Últimas Análises e Comentários

Europa: Rezar em Espaços Públicos

por Giulio Meotti  •  19 de Agosto de 2018

  • Esses países árabes sabem mais do que a Europa que para conter o fundamentalismo islâmico é crucial controlar a rua.

  • O fato de 140 mil muçulmanos terem recentemente se reunido na Inglaterra para um evento de reza na rua, organizado por uma mesquita conhecida por seu extremismo e ligações com terroristas jihadistas, não deveria alarmar somente as autoridades britânicas, mas também as de outros países europeus.

Pode até não ser uma coincidência que muitos jihadistas britânicos vieram de Birmingham, que é chamada de "capital jihadista da Grã-Bretanha". Foto: Birmingham Central Mosque, Birmingham, Inglaterra. (Imagem: Oosoom/Wikimedia Commons)

Há poucos meses, uma convulsão global tomou conta da mídia depois que católicos poloneses tomaram parte em um evento de uma reza pública com a enorme participação da população ao redor do país. A BBC considerou-a "controversa" por conta "de apreensões segundo as quais ela poderia ser vista como endosso à recusa do Estado à entrada de migrantes muçulmanos".

A mesma polêmica, no entanto, não tomou conta da Grã-Bretanha quando 140 mil muçulmanos rezaram no Small Heath Park de Birmingham, em um evento organizado pela Green Lane Mosque para celebrar o fim do Ramadã.

A França está discutindo se deve ou não bloquear a reza nas ruas. "Rezas nas ruas não serão permitidas, vamos impedir a reza nas ruas" declarou o ministro do interior Gerard Collomb.

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Reino Unido: Discriminação aos Refugiados Cristãos

por Judith Bergman  •  16 de Agosto de 2018

  • A ONU recomendou a transferência de 1.358 refugiados sírios para que fossem reassentados na Grã-Bretanha durante o primeiro trimestre de 2018, dos quais apenas quatro eram cristãos. A Grã-Bretanha concordou em reassentar 1.112 desses refugiados, todos muçulmanos, recusando-se a aceitar cristãos.

  • "Conforme mostram as estatísticas realizadas no ano passado, ampla e contundentemente, não se trata de um ponto fora da curva. Elas mostram um padrão discriminatório e que o governo tem a obrigação legal de tomar medidas concretas para resolver o problema." — Lorde David Alton de Liverpool, em uma carta ao Secretário do Interior do Reino Unido Sajid Javid.

  • Que iniciativas específicas, fora as palavras vazias, o governo do Reino Unido pretende adotar para corrigir os danos já causados e evitar ainda mais danos?

A ONU recomendou a transferência de 1.358 refugiados sírios para serem reassentados na Grã-Bretanha durante o primeiro trimestre de 2018, dos quais apenas quatro eram cristãos. O Home Office do Reino Unido concordou em reassentar 1.112 desses refugiados, todos muçulmanos, recusando-se a aceitar cristãos. (Foto: Peter Macdiarmid/Getty Images)

Não faz muito tempo que o governo britânico parece ter resolvido dar a impressão que se preocupa com a perseguição aos cristãos. Em 18 de julho a primeira-ministra Theresa May salientou no Parlamento:

"Como governo, estamos ao lado dos cristãos perseguidos de todo o mundo e continuaremos a apoiá-los. É difícil entender que hoje em dia ainda haja ataques e assassinatos devido à fé cristã. Devemos reafirmar nossa determinação em defender todos, qualquer que seja a sua religião, a liberdade de praticar qualquer religião ou crença em paz e segurança."

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Noivas Crianças na Turquia

por Burak Bekdil  •  14 de Agosto de 2018

  • De acordo com o Fundo Turco de Filantropia, 40% das meninas com menos de 18 anos na Turquia são forçadas a se casarem.

  • Em janeiro de 2018, um órgão do governo sob jurisdição do presidente Recep Tayyip Erdoğan sugeriu que, de acordo com a lei islâmica, meninas a partir dos 9 anos de idade e meninos a partir dos 12 podem se casar.

  • "Baixa escolaridade" abrange quase toda a Turquia: a escolaridade média no país é de apenas 6,5 anos.

  • Na Turquia não dá em nada abusar de uma menina de 13 anos de idade, mas mexer com o presidente são outros quinhentos.

