Últimas Análises e Comentários

Coronavírus: A Morte do Dr. Li Wenliang Sacode a China

por Gordon G. Chang  •  23 de Fevereiro de 2020

  • A doença que assola o país poderá se transformar, como já circula na boca do povo, no "Chernobyl" chinês, o acobertamento de um desastre levando à queda do regime.

  • Muitos analistas calculam que Pequim irá estimular a economia, mas o estímulo só funciona se houver atividade econômica por trás. Grande parte da economia está parada, portanto não há muito o que estimular. Uma economia morta representa uma crise existencial para um regime cuja base primária de legitimidade é a entrega contínua de prosperidade.

  • "Se eles não nos derem uma explicação, não desistiremos", disse Lu Shuyun, mãe do Dr. Li Wenliang, exigindo que a polícia de Wuhan explique porque ele foi assediado quando trabalhava para salvar pacientes.

Dr. Li Wenliang, que faleceu devido ao coronavírus em 7 de fevereiro, foi repreendido juntamente com outros sete médicos pelo governo chinês por alertarem sobre o surto em dezembro. Ele foi acusado de "disseminar boatos espúrios" e "perturbar a ordem social" e, por sua corajosa diligência, foi detido por um breve período e interrogado. Foto: vigília em memória a Wenliang em 7 de fevereiro em Hong Kong. (Foto by Anthony Kwan/Getty Images)

Ao ouvir a notícia de que o Dr. Li Wenliang havia morrido em decorrência do coronavírus em 7 de fevereiro, moradores da cidade de Wuhan, região central da China, sob rigorosa quarentena,abriram as janelas aos prantos. Outros foram às ruas para assoprar apitos em homenagem ao médico e soou o alerta sobre o vírus. A tristeza e a raiva exibidas nas ruas, varandas e redes sociais chinesas atingiram níveis, por assim dizer, sem precedentes nos últimos dias.

Li foi repreendido juntamente com outros sete médicos por alertarem sobre o surto em dezembro. Ele foi acusado de "disseminar boatos espúrios" e "perturbar a ordem social" e, por sua corajosa diligência, foi detido por um breve período, interrogado e forçado a assinar um "aviso de advertência". Sem sombra de dúvida, Li contraiu o vírus ao tratar pacientes no Hospital Central de Wuhan.

Continue lendo o artigo

França Reintroduz Sigilosamente o Crime de Blasfêmia

por Giulio Meotti  •  13 de Fevereiro de 2020

  • Na França contemporânea, usar a liberdade de expressão para criticar o Islã é sem sombra de dúvida um ato extremamente perigoso, mesmo que você, como Mila, seja uma criança.

  • A França está passando rapidamente do laïcité (secularismo) à lâcheté (covardia), da liberdade de expressão à rendição incondicional. A França continua empurrando o problema com a barriga, enquanto o islamismo prospera com o rápido abandono pelas elites de seus valores judaico-cristãos.

  • As organizações feministas, rápidas como rasteio de pólvora em denunciar o "machismo cruel" e as "estruturas patriarcais de dominação", também ficaram de boca fechada.

  • Hoje, na França, país da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, que sempre santificou a liberdade de expressão e o direito de criticar religiões e ideologias, algumas protegidas pelo sistema judiciário, está discretamente e de fato reintroduzindo o crime de blasfêmia.

Hoje, na França, país da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, que sempre santificou a liberdade de expressão e o direito de criticar religiões e ideologias, algumas protegidas pelo sistema judiciário, está discretamente e de fato reintroduzindo o crime de blasfêmia. (Imagem: iStock. A imagem é meramente ilustrativa e não representa ninguém mencionado no artigo.)

Já se passaram cinco anos desde que a França sofreu o massacre na redação da revista satírica Charlie Hebdo e justamente agora houve mais um ataque com características semelhantes. Em 18 de janeiro, Mila O., uma menina francesa de 16 anos, fez comentários ofensivos em relação ao Islã numa transmissão ao vivo no Instagram.

"Durante o bate-papo ao vivo, um menino muçulmano convidou-a para sair, mas ela recusou por ser gay. Ele respondeu acusando-a de racismo, chamando-a de 'lésbica imunda'. Na sequência ela respondeu furiosamente num vídeo transmitido imediatamente após a ofensa, dizendo que tinha ódio de religião".

