Últimas Análises e Comentários

A Ruptura da França

por Giulio Meotti  •  20 de Janeiro de 2019

  • Em um novo programa, o governo do presidente Macron está oferecendo aulas do idioma árabe nas escolas públicas da França a crianças a partir dos 6 anos de idade, ao que consta, para facilitar a integração.

  • As autoridades francesas parecem não dar a devida atenção para o fato de que a esmagadora maioria dos terroristas da França eram cidadãos franceses, que falavam perfeitamente o francês e que diferentemente de seus pais, nasceram na França. Eles estavam perfeitamente "integrados". Eles rejeitaram a integração.

Gérard Collomb, (centro) que até o mês passado esteve à frente da pasta do Ministério do Interior da França e hoje ocupa o cargo de prefeito de Lyon, vê com pessimismo a situação na qual seu país se encontra. "É difícil calcular, mas eu diria que em cinco anos a situação poderá se tornar irreversível. Sim, temos cinco, seis anos para evitar o pior", realçou ele não faz muito tempo. (Foto: Aurelien Meunier/Getty Images)

O presidente dos EUA, Donald Trump e o presidente da França, Emmanuel Macron, se envolveram em um bate-boca diplomático em público, dias antes de Trump visitar a França no corrente mês. A troca de farpas começou quando, em uma entrevista pelo rádio, Macron sugeriu que a Europa precisava de um exército para se proteger dos Estados Unidos. "Temos que nos proteger da China, Rússia e até dos Estados Unidos da América", ressaltou Macron.

Proteger a França dos Estados Unidos? Em um discurso em 11 de novembro, em comemoração ao fim da Primeira Guerra Mundial, Macron saudou diplomaticamente seu convidado, atacando o "nacionalismo". Trump orgulhosamente se referiu a si mesmo como "nacionalista" menos de três semanas antes do evento.

Parece que Macron aproveitou a comemoração do armistício assinado em 1918 para esquecer o que está acontecendo na França em 2018.

Continue lendo o artigo

A Nova 'Catástrofe' Palestina: Um Shopping Center Contratando Palestinos

por Bassam Tawil  •  19 de Janeiro de 2019

  • "Rami Levy não discrimina o candidato conforme a etnia, gênero ou religião ao contratar e promover funcionários. Todos os funcionários, sejam eles palestinos ou israelenses, são tratados igualmente e recebem os mesmos benefícios. O salário se baseia unicamente no cargo e desempenho do funcionário. A meta da Rami Levy é dar a mesma oportunidade a todos os funcionários de alcançarem o sucesso." — Rami Levy, empresário e proprietário da terceira maior rede de supermercados de Israel, metade dos 4 mil funcionários, afirma ele, são palestinos ou árabes israelenses.

  • Os investidores palestinos, segundo o representante da Fatah, Hatem Abdel Qader Eid, bem que podiam ter inibido Rami Levy de construir o novo shopping se eles tivessem investido na construção de um shopping palestino. "É verdade que há empresários palestinos com muito dinheiro..."

  • Já que a campanha deu com os burros n'água não conseguindo impedir a abertura do shopping, a Fatah e seus seguidores apelaram para ameaças e violência. As ameaças estão sendo dirigidas a consumidores e comerciantes palestinos que alugaram algum espaço no novo shopping.

  • Se um palestino que compra leite israelense é considerado traidor aos olhos da Fatah, não é difícil imaginar o destino de qualquer palestino que ouse ponderar sobre um entendimento com Israel. Se ele tiver sorte, terá um encontro íntimo com uma bomba incendiária. Se ele não tiver sorte, será enforcado em praça pública.

Os dirigentes da facção Fatah do presidente Mahmoud Abbas da Autoridade Palestina reagiram à inauguração de um novo shopping center em Jerusalém Oriental, no qual a maioria dos funcionários e clientes é árabe, de uma maneira que escancara como os líderes palestinos continuam torpedeando o que for positivo ao seu povo. Foto: um supermercado da rede Rami Levy em Jerusalém Ocidental. (Imagem: Yoninah/Wikimedia Commons)

Os dirigentes da facção Fatah do presidente Mahmoud Abbas da Autoridade Palestina estão furiosos. Parece que um empresário judeu israelense acabou de construir um shopping center em Jerusalém Oriental e a maioria dos funcionários e clientes são árabes.

