Últimas Análises e Comentários

Mídia: Israel Tem Que Ser Enxovalhado Por Ter o Melhor Programa de Vacinação do Mundo

por Richard Kemp  •  16 de Janeiro de 2021

  • A mesma diretiva negativa (dos veículos de comunicação e de inúmeras pretensas organizações de direitos humanos) se estende a outros grandes benefícios que Israel trouxe ao mundo, entre eles inovação científica, tecnologia médica e inteligência para salvar vidas. Vai contra as diretrizes editoriais informar algo de positivo sobre o estado judeu, a menos que se possa de alguma forma distorcer uma boa história e transformá-la numa péssima.

  • Sob a égide dos Acordos de Oslo firmados entre Israel e os palestinos na década de 1990, que criaram a Autoridade Nacional Palestina (ANP), reza que única e exclusivamente ela e não Israel é responsável pelo sistema de saúde dos palestinos, incluindo as vacinações. Quase 150 membros da ONU reconhecem a "Palestina" como país, mas esses meios de comunicação e organizações de direitos humanos, exibindo preconceitos deploravelmente previsíveis, não conseguem aceitar que é ela (ANP) quem deve fazer seu papel.

  • Contradizendo as alegações de política racista ou de "apartheid", Israel tem vacinado seus cidadãos árabes desde o início do programa. Dada a relutância de membros destas comunidades de serem vacinados, o governo israelense, juntamente com líderes da comunidade árabe, estão promovendo esforços concentrados para encorajá-los a tomarem a vacina, incluindo uma visita do primeiro-ministro Netanyahu a duas cidades árabes nos últimos dias com este propósito.

  • A mesma abordagem pode ser vista em relação aos Acordos de Abraham de 2020, conquistas históricas de paz entre Israel e árabes até então intratáveis. Amiúde recebidas com cinismo atroz na mídia, bem como entre os veteranos dos processos de paz, cujas fórmulas falharam repetidamente.

  • O Primeiro Ministro de Israel Benjamin Netanyahu é a força motriz por trás dos Acordos de Abraham, cujas origens remontam ao seu discurso em uma sessão conjunta do Congresso dos EUA em 2015, quando ele se posicionou contra as ambições nucleares do Irã. A postura solitária de Netanyahu foi captada com muito interesse pelos líderes árabes, que começaram a perceber que tinham uma causa comum com o Estado de Israel, o que poderia trazer um futuro melhor para eles do que a sobrecarga da desnecessária animosidade.

Jornais e a mídia de difusão nos dois lados do Atlântico, se contorcem e distorcem a verdade, com o intuito de criticar Israel no que diz respeito ao seu extraordinário sucesso na vacinação contra o Coronavírus. Foto: um profissional da saúde conversa com uma mulher árabe antes de inoculá-la com a vacina contra a COVID-19 no Clalit Health Services, na cidade árabe de Umm al Fahm, Israel em 4 de janeiro de 2021. (Foto: Jack Guez/AFP via Getty Images)

O preconceito contra o estado judeu é tão intenso na mídia ocidental que ações louváveis que infalivelmente seriam estampadas em letras garrafais em manchetes caso fossem atribuídas a qualquer outro país são, via de regra, ignoradas, enxovalhadas ou denegridas quando se trata de Israel. Senão vejamos: quando ocorre um desastre em qualquer lugar do mundo, Israel costuma ser o primeiro ou um dos primeiros a oferecer assistência e enviar equipes de socorro. Há muito pouco tempo, no mês passado, as Forças de Defesa de Israel despacharam uma equipe para Honduras na esteira da devastação causada pelos furacões Eta e Iota de categoria 4, que deixaram milhares de desabrigados.

Nos últimos 15 anos equipes de socorro da FDI (Forças de Defesa de Israel) foram enviadas para a Albânia, Brasil, México, Nepal, Filipinas, Gana, Bulgária, Turquia, Japão, Colômbia, Haiti, Quênia, Estados Unidos, Sri Lanka e Egito, e para muitos outros países em anos anteriores.

