• Já há inúmeros observadores católicos questionando a cegueira da Igreja em relação ao perigo que a Europa está enfrentando.

  • "O Islã conta com todas as oportunidades para fortalecer, de maneira expressiva, sua presença na Europa com a bênção da Igreja... a Igreja não só está conduzindo o continente a um impasse como também está dando um tiro no pé." — Laurent Dandrieu, editor cultural da revista francesa Valeurs Actuelles.

  • "É claro que os muçulmanos têm um objetivo final: conquistar o mundo...O Islã, por intermédio da Lei Islâmica (Sharia), permite o uso da violência contra os infiéis, como por exemplo os cristãos...E qual é a conquista mais importante? Roma". — Entrevista concedida pelo Cardeal Raymond Burke ao Il Giornale.

  • "Eles não são refugiados, isso é uma invasão, eles vêm para cá com gritos de 'Allahu Akbar', eles querem assumir o poder". — Laszlo Kiss Rigo, chefe da comunidade católica do sul da Hungria.

  • François Fillon publicou um livro que leva o título: Conquistando o Totalitarismo Islâmico, ele subiu nas pesquisas por ter prometido controlar o Islã e a imigração: "temos que reduzir a imigração para o mínimo dos mínimos", salientou Fillon. "Nosso país não é uma soma de comunidades, é uma identidade"!

Em breve todos na Itália e no resto da Europa "serão muçulmanos" devido à nossa "estupidez", alerta o Monsenhor Carlo Liberati, Arcebispo Emérito de Pompeia. Liberati afirmou que graças ao grande número de migrantes muçulmanos, aliado ao crescente secularismo dos europeus autóctones, em breve o Islã se tornará a principal religião da Europa. "Toda essa decadência moral e religiosa favorece o Islã", esclarece o arcebispo Liberati.

Decadência também é o título de um novo livro do filósofo francês Michel Onfray, no qual ele sugere que a era judaico-cristã pode ter chegado ao fim. Ele compara o Ocidente ao Islã: "nós temos o niilismo, eles têm o fervor, nós estamos exaustos, eles têm o vigor, nós temos o passado, eles têm o futuro".

O Arcebispo Liberati pertence a uma crescente parcela de líderes católicos que se recusa a aceitar que o futuro irá pertencer ao Islã na Europa. Eles se manifestam abertamente contrários ao Papa Francisco, que não parece estar muito impactado com o colapso do cristianismo devido à queda na natalidade, acompanhada pela apatia religiosa e sua substituição pelo Islã.

Monsenhor Carlo Liberati, Arcebispo Emérito de Pompeia (esquerda) pertence a uma crescente parcela de líderes católicos que se recusam a aceitar que o futuro irá pertencer ao Islã na Europa e que se manifestam abertamente contrários ao Papa Francisco (direita).

A visão oficial do Papa Francisco é personificada pelo Bispo Nunzio Galantino que foi nomeado pelo Pontífice ao posto de Secretário Geral dos Bispos da Itália. Em dezembro passado Galantino concedeu uma entrevista à imprensa na qual ele descartou que qualquer motivação religiosa esteja por trás dos ataques jihadistas afirmando que na realidade eles estão atrás do "dinheiro".

Já há inúmeros observadores católicos questionando a cegueira da Igreja em relação ao perigo que a Europa está enfrentando. Um desses observadores é o editor cultural da revista francesa Valeurs Actuelles, Laurent Dandrieu, que salienta:

"O Islã conta com todas as oportunidades para fortalecer, de maneira expressiva, sua presença na Europa com a bênção da Igreja. A Igreja contempla o estabelecimento de milhões de muçulmanos na Europa... e o culto muçulmano em nosso continente como inevitável manifestação da liberdade religiosa. Mas simplesmente jamais se menciona a questão civilizacional... Ao se afastar dos povos autóctones da Europa e dos seus legítimos temores, a Igreja não só está conduzindo o continente a um impasse como também está dando um tiro no pé".

Dandrieu apresenta uma série de gestos e discursos do Papa Francisco a favor do Islã e dos migrantes:

"Em 01 de outubro de 2014 o Papa recebeu sobreviventes eritreus de um naufrágio ocorrido na costa de Lampedusa, em 8 de Fevereiro de 2015 ele fez uma visita surpresa a um campo de refugiados em Ponte Mammolo que fica na região nordeste de Roma, em 18 de abril ele aproveitou a primeira visita oficial do novo presidente italiano Sergio Mattarella para exigir "um comprometimento muito maior" no tocante aos migrantes, em 6 de Setembro de 2015 no final das orações do Angelus na Praça de São Pedro, ele conclamou cada paróquia, comunidade religiosa, mosteiro e santuário na Europa a acolher uma família de refugiados, em 24 de Março de 2016 ele escolheu um alojamento que abrigava 900 refugiados para celebrar a Quinta-Feira Santa e lavar os pés de doze candidatos a asilo, em 28 de maio ele recebeu crianças cujos pais tinham falecido em um barco que naufragou repleto de migrantes, durante a audiência geral de 22 de junho o Papa Francisco se misturou à multidão para resgatar quinze refugiados".

No entanto, conforme mostra o caso de Liberati, a resistência à visão do Papa Francisco em relação à Europa está aumentando dentro da Igreja Católica.

"É claro que os muçulmanos têm um objetivo final: conquistar o mundo", salientou o Cardeal Raymond Burke .