Os líderes da Fatah apregoaram o boicote ao shopping.

A Fatah, que via de regra é retratada como uma facção moderada pela mídia ocidental, reagiu ao empreendimento do shopping de modo a escancarar a maneira pela qual os líderes palestinos continuam torpedeando o que for positivo ao seu povo.

Onde já se viu um líder condenar um projeto que fornece empregos a centenas de pessoas de seu povo? Onde já se viu um líder convocar seu povo a boicotar um shopping ou um supermercado que oferece preços competitivos em roupas e alimentos? Onde já se viu um líder retratar a abertura de um projeto comercial que beneficiará seu povo como catástrofe ("nakba")?

Continue lendo o artigo

Guerra da Turquia Contra Missionários Cristãos

por Uzay Bulut  •  13 de Janeiro de 2019

  • O pastor americano Andrew Brunson e o evangelista americano/canadense David Byle estão entre os inúmeros clérigos cristãos vítimas da repulsa da Turquia em relação ao cristianismo. Segundo Claire Evans, diretora regional da organização International Christian Concern, "a Turquia está deixando cada vez mais claro que não há espaço para o cristianismo no país, muito embora a constituição diga o contrário."

  • Hoje, somente cerca de 0,2% da população da Turquia, de quase 80 milhões de habitantes, é cristã. O genocídio cristão de 1913 a 1923 ocorrido em toda a Turquia otomana e o pogrom perpetrado contra os gregos em 1955 em Istambul, constituem alguns dos eventos mais importantes que levaram à destruição da antiga comunidade cristã do país. No entanto, ainda hoje na Turquia os missionários e cidadãos cristãos continuam a ser oprimidos.

  • "Uma matéria que diferencia a Turquia do resto do mundo é que nossa identidade nacional é moldada acima de tudo pela identidade religiosa. O que faz um turco ser turco não tem tanto a ver com a etnia ou com o idioma que ele fala, tem a ver primordialmente sobre ser muçulmano... A maioria esmagadora dos turcos acha que não há nada em sua história que seja motivo de vergonha. Eles não se sentem próximos da Europa nem do Oriente Médio, no fundo se sentem próximos apenas e tão somente de si mesmos... um fato marcante acontece ao serem perguntados: se todo mundo fosse turco, o mundo seria melhor? Os turcos respondem atribuindo uma nota altíssima a si mesmos. Nenhuma autocrítica." — Professor Ali Çarkoğlu da Universidade de Koç, que conduziu um levantamento sobre o nacionalismo com o professor Ersin Kalaycıoğlu da Universidade Sabanci.

Em junho de 2010, o Bispo Luigi Padovese, Vigário Apostólico da Anatólia, foi assassinado por seu motorista, que vociferava: "Allahu Akbar" ("Alá é o maior") enquanto cortava a garganta do padre. (Imagem: Raimond Spekking / CC BY-SA 3.0 via Wikimedia Commons)

Um dia depois que o pastor americano Andrew Brunson foi solto da prisão turca, outro cristão que vivia há quase duas décadas no país foi detido pelas autoridades turcas e informado que tinha duas semanas para deixar o país, sem a esposa e os três filhos. O evangelista americano/canadense David Byle não só sofreu inúmeras detenções e interrogatórios ao longo dos anos, como também estava na mira, em três ocasiões, para ser deportado. Ele sempre foi salvo por decisões judiciais. Desta vez, no entanto, ele não conseguiu evitar o banimento e deixou o país depois de passar dois dias em um centro de detenção.

Ao tentar retornar ao seio da sua família na Turquia em 20 de novembro, ele foi barrado e a sua reentrada negada.Segundo Claire Evans , diretora regional da organização International Christian Concern:

Continue lendo o artigo

Suécia: Mulheres Estupradas, Autoridades Ocupadas Demais

por Judith Bergman  •  9 de Janeiro de 2019

  • Segundo Mikaela Blixt, após ser atacada por um homem na rua que tentou estuprá-la, a polícia não fez nada, muito embora ela soubesse onde o agressor vivia e que poderia facilmente identificá-lo.

  • O influente órgão de imprensa sueco Expressen queria entrevistar Blixt mas, segundo ela, só com a condição dela não mencionar que o agressor era um migrante afegão.

  • Não só as mulheres, como também quase um em cada três suecos não se sente seguro na Suécia, conforme mostra uma nova enquete que perguntou a 6.300 suecos o quão seguros eles se sentiam em suas casas e comunidades.

