Últimas Análises e Comentários

Limpeza Étnica no Norte de Chipre
Confissões de um Turco-cipriota Assassino em Massa

por Uzay Bulut  •  24 de Junho de 2018

  • "Por que ainda não há paz? Como podemos costurar um acordo de paz se ainda há assassinos raivosos entre nós? Em vez de processá-los, permitimos que eles apareçam na TV e se gabem dos assassinatos que cometeram... Se você não levar à justiça um assassino que diz "matar era minha arte", então quem você levaria?" — Şener Levent, redator-chefe do jornal turco-cipriota Afrika.

  • Até agora esses "assassinos raivosos" não foram responsabilizados pelo massacre de inocentes cipriotas gregos: a limpeza étnica no norte de Chipre. A questão maior é que ele e seus parceiros no crime foram auxiliados e instigados pelas autoridades turcas. Todos os responsáveis precisam ser julgados em tribunais penais internacionais, quanto antes melhor.

Foto: cerca demarcando a "zona tampão", defendida por soldados das forças de paz das Nações Unidas na "Linha Verde" em Nicósia, Chipre. (Imagem: Marco Fieber/Flickr)

Será que o presidente turco Tayyip Erdogan, que não para de dizer que Chipre é uma ameaça à segurança do Mediterrâneo Oriental, está sinalizando alguma coisa? Erdogan vem de longe alertando empresas cipriotas e multinacionais que exploram recursos energéticos na região para não "confiarem no lado grego de Chipre".

Os recorrentes ataques verbais do presidente turco contra os cipriotas gregos também esclarecem uma recente entrevista transmitida ao vivo pela TV cipriota turca com Turgut Yenağralı de 84 anos de idade, ex-membro da Organização Paramilitar de Resistência Turca (TMT), fundada em 1957, conhecida por suas atividades criminosas em Chipre.

Na entrevista Yenağralı se vangloriou sobre seu papel no assassinato em massa de cipriotas gregos e a razão que o levou a isso.

"Viajamos pelo Chipre de norte a sul de leste a oeste, espancamos e matamos aqueles que cometeram crimes contra a identidade turca", segundo ele.

Continue lendo o artigo

Palestinos: Gays Aqui Não Têm Vez

por Khaled Abu Toameh  •  19 de Junho de 2018

  • Mahmoud Ishtiwi foi executado em Gaza com três tiros no peito porque vivia em um meio onde se considera a homossexualidade um pecado passível de ser punido com a morte, e foi assim que ele foi punido.

  • O que se pode concluir da controvérsia? Basicamente, que é mais seguro ser membro do Hamas do que ser gay. Os líderes palestinos preferem ver jovens palestinos tentando matar israelenses do que falar sobre gays em sua sociedade. No mundo do Hamas e da Autoridade Palestina não há espaço para comédias ou sátiras.

Enquanto os israelenses festejavam a tolerância na Parada do Orgulho Gay em Tel Aviv, seus vizinhos palestinos estavam ocupados fazendo exatamente o contrário: eles estavam exigindo que os responsáveis por produzir programas humorísticos para a televisão sobre gays na Faixa de Gaza fossem demitidos. Foto: dezenas de milhares de participantes tomam parte na Parada do Orgulho Gay que acontece anualmente, neste ano em 8 de junho de 2018 em Tel Aviv, Israel. (Foto de Amir Levy/Getty Images)

Em 8 de junho cerca de 250 mil pessoas participaram da Parada do Orgulho Gay em Tel Aviv. Turistas de todo o mundo vieram a Israel para assistir e participar do evento. O tema do evento deste ano foi "A Comunidade Faz História", uma referência à comunidade LGBT de Israel.

Nesse ínterim, enquanto os israelenses estavam festejando a tolerância nas ruas de Tel Aviv, seus vizinhos palestinos estavam ocupados fazendo exatamente o contrário: eles estavam exigindo que os responsáveis por produzir programas humorísticos para a televisão sobre gays na Faixa de Gaza fossem demitidos.

