• Os policiais assassinados estavam lá para garantir a segurança dos fiéis muçulmanos. Os formadores de opinião palestinos manipulam, procurando desviar a atenção do ataque terrorista, fazendo parecer que a crise começou quando Israel instalou os detectores de metais e não quando dois policiais foram assassinados.

  • Primeiro, as medidas de segurança, incluindo a instalação dos detectores de metais, não foi uma iniciativa israelense e sim uma resposta direta e necessária a um ataque terrorista específico. O governo israelense não convocou uma reunião para tomar a decisão de instalar os detectores de metais para alterar o status quo ou impedir que os muçulmanos rezassem.

  • Segundo, foram os palestinos que tomaram a decisão de não entrar no Monte do Templo a menos que os detectores de metais fossem removidos. Os palestinos e a Waqf estão mentindo para o mundo dizendo que Israel está negando acesso aos muçulmanos aos seus lugares sagrados.

  • A oposição palestina à instalação dos detectores de metais no Monte do Templo significa uma coisa apenas: que os palestinos estão determinados a transformar o lugar sagrado em um esconderijo para o armazenamento de armas e usá-lo como plataforma de lançamento para realizar ataques terroristas contra cidadãos israelenses. Se a mesquita fosse realmente destruída no desenrolar dos acontecimentos, adivinhe quem seria o culpado? Quem sabe seja esse o verdadeira propósito.

A polêmica criada em torno da decisão das autoridades israelenses de colocar detectores de metais nas entradas do Monte do Templo trás à mente o famoso ditado árabe: "ele me bateu e chorou e depois veio até mim para se queixar". Essa inversão da realidade é muito comum nos criminosos que fingem ser vítimas.

A decisão de instalar detectores de metais veio depois que terroristas árabes assassinaram dois policiais israelenses no Monte do Templo em 14 de julho. Os três terroristas - cidadãos árabes israelenses da cidade de Umm al-Fahm - carregavam uma metralhadora e facas para desfechar o ataque. As armas foram facilmente infiltradas no Monte do Templo devido ao fato de fiéis não terem sido obrigados a passar por detectores de metais nem serem revistados por policiais a postos nos portões.

Por incrível que pareça, desde então os palestinos participam de manifestações diárias contra as novas medidas de segurança israelenses, exigindo que os detectores de metais sejam retirados das entradas do Monte do Templo. Como parte dos protestos, os líderes palestinos urgiram aos fiéis muçulmanos que não entrem no Monte do Templo passando pelos detectores de metais e que rezem nas entradas do lugar sagrado.

A Autoridade Palestina (AP), Jordânia e outros países árabes e islâmicos acusam Israel de violar o status quo no Monte do Templo ao instalar os detectores de metais.

Ninguém diz nada em relação aos terroristas que perpetraram o atentado que assassinou dois policiais israelenses - são eles os responsáveis por desonrar a santidade do lugar sagrado.

Também não se ouve nada com respeito à condenação do assassinato dos policiais, que pertencem à comunidade drusa de Israel, a quem foi confiada a missão de manter a lei e a ordem no Monte do Templo. Os policiais assassinados estavam lá para garantir a segurança dos fiéis muçulmanos.

Muito pelo contrário - muitos palestinos e árabes aplaudiram o ataque terrorista como uma "operação heroica" contra o "inimigo sionista". Os três terroristas, que foram mortos por policiais israelenses em meio ao ataque, estão sendo saudados como "mártires" e "heróis" que sacrificaram suas vidas em defesa da Mesquita de Al-Aqsa.

Lamentavelmente inúmeros líderes árabes israelenses se recusaram a condenar o ataque terrorista perpetrado por três de seus patrícios.

Os detectores de metais têm um objetivo: evitar que os terroristas infiltrem armas no Monte do Templo. É este o ato que deve ser visto como profanação de um lugar sagrado.

No entanto, ao invés de apoiarem a medida dos israelenses de evitar o derramamento de sangue naquele solo sagrado, os palestinos e outros árabes culpam Israel por procurar salvaguardar o bem-estar de todos - em especial todos os fiéis muçulmanos - por meio de medidas fundamentais de segurança.

Os formadores de opinião palestinos manipulam, procurando desviar a atenção do ataque terrorista, fazendo parecer que a crise começou quando Israel instalou os detectores de metais e não quando dois policiais foram assassinados.

Agora os palestinos e outros árabes estão choramingando para a comunidade internacional que Israel está querendo mudar o status quo no Monte do Templo por meio de uma série de medidas de segurança. Eles também estão tentando fazer parecer que Israel está impedindo os fiéis muçulmanos de entrarem e rezarem na Mesquita de Al-Aqsa.

Os fatos, no entanto, contam uma história totalmente diferente.

Primeiro, as medidas de segurança, incluindo a instalação dos detectores de metais, não foram uma iniciativa israelense e sim uma resposta direta e necessária a um ataque terrorista específico. O governo israelense não convocou uma reunião para tomar a decisão de instalar os detectores de metais para alterar o status quo ou impedir que os muçulmanos rezassem.