  • Causa espécie que a polícia sueca não só disponha de recursos suficientes para dispersar pessoas que participam de manifestações pacíficas, mas também pessoas que supostamente cometam crimes de pensamento.

Fazer com que a polícia aceite registrar uma ocorrência de uma tentativa de estupro contra uma mulher é, na melhor das hipóteses, complicado, o que por si só já é um sinal que há algo de podre no reino "feminista" da Suécia. No entanto a polícia sueca não só dispõe de recursos suficientes para dispersar pessoas que participam de manifestações pacíficas, mas também pessoas que supostamente cometem crimes de pensamento. (Imagem: iStock)

Em novembro de 2015 a "Suécia,"sustentou que seu governo "é um governo feminista. Colocamos a igualdade de gênero no centro do empreendimento nacional e internacional ... O abrangente objetivo da política de igualdade de gênero do governo se traduz em poderes equânimes para mulheres e homens de moldarem a sociedade e suas próprias vidas. Em última análise, é uma questão de democracia e de justiça social."

Espere um pouco. Mulheres que vivem sob um "governo feminista" não deveriam, no mínimo, poder sair de casa sem medo de serem vítimas de ataques sexuais?

Continue lendo o artigo

Turquia Apaga a Cultura Cristã do Chipre Ocupado

por Uzay Bulut  •  6 de Janeiro de 2019

  • "A Turquia vem cometendo dois monumentais crimes internacionais contra Chipre. A Turquia invadiu e dividiu um país europeu minúsculo, fraco, mas moderno e independente... A Turquia também mudou o caráter demográfico da ilha e tem se dedicado à sistemática destruição e erradicação do patrimônio cultural das regiões sob seu controle militar." — do relatório "A Perda de uma Civilização: Destruição do Patrimônio Cultural no Chipre Ocupado."

  • "Mais de 550 igrejas ortodoxas gregas, capelas e mosteiros localizados em cidades e aldeias das regiões ocupadas foram saqueados, deliberadamente vandalizados e em alguns casos, demolidos. Muitos lugares de culto cristãos foram transformados em mesquitas, depósitos do exército turco, currais e celeiros de feno." — Ministro das Relações Exteriores de Chipre.

  • "A UNESCO considera a destruição intencional do patrimônio cultural um crime de guerra." — Artnet News, 2017.

Após a invasão e ocupação do norte de Chipre pela Turquia, mosaicos milenares foram roubados da Igreja de Panagia Kanakaria (foto), localizados na zona ocupada pela Turquia. Os mosaicos foram encontrados nos Estados Unidos e posteriormente devolvidos a Chipre em 1989. (Imagem: Julian Nitzsche/Wikimedia Commons)

Um mosaico de São Marcos do Século VI, roubado de uma igreja quando as forças armadas da Turquia invadiram Chipre em 1974, foi recentemente recuperado em um apartamento em Mônaco e devolvido às autoridades cipriotas. A milenar obra-prima foi descrita por Arthur Brand, investigador holandês que a localizou, como "um dos últimos e mais belos exemplos de arte desde os primórdios da era bizantina".

Inúmeras relíquias culturais cipriotas de igrejas e outros sítios arqueológicos, foram roubadas de Chipre por invasores turcos e contrabandeadas para o exterior. No passado, uma parcela dessas relíquias foi recuperada e devolvida. Em 1989, mosaicos roubados da Igreja de Panagia Kanakaria, localizados nos Estados Unidos, foram devolvidos a Chipre.

Continue lendo o artigo

Alemanha: Nova Lei que Proíbe o Casamento Infantil Considerada Inconstitucional

por Soeren Kern  •  29 de Dezembro de 2018

  • A decisão, que na prática abre as portas para a legalização de casamentos de adultos com crianças na Alemanha, alicerçada na Lei da Sharia, faz parte de uma multiplicação de casos nos quais os tribunais alemães estão, intencionalmente ou não, promovendo o estabelecimento de um sistema jurídico islâmico paralelo no país.

  • "A Alemanha não pode se posicionar de um lado contra casamentos infantis na arena global e, do outro lado, a favor de tais casamentos em nosso próprio país. Não tem como aceitar o comprometimento da proteção e do bem estar da criança nesse caso. Trata-se da proteção constitucionalmente estabelecida de crianças e menores!" — Winfried Bausback, legislador da Baviera que ajudou a elaborar a lei contra o casamento infantil.