"O Islã, por intermédio da Lei Islâmica (Sharia), quer dominar o mundo, permitindo o uso da violência contra os infiéis, como por exemplo contra os cristãos. Mas achamos difícil reconhecer esta realidade e responder defendendo a fé cristã (...) Tenho escutado inúmeras vezes a seguinte ideia islâmica: 'o que não conseguimos fazer com as armas no passado, estamos fazendo hoje com a taxa de natalidade e imigração'. A população está mudando. Se continuar assim, em países como a Itália a maioria será muçulmana (...) O Islã alcança a sua meta na conquista. E qual é a conquista mais importante? Roma".

O primeiro a assinalar esse rumo dramático foi o missionário mais importante da Itália, Padre Piero Gheddo, ressaltando que devido à queda da fertilidade somada ao fervor muçulmano", o Islã irá, mais cedo do que se imagina, conquistar a maior parte da Europa". Esse temor não se restringe apenas à ala conservadora da Igreja Católica.

O Cardeal Christoph Schönborn, Arcebispo de Viena, cotado como candidato a ser o próximo papa, muito próximo do Papa Francisco, é um centrista. Em setembro passado, no aniversário do Cerco à Viena, quando tropas otomanas da Turquia por pouco não conquistaram a Europa, Schönborn emitiu um apelo dramático para salvar as raízes cristãs da Europa. "Muitos muçulmanos querem e dizem que a Europa está acabada", enfatizou o Cardeal Schönborn, em seguida acusou a Europa de "esquecer sua identidade cristã". Ele então alertou, de forma contundente, sobre a possibilidade da "conquista islâmica da Europa.

Depois que um tunisiano, que chegou em meio à avalanche de imigrantes à Alemanha, assassinou 12 pessoas em uma feira natalina em Berlim, o arcebispo católico da capital alemã Heiner Koch, outro líder católico "moderado" nomeado pelo Papa Francisco, também soou o alarme: "talvez nós nos ativemos demais em cima da imagem radiante da humanidade, no que é louvável. A esta altura, no último ano ou talvez também nos últimos anos, vimos que não, também há o perverso".

O chefe da Igreja Católica Romana Tcheca, Miloslav Vlk, também fez um alerta sobre a ameaça da islamização. "Os muçulmanos na Europa têm muito mais filhos do que as famílias cristãs, isso explica porque os demógrafos chegaram à conclusão de que em determinado momento a Europa se tornará muçulmana", segundo afirmou o Cardeal Vlk. Ele também culpou a própria Europa pela conquista islâmica:

"A Europa vai pagar muito caro por ter abandonado seus fundamentos espirituais, este é o último período que não irá continuar por décadas, quando ainda é possível fazer algo a respeito. A menos que os cristãos acordem, a vida será islamizada e o cristianismo não terá forças para marcar seu caráter na vida das pessoas, isso sem falar na sociedade".

O Cardeal Dominik Duka, Arcebispo de Praga e Primaz da Boêmia também questionou a "cultura de boas-vindas" do Papa Francisco.

No âmbito dos bispos católicos orientais há muitas vozes levantando temores quanto à revolução demográfica e religiosa na Europa. Uma dessas vozes é a do líder dos Católicos do Líbano, os quais pagaram um preço altíssimo em virtude da islamização de seu próprio país, incluindo assassinato e exílio e agora vê o mesmo perigo vindo para a Europa. "Tenho ouvido muitas vezes de muçulmanos que seu objetivo é conquistar a Europa com duas armas: a fé e a taxa de natalidade", ressaltou o Cardeal Bechara Rai.

Outra voz é a do Bispo Paul Desfarges, natural da França, que dirige a diocese de Constantine na Argélia: "não é de se admirar que o Islã assumiu uma importância dessa envergadura", salientou Desfarges. "É um problema que preocupa a Europa". O Cardeal de Sydney, George Pell, logo urgiu "um debate sobre as consequências da presença islâmica no mundo ocidental". Pell foi ecoado por Laszlo Beijo Rigo, chefe da comunidade católica do sul da Hungria, que afirmou: "eles não são refugiados, isso é uma invasão, eles vêm para cá com gritos de 'Allahu Akbar', eles querem assumir o poder".

Na esfera política há outra propensão, a de fortes líderes católicos que desafiam o Papa Francisco na questão islâmica e da imigração. O mais importante deles é o candidato à presidência da França François Fillon, um dos primeiros políticos que "não esconde o fato de ser católico". Fillon publicou um livro que leva o título: Conquistando o Totalitarismo Islâmico, ele subiu nas pesquisas por ter prometido controlar o Islã e a imigração: "temos que reduzir a imigração para o mínimo dos mínimos", salientou Fillon. "O nosso país não é uma soma de comunidades, é uma identidade"!

Estes políticos, bispos e cardeais podem convencer o Papa Francisco a não abandonar a Europa, o berço do cristianismo e da civilização ocidental a um iminente e sombrio destino tomando forma no horizonte. Michel Onfray escreveu no final de seu livro: "os valores judaico-cristãos governaram por dois milênios. Um período honroso para uma civilização. O barco está afundando neste momento: só nos resta afundar com elegância". É urgente evitar isso. Já!

Giulio Meotti, Editor Cultural do diário Il Foglio, é jornalista e escritor italiano.

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