Presidente da Turquia de 2007 a 2014, Abdullah Gül (à esquerda), tinha 30 anos quando se casou com Hayrünnisa (à direita) que na época tinha 15 anos de idade. (Foto: da assessoria de imprensa da OTAN via Getty Images)

Onde você gostaria que sua filha estivesse aos 13 anos de idade? Na escola ou na cama com um adulto? A resposta a uma pergunta dessa natureza é o óbvio ululante em grande parte do mundo. Nas sociedades islâmicas, no entanto, como na Turquia, que não é árabe e teoricamente secular, a resposta é um tiro no escuro. Normalmente nesses países o poder da polícia do governo não combate essa tradição patriarcal, muito pelo contrário, ela a apoia.

O ex-presidente da Turquia,Abdullah Gül ex-aliado e cofundador islamista do homem forte Recep Tayyip Erdoğan, do partido que governa a Turquia desde 2002, tinha 30 anos quando se casou com Hayrünnisa que na época tinha 15 anos. Gül, nomeado para a presidência por Erdoğan foi o primeiro presidente islamista da Turquia.

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Espanha: Nova Porta de Entrada da Migração em Massa para a Europa

por Thomas Paul Wiederholen  •  13 de Agosto de 2018

  • O governo socialista do primeiro-ministro Pedro Sánchez da Espanha prometeu assistência médica gratuita aos migrantes, salientou que avaliará cada pedido de asilo individualmente.

  • A maioria dos migrantes irregulares resgatados no Mediterrâneo Central muito provavelmente não são refugiados conforme preconiza a Convenção de Genebra, uma vez que cerca de 70% vêm de países ou regiões que não sofrem com conflitos violentos ou regimes opressivos". − Segundo um levantamento realizado em 2017 pela Comissão Europeia.

  • "Criamos abrigos para refugiados para dezenas de milhares de pessoas, mas há centenas de milhares de migrantes ilegais em nosso país. Isso tem prejudicado e muito a situação da segurança. Entre eles se encontram terroristas, criminosos e traficantes de pessoas que não ligam para os direitos humanos. É horrível." − Líder líbio Fayez al-Sarraj.

Foto: trecho da fronteira entre o Marrocos e o enclave espanhol de Ceuta. (Imagem: David Ramos/Getty Images)

Em 26 de julho cerca de 800 migrantes da África Subsariana avançaram de forma violenta sobre a cerca da fronteira entre o Marrocos e o enclave espanhol de Ceuta, onde viviam ilegalmente. Segundo as autoridades espanholas:

"Visando impedir que a 'Guarda Civil' se aproximasse da área invadida, os migrantes lançaram contra os policiais garrafas pet com excrementos e cal, pedras e paus e ainda fizeram uso de aerossóis como lança-chamas."

Muitos ficaram feridos no confronto, 602 migrantes conseguiram entrar em território espanhol.

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Alemanha: Ascensão dos Salafistas

por Soeren Kern  •  12 de Agosto de 2018

  • "Os salafistas se veem como guardiões do Islã original, puro... Como consequência, os salafistas querem implantar uma "teocracia" de acordo com a sua interpretação das diretrizes da Lei Islâmica (Sharia), na qual não se aplica mais a ordem democrática liberal." — Relatório Anual do Departamento Federal para a Proteção da Constituição da Alemanha (BfV).

  • "Sob o pretexto de ajuda humanitária, os islamistas conseguiram radicalizar inúmeros migrantes. No passado, os salafistas em particular, procuraram estender a mão aos migrantes. Eles visitavam abrigos para refugiados para esse fim, oferecendo assistência. O grupo alvo não era apenas o dos migrantes adultos, era também o dos adolescentes desacompanhados que, devido à sua situação e idade, são particularmente suscetíveis às práticas missionárias salafistas". − Relatório Anual do Departamento Federal para a Proteção da Constituição da Alemanha (BfV).

  • O relatório do BfV mostra uma ligação direta entre o aumento do antissemitismo na Alemanha e a ascensão dos movimentos islamistas no país: "a 'imagem inimiga do judaísmo', portanto, forma o pilar central da propaganda de todos os grupos islamistas... Isso representa uma ameaça significativa à coexistência pacífica e à tolerância na Alemanha."