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Turquia: Da Europa Com Amor

por Burak Bekdil  •  12 de Janeiro de 2021

  • Erdoğan também ressaltou que ele vê o futuro da Turquia na Europa, a mesma Europa que ele acabou de acusar de ser "remanescente de nazistas e fascistas."

  • O âmago da questão girava em torno do quão pesadas seriam as sanções da UE, justamente quando a economia turca se encontrava em queda livre. O que Bruxelas decidiu, no final das contas, não foi lá tão pesado assim

  • Em termos legais, o homem que Erdoğan chamou de "terrorista" é somente suspeito sem nenhum veredito do tribunal. Entretanto, este é o entendimento doentio de Erdoğan sobre direitos constitucionais: como líder eleito, ele acredita que pode se dar a liberdade de declarar culpados ou inocentes suspeitos cujos processos judiciais estão em andamento.

O Presidente da Turquia Recep Tayyip Erdoğan conseguiu recentemente se safar de uma enorme bomba europeia, recheada de sanções, pelo menos até março. O problema é que um político islamista inerentemente antiocidental que construiu sua popularidade principalmente em cima dos constantes confrontos com outras nações não conseguirá virar, de uma hora para outra, num espaço de três meses, um parceiro amante da paz. (Foto: Elif Sogut/Getty Images)

Se o presidente islamista e homem forte da Turquia Recep Tayyip Erdoğan, passou mais noites em claro na primeira semana de dezembro do corrente ano do que por conta de seu temor em relação às sanções dos EUA, foi devido às iminentes e potencialmente punitivas sanções da União Europeia que tomariam forma na cúpula ocorrida de 10 a 11 de dezembro. Ele deve ter tido um sono relativamente tranquilo quando a cúpula chegou ao fim. Ele pode até ter achado que tinha conseguido escapar, pelo menos até março, de uma enorme bomba europeia, recheada de sanções. No entanto, pode ser um tanto prematuro ele suspirar aliviado.

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China: A Conquista de Hollywood

por Judith Bergman  •  3 de Janeiro de 2021

  • Um produtor cinematográfico de Hollywood salientou que sugestões ligadas a projetos que tecem críticas à China despertaram o medo: que "você ou sua empresa entrem na lista negra e eles (chineses) interfiram em seu projeto atual ou futuro. Portanto, não é só você que irá sofrer as consequências (da sua decisão), como também a empresa para a qual você trabalha bem como as futuras empresas para as quais você trabalhará. E precisamos levar isso em consideração."

  • "Não se trata só de Hollywood, não é só uma questão técnica, não é só o basquete ou o problema dos esportes ou de vários outros setores... É tudo, de cabo a rabo. Para colocar produtos e serviços neste mercado há certas regras a serem respeitadas... só assim será possível chegar a esses consumidores. Mas esses processos... estão ficando cada vez mais complicados... e mais extensos ao longo do tempo... Chegou a ponto de precisarmos dar um basta agora e aguentar o rojão ou simplesmente jogar a toalha...." -- Chris Fenton, executivo de Hollywood e autor do livro Feeding the Dragon: Inside the Trillion Dollar Dilemma Facing Hollywood, the NBA, and American Business. voanews.com, 16 de outubro de 2020.

  • O problema é muito mais abrangente do que somente na indústria cinematográfica.

Em outubro do corrente ano, a China se tornou pela primeira vez o maior mercado cinematográfico do mundo, deixando a América do Norte para trás. Foto: Wang Jianlin (segundo da esquerda), presidente da Wanda Group chinesa, na cerimônia de abertura da Wanda Qingdao Movie Metropolis, aclamada como "resposta da China a Hollywood," em Qingdao em 28 de abril de 2018. (Foto: Wang Zhao/AFP via Getty Images)

Em outubro do corrente ano, a China se tornou pela primeira vez o maior mercado cinematográfico do mundo, deixando a América do Norte para trás. "A venda de ingressos de cinema saltou na China para US$1,988 bilhão em 2020 neste domingo, ultrapassando o total da América do Norte de US$1,937 bilhão de acordo com dados da Artisan Gateway. A diferença deverá aumentar ainda mais até o final do ano", escreveu o The Hollywood Reporter em 18 de outubro. "Há muito tempo os analistas já previam que o país mais populoso do mundo chegaria um dia ao topo dos índices globais. Ainda assim os resultados representam um histórico divisor de águas".