  • "Devemos considerar mais uma coisa: os julgamentos são feitos" em nome do povo". Este povo expressou claramente por meio de seus representantes no Bundestag (parlamento da República Federal da Alemanha) que não quer mais aceitar o casamento infantil". — Editor Andreas von Delhaes-Guenther.

O Tribunal Federal de Justiça (Bundesgerichtshof, BGH), a mais alta corte da Alemanha, deliberou que a nova lei que proíbe o casamento de adultos com crianças pode ser inconstitucional, visto que todos os casamentos, incluindo os casamentos infantis com base Lei Islâmica (Sharia), são protegidos pela Constituição da Alemanha. Foto: edifício do Bundesgerichtshof em Karlsruhe, Alemanha. (Imagem: Andreas Praefcke/Wikimedia Commons)

O Tribunal Federal de Justiça (Bundesgerichtshof, BGH), a mais alta corte de jurisdição civil e penal da Alemanha, deliberou que a nova lei que proíbe o casamento de adultos com crianças pode ser inconstitucional, visto que todos os casamentos, incluindo os casamentos infantis com base na Lei Islâmica (Sharia), são protegidos pela Constituição da Alemanha (Grundgesetz).

A decisão, que na prática abre as portas para a legalização de casamentos de adultos com crianças na Alemanha, alicerçada na Lei da Sharia, faz parte de uma multiplicação de casos nos quais os tribunais alemães estão, intencionalmente ou não, promovendo o estabelecimento de um sistema jurídico islâmico paralelo no país.

Continue lendo o artigo

Suécia: 'Superpotência Humanitária'?

por Judith Bergman  •  23 de Dezembro de 2018

  • Suécia, a autoproclamada com orgulho "superpotência humanitária", se achando o máximo por defender os "direitos humanos" decidiu tirar um menino de 6 anos de idade que perdeu a mãe, de seus avós e deportá-lo para um orfanato na Ucrânia. Nesse ínterim, a Suécia se recusa deportar criminosos e terroristas dos mais perigosos se houver o mínimo de perigo sequer de que eles possam passar por algum tipo de assédio no país para o qual eles forem enviados.

  • Apesar das duras críticas dos órgãos superiores do governo da Suécia, o governo sueco em desobediência à lei do país autorizou que 9 mil afegãos do sexo masculino, em sua maioria sem documentos cujos vistos de asilo foram negados, que estudassem em escolas de ensino médio juntamente com adolescentes suecos.

  • Já em 2001, uma reportagem publicada pelo jornal Dagen mostrou que os candidatos a asilo cristãos tiveram seus pedidos de asilo negados com maior frequência do que os candidatos a asilo muçulmanos.

Suécia, a autoproclamada com orgulho "superpotência humanitária", se achando o máximo por defender os "direitos humanos" decidiu tirar um menino de 6 anos de idade que perdeu a mãe, de seus avós e deportá-lo para um orfanato na Ucrânia. (Imagem para efeitos ilustrativos, não representa a criança do artigo.)

Em outubro, a Suécia, ao que tudo indica, gosta de ver a si mesma como uma "superpotência humanitária," resolveu expulsar e deportar um menino de 6 anos para a Ucrânia. O menino é considerado tecnicamente órfão pelo fato da mãe ter falecido e do pai, que reside na Ucrânia, ter renunciado formalmente à guarda do filho em um tribunal ucraniano. O menino, de nome Denis, não tem parentes na Ucrânia e, portanto, teria que ser enviado de pronto a um orfanato.

Em 2015, a mãe de Denis levou-o da Ucrânia para a Suécia, país em que os pais de sua mãe já estavam residindo. Ela solicitou um visto de residência para si e para o filho, porém o visto foi negado por razões ainda não reveladas. As agências de notícias não parecem estar interessadas em saber as razões do seu pedido inicial ter sido negado. A Agência de Migração da Suécia (Migrationsverket) decidiu deportar Denis, apesar dele estar morando com seus avós maternos que se dispuseram oficialmente a adotar o neto.