Foto: milhares de pessoas ouvem com atenção o pregador salafista Pierre Vogel discursar em um comício para simpatizantes em 9 de julho de 2011 em Hamburgo, Alemanha. (Foto: Christian Augustin/Getty Images)

O número de salafistas localizados na Alemanha mais que dobrou nos últimos cinco anos, ultrapassando pela primeira vez a marca dos 10 mil, de acordo com a Agência de Inteligência Interna da BfV da Alemanha. A BfV calcula que haja na Alemanha mais de 25 mil islamistas, dos quais praticamente 2 mil representam uma ameaça iminente.

Os dados fazem parte do último relatório anual do Departamento Federal para a Proteção da Constituição (Bundesamt für Verfassungsschutz, BfV), apresentado pelo ministro do interior, Horst Seehofer e pelo presidente do BfV, Hans-Georg Maaßen em Berlim em 24 de julho.

O relatório, considerado o mais importante indicador de segurança interna da Alemanha, desenha um quadro sombrio. O BfV calcula que o número de islamistas presentes na Alemanha aumentou de 24.425 em 2016 para no mínimo 25.810 por volta do final de 2017.

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A UE Não Tem Como Neutralizar as Sanções dos EUA contra o Irã

por Soeren Kern  •  9 de Agosto de 2018

  • "Quem fizer negócios com o Irã NÃO fará negócios com os Estados Unidos." — Presidente dos EUA Donald J. Trump.

  • "A UE está exigindo que suas maiores corporações apostem todo o bolo por algumas migalhas." — Samuel Jackisch, correspondente em Bruxelas da emissora pública de rádio e TV ARD da Alemanha.

  • "As multas hoje em dia atingem a casa dos bilhões, de modo que não vale a pena arriscar um pequeno negócio e quiçá agradar um governo europeu." — banqueiro de investimentos citado pela Reuters.

Em um comunicado conjunto, a chefe da diplomacia europeia Federica Mogherini (foto) e os ministros das relações exteriores da França, Alemanha e Reino Unido admitiram abertamente que para a UE o acordo com o Irã gira exclusivamente em torno de interesses econômicos, prometendo proteger as empresas europeias das penalidades americanas. (Foto: Dean Mouhtaropoulos/Getty Images)

A União Europeia anunciou uma nova regulamentação destinada a blindar as empresas europeias do impacto das sanções impostas ao Irã pelos Estados Unidos. A medida, que foi recebida com ceticismo pela mídia empresarial europeia, provavelmente não produzirá resultados: a aposta da UE é que as empresas europeias arrisquem seus interesses comerciais no mercado norte-americano em troca do mercado iraniano, infinitamente menor.

O assim chamado "Estatuto de Bloqueio" entrou em vigor em 7 de agosto, no mesmo dia em que a primeira rodada de sanções dos EUA contra o Irã foi oficialmente reintroduzida. As sanções têm como alvo a compra de dólares americanos pelo Irã, principal moeda para transações financeiras internacionais e compra de petróleo, bem como o setor automotivo, aviação civil, carvão, software industrial e de metais. A segunda rodada de sanções, bem mais robusta, que terá como alvo as exportações de petróleo do Irã, entrará em vigor em 5 de novembro.

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Austrália: Modelo para Conter a Imigração

por Giulio Meotti  •  7 de Agosto de 2018

  • "Os europeus acham que é fácil controlar as fronteiras da Austrália, mas eles estão inventando desculpas para não fazerem nada" − General (na reserva) Jim Molan coautor da política de asilo da Austrália.

  • "Centenas, talvez milhares de pessoas se afogaram tentando ir da África para a Europa... A única maneira de parar com as mortes é, na realidade, barrar as embarcações. — ex-primeiro-ministro da Austrália Tony Abbott.

  • "Minha longa experiência na política australiana mostra que sempre que a população percebe que o governo tem sob controle os fluxos de imigração, o apoio da população a favor da imigração aumenta, quando ocorre o inverso a hostilidade à imigração é que aumenta." — ex-primeiro-ministro da Austrália John Howard.

