunfalismo islâmico. Que tremendo equivoco se o for. Os cristãos considerariam isso, e com toda razão, um insulto intencional. A comunidade internacional veria isso como uma rejeição aberta ao seu programa de diversidade. Além disso, acredito que uma medida tão radical, partindo de uma Turquia relativamente secular, irá mostrar ao mundo que, apesar das inúmeras garantias dos muçulmanos moderados do contrário, o Islã contemporâneo é intolerante na sua maneira de ver as coisas, beligerante com respeito aos infiéis e perigosamente hegemonista quanto as suas intenções". − Autor Wesley J. Smith.

  • O Ocidente não protegeu os cristãos de Anatólia durante o genocídio ocorrido entre 1914 e 1923. Pelo jeito o Ocidente também não irá proteger a Europa do que parece ser a atual invasão muçulmana sem derramamento de sangue.

O processo de transformar a histórica igreja depois museu Hagia Sophia de Istambul em mesquita, em andamento há três anos, agora parece estar concluído.

Em 2013, o então vice-primeiro ministro da Turquia Bulent Arinc, enquanto conversava com repórteres, sinalizou que o Museu Hagia Sophia seria usado como mesquita.

"Estamos no momento ao lado da Mesquita Hagia Sophia... estamos em frente a uma triste Hagia Sophia, temos todavia a esperança de vê-la sorrir novamente em breve", salientou Arinc na cerimônia de abertura de um novo Museu do Tapete, localizado junto à antiga Hagia Sophia, segundo reportou o jornal Turco Hurriyet.

O jornal turco pró-governo Sabah publicou uma história em 1º de junho de 2016 com o seguinte título: "Momentos Históricos na Hagia Sophia. A saudade está prestes a acabar!... A Mesquita Hagia Sophia irá testemunhar momentos históricos no mês de Ramadã..."

O Ministério das Relações Exteriores grego reagiu com um comunicado por escrito: "obsessões, beirando o fanatismo, com rituais muçulmanos em um monumento do patrimônio cultural são incompreensíveis e revelam uma falta de respeito e conexão com a realidade". O Ministério acrescentou que a prática contradiz os valores das sociedades modernas, democráticas e seculares.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores turco, Tanju Bilgic, respondeu em um comunicado, também por escrito em 8 de junho da seguinte maneira:

"O comunicado do Ministério das Relações Exteriores grego em relação ao programa suhur da TRT Diyanet TV intitulado Hagia Sophia na época da abundância, que será transmitido durante todo o mês de Ramadã, é inaceitável".

A mídia turca pró-governo interpretou a crítica do Ministério das Relações Exteriores grego da seguinte forma: "eles ficaram preocupados com a recitação do Alcorão na Hagia Sophia".

Parece que as cabeças da supremacia islâmica funcionam assim: se você quiser que as igrejas permaneçam igrejas, isso significa que você "fica incomodado com as rezas islâmicas ou com o Alcorão" e ao fazê-lo, você desrespeita e "insulta" o Islã − e de acordo com as escrituras islâmicas, aqueles que "insultam" o Islã ou seu Profeta Maomé deverão ser executados.

De modo que se alguém quiser sobreviver sob o regime islâmico, é necessário se curvar ao Islã e aceitar o status de inferioridade. Ao que tudo indica não há lugar para diversidade ou coexistência equitativa civilizada entre muçulmanos e não-muçulmanos nas nações islâmicas.

Entretanto, o Conselho de Liderança Helênica Americana (HALC) começou uma campanha para pedir à Comissão de Liberdade Religiosa Internacional dos EUA (USCIRF) que emita um comunicado contra a abominável transformação da Hagia Sophia em mesquita, salientando:

Em 2014 a USCIRF condenou as investidas do Parlamento da Turquia de alterar o status da Hagia Sophia de Museu para mesquita. Em seu comunicado proferido naquela ocasião, a USCIRF ressaltou "... transformar a Hagia Sophia em mesquita seria inequivocamente uma medida desagregadora e provocadora. Enviaria a mensagem segundo a qual o atual governo vê a suscetibilidade das comunidades minoritárias religiosas da Turquia, particularmente a antiga comunidade cristã, como sem valor".

Em vez de seguir as recomendações da USCIRF, a Turquia as ignora, pelo visto preferindo o caminho da "abominável transformação" alterando o status daquele patrimônio histórico.

No entanto, ao que parece, todas as críticas, pedidos e campanhas não resultaram em nada. Poucos meses depois uma decisão por parte das autoridades turcas em permitir que as leituras do Alcorão fossem transmitidas a partir da Hagia Sophia em Istambul, a Turquia decidiu nomear um imã permanente para o local.

De acordo com a agência de notícias Anadolu, financiada pelo governo, a Superintendência para Assuntos Religiosos da Turquia (Diyanet) e o mufti do distrito de Fatih, concordaram em apontar um imã permanente que fará cinco orações islâmicas diárias na Hagia Sophia, em vez das duas realizadas atualmente.