O polêmico programa, chamado "Fora de Foco", suscitou duras condenações dos palestinos, que agora pedem a punição dos responsáveis por "insultarem os valores árabes e islâmicos".

Continue lendo o artigo

Dinamarca Aprova a Proibição da Burca

por Soeren Kern  •  18 de Junho de 2018

  • A Dinamarca é o sexto país europeu a promulgar essa proibição, atrás da França, Bélgica, Holanda, Bulgária e Áustria.

  • "O rosto é o seu passaporte. Quando você se recusa a mostrá-lo, a vítima sou eu." — Jacques Myard, ex-parlamentar conservador que apoiou a proibição na França.

  • "Há quem não queira fazer parte da sociedade dinamarquesa e que queira criar sociedades paralelas com suas próprias normas e leis." — Ministro da Justiça da Dinamarca Søren Pape Poulsen.

(Foto de Copenhague: Pixabay)

O parlamento dinamarquês aprovou a proibição do uso de véus islâmicos que cobrem a totalidade do rosto em espaços públicos. A nova lei, patrocinada pelo governo de centro-direita da Dinamarca, apoiada pelos Social-democratas e pelo Partido do Povo Dinamarquês, foi aprovada em 31 de maio por 75 votos a 30.

A partir de 1º de agosto, quem estiver usando uma burca (que cobre todo o rosto) ou uma nicabe (que cobre todo o rosto, menos os olhos) em público na Dinamarca estará sujeito a uma multa de mil Coroas Dinamarquesas (US$157), os reincidentes poderão ser multados em 10 mil Coroas Dinamarquesas.

Além disso, qualquer um que estiver forçando ou ameaçando alguém a usar roupas que cubram o rosto poderá ser multado ou estará sujeito a até dois anos de prisão.

Continue lendo o artigo

Itália: "Acabou a Festa" para os Migrantes Ilegais

por Soeren Kern  •  17 de Junho de 2018

  • Estima-se que 700 mil migrantes chegaram à Itália nos últimos cinco anos. — Organização Internacional de Migração (IOM).

  • "Não há moradias e empregos suficientes para os italianos, muito menos para metade do continente africano." — Matteo Salvini, Ministro do Interior da Itália.

  • Na prática essa lei (Artigo 19, da Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia) impede que a Itália e os demais membros da UE deportem migrantes para a maioria dos países muçulmanos.

Da esquerda para a direita: Ministro do Interior da Itália, Matteo Salvini, Primeiro Ministro Giuseppe Conte e o vice-primeiro-ministro, ministro da indústria e do trabalho Luigi Di Maio em 1º de junho de 2018 em Roma. (Foto: Elisabetta Villa/Getty Images)

O novo ministro do Interior da Itália, Matteo Salvini, prometeu cortar a ajuda aos migrantes e deportar os que estão ilegalmente no país.

"Portas abertas da Itália para as pessoas certas e uma passagem só de ida para fora do país para aqueles que vêm para cá causar problemas e achar que iremos assisti-los", salientou Salvini na região da Lombardia, domicílio de um quarto de toda população estrangeira da Itália. "Uma das nossas principais prioridades será a deportação".

Salvini, líder do partido nacionalista (Liga), formou um novo governo de coalizão com outro partido populista, Movimento 5 Estrelas (M5S) em 1º de junho. O programa de governo, esboçado em um plano de ação de 39 páginas, promete desbaratar a imigração ilegal e deportar até 500 mil imigrantes sem documentação.

Continue lendo o artigo

Crise de Estupros Cometidos por Migrantes na Alemanha: Fracasso do Estado

por Soeren Kern  •  13 de Junho de 2018

  • "Susanna está morta. Maria de Freiburg, Mia de Kandel, Mireille de Flensburg e agora Susanna de Mainz..." — Alice Weidel, colíder do partido AfD.