Centro de Processamento Regional de Manus em Papua Nova Guiné, para onde a Austrália costumava enviar imigrantes ilegais recusados pela Austrália. O centro foi formalmente fechado em 31 de outubro de 2017. (Imagem: Departamento de Imigração e Cidadania da Austrália)

Quatro anos atrás, o governo australiano provocou críticas por causa de um poster destinado a desencorajar os candidatos a asilo a viajarem ilegalmente ao país. "Sem Chance", dizia o cartaz. "Você não fará da Austrália a sua casa. Se você pegar uma embarcação sem visto, não irá aportar na Austrália. Qualquer embarcação que tentar entrar ilegalmente na Austrália será interceptada e levada para fora das águas territoriais australianas".

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Turquia: Expor Crimes do ISIS é Terrorismo

por Uzay Bulut  •  31 de Julho de 2018

  • Em um pesadelo orweliano, Eren Erdem, ex-deputado e jornalista, autor de 9 livros, que de maneira tão corajosa dedicou sua carreira para expor e condenar organizações terroristas, agora está sendo acusado de "ajudar terroristas". Os verdadeiros terroristas que ele condena, no entanto, permanecem em liberdade.

  • Erdem está pagando o preço de dizer a verdade na Turquia. Ele arriscou sua própria vida para dar um basta ao ISIS e ajudar a salvar vidas. Chegou a hora dos ativistas de direitos humanos e da mídia defendê-lo.

  • "Onde estão as forças policiais? Eu identifiquei 10 mil endereços (de membros do ISIS) nesses documentos de investigação conduzidos por promotores e juízes... Por que esses homens não estão presos?" — Eren Erdem.

Eren Erdem em entrevista coletiva à imprensa em junho de 2016. (Imagem: captura de tela de vídeo de Eren Erdem)

De que maneira o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, enfrenta seus adversários políticos incluindo os que deram o sangue para expor as atrocidades do grupo terrorista Estado Islâmico (ISIS)? Jogando-os na cadeia por supostamente "apoiarem o terrorismo".

Desde o fracassado golpe de 2016 na Turquia, Erdogan vem promovendo uma descomunal e violenta repressão contra opositores e críticos: como políticos, ativistas políticos, jornalistas e membros das forças de segurança e do exército turco.

A mais recente vítima dessa repressão é Eren Erdem, ex-deputado do principal partido de oposição, Partido Republicano Popular (CHP), conhecido por expor os crimes do ISIS e de outros grupos terroristas.

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Migração em Massa: "A Solução Fatal da UE"

por Giulio Meotti  •  29 de Julho de 2018

  • Hoje, 510 milhões de europeus vivem na União Europeia, 1,3 bilhão de africanos estão de olho nela. Se os africanos seguirem o exemplo de outras partes do mundo em desenvolvimento como os mexicanos nos EUA, "em trinta anos... a Europa terá entre 150 e 200 milhões de afro-europeus, em comparação com os 9 milhões de hoje". Smith chamou esse cenário "Euráfrica".

  • O controverso sistema de cotas para migrantes já deu com os burros n'água. O Tribunal Europeu de Direitos Humanos condenou a Hungria devido à detenção de migrantes. Os governos europeus não podem conter, deportar, deter e repatriar os migrantes. O que sugerem as autoridades em Bruxelas? Trazer todos para a Europa?

  • Os judeus franceses são vítimas de um tipo de limpeza étnica segundo um manifesto assinado entre outros pelo ex-presidente francês Nicholas Sarkozy e pelo ex-primeiro-ministro francês Manuel Valls.

No corrente ano, o chanceler austríaco Sebastian Kurz (segundo à esquerda) foi convidado a se juntar aos líderes dos quatro países do "Grupo de Visegrád" (República Tcheca, Hungria, Polónia e Eslováquia) na reunião de cúpula de 21 de junho. No topo da agenda estavam os problemas da migração em massa e a proteção das fronteiras. (Imagem: Chancelaria Federal da Áustria).

"Longe de levar à fusão, a crise migratória da Europa está levando à fissão", escreveu recentemente o historiador da Universidade de Stanford Niall Ferguson. "Acredito cada vez mais que o problema da migração será visto pelos futuros historiadores como a solução fatal da UE". Semana após semana a previsão de Ferguson, ao que tudo indica, está se tornando realidade.

A Europa não só continua se fragmentando à medida que o sentimento anti-imigração arrebanha força política mas também, em consequência da crise migratória, a zona interna sem fronteiras da UE, cereja do bolo mais apreciada da Europa pós-guerra, já está "ameaçada" pelo governo italiano, entre outros, como por exemplo, o governo da Áustria.