Mila continuou, dizendo entre outras coisas:

Continue lendo o artigo

A Verdadeira Razão dos Árabes de Israel Não Quererem Morar na 'Palestina'

por Khaled Abu Toameh  •  10 de Fevereiro de 2020

  • Por que os 250 mil árabes-israelenses que moram na região do Triângulo se opõem com tanta veemência à ideia de se tornarem parte de um estado palestino?

  • Muitos cidadãos árabes de Israel veem como os palestinos que moram sob a Autoridade Nacional Palestina (ANP) na Cisjordânia e sob o Hamas na Faixa de Gaza são tratados todo santo dia.

  • O que os cidadãos árabes de Israel precisam agora é eleger novos líderes que promovam a convivência entre árabes e judeus em Israel e não se envolvam em retóricas e atos contra Israel.

  • Alguns representantes dos cidadãos árabes de Israel, particularmente certos membros do Knesset, agem contra os interesses de seus eleitores. Dá a impressão que esses ditos líderes representam a ANP e o Hamas e não os israelenses árabes que votaram neles na esperança deles trabalharem para resolver problemas que afligem suas comunidades, como por exemplo o desemprego.

Cidadãos árabes-israelenses de Israel que já são cerca de dois milhões, estão em polvorosa por causa do plano de paz para o Oriente Médio do Presidente dos Estados Unidos Donald Trump, que propõe a inclusão de algumas de suas comunidades à soberania de um futuro estado palestino. Foto: Residentes da cidade árabe-israelense Baqa al-Gharbiya protestando contra o plano de paz de Donald Trump em 1º de fevereiro de 2020. (Foto: Ahmad Gharabli/AFP via Getty Images)

Cidadãos árabes-israelenses de Israel que já são cerca de dois milhões, estão em polvorosa por causa do plano de paz para o Oriente Médio do Presidente dos Estados Unidos Donald Trump, que propõe a inclusão de algumas de suas comunidades à soberania de um futuro estado palestino. Desde a apresentação do plano, milhares de árabes vêm protestando contra a ideia de transferi-los à soberania de um estado palestino.

Continue lendo o artigo

Mulheres Iranianas Desafiam os Mulás; Nenhum Sinal das Feministas do Ocidente

por Giulio Meotti  •  28 de Janeiro de 2020

  • Antes de 1979 as mulheres iranianas eram livres. Elas querem a liberdade de volta.

  • Se de um lado as feministas iranianas mostram sua coragem ao se recusarem a usar a hijab, as feministas ocidentais que usam chapéus cor de rosa as abandonaram da forma mais mesquinha possível.

  • Por que a barbárie iraniana é tolerada com tanta facilidade no Ocidente?

  • Há trinta anos o Muro de Berlim caiu pelas mãos de cidadãos comuns que queriam recuperar a liberdade de movimento. Hoje o muro do regime iraniano também poderia cair pelas mãos dessas mulheres comuns que querem recuperar a liberdade de vestir o que gostam. Elas estão corajosamente se recusando a pisar nas bandeiras de Israel e dos EUA e usufruindo novamente o vento entre seus cabelos.

Hoje, corajosas iranianas estão liderando a revolta contra o regime iraniano. Elas lembram o período anterior à revolução Islâmica de 1979 quando não era obrigatório o uso do véu. Elas sabem o preço disso: muitas que participaram dos protestos contra o regime foram violentadas e torturadas na prisão. Foto: mulheres usando o véu aparecem num material de propaganda na TV estatal iraniana em 12 de julho de 2014. (Foto: Behrouz Mehri/AFP via Getty Images)

Em uma rara entrevista concedida em outubro de 1979 pelo Aiatolá Ruhollah Khomeini, a já falecida jornalista italiana Oriana Fallaci sustentou que o véu era símbolo da segregação imposta pela revolução islâmica às mulheres. "Nossos costumes," respondeu Khomeini, "não são da sua conta. Se você não gosta da vestimenta islâmica, você não é obrigada a usá-la, porque a vestimenta islâmica é boa e adequada para as mulheres jovens."

"Muita gentileza da sua parte," respondeu Fallaci. "E aproveitando o ensejo, vou tirar esse farrapo medieval, ridículo, agora mesmo." Fallaci tirou o véu e deixou o recinto sem dizer nada. Mulheres iranianas, copiando Fallaci, estão liderando manifestações de protesto contra o regime.

Continue lendo o artigo

França, A "Embrionária República Islâmica"

por Giulio Meotti  •  26 de Janeiro de 2020

  • Em um país que costumava defender a liberdade de expressão, a autocensura dispara.