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China 'Inunda' os Estados Unidos com Espiões

por Gordon G. Chang  •  27 de Dezembro de 2020

  • Dada a emergência, Washington deveria fechar imediatamente todas as bases de operação da China nos EUA, incluindo os quatro consulados que ainda restam: Chicago, Los Angeles Nova Iorque e São Francisco, além de reduzir drasticamente o staff da embaixada. Na realidade, a embaixada precisa apenas do embaixador, familiares próximos e adidos militares e não centenas de funcionários como é hoje o caso.

  • O consulado da China em Nova Iorque também é um centro de espionagem. James Olson, ex-chefe da contrainteligência da CIA, disse "reservadamente" que a China, nas palavras do New York Post, "conta invariavelmente com mais de 100 agentes da inteligência operando na cidade." A cidade de Nova Iorque, ressaltou ele, está "sob ataque jamais visto."

  • Será que Pequim irá simplesmente transferir os espiões a bancos e empresas chinesas que operam nos Estados Unidos? Provavelmente, mas isto levará tempo e de qualquer maneira Washington também poderá ordenar o fechamento de postos avançados não diplomáticos.

  • Outros dirão que os negócios na China precisam de suporte consular. Não resta dúvida que precisam. Minha resposta é que é do interesse dos Estados Unidos tirar suas empresas daquele país, por razões morais e por outras razões também. A perda de apoio consular será mais uma razão para que elas arrumem as malas e saiam de lá voando.

As articulações da inteligência chinesa, influência e infiltração estão sobrecarregando os Estados Unidos. A China conta com centenas, quiçá milhares de agentes nos Estados Unidos que identificam, atraem, dão suporte, influenciam, comprometem e corrompem os americanos em questões políticas e demais áreas do interesse de Pequim. Foto: consulado da China em Houston em 22 de julho de 2020, um dia antes do governo americano ordenar seu fechamento por ser um "centro de espionagem e roubo de propriedade intelectual," nas palavras do Secretário de Estado Mike Pompeo. (Foto: Mark Felix/AFP via Getty Images)

As revelações do deputado democrata Eric Swalwell da Califórnia, que vieram à tona no corrente mês, destacam a profusa penetração de Pequim na sociedade americana.

As articulações da inteligência chinesa, influência e infiltração estão sobrecarregando os Estados Unidos. Dada a emergência, Washington deveria fechar imediatamente todas as bases de operação da China nos EUA, incluindo os quatro consulados que ainda restam.

Talvez o aspecto que mais chama a atenção nas notícias sobre as revelações de Swalwell seja o de Fang Fang, suspeita de ser agente do Ministério para a Segurança do Estado Chinês, também conhecida como "Christine", que entrou em contato com ele pela primeira vez quando ele era membro do conselho da cidade de Dublin na Califórnia e ainda não fazia parte do Comitê de Inteligência da Câmara.

Fang seguiu e promoveu a carreira dele quando ele foi eleito para a Câmara dos Representantes, apontado para um comitê de grande interesse para a China.

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Bases Militares Chinesas no Caribe?

por Lawrence A. Franklin  •  22 de Dezembro de 2020

  • Parece que a China também tem um objetivo militar na região do Caribe... O Ministro da Defesa da China, Wei Fenghe, já adiantou oficialmente a vontade da China de ampliar a cooperação militar com os países caribenhos.

  • Mais preocupante ainda é o comprometimento quanto à segurança dos EUA diante da incessante expansão portuária no já comercialmente importante porto em Kingston na Jamaica, bem como no porto de Freeport nas Bahamas, a possível nova base de operações da China a 145 km da costa americana..

  • Sem a menor sombra de dúvida, a China não tem um governo que honra acordos... Os Estados Unidos não podem se dar ao luxo de permitir que os chineses ameacem qualquer país do hemisfério ocidental, muito menos os Estados Unidos propriamente dito.