A imigração também está redefinindo o contrato intra-UE.

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França: Soltando Extremistas
450 Islamistas Radicalizados a Serem Libertados em 2019

por Yves Mamou  •  23 de Julho de 2018

  • O governo que quer deportar investidores japoneses é o mesmo que consentiu em receber 100 mil migrantes do Norte da África e da África Subsariana, isso só em 2017, a maioria sem qualquer qualificação e sem dinheiro.

  • O mesmo governo que quer deportar os japoneses, criadores de um novo e espetacular vinho na França, está prestes a soltar da prisão o terrorista Djamel Beghal, da Al Qaeda, ligado ao massacre na redação da revista Charlie Hebdo em 2015.

  • "Tememos que haja uma ligação entre as gangues muçulmanas dos subúrbios e os jihadistas que estão na iminência de serem libertados de um lado e os jihadistas que estão retornando da guerra no Iraque do outro".

O jihadista do ISIS que cortou a garganta do Padre Jacques Hamel (esquerda), em sua igreja em Saint-Étienne-du-Rouvray (direita) em 26 de julho de 2016, estava sob vigilância e sendo monitorado usando uma tornozeleira eletrônica.

Uma história curiosa está chamando a atenção na França. Dois produtores de vinho japoneses que vivem em Banyuls-sur-Mer desde 2016 foram notificados que terão que deixar a França devido à falta de recursos financeiros. Rie Shoji de 42 anos de idade e Hirofumi Shoji de 38, chegaram ao país em 2011 com a intenção de se tornarem produtores de vinho. Primeiro eles trabalharam como agricultores e comerciantes de vinhos em Bordeaux e Burgundy, estudaram e receberam diplomas de administração agrícola e enologia. Em 2016 eles investiram US$170 mil na compra de terras. O projeto era produzir um vinho natural orgânico na região dos Pirineus Orientais, onde tudo é produzido artesanalmente.

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A Inexorável Radicalização da Suécia

por Judith Bergman  •  21 de Julho de 2018

  • A polícia informou que crianças muçulmanas disseram a seus colegas de classe que irão cortar suas gargantas e mostram decapitações em seus celulares, de acordo com um novo estudo sobre o salafismo na Suécia elaborado pela Universidade de Defesa da Suécia.

  • "Muitas mulheres vivem numa situação pior na Suécia do que em seus países de origem" — funcionário da saúde sueco.

  • Essa incapacidade, cegueira deliberada, é provavelmente um retrato mais correto de enxergar que o terrorismo jihadista não aparece do nada e sim é alimentado em determinados ambientes, não é de maneira alguma uma conjuntura exclusivamente sueca. A insistência de tantas autoridades europeias e ocidentais de caracterizarem os ataques terroristas como casos de "doenças mentais" ilustra cabalmente o problema.

A Universidade de Defesa da Suécia publicou um novo estudo que mostra uma imagem sombria da atual radicalização dos muçulmanos na Suécia. (I99pema/Wikimedia Commons)

Um novo estudo [1] sobre o salafismo na Suécia, conduzido pela Universidade de Defesa da Suécia, pinta uma imagem sombria da radicalização dos muçulmanos em curso na Suécia.

Os salafistas são os "antepassados devotos" das primeiras três gerações de seguidores de Maomé, sua ideologia chegou a ser associada nas últimas décadas à al-Qaeda e ao ISIS, bem como aos grupos locais ligados à al-Qaeda. Segundo o estudo, os salafistas que acreditam no Islã praticado pelos primeiros seguidores de Maomé, tendem a rejeitar a sociedade ocidental em favor de um Islã "puro": "nem todos os salafistas são jihadistas, mas todos os jihadistas são salafistas". [2]

Embora o estudo não forneça uma estimativa sobre quantos salafistas se encontram na Suécia, ele mostra como os meios salafistas evoluíram e se fortaleceram, principalmente na última década, o estudo lista vários casos da influência que eles exercem em diversas cidades e localidades suecas.

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O Abuso Contra os Cristãos Coptas do Egito

por Salim Mansur  •  17 de Julho de 2018

  • A violência e o incitamento à violência dirigidos pelos muçulmanos egípcios contra os coptas, em especial pelas campanhas sectárias organizadas pela Irmandade Muçulmana e grupos do mesmo cunho, constituem crimes contra a humanidade e devem ser tratados como tais pela comunidade internacional.