  • "Nos últimos cinco anos tenho ido mais ou menos todo mês à delegacia de polícia para registrar uma queixa sobre ameaças de morte, não insultos, ameaças de morte". — Marika Bret, hoje jornalista da Charlie Hebdo, 8 de janeiro de 2020

  • "Ninguém mais se atreve a publicar caricaturas de Maomé. A autocensura predomina... O ódio é dirigido contra aqueles que resistem em ocultar informações e não contra aqueles que as ocultam. Isso sem falar da 'psiquiatrização' do terrorismo para melhor inocentar o Islã. Se nos dissessem no início dos anos 2000 que em 2020 cerca de 20 cartunistas e intelectuais franceses estariam sob proteção policial, ninguém acreditaria." — Autor Pascal Bruckner.

  • Sarah Halimi, uma mulher judia foi torturada e assassinada em seu apartamento em Paris pelo seu vizinho, Kobili Traoré, aos gritos de "Allahu Akbar". Um tribunal de recursos deliberou recentemente que Traoré gritava porque tinha fumado maconha e portanto "não era criminalmente responsável" por suas ações. Conforme realçou o rabino-chefe da França, Haim Korsia, é uma "licença para matar judeus".

Na França, um país que costumava defender a liberdade de expressão, a autocensura dispara cinco anos após o ataque terrorista contra a revista satírica Charlie Hebdo. Em 7 de janeiro de 2015, os jihadistas Chérif e Saïd Kouachi assassinaram 12 pessoas e feriram outras 11 quando atacaram a redação da revista Charlie Hebdo em Paris. Foto: Um carro de polícia com perfurações a bala no local do ataque, 7 de janeiro de 2015. (Foto: STR/AFP via Getty Images)

"Cinco anos após os assassinatos na redação da revista Charlie Hebdo e no hipermercado Kasher, a França aprendeu a conviver com a ameaça islamista", escreveu Yves Thréard, editor adjunto do diário Le Figaro.

"Não passa um mês... sem que haja um assassinato em nosso solo acompanhado do grito 'Allahu Akbar'... Qual o propósito de combater os efeitos do islamismo se não lidarmos com as origens dessa ideologia da morte? Nessa frente, no entanto, a negação compete com a ingenuidade. Nada mudou nos últimos cinco anos. Muito pelo contrário."

Continue lendo o artigo

A Máfia Nigeriana da Europa

por Judith Bergman  •  17 de Janeiro de 2020

  • A inteligência italiana salientou que a organização criminosa é "a mais estruturada e a mais dinâmica" do que qualquer entidade criminosa estrangeira operando em solo italiano de acordo com o Washington Post... O que distingue as redes criminosas nigerianas das outras é a extrema violência...

  • A Black Axe também se expandiu pelo Canadá, onde um levantamento do jornal Globe and Mail a retratou como um "culto à morte"... vinculado a "décadas de assassinatos e estupros..." Nos EUA o FBI recentemente associou uma série de fraudes financeiras ao Black Axe.

  • "Traficantes dizem às vítimas de tráfico de pessoas para se candidatarem a asilo, então elas obtêm o status para poderem ficar aqui na Alemanha, no entanto continuam sendo exploradas na prostituição." — Andrea Tivig, Terre des Femmes, Infomigrants.net, 15 de março de 2019.

  • Nos debates políticos, os efeitos prejudiciais da migração sobre o crime, particularmente o crime das quadrilhas, não recebem a devida a atenção, se é que recebem alguma atenção. Mas deveriam.

Não é de se admirar que a organização criminosa nigeriana tenha se tornado tão proeminente na Itália: o país tem sido uma das portas de entrada da Europa para os migrantes que se dirigem para o velho continente. Foto: Um bote inflável tentando atravessar o Mar Mediterrâneo rumo à Itália com 47 migrantes africanos a bordo, ao ser resgatado pelo Sea Watch 3 de bandeira holandesa na costa da Líbia em 19 de janeiro de 2019. (Foto: Federico Scoppa/AFP via Getty Images)

A máfia nigeriana é uma das redes criminosas que mais cresce na Europa, alastrando suas atividades criminosas nos quatro cantos do velho mundo. Ela é formada por grupos rivais como o Black Axe, Vikings e Maphite. Recentemente as autoridades da Itália, França, Alemanha, Holanda e Malta conduziram uma operação internacional direcionada a dois dos principais grupos mafiosos da Nigéria. A polícia acusou as quadrilhas de tráfico de pessoas, tráfico de drogas, roubo, extorsão, violência sexual e prostituição.