Segundo, foram os palestinos que tomaram a decisão de não entrar no Monte do Templo, a menos que os detectores de metais fossem removidos. Foram os líderes e funcionários palestinos, a Waqf (instituição de caridade religiosa que gerencia o complexo do Monte do Templo) que exortaram os fiéis muçulmanos para que ficassem longe do Monte do Templo e rezassem nas ruas e praças públicas em sinal de protesto contra os detectores de metais. Os fiéis muçulmanos preferem rezar nas ruas e praças públicas a entrarem no Monte do Templo passando por detectores de metais. Mas os palestinos e a Waqf estão mentindo para o mundo dizendo que Israel está negando acesso aos muçulmanos aos seus lugares sagrados.

Aproximadamente 4 mil palestinos muçulmanos rezam do lado de fora da entrada da Cidade Velha de Jerusalém, 19 de julho de 2017, em sinal protesto contra a instalação de detectores de metais nas entradas do Monte do Templo. (Foto de Ilia Yefimovich/Getty Images)

A máquina de propaganda palestina está fazendo hora extra para dar a falsa impressão que os detectores de metais fazem parte de um esquema israelense de provocar uma guerra religiosa com os muçulmanos e destruir a Mesquita de Al-Aqsa. No entanto, ao que tudo indica, a verdade é justamente o contrário. O incitamento das autoridades e da Waqf sugerem que são eles que estão determinados a desencadear uma guerra religiosa contra Israel e contra os judeus.

O incitamento começou há mais de dois anos, quando líderes palestinos e da Waqf contaram ao povo e ao resto do mundo que Israel planejava destruir a Mesquita de Al-Aqsa e que os judeus que visitavam o Monte do Templo estavam "profanando com seus pés imundos" um lugar sagrado islâmico. O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, foi o primeiro a pronunciar esse libelo de sangue, que desencadeou uma onda de ataques à faca e de atropelamentos contra israelenses, o que continua até hoje.

Os três terroristas que realizaram o ataque de 14 de julho agiam exatamente conforme as instruções de Abbas e de outros líderes palestinos e muçulmanos: é dever dos muçulmanos defender a Mesquita de Al-Aqsa dos judeus. Nesse sentido, este ataque deve ser visto no contexto da onda de ataques terroristas em curso contra Israel que começou no final de 2015 e que é conhecido como a "intifada das facas".

Desde então, os palestinos têm usado visitas de judeus ao Monte do Templo como pretexto para lançar ataques terroristas contra Israel. Autoridades e meios de comunicação palestinos continuam a retratar essas visitas pacíficas como "incursões violentas de gangues de colonos judeus na Mesquita Al-Aqsa". A verdade, no entanto, é que nenhum judeu pôs os pés dentro da mesquita. As visitas estão restritas a tours pelo complexo do Monte do Templo - o que os turistas não muçulmanos vêm fazendo desde 1968.

Na realidade, são os próprios palestinos que estão profanando a santidade do Monte do Templo, usando o lugar sagrado para lançar ataques violentos contra judeus, atirando pedras contra judeus que estão orando no Muro das Lamentações, próximo daquele local.

Eles também traficam diversos tipos de armas para o interior do Monte do Templo com o objetivo de atirar bombas incendiárias e pedras contra turistas e policiais judeus. A liderança e os funcionários da Waqf também encorajam os muçulmanos a molestarem os visitantes e policiais judeus, insultando-os aos gritos.

No ano passado, os palestinos obstruíram um projeto da Jordânia para instalar dezenas de câmeras de segurança no Monte do Templo. As câmeras deveriam refutar ou confirmar alegações palestinas que Israel planejava destruir a Mesquita de Al-Aqsa. Os jordanianos recuaram devido à intimidação palestina que, entre outras coisas, incluía a ameaça de destruir as câmeras.

Por que contestar a instalação das câmeras? Porque os palestinos temiam que a sua violência, assédio e armazenamento de armas com o intuito de atacar turistas e policiais judeus, fossem capturados pelas câmeras.

Resumindo: os palestinos estão distorcendo, mais uma vez, a realidade, só que desta vez o motivo são os detectores de metais. Eles estão apreensivos com o fato que os detectores de metais possam impedi-los de infiltrar facas e armas de fogo no interior do Monte do Templo.

A pergunta que não quer calar: se o que atrai os fiéis à Mesquita de Al-Aqsa é a oração, então por que se preocupar com detectores de metais? Milhares de palestinos passam todos os dias por detectores de metais a caminho para Israel e tudo o que acontece é que eles vão para o seu trabalho. Da mesma forma, os palestinos e israelenses passam todos os dias por detectores de metais em shopping centers e instituições governamentais, como correio, Instituto Nacional de Seguros, hospitais e centros médicos. Onde estão os protestos?

A oposição palestina à instalação dos detectores de metais no Monte do Templo significa uma coisa apenas: que os palestinos estão determinados a transformar o lugar sagrado em um esconderijo para o armazenamento de armas e usá-lo como plataforma de lançamento para realizar ataques terroristas contra cidadãos israelenses. Se a mesquita fosse realmente destruída no desenrolar dos acontecimentos, adivinhe quem seria o culpado? Quem sabe seja esse o verdadeiro propósito. Quem na comunidade internacional assinaria embaixo?

Bassam Tawil, árabe muçulmano, radicado no Oriente Médio.

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