  • "A morte de Susanna não é um golpe do destino. A morte de Susanna é o resultado de muitos anos de irresponsabilidade organizada e do escandaloso fracasso de nossas políticas de asilo e imigração. Susana é vítima de uma descontrolada ideologia multicultural de esquerda que não recua diante de nada para impor seu senso de superioridade moral. Susanna também é mais uma vítima da política hipócrita e egoísta da chanceler Angela Merkel de acolher migrantes de braços abertos." — Alice Weidel.

  • "No dia do assassinato de Susanna, você (Merkel) testemunhou no parlamento que você lidou com a crise dos migrantes com responsabilidade. Você se atreveria a repetir essa afirmação na frente dos pais de Susanna?" — Alice Weidel.

Susanna Maria Feldman de 14 anos foi estuprada e assassinada por Ali Bashar, candidato a asilo iraquiano, cuja solicitação de asilo havia sido negada pela Alemanha. Ele jogou o corpo dela em um matagal nos arredores de Wiesbaden. (Imagem: Feldman - Facebook, Wiesbaden - Maxpixel)

O estupro e assassinato de uma menina judia de 14 anos por um candidato a asilo iraquiano, cuja solicitação ao asilo havia sido negada, lançou um novo holofote na crise de estupros cometida por migrantes na Alemanha, que continua correndo solta há anos em meio à cumplicidade oficial e à apatia da população.

Milhares de mulheres e crianças foram estupradas ou abusadas sexualmente na Alemanha desde que a Chanceler Angela Merkel permitiu a entrada no país de mais de um milhão de migrantes, na maioria do sexo masculino, oriundos da África, Ásia e Oriente Médio.

O crime mais recente, totalmente evitável, é repreensível de forma singular, pois destaca em um ato apenas as múltiplas consequências malignas da política de portas abertas para a imigração da Alemanha, incluindo aí o malogro em checar os aprovados a ficarem no país e a prática de soltar migrantes criminosos para andarem livremente pelas ruas em vez de encarcerá-los ou deportá-los.

Continue lendo o artigo

Gangues de Estupradores: uma História na Verdejante Oxfordshire

por Douglas Murray  •  11 de Junho de 2018

  • Quanto se pagou, está sendo pago ou poderá ser pago em determinado momento por todos aqueles agentes públicos que, errônea e tacitamente ou de qualquer outra maneira, permitiram que essas modernas atrocidades continuassem, sem que nada fosse feito para impedi-las?

  • Famílias de meninas estupradas relatam que tentaram constantemente soar o alarme sobre o que estava acontecendo com suas filhas, mas que tiveram todas as portas do estado fechadas na cara.

  • Se a Grã-Bretanha quiser reverter a desgraça da cultura das "gangues de abusadores de meninas", ela deve começar mudando a relação risco/recompensa entre aqueles que identificam esses crimes monstruosos e aqueles que se sabe que os acobertam.

Oxfordshire, England. (Imagem: Pixabay)

Desde a detenção de Tommy Robinson em 25 de maio, as chamadas, errônea e comumente, "gangues de estupradores asiáticos", estão de volta ao noticiário. Isso reacendeu a celeuma se a justiça está sendo feita tanto em relação às vítimas quanto em relação aos criminosos.

Continue lendo o artigo

Suécia em Queda Livre

por Judith Bergman  •  9 de Junho de 2018

  • Se de um lado é considerado "repreensível" falar no Ocidente sobre as reais consequências da migração, na Suécia agora é visto como crime.

  • O tipo de 'integração' que a mesquita em Växjö está, ao que consta, difundindo aos habitantes muçulmanos locais é a exortação aos muçulmanos a não participarem das comemorações natalinas dos "kuffars" (termo depreciativo usado para se referir aos "infiéis") e os judeus são, como não podia deixar de ser, mencionados como inimigos de Alá. A escola da mesquita usa currículos escolares da Arábia Saudita e encoraja as mulheres a não se vestirem com roupas ocidentais.