  • Sabemos que bastam algumas gotas de limão para azedar uma tigela inteira de leite. Os muçulmanos do Egito, como outros tantos muçulmanos em outros lugares, azedaram todo o rio Nilo, tornando-o tóxico por intermédio do preconceito e violência em sua tradição de fé. Nós muçulmanos degradamos nossa cultura através do autoritarismo e da tendência obstinada de culpar os outros pelos nossos problemas. Dessa maneira distorcemos o Islã que acreditamos ser a revelação definitiva.

  • Os muçulmanos do Egito e de outros lugares sabem por experiência própria até que ponto as potências ocidentais traem na prática o que elas afirmam em teoria quando se trata de apoiar povos oprimidos por regimes autoritários.

  • O que há muito se aguarda do Ocidente é uma política robusta para defender e garantir o respeito aos direitos humanos de todos, especialmente das minorias em países de maioria muçulmana... como no Acordo de Helsinki de 1975.

O presidente do Egito, Abdel Fattah el-Sisi fez um discurso histórico aos principais estudiosos e clérigos islâmicos na Universidade Al-Azhar no Cairo em 28 de dezembro de 2014. (Imagem: MEMRI)

Nós assistimos e nos apavoramos diante das horripilantes imagens de cristãos coptas decapitados pelo ISIS em 2015 na Líbia e dos repetidos atentados nas últimas duas décadas contra igrejas coptas no Egito. Lemos sobre o massacre de Maspero em 2011, quando tanques egípcios, posicionados para protegerem pacíficos manifestantes cristãos, os atropelaram, dilacerando-os. Persiste o recebimento de relatos sobre o rapto de meninas coptas, obrigadas a se converterem ao Islã e forçadas a se casarem com muçulmanos.

Sempre que aparecem notícias de atos de violência motivados pelo ódio contra os coptas ou contra outras minorias religiosas, estremecemos. Quando há ataques contra os yazidis no Berço da Civilização, contra os bahá'í no Irã e contra os cristãos e ahmadis no Paquistão, nos perguntamos como os muçulmanos podem defender esses crimes contra a humanidade perpetrados sob a bandeira do Islã.

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Comunidade Internacional Ignora Genocídio de Cristãos na Nigéria

por Raymond Ibrahim  •  15 de Julho de 2018

  • Esses assassinatos elevam o número de cristãos mortos para mais de 6 mil desde o início de 2018.

  • "Os islamistas do norte da Nigéria parecem determinados a transformar a Nigéria em um sultanato islâmico e substituir a democracia liberal pela Sharia como Ideologia Nacional. Obviamente, o objetivo é suplantar a Constituição pela Sharia como inspiração para a legislação." — Fórum Nacional dos Anciões Cristãos, braço da Associação Cristã da Nigéria.

  • O governo nigeriano e a comunidade internacional desde o início fizeram muito pouco para resolver a situação. Esta falta de empenho não surpreende: eles sequer reconhecem as raízes do problema, a saber: a intolerante ideologia da jihad.

O governador do Estado de Anambra, na Nigéria, Willie Obiano (centro), visita um sobrevivente ferido em um ataque que deixou mortos e feridos na Igreja Católica de St. Philip em Ozubulu, em 11 de agosto de 2017. (Imagem: captura de tela de vídeo da TV Channels)

No que a Associação Cristã da Nigéria classifica de "puro genocídio", mais 238 cristãos foram assassinados e mais igrejas foram profanadas pelos muçulmanos na semana passada na nação que fica na região oeste da África. Esses assassinatos elevam o número de cristãos mortos para mais de 6 mil desde o início de 2018.

De acordo com uma declaração conjunta da Associação Cristã, agremiação que engloba várias correntes cristãs: "não há dúvida de que o único objetivo desses ataques é a limpeza étnica, apropriação de terras e a expulsão dos cristãos nativos de suas terras e herança ancestrais."

A declaração condena os recentes ataques, "nos quais mais de 200 pessoas foram brutalmente assassinadas, nossas igrejas destruídas sem que houvesse qualquer intervenção das agências de segurança, apesar de vários pedidos de socorro".