Continue lendo o artigo

Palestinos: Metralhar uma Mulher Grávida e Mentir

por Bassam Tawil  •  21 de Dezembro de 2018

  • Segundo a lógica do Ministério da Informação do Presidente Mahmoud Abbas da Autoridade Palestina, soldados israelenses que estão atrás de terroristas configura um "ato de terrorismo", mas disparar tiros contra uma mulher grávida e outros seis civis israelenses parados em um ponto de ônibus, não.

  • A mensagem de Abbas ao mundo é a seguinte: onde já se viu israelenses ousarem tomar medidas de segurança para impedir ataques terroristas contra seus civis e seus soldados!

  • Por último, é interessante expor um detalhe importante sobre o porquê de Abbas e seus representantes manterem suas bocas bem fechadas: a repressão israelense contra o Hamas na Cisjordânia, na realidade, atende aos interesses da Autoridade Palestina. Sem a repressão, o Hamas teria derrubado o regime de Abbas há muito tempo e tomado o controle da Cisjordânia.

Segundo a lógica do Ministério da Informação do Presidente Mahmoud Abbas da Autoridade Palestina, soldados israelenses que estão atrás de terroristas configura um "ato de terrorismo", mas disparar tiros contra uma mulher grávida e outros seis civis israelenses parados em um ponto de ônibus, não. (Foto: Stephanie Keith/Getty Images)

Na semana passada três israelenses foram mortos na Cisjordânia na mais recente onda de terrorismo palestino. As vítimas foram dois soldados e um bebê de apenas quatro dias, nascido prematuramente após a mãe ter sido baleada e ferida em um ataque com uma rajada de tiros perpetrado por terroristas palestinos.

O ataque terrorista ocorreu perto da cidade de Ramala, na Cisjordânia, de fato a capital da Autoridade Palestina (AP) onde o presidente Mahmoud Abbas bem como a maioria dos altos funcionários residem e trabalham. A chacina ocorreu quando uma rajada de tiros foi disparada do interior de um veículo em movimento nas proximidades da colônia de Ofra, e na sequência o veículo foi localizado pelo exército israelense no bairro de Ain Musbah em Ramala, nos arredores da residência particular e gabinete de Abbas.

Continue lendo o artigo

França: Revolta Contra as Elites da Europa?

por Bruce Bawer  •  16 de Dezembro de 2018

  • Quem sabe tenha chegado a hora, quem sabe foi dada a largada para o início da resistência pública da Europa Ocidental contra o desastroso projeto multicultural e globalista das elites.

Um manifestante atira uma bomba de gás lacrimogêneo de volta aos policiais durante uma manifestação dos "coletes amarelos' perto do Arco do Triunfo em 8 de dezembro de 2018 em Paris, França. (Foto: Chris McGrath/Getty Images)

Itália Adota Lei Linha Dura para a Imigração

por Soeren Kern  •  13 de Dezembro de 2018

  • À luz da nova lei, o governo italiano concederá asilo somente aos verdadeiros refugiados de guerra ou vítimas de perseguição política. Os candidatos a asilo agora podem perder a proteção se forem condenados por crimes como: ameaças ou violência a um funcionário público; agressão física; mutilação genital feminina e uma variedade de acusações de roubo.

  • "Eu me pergunto se aqueles que contestam o decreto de segurança sequer o leram. Eu francamente não entendo qual é o problema: o decreto deporta criminosos e intensifica o combate à máfia, extorsão e às drogas." — Vice-primeiro-ministro e Ministro do Interior Matteo Salvini.

  • A Itália não irá assinar o Pacto Global para Migração das Nações Unidas e as autoridades italianas não participarão da conferência em Marrakesh no Marrocos programada para os dias 10 e 11 de dezembro para a assinatura do acordo. O Pacto Global não visa somente consolidar a migração como um direito humano, como também declarar ilegal as críticas à migração por meio de uma legislação específica para tratar de crimes de intolerância.

A Itália, que é a principal porta de entrada da Europa para migrantes que chegam por via marítima, aprovou uma nova e robusta lei de imigração e segurança que tornará mais fácil deportar migrantes que cometem crimes. Foto: Migrantes em um bote de madeira aguardam serem resgatados por tripulantes da embarcação Phoenix da Migrant Offshore Aid Station, em 10 de junho de 2017, costa de Lampedusa, Itália. (Foto: Chris McGrath/Getty Images)

O parlamento italiano aprovou uma nova e robusta lei de imigração e segurança que tornará mais fácil deportar migrantes que cometam crimes e cancelar a cidadania italiana dos que forem condenados por terrorismo.