Segundo uma reportagem do Washington Post de junho de 2019 sobre a máfia nigeriana na Itália:

"ela domina o território desde Turim até o sul de Palermo. Contrabandeiam drogas e traficam mulheres, obrigando-as a se prostituírem nas ruas da Itália. Aliciam novos membros na casta de migrantes rebeldes, recrutando-os ilicitamente em centros para candidatos a asilo administrados pelo governo italiano."

Continue lendo o artigo

É o Fim da Presença Judaica na Europa?

por Guy Millière  •  12 de Janeiro de 2020

  • "Apesar dos judeus representarem menos de 1% da população do país, metade dos atos racistas cometidos na França são perpetrados contra judeus." — Meyer Habib Membro do Parlamento Francês.

  • O antissemitismo está avançando por todo o velho mundo e muitas vezes é moldado no Oriente Médio. No entanto, as autoridades só falam sobre "antissemitismo de direita".

  • O antissemitismo de esquerda está presente em toda a Europa. Seus adeptos, como acontece na França, não medem esforços para esconder e blindar o antissemitismo do Oriente Médio.

  • A transformação demográfica ora em curso na França também está se espalhando por toda a Europa Ocidental e a crescente submissão ao Islã está sendo tacitamente aceita pelos detentores do poder em quase todos os lugares.

Em 3 de dezembro, a Assembleia Nacional da França aprovou uma resolução adotando a definição de antissemitismo da Aliança Internacional para a Lembrança do Holocausto. O deputado Meyer Habib, que apoiou a resolução, fez um discurso apaixonado e comovente, destacando a extensão da ameaça antissemita na França de hoje e a íntima relação entre o ódio aos judeus e o ódio a Israel. Foto: Assembleia Nacional de Paris. (Imagem: Daniel Vorndran/DXR/Wikimedia Commons)

Em 3 de dezembro, a Assembleia Nacional da França aprovou uma resolução adotando a definição de antissemitismo da Aliança Internacional para a Lembrança do Holocausto. A resolução ressalta que a definição "abrange manifestações de ódio contra o Estado de Israel justificadas apenas pelo sentimento da percepção do país ser o judeu coletivo". O deputado Meyer Habib, que apoiou a resolução, fez um discurso apaixonado e comovente, destacando a extensão da ameaça antissemita na França de hoje e a íntima relação entre o ódio aos judeus e o ódio a Israel:

"desde 2006 doze franceses foram assassinados na França porque eram judeus. Apesar dos judeus representarem menos de 1% da população do país, metade dos atos racistas cometidos na França são perpetrados contra judeus. O antissionismo é a demonização obsessiva de Israel e um abuso da retórica antirracista e anticolonial que tem como objetivo privar os judeus de sua identidade".

Continue lendo o artigo

Cristãos Decapitados no Natal, O Ocidente Vira para o Outro Lado e Dorme

por Giulio Meotti  •  8 de Janeiro de 2020

  • Até que ponto terá que chegar essa guerra contra os cristãos para que o Ocidente a considere "genocídio" e tome as devidas providências preventivas?

  • No dia seguinte à decapitação dos cristãos nigerianos, o Papa Francisco repreendeu a sociedade ocidental. Em relação aos cristãos decapitados? Não. "Desliguem os celulares, conversem durante as refeições", salientou o papa. Nem um pio sobre a dantesca execução de seus irmãos cristãos. Poucos dias antes, o Papa Francisco pregou na parede uma cruz vestida com um colete salva-vidas em homenagem aos migrantes que perderam a vida no Mar Mediterrâneo. Ele não homenageou os cristãos assassinados por extremistas islâmicos, nem uma palavrinha.

  • A chanceler alemã Angela Merkel assinalou que a sua prioridade é combater as mudanças climáticas. Ela não disse nada em relação aos cristãos perseguidos. Enquanto isso a revista The Economist adiantou que o primeiro-ministro húngaro Viktor Orbán, apaixonado defensor dos cristãos perseguidos, "tira proveito" político do problema.