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Europa: "A Visão é a de um Estado Islâmico"

por Judith Bergman  •  10 de Julho de 2018

  • "A crescente religiosidade não é uma expressão de marginalização. Estamos falando de pessoas bem integradas que querem ser religiosas". — Professor Viggo Mortensen.

  • "A visão é a de um Estado Islâmico, uma sociedade islâmica... Os muçulmanos irão preferir um governo baseado na Lei Islâmica (Sharia). Mas a visão para daqui a vinte anos é que a lei da sharia faça parte da Alemanha, que a sharia será institucionalizada pelo próprio estado". — "Yusuf", na série de documentários Falsa Identidade.

  • "Vou selecioná-los a dedo, um de cada vez. Começarei com as pessoas ao meu redor... Se todo muçulmano fizer o mesmo em sua redondeza, dará certo sem nenhum problema... Não se confronta o alemão através da força, é um processo a conta gotas. Haverá confrontos, mas aos poucos os choques diminuirão, as pessoas aceitarão a realidade." — "Yusuf", na série de documentários Falsa Identidade.

  • A Europa ainda existirá mas, assim como ocorreu com o grande Império Bizantino Cristão que agora é a Turquia, ela ainda incorporará a civilização judaico-cristã?

De acordo com um estudo realizado em 2014 sobre os muçulmanos marroquinos e turcos na Alemanha, França, Holanda, Bélgica, Áustria e Suécia, em média 60% dos muçulmanos entrevistados concordaram que os muçulmanos deveriam retornar às raízes do Islã e 65% disseram que a Sharia é mais importante para eles do que as leis do país onde vivem. Foto: orações de sexta-feira na Mesquita IZW em Viena, Áustria. (Foto: Thomas Kronsteiner/Getty Images)

Um levantamento do governo holandês publicado em junho mostrou que os muçulmanos da Holanda estão se tornando cada vez mais religiosos. O levantamento que foi realizado com base em informações de 2006 a 2015 é um estudo sobre mais de 7.249 cidadãos holandeses com raízes marroquinas e turcas. Dois terços dos muçulmanos da Holanda são provenientes da Turquia ou do Marrocos.

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Alemanha: 'Decapitando' a Liberdade de Imprensa?

por Stefan Frank  •  8 de Julho de 2018

  • Se o plano das autoridades era realmente o de censurar as notícias e abafar as informações sobre a decapitação, então o tiro saiu pela culatra. Devido às reportagens sobre a invasão, milhares de pessoas assistiram ao vídeo e centenas de milhares de pessoas ficaram sabendo da tentativa frustrada de censura.

  • O governo de Hamburgo continua se empenhando em esconder a decapitação. Entre outras coisas, eles (partido Alternativa para a Alemanha) queriam saber se o bebê foi decapitado. O governo, violando seus deveres constitucionais, se recusou a responder. Além disso o governo censurou as perguntas apagando frases inteiras.

  • Porque a decapitação deveria ser mantida em segredo, isso ninguém sabe. O que ficou claro é o quão facilmente as autoridades alemãs têm condições de censurar as notícias e punir os blogueiros que divulgam informações por eles consideradas inconvenientes. Eles têm um enorme arsenal de recursos legais à sua disposição. Não parece incomodá-los que a lei invocada neste caso estipule explicitamente que ela não será aplicada ao "relato de eventos atuais."

Policiais interrogando testemunhas do duplo homicídio na estação de metrô de Jungfernstieg, Hamburgo, Alemanha. (Imagem: captura de tela de vídeo Daniel J./Heinrich Kordewiner)

Em uma aparente tentativa de varrer para debaixo do tapete um duplo homicídio que ocorreu recentemente em Hamburgo, Alemanha, as autoridades censuraram o caso. Além disso elas invadiram os apartamentos de uma testemunha que gravou um vídeo onde relatava o assassinato e o de um blogueiro que postou o vídeo no YouTube.

O assassinato, estampado em manchetes mundo afora, ocorreu na manhã de 12 de abril. O criminoso, Mourtala Madou, de 33 anos, imigrante ilegal do Níger, esfaqueou a ex-namorada alemã, identificada como Sandra P. e a filha do casal de um ano de idade, Miriam, em uma estação de metrô de Hamburgo. A filha morreu no local, a mãe pouco depois no hospital. O filho dela de três anos testemunhou os assassinatos.

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