A câmera baixa do parlamento italiano, a Camera dei Deputati, aprovou em 28 de novembro, com 396 votos a favor e 99 contra a nova lei patrocinada pelo ministro do interior, Matteo Salvini. A lei já tinha sido aprovada pelo senado em 7 de novembro. A medida foi promulgada em 3 de dezembro pelo presidente Sergio Mattarella.

Também conhecida como "Decreto de Segurança" ou "Decreto Salvini", a nova lei incorpora inestimáveis disposições:

Continue lendo o artigo

Por que o Irã Banca Terroristas Palestinos?

por Bassam Tawil  •  8 de Dezembro de 2018

  • O recado que o Irã está dando às famílias palestinas é o seguinte: "se vocês querem dinheiro e uma vida boa, mandem seus filhos morrerem na fronteira de Israel." Trata-se de uma mensagem com alta probabilidade de ecoar nos confins do mundo árabe, muito além dos palestinos.

  • O objetivo declarado da conferência patrocinada pelo Irã, o Fórum Mundial para a Proximidade das Escolas Islâmicas de Pensamento, é forjar a união dos muçulmanos. Para os iranianos e suas milícias, a unidade islâmica é pré-requisito para o avanço do objetivo final de remover o "tumor cancerígeno" (Israel) da face da Terra. O Irã não mede esforços para alcançar esse objetivo.

  • Se não fosse pelo apoio iraniano, a organização terrorista xiita libanesa Hisbolá não estaria apontando dezenas de milhares de foguetes e mísseis na direção de Israel. Se não fosse pelo apoio militar e financeiro iraniano, o Hamas, a Jihad Islâmica e outros grupos terroristas não teriam condições de disparar mais de 500 projéteis contra Israel num espaço de 24 horas, como ocorreu no mês passado.

  • Para que não paire nenhuma dúvida no ar: o Irã quer que os palestinos se explodam, o Irã quer varrer Israel do mapa e, se pudesse também varreria os EUA do mapa, conforme sugere seu expansionismo na América do Sul.

  • Ao que tudo indica, há mulás no Irã que não veem a hora da previsão de Khamenei sobre a destruição de Israel em 2040 se tornar realidade. O dinheiro iraniano prometido às famílias destina-se a incentivar mais árabes e muçulmanos a mandarem seus filhos lançarem ataques com foguetes contra Israel e atirarem pedras e bombas incendiárias contra os soldados israelenses.

Consoante com os preceitos da política de longa data de bancar qualquer um que queira destruir Israel ou matar judeus, o Irã decidiu dar dinheiro às famílias de palestinos da Faixa de Gaza mortos durante ataques desferidos contra Israel. Foto: jovens palestinos em Gaza preparam fundas e estilingues para arremessarem pedras contra soldados israelenses que estão do outro lado da cerca que separa Gaza de Israel, 14 maio de 2018. (Foto: Spencer Platt/Getty Images)

Consoante com os preceitos da política de longa data de bancar qualquer um que queira destruir Israel ou matar judeus, o Irã decidiu dar dinheiro às famílias de palestinos da Faixa de Gaza mortos durante ataques desferidos contra Israel. A decisão se refere aos palestinos que forem mortos enquanto atacam soldados israelenses durante as manifestações que ocorrem todas as semanas, patrocinadas pelo Hamas, ao longo da fronteira entre Gaza e Israel. As manifestações começaram em março de 2018 sob o lema: "Marcha do Retorno".

Continue lendo o artigo

Alemanha: Turco-Muçulmano Nomeado como o 2º em Comando da Inteligência Interna

por Soeren Kern  •  5 de Dezembro de 2018

  • Sinan Selen, especialista em contraterrorismo de 46 anos natural de Istambul, será o primeiro muçulmano a ocupar uma posição de liderança no círculo da inteligência da Alemanha.

  • Ao longo de sua carreira no governo, Selen tem atuado de forma resoluta no tocante ao confronto com fundamentalistas islâmicos na Alemanha. Ele também capitaneou os programas do Departamento Federal para a Proteção da Constituição (BfV) no sentido de monitorar o movimento nacionalista turco Milli Görüs, influente movimento islamista que oferece forte resistência à integração muçulmana na sociedade europeia.