Até agora 900 igrejas foram destruídas no norte da Nigéria pelo Boko Haram. Pelo menos 16 mil cristãos foram assassinados no país desde 2015. Foto: Igreja First African Church Mission após ser incendiada em Jos, Nigéria em 6 de julho de 2015. (Foto by AFP via Getty Images)

Martha Bulus, uma católica nigeriana estava a caminho da sua festa de casamento quando foi sequestrada por extremistas islâmicos do Boko Haram. Martha e suas acompanhantes foram decapitadas, a decapitação foi gravada. O vídeo dos brutais assassinatos desses 11 cristãos foi divulgado em 26 de dezembro para coincidir com as festas natalinas. É uma reminiscência das imagens de outros cristãos vestidos com macacões laranja ajoelhados em uma praia, cada cristão nas mãos de um jihadista mascarado, vestido de preto, com uma faca próxima da garganta da vítima. Seus corpos foram descobertos em uma vala comum na Líbia.

Continue lendo o artigo

Europa: Ataques Contra Cristãos Batem Recorde em 2019

por Soeren Kern  •  5 de Janeiro de 2020

  • A questão do vandalismo anticristão foi timidamente relatada pela mídia europeia até fevereiro de 2019, quando vândalos atacaram nove igrejas em um espaço de duas semanas. A questão voltou às manchetes em abril de 2019, quando um incêndio suspeito destruiu a icônica Catedral de Notre Dame em Paris. Desde então, no entanto, a mídia europeia está de novo silenciosamente ocultando fatos.

  • "Procurar destruir ou danificar obras cristãs é uma maneira de 'destruir tudo e começar do zero'." — Annie Genevard, membro do parlamento do partido Os Republicanos, em entrevista concedida ao jornal Le Figaro, 2 de abril de 2019.

  • "No passado, mesmo se alguém não era cristão, a expressão do sagrado era respeitada. Estamos enfrentando uma séria ameaça à expressão de liberdade religiosa O secularismo não precisa ser a rejeição do religioso, mas um princípio de neutralidade que dá a todos a liberdade de expressar sua fé." — Dominique Rey, Bispo de Fréjus-Toulon, em entrevista concedida à revista italiana Il Timone, 5 de agosto de 2019.

A hostilidade anticristã está assolando a Europa Ocidental, onde durante 2019 igrejas e símbolos cristãos foram deliberadamente atacados todo santo dia. A questão estampou manchetes em abril de 2019, quando um incêndio suspeito destruiu a icônica Catedral de Notre Dame em Paris (foto). Desde então, no entanto, a mídia europeia está de novo silenciosamente ocultando fatos. (Foto: Veronique de Viguerie/Getty Images)

A hostilidade anticristã está assolando a Europa Ocidental, onde durante 2019 igrejas e símbolos cristãos foram deliberadamente atacados todo santo dia.

O Gatestone Institute analisou milhares de reportagens de jornais, boletins de ocorrência policial, investigações, postagens em redes sociais e blogs especializados da Grã-Bretanha, França, Alemanha, Irlanda, Itália e Espanha. O levantamento mostra que cerca de 3 mil igrejas, escolas, cemitérios e monumentos cristãos sofreram atos de vandalismo, foram saqueados, destruídos e profanados na Europa em 2019, fatos estes que estão prestes a baterem o recorde com respeito ao sacrilégio anticristão no velho continente.

Continue lendo o artigo

Como a Liderança Palestina Sabota os Interesses do Povo Palestino

por Khaled Abu Toameh  •  29 de Dezembro de 2019

  • O novo hospital de campanha da Faixa de Gaza está sendo construído com a ajuda da ONG americana Friendship e parte com financiamento do Catar. O hospital que está sendo construído perto da fronteira entre Israel e Gaza irá disponibilizar um centro médico a milhares de palestinos da Faixa de Gaza.

  • Jamal Nasr, representante do partido União Democrática Palestina (FIDA) chegou a dizer que o novo hospital irá servir como centro de espionagem contra os palestinos da Faixa de Gaza. "É um projeto que inspira suspeitas," salientou Nasr. "Não é possível que tenha algum propósito humanitário. Na realidade trata-se de uma base para a coleta de inteligência."

  • A exemplo do hospital, a liderança da ANP também se posicionou contra a proposta do porto artificial, que tem como objetivo melhorar as condições de vida na Faixa de Gaza. É a mesma ANP que não para de condenar Israel por impor um "bloqueio" à Faixa de Gaza. Em vez de festejar a iniciativa israelense, as autoridades da ANP a condenam como mais uma "conspiração" contra os palestinos.

  • Abbas e as altas autoridades do seu quadro procuram prolongar o sofrimento do seu povo na Faixa de Gaza para que eles possam continuar culpando Israel e somente Israel pela crise que estão passando. Ao chamar o hospital de "centro de espionagem," eles também estão colocando em perigo a vida dos voluntários e da equipe médica, cujo único "crime" é proporcionar tratamento médico aos palestinos.