  • "O silêncio passou a ser a norma estabelecida dentro de certos grupos de habitantes" naquelas áreas... Há pressão de parentes e comunidades religiosas para não se contatar as autoridades e sim fazer uso de sistemas alternativos locais, como por exemplo a mesquita. Às vezes, as gangues criminosas locais até orientam os moradores a ligarem para eles em vez ligarem para a polícia a fim de minimizar a presença de policiais na região. — BRÅ, Conselho Sueco de Prevenção ao Crime

  • Parece, cada vez mais, que será a Suécia que irá se integrar à cultura islâmica.

Os carros incendiados durante violentas manifestações em um bairro de Estocolmo em 20 de fevereiro de 2017. (Imagem: captura de tela de vídeo do YouTube/gladbecker82)

Em 2017, o relatório da polícia sueca "Utsatta områden 2017", ("Regiões Vulneráveis 2017 ", mais conhecidas como "zonas proibidas" ou "terra sem lei") mostrou que há 61 regiões desse tipo na Suécia. Elas englobam 200 redes criminosas, contando com cerca de 5 mil criminosos. Dessas regiões 23 eram particularmente críticas: crianças com menos de 10 anos participavam de crimes graves, com uso de armas e drogas. A maioria dos habitantes era composta de imigrantes não ocidentais, principalmente muçulmanos.

Continue lendo o artigo

Genocídio Armênio: Violenta Repressão da Turquia

por Uzay Bulut  •  7 de Junho de 2018

  • O genocídio cristão na Turquia otomana durou 10 anos, de 1913 a 1923, visando armênios, gregos, assírios e demais cristãos. Resultou no aniquilamento de cerca de três milhões de pessoas. Lamentavelmente a agressão turca contra os armênios remanescentes continua.

  • Segundo o mito turco, na verdade foram os "traiçoeiros" armênios que perseguiam os turcos e os turcos agiam em legítima defesa para se livrarem dos armênios assassinos. Uma alegação turca amplamente difundida: "eles mereceram".

  • As mentiras e a propaganda estatal, que responsabilizam as vítimas pelo seu próprio aniquilamento, são o que permitem a incessante perseguição turca em curso contra os armênios remanescentes do país, incluindo a transformação de suas igrejas em mesquitas e a escavação de túmulos e igrejas armênios por caçadores de tesouros atrás de ouro.

Civis armênios, escoltados por soldados otomanos, marcham em Harput a caminho da prisão próxima a Mezireh (hoje Elazig) em abril de 1915. (Imagem: Cruz Vermelha Americana/Wikimedia Commons)

O ato público em memória ao Genocídio Armênio que ocorre anualmente, organizado pelo seção de Istambul da Associação de Direitos Humanos da Turquia (IHD) e pelo Movimento Popular Antirracista Europeu (EGAM), programado para 24 de abril, que ocorria todos os anos desde 2005, foi proibido pela polícia, que confiscou faixas e cartazes sobre o genocídio e realizou checagem de antecedentes criminais dos participantes. Três ativistas dos direitos humanos foram detidos e em seguida liberados.

Em entrevista exclusiva concedida ao Gatestone Institute, Ayşe Günaysu, ativista da Comissão Contra o Racismo e Discriminação da IHD, disse que "a caminho da delegacia, os detidos foram obrigados a ouvir músicas racistas com palavras hostis sobre os armênios".

Continue lendo o artigo

Presidente da Itália Pró-UE Zomba dos Eleitores

por Soeren Kern  •  4 de Junho de 2018

  • A situação política reflete o controle do poder exercido pelo establishment Pró-UE, que obviamente está determinado a defender a austeridade econômica em detrimento da democracia.

  • "Precisamos elaborar um plano B para sair do euro, caso seja necessário... a outra alternativa é acabar como a Grécia." — Paolo Savona, ex-ministro da indústria que havia classificado a entrada da Itália na Zona do Euro um "erro histórico."