  • A dança das cadeiras no BfV foi incitada devido a um vídeo de celular que, ao que tudo indica, mostra uma multidão de vândalos de direita atacando imigrantes pelo assassinato de um cidadão alemão em Chemnitz por dois candidatos a asilo cuja solicitação de asilo havia sido negada. De acordo com o respeitado blog Tichys Einblick, o vídeo na realidade documenta migrantes atacando alemães e não alemães "caçando" migrantes.

A chanceler Angela Merkel nomeou um imigrante turco para ocupar o posto nº 2 no ranking da hierarquia da Agência de Inteligência Interna da Alemanha, Departamento Federal para a Proteção da Constituição Alemã (BfV). Foto: sede do BfV em Berlim. (Imagem: Wo st 01/Wikimedia Commons)

A chanceler Angela Merkel nomeou um imigrante turco para ocupar o posto nº 2 no ranking da hierarquia da Agência de Inteligência Interna da Alemanha, Departamento Federal para a Proteção da Constituição Alemã (Bundesamt für Verfassungsschutz,BfV).

Como novo vice-presidente do BfV, Sinan Selen, especialista em contraterrorismo de 46 anos natural de Istambul, será o primeiro muçulmano a ocupar uma posição de liderança no círculo da inteligência da Alemanha.

A nomeação acontece poucas semanas depois de Merkel exonerar o presidente do BfV, Hans-Georg Maaßen por ele ter defendido publicamente o partido Alternativa da Alemanha (AfD), partido este anti-imigração em massa, dos ataques de Merkel e da sua nova bancada na coalizão, Partido Social-Democrata (SPD), de centro-esquerda.

Continue lendo o artigo

Estados Membros da ONU: Migração é um Direito Humano

por Judith Bergman  •  17 de Novembro de 2018

  • Não é possível enfatizar com maior veemência que este acordo não se refere aos refugiados que fogem da perseguição ou aos seus direitos à proteção de acordo com o direito internacional. O acordo opta em priorizar a propagação da radical concepção, segundo a qual a migração, qualquer que seja o seu motivo, é algo que precisa ser promovido, viabilizado e protegido.

  • A ONU não tem interesse em admitir que o acordo promove a migração como um direito humano, até recentemente tem havido pouco debate sobre esse tema. Mais debates poderão comprometer todo o empreendimento.

  • Os Estados Membros, em outras palavras, não deverão apenas e tão somente escancarar suas fronteiras para os migrantes dos quatro cantos do planeta, mas também ajudá-los a escolher seu futuro país, fornecendo-lhes informações minuciosas sobre cada país onde eles desejarem se estabelecer.

Um novo acordo patrocinado pela ONU, que praticamente todos os Estados Membros têm a intenção de assinar em dezembro, propaga a radical concepção, segundo a qual a migração, qualquer que seja o seu motivo, é algo que precisa ser promovido, viabilizado e protegido. Foto acima: migrantes caminham pelos campos em direção a um acampamento no povoado de Dobova, Eslovênia, 26 de outubro de 2015. (Foto: Jeff J Mitchell/Getty Images)

Em um acordo não compulsório, as Nações Unidas, no qual praticamente todos os Estados Membros da ONU irão assinar em uma cerimônia no Marrocos, no início de dezembro, está transformando a migração em um direito humano.

O texto do acordo, que já recebeu os retoques finais, chamado de Acordo Global para uma Migração Segura, Ordeira e Corriqueira, embora oficialmente não compulsório, "coloca a migração inexoravelmente na agenda global. O acordo será um ponto de referência por anos a fio e induzirá a mudanças genuínas no palco dos acontecimentos... "de acordo com Jürg Lauber, representante da Suíça na ONU, que liderou a elaboração do acordo juntamente com o representante do México.

Continue lendo o artigo

Gigantesco Ataque com Mísseis Contra Israel Após o Catar Enviar Ajuda Financeira ao Hamas

por Bassam Tawil  •  13 de Novembro de 2018

  • Os novos ataques do Hamas contra Israel servem como lembrete que o grupo terrorista não está interessado em nenhuma trégua genuína. O Hamas quer milhões de dólares para poder pagar seus funcionários para que o grupo possa continuar se preparando para a guerra contra Israel, sem ter que se preocupar com o bem-estar de seu povo.