Preocupante é o comprometimento quanto à segurança dos EUA diante da expansão portuária no porto em Kingston na Jamaica, bem como no porto de Freeport nas Bahamas, a possível nova base de operações da China a 145 km da costa americana. Os projetos são a oportunidade para os agentes de inteligência do Partido Comunista Chinês subornarem a soberania dos países caribenhos, seduzindo aquelas sociedades para a "cilada da dívida interminável" da dependência econômica da China. No Sri Lanka, por exemplo, a incapacidade do país de pagar os credores chineses pela modernização realizada por Pequim no porto de Hambantota (foto acima) acabou na perda de fato do porto do país do sul da Ásia. (Foto: Lakruwan Wanniarachchi/AFP via Getty Images)

O Partido Comunista da China (PCC) ao que tudo indica, está colocando em prática uma estratégia multidimensional no Caribe, colhendo ganhos econômicos, políticos e em potencial militares a poucas milhas da costa americana. O derradeiro objetivo da China nesta estratégia caribenha pode muito bem ser confrontar os EUA, não só com sua presença nas proximidades do continente americano, mas também para promover uma situação análoga à presença militar americana na região do Mar do Sul da China. Lá, a China criou novas ilhas no mar, prometeu não militarizá-las e na sequência as militarizou.

É bom lembrar que a China também prometeu autonomia a Hong Kong até 2047, no entanto, já em 2020, avançou o sinal, adiantando-se em 27 anos. "Hong Kong será mais uma cidade administrada por comunistas sob rígido controle da China", salientou em julho o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo. Sem a menor sombra de dúvida, a China não tem um governo que honra acordos.

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O Assassinato de um Cientista Nuclear Pode Ter Salvo Um Sem-Número de Vidas

por Richard Kemp  •  8 de Dezembro de 2020

  • Sob o lema "Morte à América", o Irã está em guerra com os EUA, Israel e seus aliados ocidentais desde a Revolução Islâmica de 1979, usa grupos proxies para matar centenas de americanos no Iraque, Afeganistão, Líbano e outros países, lança ataques terroristas por todo o Oriente Médio, Europa, Estados Unidos e América Latina.

  • Fakhrizadeh era um general de brigada do IRGC e, portanto, não só um comandante militar de alta patente em um país em guerra com os EUA e seus aliados, como também um proscrito terrorista internacional.

  • O Irã jamais abandonará o que considera seu direito absoluto de se tornar um país dotado de armas nucleares, não no regime atual nem sob qualquer regime futuro.... Mentiu para a AIEA e o arquivo até mostra em detalhes as formas usadas para tapear os inspetores.

  • Brennan e os defensores europeus de sua argumentação parecem acreditar que o Irã possa ser contido com afagos e negociação, em vez de poderio militar e vontade política. O caminho defendido pelos proponentes do apaziguamento só pode mesmo levar a derramamento de sangue, violência e sofrimento infinitamente maiores do que a morte nas ruas do Irã de um terrorista proscrito.

Os afagadores do Irã que saíram correndo para condenar o assassinato do cientista nuclear iraniano Mohsen Fakhrizadeh, general de brigada da Guarda Revolucionária do Irã, demonstra deplorável desprezo quanto à morte, destruição e sofrimento que, ao que tudo indica, seriam causadas pelo regime totalitário do Irã, ao se valer da perniciosa experiência de Fakhrizadeh. Foto: cena do assassinato de Fakhrizadeh em 27 de novembro, perto de Teerã. (Imagem: Fars/Wikimedia Commons)

Com infalível previsibilidade, o porta-voz das relações exteriores da UE, Peter Sano, bem como outros afagadores europeus do Irã, saíram correndo para condenar o ataque realizado com precisão milimétrica em 27 de novembro, que atingiu o cientista nuclear iraniano Mohsen Fakhrizadeh. A condenação demonstra deplorável desprezo quanto à morte, destruição e sofrimento que, ao que tudo indica, seriam causadas pelo regime totalitário do Irã, ao se valer da perniciosa experiência de Fakhrizadeh.