  • "Na Itália a democracia tem um problema. É possível ser um criminoso condenado, condenado por fraude fiscal, sob investigação por corrupção e mesmo assim ser ministro... mas se você criticar a Europa não poderá ser ministro da fazenda na Itália". - Luigi Di Maio líder do M5S.

O presidente italiano Sergio Mattarella, pediu a Carlo Cottarelli (foto acima), ex-funcionário do Fundo Monetário Internacional, que formasse um governo composto por tecnocratas nomeados. Cottarelli é conhecido como "Sr. Tesoura" por fazer cortes nos gastos públicos. (Foto: Stephen Jaffe/IMF via Getty Images)

O novo governo populista interino da Itália pediu demissão em 28 de maio depois que a sua indicação de um ministro da fazenda eurocético foi rejeitada pelo presidente que é Pró-UE, que por sua vez pediu a um tecnocrata, nomeado, para que formasse um governo Pró-UE.

A contenda política acaba com a proposta dos dois partidos 'antiestablishment' da Itália, o Movimento 5 Estrelas de esquerda (M5S) e a Liga de centro-direita, sobre a formação de um governo de coalizão populista, que seria o primeiro dessa natureza na Europa.

A situação política reflete o controle do poder exercido pelo establishment Pró-UE, que obviamente está determinado a defender a austeridade econômica em detrimento da democracia.

O presidente italiano Sergio Mattarella recusou aceitar a nomeação de Paolo Savona de 81 anos, ex-ministro da indústria, para ministro da fazenda que havia classificado a entrada da Itália na Zona do Euro um "erro histórico".

Continue lendo o artigo

O Ocidente Trai os Curdos

por Giulio Meotti  •  3 de Junho de 2018

  • A mídia ocidental ignorou o destino dos curdos, povo que derrotou o Estado Islâmico por nós.

  • O Ministro das Relações Exteriores do Reino Unido Boris Johnson tuitou "a Turquia está certa em querer proteger suas fronteiras". O Ocidente deu aos turcos sinal verde para massacrarem os curdos.

  • Os curdos hoje, assim como os tchecos em 1938, foram sacrificados em vão. O Ocidente traiu os curdos três vezes nos últimos três anos. Os curdos foram nossos aliados ideais. Eles abriram suas cidades, como Erbil, para dezenas de milhares de cristãos iraquianos expulsos de Mossul pelo ISIS. O Curdistão iraquiano é hoje o único lugar no Oriente Médio, juntamente com o Estado de Israel, que abriga e protege todas as religiões e minorias.

  • Uma nova "Síndrome de Munique" já está tomando forma no horizonte do Ocidente. Os curdos, se não mereciam um estado, eram no mínimo dignos da nossa proteção, especialmente depois de nos ajudarem a dar um basta naqueles que cortam nossas gargantas nos bulevares de Paris.

Foto: combatentes femininas das Unidades de Proteção Popular (YPG) perto da cidade de Kobane na Síria, em 20 de junho de 2015. (Foto: Ahmet Sik/Getty Images)

Os curdos têm o seguinte provérbio: "não temos amigos, exceto as montanhas". Em Afrin, no entanto, nem as montanhas conseguiram protegê-los dos caças turcos e das milícias islâmicas aliadas de Ancara. Embora os vídeos de horripilantes execuções não sejam de maneira alguma algo novo na trágica guerra da Síria, neste caso em particular, o vídeo foi gravado por um grupo terrorista operando sob o comando de um país pertencente à OTAN, a Turquia.

O vídeo mostra integrantes das milícias sírias abusando do corpo de Amina Omar, combatente curda também conhecida como "Barin Kobani". Ela foi morta defendendo Afrin, cidade cantão na Síria atacada pelo exército turco de Recep Tayyip Erdogan.