  • A próxima vez que alguém falar sobre as péssimas condições na Faixa de Gaza, é bom lembrar ao mundo que os que estão procurando bloquear a ajuda ao povo palestino são os líderes palestinos.

Os líderes da Autoridade Nacional Palestina são contrários à construção de um novo hospital na Faixa de Gaza, governada pelo Hamas. Por que isso? Porque a ANP odeia seus adversários do Hamas a ponto de punir os palestinos da Faixa de Gaza. Foto: passagem de fronteira de Erez entre Israel e Gaza do lado israelense, perto do lugar onde o Hamas, as Nações Unidas, Catar e Egito concordaram em estabelecer um novo hospital para tratar os pacientes de Gaza. (Foto: Andrew Burton/Getty Images)

À medida que Israel continua estudando meios de melhorar as condições de vida dos palestinos da Faixa de Gaza, a liderança da Autoridade Nacional Palestina (AP) continua sabotando os interesses de seu próprio povo.

Esses líderes são contrários à construção de um novo hospital na Faixa de Gaza, governada pelo Hamas. Eles também são contrários à iniciativa israelense de construir um porto artificial nas águas do litoral da Faixa de Gaza. A ANP em outras palavras se opõe a qualquer medida que amenize o sofrimento de seu povo.

Por que isso? Porque a ANP odeia seus adversários do Hamas a ponto de punir os palestinos por meio de sanções econômicas contra a Faixa de Gaza. Entre elas figuram o corte no pagamento de salários de milhares de funcionários públicos e de famílias carentes.

Continue lendo o artigo

Primeiro Ministro da Hungria Viktor Orbán: Solitário Defensor dos Cristãos Perseguidos da Europa

por Giulio Meotti  •  25 de Dezembro de 2019

  • Os que estamos ajudando agora poderão nos dar a maior ajuda para salvar a Europa. "Estamos fornecendo aos cristãos perseguidos o que eles precisam: moradias, hospitais e escolas e recebemos em contrapartida o que a Europa mais precisa: a fé cristã, amor e perseverança". — Primeiro Ministro da Hungria Viktor Orbán, Daily News Hungary, 28 de novembro de 2019.

  • "Segundo nossa estimativa mais de 90% dos cristãos já deixaram o Iraque e cerca de 50% dos cristãos da Síria também deixaram o país". — Ignatius Aphrem II, Patriarca da Igreja Ortodoxa Síria.

  • Os líderes europeus em vez de ficarem constrangidos, deveriam fazer da condição dos cristãos que vivem sob o Islã o ponto de partida de suas conversações com os muçulmanos.

  • "A sorte dos cristãos orientais e de outras minorias é o prelúdio da sua própria sorte." — Ex-primeiro-ministro da França François Fillon, Valeurs Actuelles, 12 de dezembro de 2019.

Na Europa há um defensor solitário dos cristãos perseguidos: o Primeiro Ministro da Hungria Viktor Orbán, que a grande mídia adora atacar. Nenhum governo europeu investiu tanto dinheiro, relações públicas no âmbito internacional e o tempo gasto neste tópico. (Foto: Laszlo Balogh/Getty Images)

"Há uma ininterrupta perseguição de cristãos. Por meses a fio nós bispos estamos gritando aos quatro ventos o que está acontecendo em Burkina Faso" salientou recentemente o Bispo Kjustin Kientega, "mas ninguém nos dá ouvidos." "Evidentemente", concluiu ele, "o Ocidente está mais preocupado em proteger seus próprios interesses".

Em uma série de tragédias transnacionais que vêm ocorrendo ultimamente, 14 cristãos foram assassinados em um ataque contra uma igreja em Burkina Faso, 11 em um ataque contra um ônibus no Quênia e sete num ataque do Boko Haram na República dos Camarões. Esses três ataques com mortos e feridos, todos na mesma semana, perpetrados por islamistas, dá uma ideia da intensidade e frequência da perseguição global contra os cristãos.

Continue lendo o artigo

Alemanha: Todos os Membros da UE Têm o Dever de Acolher Migrantes

por Soeren Kern  •  22 de Dezembro de 2019

  • O contínuo debate sobre a migração é no fundo um debate sobre o federalismo europeu e até que ponto a União Europeia poderá usurpar os poderes de decisão dos 28 Estados Membros.