A Hagia Sophia em Istambul foi a maior Catedral do mundo cristão até ser capturada e convertida em mesquita pelos turcos otomanos muçulmanos em 1453. A República Turca transformou a Hagia Sophia em museu em 1935 e o atual governo islamista da Turquia está transformando-a em mesquita. (imagem: Antoine Taveneaux/Wikimedia Commons)

De acordo com as estatísticas de 2015 da Diyanet, há 3.317 mesquitas em Istambul e 86.762 na Turquia. Não há escassez de mesquitas no país. Por que então o governo Turco está transformando a Hagia Sophia em mesquita?

"Eu só consigo imaginar uma razão," ressalta o autor Wesley J. Smith.

"Um grito do triunfalismo islâmico. Que tremendo equivoco se o for. Os cristãos considerariam isso, e com toda razão, um insulto intencional. A comunidade internacional veria isso como uma rejeição aberta ao seu programa de diversidade. Além disso, acredito que uma medida tão radical partindo de uma Turquia relativamente secular, irá mostrar ao mundo que, apesar das inúmeras garantias dos muçulmanos moderados do contrário, o Islã contemporâneo é intolerante na sua maneira de ver as coisas, beligerante com respeito aos infiéis e perigosamente hegemonista quanto as suas intenções".

Constantinopla

Constantinopla, atualmente Istambul, foi reinaugurada pelo Imperador Romano Constantino I (324 - 337).

"Constantino", escreve o estudioso Nikolaos Provatas: escolheu como local da sua nova capital a milenar cidade grega de Bizâncio. Em 324 Constantino transformou Bizâncio na 'Nova Roma' ou seja: 'Constantinopla', a Cidade de Constantino. Muitas vezes se referiam a ela simplesmente como 'A cidade' ou em grego 'Hi Polis'.

"O cristianismo também teve o objetivo de formar uma força coesiva que iria unir os povos do Império Romano do Oriente, independentemente de seus idiomas e origens étnicas. Para os habitantes do Império Romano do Oriente, as palavras 'Romaios' − Romanos - e 'Cristãos' eram frequentemente usadas como sinônimos."

A Igreja da Santa Sabedoria, conhecida como Hagia Sophia, foi projetada para ser a maior Basílica do Império Bizantino e uma obra-prima da arquitetura bizantina, foi construída na cidade por Justiniano I entre 532 e 537 da era cristã.

Quando Constantinopla foi invadida e capturada pelo sultão otomano Mehmed II em uma sangrenta campanha militar em 1453, pôs um ponto final no Império Bizantino.

Steven Runciman, em seu livro A queda de Constantinopla 1453, escreve que fiéis e refugiados viraram espólios de guerra − para serem escravizados, violentados e assassinados. A igreja foi profanada e saqueada, os enfermos e idosos foram massacrados, mulheres e meninas foram estupradas e o restante vendido como escravos.

Mehmed II então transformou a Igreja Hagia Sophia em mesquita.

O nome Constantinopla foi mudado para "Istambul" em 1930 pela Turquia republicana e a Hagia Sophia transformada em museu em 1935.

Hoje não há uma comunidade cristã considerável na Turquia para se opor à opressão e à tirania em curso. De grande Império Bizantino Cristão, menos de 0,2% da população de 80 milhões da Turquia são cristãos.

Este é o resultado do genocídio de cristãos gregos cometido pelos turcos otomanos de 1913 a 1923 − a aniquilação da maioria dos cristãos gregos em Constantinopla e Anatólia, no que outrora foi o coração do cristianismo antes da invasão islâmica.

"A decisão de perpetrar o genocídio contra os gregos", assinalou o estudioso Theofanis Malkidis, foi tomada pelos jovens turcos (Cemal, Enver e Talat pasha) em 1911, posto em prática durante a Primeira Guerra Mundial e concluída por Mustafa Kemal (entre 1919 e 1923).

"As perseguições apareceram inicialmente como casos de violência, destruição, deportações e exílios. Logo em seguida, no entanto, elas se tornaram mais organizadas e extensivas e com força extrema contra os gregos (e contra os armênios)."

Em consequência de séculos de campanhas de jihad violenta e jihad cultural, os cristãos de Anatólia e Constantinopla acabaram sendo exterminados. O Ocidente não protegeu os cristãos de Anatólia durante o genocídio ocorrido entre 1914 e 1923. Pelo jeito o Ocidente também não irá proteger a Europa do que parece ser a atual invasão muçulmana sem derramamento de sangue.

Hoje as igrejas que ainda restam na Turquia também são alvo de serem transformadas em mesquitas. E o Ocidente se mantém em silêncio, submisso e curvado diante dos jihadistas por conta da sua mal concebida e equivocada agenda.

Robert Jones, especialista em Turquia, encontra-se atualmente radicado no Reino Unido.

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