Continue lendo o artigo

Injustiça Rápida: O Caso de Tommy Robinson

por Bruce Bawer  •  29 de Maio de 2018

  • É impressionante a rapidez com que a injustiça foi imposta a Robinson. Não, mais do que isso: é aterrorizante.

  • Impedido de contatar seu advogado, foi imediatamente julgado e condenado a 13 meses atrás das grades. Na sequência, ele foi levado para a Hull Prison.

  • Enquanto isso, o juiz que sentenciou Robinson também ordenou à mídia britânica que não divulgasse nada sobre o caso. Jornais que já haviam postado reportagens sobre a sua prisão as retiraram rapidamente. Tudo isso aconteceu no mesmo dia.

  • No Reino Unido, os estupradores desfrutam do direito a um julgamento justo com plenas garantias, direito à representação legal de sua escolha, direito de ter tempo suficiente para preparar a defesa e o direito de ir para casa sob fiança entre as sessões dos julgamentos. No entanto, nenhum desses direitos foi dado a Tommy Robinson.

Foto: Policiais retirando Tommy Robinson (centro) de uma rua em Leeds, Inglaterra, onde, em seu papel de jornalista amador, transmitia ao vivo um vídeo via Facebook do lado de fora de um tribunal. (Imagem: captura de tela de vídeo de TommyRobinson.online)

A primeira vez que estive em Londres, aos vinte e poucos anos, tive um surto de adrenalina que durou a semana inteira da minha visita à cidade. Jamais, nos anos seguintes, outro lugar teve tanto impacto em mim, nem Paris, nem Roma. Sim, Roma, berço da civilização ocidental e Paris, centro da cultura ocidental, mas foi na Grã-Bretanha que os valores do mundo anglo-saxônico, acima de tudo a dedicação à liberdade, haviam tomado forma integral. Sem a Grã-Bretanha, não teria havido a Declaração de Independência, Constituição ou Carta de Direitos dos EUA.

Continue lendo o artigo

Mídia Continua Incentivando a Violência do Hamas?

por Alan M. Dershowitz  •  27 de Maio de 2018

Se esta tivesse sido a primeira vez que o Hamas provocou deliberadamente Israel a tomar medidas de autodefesa que acabaram com a morte não intencional de civis em Gaza, a mídia poderia ser desculpada por fazer o jogo do Hamas. As mais recentes provocações do Hamas, ao posicionar 40 mil moradores de Gaza na fronteira com o propósito de destruírem a cerca e penetrarem em território israelense com coquetéis Molotov e outras armas improvisadas, fazem parte de uma tática recorrente do Hamas que eu chamo de "estratégia do bebê morto". O objetivo do Hamas é fazer com que Israel mate o maior número possível de habitantes de Gaza, de modo que as manchetes sempre comecem e muitas vezes terminem com a contagem de corpos. O Hamas envia deliberadamente mulheres e crianças para a linha de frente, enquanto seus próprios combatentes se escondem atrás desses escudos humanos.

Continue lendo o artigo

Censura do Facebook na Alemanha

por Stefan Frank  •  22 de Maio de 2018

  • Marlene Weise foi banida do Facebook por 30 dias por postar duas fotos no Facebook: uma delas mostrava a seleção feminina iraniana de vôlei dos anos 1970 vestida com camisetas e bermudas, a outra atual, vestida com hijabs e roupas cobrindo os braços e as pernas.

  • "Será que um usuário que cumpre a lei e o contrato tem que aceitar que empresas como o Facebook ou o Twitter" possam apagar seu conteúdo ou proscrevê-lo? A decisão é um passo importante para a vitória da liberdade de expressão." — Joachim Nikolaus Steinhöfel, advogado e ativista contra a censura.