  • Se tudo correr bem, o projeto de lei será adotado pelo Parlamento Europeu na segunda metade de 2020 quando a Alemanha assumirá a presidência da UE. Na sequência ele será ratificado pela Comissão Europeia, composta pelos líderes de seus Estados Membros.

  • "Nós rejeitamos taxativamente a migração ilegal. Também rejeitamos que gangues que traficam serem humanos decidam quem deve ou não viver na Europa." — Primeiro Ministro da República Tcheca Andrej Babiš.

  • "A posição do grupo dos quatro do Visegrád V4: República Tcheca, Hungria, Polônia, Eslováquia é clara. Não aceitaremos acolher migrantes ilegais na Europa Central. O sucesso e a segurança da Europa Central se devem graças à busca de uma forte política antimigratória e ela não esmorecerá... Nós húngaros insistimos no nosso direito de decidir quem irá entrar em nosso país e com quem iremos viver." — Ministro das Relações Exteriores da Hungria Péter Szijjártó.

O Ministro do Interior da Alemanha Horst Seehofer divulgou um novo programa para a reforma do sistema de asilo da Europa. O vazamento de um esboço da proposta mostra que todos os membros da UE serão obrigados a acolherem migrantes ilegais. (Photo by Michele Tantussi/Getty Images)

O Ministro do Interior da Alemanha Horst Seehofer divulgou um novo programa para a reforma do sistema de asilo da Europa. O vazamento para a mídia de um esboço da proposta mostra que todos os membros da União Europeia serão obrigados a acolherem migrantes ilegais.

Países da Europa Oriental e Central são contrários ao remanejamento obrigatório, embasados no princípio de que decisões sobre a concessão de vistos de residência deveriam ser tratados na esfera nacional. Eles observam que ao impor unilateralmente cotas migratórias sobre os estados membros, burocratas não eleitos da Bélgica procuram forçar os líderes democraticamente eleitos da Europa a se submeterem às suas imposições.

Na realidade o contínuo debate sobre a migração é no fundo um debate sobre o federalismo europeu e até que ponto a União Europeia poderá usurpar os poderes de decisão dos 28 Estados Membros.

Continue lendo o artigo

A China Adota Leis Maliciosas de "Segurança na Internet"

por Gordon G. Chang  •  14 de Dezembro de 2019

  • Depois que essas leis de "segurança na Internet" entrarem em vigor, nenhuma empresa estrangeira poderá encriptar dados de modo que não possam ser lidos pelo governo central e pelo Partido Comunista da China. Em outras palavras, as empresas serão solicitadas a entregarem as chaves de encriptação.

  • As autoridades chinesas terão permissão, ao amparo da lei chinesa, de compartilhar as informações com empresas estatais. Isso significa que as empresas estatais terão condições de usar aquelas informações contra os concorrentes estrangeiros.

  • Ao povo americano não interessa que a China assuma o controle de empresas americanas que operam na China, provável consequência da entrada em vigor das medidas de 1º de dezembro e 1º de janeiro.

  • O povo americano tem interesse vital em proteger os dados americanos. Donald Trump deveria baixar uma portaria nesse sentido imediatamente.

A possibilidade de Pequim bisbilhotar as redes de empresas estrangeiras terá consequências extremamente negativas. (Foto: Wikimedia Commons.)

Em 1º de janeiro entra em vigor a Lei da Criptografia na China. A legislação segue na esteira da implementação do Projeto Multinível de Proteção 2.0 de 1º de dezembro lançado sob os auspícios da Lei da Segurança na Internet de 2016.

Juntas essas duas medidas mostram que Pequim está totalmente determinado a se apossar de toda e qualquer troca de informações, comunicações e dados armazenados eletronicamente por empresas estrangeiras na China.

O Presidente Donald Trump deveria usar os poderes emergenciais da presidência para proibir que empresas americanas aceitem as novas normas e que armazenem dados na China.

Depois que essas leis de "segurança na Internet" entrarem em vigor, nenhuma empresa estrangeira poderá encriptar dados de modo que não possam ser lidos pelo governo central e pelo Partido Comunista da China. Em outras palavras, as empresas serão solicitadas a entregarem as chaves de encriptação.