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A Mídia Americana Está Legitimando Ataques Terroristas na França?

por Giulio Meotti  •  27 de Novembro de 2020

  • "Em certos distritos e na internet, grupos... estão ensinando o ódio à república aos nossos filhos, exortando-os a não respeitarem as leis do país. É isto que eu chamei de "separatismo"... Se não acreditam em mim, leiam as postagens nas redes sociais sobre o ódio que acabou na morte de Paty. Deem uma volta nos bairros onde as meninas de três ou quatro anos vestidas de burca, separadas dos meninos já muito novinhas, separadas do restante da sociedade, criadas no ódio aos valores da França". — Presidente francês Emmanuel Macron, Financial Times, 1º de novembro de 2020.

  • "Sou a favor do respeito às culturas, às civilizações, mas não vou mudar minha lei só porque causou espanto em outros lugares". — Emmanuel Macron.

  • De acordo com o jornalista americano Thomas Chatterton Williams, usar o termo "'ataque com faca' para retratar a decapitação é tão eufemístico que isto por si só já é uma forma de violência contra a língua propriamente dita".

  • Parece que a mídia anglófona vive num mundo alheio à realidade, alicerçada na perseguição e caça imaginária, procurando chifre em cabeça de cavalo, vê racismo onde não existe, sequer sabe que palavra usar quando ele aparece nas ruas da França para decapitar um professor.

  • No entanto, aparentemente, receosos de serem chamados de "racistas" e não de serem assassinados, como Samuel Paty, que eles optam pela autocensura. Para não parecerem covardes, chamam isso de "respeito"... A pergunta que não quer calar é: será que a mídia americana espera algum tipo de reciprocidade?

  • Não é por acaso que, em nome da "diversidade", no ano passado a mídia americana andou caçando e alfinetando jornalistas como James Bennett e Bari Weiss, que se demitiram do New York Times.

O presidente francês Emmanuel Macron disse recentemente em uma entrevista: "o alinhamento com o multiculturalismo americano é uma concepção do pensamento derrotista... Nosso modelo é universalista, não multiculturalista... Ninguém deveria dar a mínima se alguém é negro, amarelo ou branco. Em primeiro lugar, eles são cidadãos...." (Foto: Ludovic Marin/AFP via Getty Images)

O Financial Times nunca entendeu como a França está se virando com o terrorismo extremista muçulmano e com a luta do país pela liberdade de expressão. Depois do massacre ocorrido na redação da revista Charlie Hebdo em 2015, Tony Barber escreveu no Financial Times que os jornalistas e chargistas massacrados eram uns "babacas". O artigo foi então modificado.

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Porque a Irmandade Muçulmana Saiu da Toca

por Khaled Abu Toameh  •  16 de Novembro de 2020

  • A organização Irmandade Muçulmana, tachada de terrorista, salientou, de cara fechada, que "deseja a Joe Biden, ao povo americano e aos povos do mundo todo que continuem a viver com dignidade sob os princípios da liberdade, justiça, democracia e respeito aos direitos humanos".

  • "Há um sem-número de informes que confirmam o apoio da Irmandade Muçulmana a Biden para que a organização tenha condições de driblar as restrições aos movimentos políticos islâmicos... Agora, eles esperam que os EUA os retirem da lista das organizações terroristas." — Israa Ahmed Fuad, analista política e autora egípcia, Youm7.com, 7 de novembro de 2020.

  • A Irmandade Muçulmana "é parceira das administrações democratas na arruinação da região e sustentação do extremismo." — Amin Al-Alawi, cientista político marroquino, 24saa.ma, 8 de novembro de 2020.

  • Nenhuma administração americana pode se dar ao luxo de fazer pouco caso dos árabes que soam o alarme em relação à cartada da Irmandade Muçulmana de se apresentar como grupo pacífico que quer trazer liberdade e democracia ao mundo árabe.

  • Os islamistas estão desesperados para retornarem ao poder no Egito, e é por isso que estão dispostos até mesmo a seduzirem o "Satanás" americano para que possam alcançar esse objetivo. Esses são os mesmos islamistas que condenam os árabes que mantêm qualquer contato com os americanos. Neste momento de possível mudança na administração dos Estados Unidos, os árabes que não apoiam a Irmandade Muçulmana, particularmente os que vivem no Egito e nos países do Golfo, esperam fervorosamente que o alarme no tocante aos islamistas seja ouvido em alto e bom som por Biden e sua equipe.