Joachim Steinhöfel (direita) é advogado, jornalista e ativista contra a censura. Ele tem um Website onde documenta casos em que o Facebook exclui conteúdo ou usuários banidos, não raramente ambos. (Steinhöfel Imagem: Hilmaarr/Wikimedia Commons)

Um tribunal em Berlim emitiu uma medida cautelar temporária contra o Facebook. Sob a ameaça de uma multa de US$300.000 ou uma pena de prisão, o Facebook foi obrigado a republicar o comentário de um usuário que a rede social havia excluído. Além disso, a sentença proibiu a empresa de proscrever o usuário por causa do comentário.

É a primeira vez que um tribunal alemão lida com as consequências da lei da censura da Internet na Alemanha, que entrou em vigor em 1º de outubro de 2017. A lei estipula que as empresas de redes sociais devem excluir ou bloquear "aparentes" delitos criminais, como difamação, calúnia, injúria ou incitação, no prazo de 24 horas do recebimento da reclamação do usuário.

Continue lendo o artigo

Guerra da Suécia Contra a Liberdade de Expressão

por Judith Bergman  •  21 de Maio de 2018

  • Pelo visto, denunciar compatriotas suecos às autoridades por presumido "discurso de incitamento ao ódio" é agora visto na Suécia como "heroico".

  • "É permitido criticar o fascismo e o nazismo, e não o Islã? Por que o Islã deveria ter algum status de proteção?" — Denny, aposentada de 71 anos, está sendo julgada por "incitação ao ódio".

  • Em vez de usar seus escassos recursos para proteger seus cidadãos dos ataques violentos, a Suécia trava uma guerra legal contra os aposentados por eles se atreverem a se manifestar abertamente contra os ditos ataques violentos dos quais o Estado não consegue protegê-los.

Segundo a grande mídia sueca, no ano passado o país apresentou uma escalada significativa no número de processos por "discurso de incitamento ao ódio" nas redes sociais. Acredita-se que a maior responsável por este salto seja a organização "Näthatsgranskaren" ("Investigador do Ódio na Web"), órgão privado fundado em janeiro de 2017 pelo ex-policial Tomas Åberg, que se dispôs identificar e denunciar às autoridades aqueles suecos que ele e sua organização entendem que estejam cometendo crimes e "incitarem o ódio" contra estrangeiros.

Continue lendo o artigo

Bélgica: Primeiro Estado Islâmico da Europa?

por Giulio Meotti  •  15 de Maio de 2018 18:33

  • Os líderes do Partido ISLAM pelo jeito querem transformar a Bélgica em um Estado islâmico. Eles a chamam de "Democracia Islamista" e o ano previsto é: 2030.

  • "O programa é confusamente simples: substituir todos os códigos civis e penais pela lei da Sharia. Ponto final". — Revista francesa Causeur.

  • "A capital europeia (Bélgica) será muçulmana em vinte anos". — Le Figaro.

A polícia antimotim monta guarda no distrito de Molenbeek, em Bruxelas, em meio a blitzes nas quais inúmeras pessoas, incluindo Salah Abdeslam, um dos responsáveis pelos ataques em Paris em novembro de 2015, foram presas em 18 de março de 2016. (Foto de Carl Court/Getty Images)

A sigla do Partido ISLAM da Bélgica significa "Integridade, Solidariedade, Liberdade, Autenticidade, Moralidade". Os líderes do Partido ISLAM pelo jeito querem transformar a Bélgica em um Estado islâmico. Eles a chamam de "Democracia Islamista" e o ano previsto é: 2030.

Segundo a revista francesa Causeur, "o programa é confusamente simples: substituir todos os códigos civis e penais pela lei da Sharia. Ponto final. Criado na véspera do escrutínio municipal de 2012, o Partido ISLAM obteve de imediato resultados impressionantes. Os números são alarmantes.

O efeito que esse novo partido está provocando, segundo Michaël Privot, especialista em Islã e Sebastien Boussois, cientista político, poderá vir a ser a "implosão do tecido social belga". Políticos belgas, como Richard Miller, já defendem a proscrição do Partido ISLAM.

Continue lendo o artigo