Continue lendo o artigo

O Tribunal de Justiça da União Europeia Limita a Liberdade de Expressão

por Judith Bergman  •  8 de Dezembro de 2019

  • "Essa deliberação traz sérias consequências à liberdade de expressão em todo o mundo... A decisão também mostra que um tribunal em um Estado Membro da UE poderá emitir uma ordem para remover postagens em redes sociais em outros países, ainda que lá elas não sejam consideradas ilegais. Isso abrirá um perigoso precedente no qual tribunais de um país poderão controlar o que os usuários em outro país poderão acessar. O que poderá extrapolar para o abuso em particular em regimes onde os históricos sobre os direitos humanos não são lá essas coisas." — Thomas Hughes, CEO do ARTICLE 19, uma organização sem fins lucrativos cujo trabalho é "proteger o direito à liberdade de expressão ao redor do mundo," 3 de outubro de 2019.

  • A decisão do Tribunal de Justiça da União Europeia... ao que tudo indica, dá aos Estados Membros da UE poderes jamais vistos para determinar o discurso público na Internet, para determinar o que os cidadãos podem e o que não podem ler. As perspectivas agora parecem ainda mais sombrias para o futuro da liberdade de expressão na Europa.

A recente decisão do Tribunal de Justiça da União Europeia... ao que tudo indica, dá aos Estados Membros da UE poderes jamais vistos para determinar o discurso público na Internet, para determinar o que os cidadãos podem e o que não podem ler. As perspectivas agora parecem ainda mais sombrias para o futuro da liberdade de expressão na Europa. Foto: Tribunal de Justiça da União Europeia em Luxemburgo. (Imagemsource: Transparency International/Flickr)

Em 3 de outubro o Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE) deliberou em um julgamento que o Facebook poderá ser ordenado por tribunais nacionais de Estados Membros da UE a remover conteúdo difamatório ao redor do mundo:

"o Direito da União não se opõe a que seja ordenado a um fornecedor de armazenamento como a Facebook que suprima comentários idênticos e, sob determinadas condições, semelhantes a um comentário anteriormente declarado ilegal. O Direito da União também não se opõe a que essa medida inibitória produza efeitos à escala mundial, no âmbito do direito internacional relevante que cabe aos Estados-Membros ter em conta."

Continue lendo o artigo

Trump e Netanyahu: Ambos Sendo Investigados por Crimes Inventados

por Alan M. Dershowitz  •  28 de Novembro de 2019

  • Os políticos sempre procuram estar bem na fita e muitos votam tendo isso em mente. Muitos chegam a negociar uma boa cobertura antes de votar. É por isso que eles têm assessores de imprensa e consultores de mídia..

  • Um estatuto aceitável também não poderia ser esboçado para cobrir a suposta conduta de Netanyahu e não as dos demais membros do Knesset que negociam seus votos por uma boa cobertura. É por isso que nenhum legislativo de nenhum país onde rege o estado de direito jamais considerou o toma lá da cá da cobertura positiva da mídia o bastante para a condenação por corrupção e, é por isso que o indiciamento por corrupção de Netanyahu não deveria ser aceito pelos tribunais.

  • Simplesmente não é crime o presidente usar seu poder na política externa para obter vantagens políticas, partidárias e até pessoais. Imagine o Congresso tentar passar uma lei definindo o que irá constituir abuso criminoso no tocante ao poder da política externa, diferentemente do abuso político ou moral.

  • O aspecto central do estado de direito é que ninguém pode ser investigado, processado ou afastado salvo se a sua conduta tenha violado inequívocas proibições preexistentes.

A semelhança que mais salta aos olhos entre as investigações sendo conduzidas contra o Presidente dos Estados Unidos Donald Trump e o Primeiro Ministro de Israel Benjamin Netanyahu é que ambos estão sendo investigados por atos que não constam de maneira explícita como criminosos pelos respectivos legislativos. Foto: Trump e Netanyahu numa entrevista coletiva à imprensa em Washington, D.C. em 15 de fevereiro de 2017. (Imagem: Casa Branca)

As semelhanças são impressionantes, como também o são as diferenças entre as investigações sendo conduzidas contra o Presidente dos Estados Unidos Donald J. Trump pelo Congresso americano e as contra o Primeiro Ministro de Israel Benjamin Netanyahu, que acaba de ser indiciado.

A semelhança que mais salta aos olhos é que ambos estão sendo investigados por atos que não constam de maneira explícita como criminosos pelos respectivos legislativos. Além disso, nenhum legislativo de nenhum país onde rege o estado de direito aprovaria um estatuto tão genérico a ponto de criminalizar tal conduta. As investigações que recaem sobre esses dois líderes carismáticos se baseiam no uso de leis genéricas que jamais foram concebidas com o intuito de serem empregadas no caso em questão, levando-as ao extremo com o objetivo de atingir determinadas figuras políticas.

Continue lendo o artigo