  • A doação de US$15 milhões em dinheiro vivo do Qatar não impediu o Hamas de lançar centenas de foguetes contra Israel. Muito pelo contrário, o dinheiro só encorajou o Hamas, aumentando seu apetite para continuar com sua jihad com o propósito de varrer Israel do mapa. Todo o dinheiro do mundo não convencerá o Hamas a abandonar sua ideologia ou moderar sua postura em relação a Israel.

  • O que os mediadores internacionais precisam entender é que há apenas uma solução para a crise na Faixa de Gaza: retirar o Hamas do poder e destruir sua infraestrutura militar. Eles também precisam entender que existe apenas uma língua que o Hamas entende: a língua da força. A premissa: se você der milhões de dólares aos terroristas, eles deixarão de atacá-lo, em vez de usar os recursos para avolumar seu poderio militar, mostrou ser espúria.

Um ônibus arde em chamas perto de Kfar Aza, Israel, em 12 de novembro de 2018, após ser atingido por um míssil teleguiado antitanque disparado por terroristas do Hamas na Faixa de Gaza. (Imagem: captura de tela de vídeo do Hamas)

Uma trégua para valer entre Israel e o Hamas só poderá ser alcançada se os terroristas jihadistas palestinos forem depostos e não forem recompensados com base na violência e em ameaças. O próprio Hamas deu provas do porquê não ser possível confiar nele em nenhum tipo de acordo, nem mesmo em uma trégua.

Desde ontem, o Hamas e seus aliados na Faixa de Gaza disparam centenas de foguetes contra Israel. A presente rajada de mísseis começou horas depois de terroristas do Hamas atacarem comandos israelenses no interior da Faixa de Gaza, onde um oficial israelense foi morto e um soldado teve ferimentos moderados. Reagindo, o exército israelense matou sete terroristas, entre eles o alto comandante militar do Hamas, Xeque Nur Baraka.

Continue lendo o artigo

Ameaças Palestinas à Normalização de Relações dos Árabes com Israel

por Khaled Abu Toameh  •  11 de Novembro de 2018

  • "Não há lugar para o inimigo (israelense) no mapa." — Ismail Haniyeh, líder do Hamas, 29 de outubro de 2018.

  • Altas autoridades da Fatah, como Munir al-Jaghoob e Mohammed Shtayyeh, condenaram Omã por receber Netanyahu. Eles também condenaram os EAU por terem permitido que israelenses participassem do campeonato de judô.

  • De modo que a Fatah e o Hamas não conseguem se acertar quanto ao pagamento de seus trabalhadores, não conseguem se acertar quanto ao fornecimento de energia elétrica para a Faixa de Gaza e não conseguem se acertar quanto ao fornecimento de suprimentos médicos para os hospitais que se encontram nas regiões por eles governadas. No entanto eles concordam em infligir mais sofrimento e prejuízos aos seus próprios povos. Se eles continuarem agindo dessa maneira, chegará o dia em que os palestinos descobrirão que seus amigos e irmãos se tornaram seus piores inimigos.

Declarações em separado emitidas tanto pelo Hamas quanto pela Fatah condenaram veementemente os países árabes pela "corrida" à normalização das relações com Israel antes que o conflito israelense/palestino seja resolvido. Foto: primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu aperta a mão do Sultão Qaboos bin Said de Omã, durante visita oficial de Netanyahu a Omã, 26 de outubro de 2018. (Imagem: Gabinete do Primeiro Ministro de Israel)

Por mais de 10 anos o Hamas e a facção Fatah, sob o comando do presidente da Autoridade Palestina Mahmoud Abbas, estão em guerra. Tentativas de seus irmãos árabes, como o Egito, Arábia Saudita e Catar, de jogar uma pá de cal na luta pelo poder entre os dois grupos rivais palestinos até agora deram com os burros n'água, sendo improvável que produzirá resultados positivos em um futuro próximo. O abismo que separa o Hamas da Fatah continua extenso como sempre: os dois partidos se achincalham o tempo todo. A Fatah quer voltar a dominar a Faixa de Gaza, o Hamas esbraveja em alto e bom som: não. A Fatah quer que o Hamas se desarme e lhe ceda o controle da Faixa de Gaza, o Hamas diz não.

Em uma questão em particular, no entanto, os dois lados deixam de lado suas diferenças e estão de pleno acordo. Quando se trata de Israel seria dificílimo diferenciar a Fatah do Hamas.

Continue lendo o artigo