A mensagem que os árabes estão mandando ao novo governo dos EUA é a seguinte: não repita os erros do ex-presidente Barack Obama, cujo governo tomou partido do então presidente egípcio Mohammed Morsi, membro da Irmandade Muçulmana. Foto: o então Secretário de Estado americano John Kerry (esquerda) com Morsi no Cairo em 3 de março de 2013. (Foto: Khaled Desouki/AFP via Getty Images)

Será que o novo governo dos Estados Unidos, provavelmente sob o comando de Joe Biden, irá ajudar a ressuscitar a Irmandade Muçulmana, considerada uma organização terrorista pelo Egito, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Síria? Por que tanto regozijo da Irmandade Muçulmana em relação à "vitória" de Joe Biden?

Certa parcela da população árabe diz estar preocupada em ver a Irmandade Muçulmana celebrar os resultados da eleição presidencial americana. Eles receiam que a Irmandade Muçulmana, apoiada pelo Catar e pela Turquia, esteja se preparando para voltar a ficar na crista da onda diante da provável administração Joe Biden.

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Turquia Glorifica Crimes Históricos

por Uzay Bulut  •  11 de Novembro de 2020

  • "Em nossa civilização conquista não significa ocupação nem saque. Significa assegurar a predominância da justiça que Alá comandou para aquela região (conquistada)... É por isso que a nossa civilização é de conquistas." — Presidente da Turquia Recep Tayyip Erdogan, MEMRI.org, 26 de agosto de 2020.

  • "A Turquia irá tomar o que lhe é de direito no Mar Mediterrâneo, no Mar Egeu e no Mar Negro... Para tanto, estamos determinados a fazer o que for necessário na esfera política, econômica e militar. Exortamos nossos interlocutores a desatarem o nó e não cometerem os equívocos que abrirão caminho para a sua própria destruição." — Presidente da Turquia Recep Tayyip Erdogan, MEMRI.org, 26 de agosto de 2020.

  • "O tratamento mais hediondo estava sempre reservado àqueles que proclamavam abertamente o cristianismo: clérigos e monges 'morreram queimados vivos, enquanto outros eram esfolados vivos da cabeça aos pés.'" — Raymond Ibrahim, historiador, Frontpage Magazine, 7 de agosto de 2019.

  • Em 2018, o presidente do parlamento turco, İsmail Kahraman, chamou a ofensiva militar turca no norte da Síria de "jihad". "Sem a jihad", ressaltou ele, "não haverá progresso." Em meio àquela mesma ofensiva, a Superintendência para Assuntos Religiosos da Turquia (Diyanet) também conclamou a "jihad" e declarou em um sermão semanal que "a luta armada é o mais alto patamar da jihad."

Nos últimos anos, o governo turco intensificou a retórica neo-otomana e a conquista. Em 26 de agosto o presidente turco Recep Tayyip Erdoğan fez um discurso no qual salientou entre outras coisas: "a Turquia irá tomar o que lhe é de direito no Mar Mediterrâneo, no Mar Egeu e no Mar Negro." Foto: Erdoğan em Ankara em 5 de outubro de 2020. (Foto: Adem Altan/AFP via Getty Images)

Nos últimos anos, o governo turco intensificou a retórica neo-otomana e a conquista.

Por exemplo, em 26 de agosto o presidente turco Recep Tayyip Erdoğan fez um discurso em um evento para comemorar o 949º aniversário da Batalha de Manzikert. A batalha acabou com a invasão e captura pelos turcos da então cidade de Manzikert na Ásia Central, de maioria armênia, dentro das fronteiras do Império Bizantino.

Trechos de seu discurso foram traduzidos pelo MEMRI [1]:

"Em nossa civilização, conquista não significa ocupação nem saque. Significa assegurar a predominância da justiça que Alá comandou para aquela região (conquistada).

"Em primeiro lugar, a nossa nação tirou a opressão das áreas conquistadas. Estabeleceu a justiça. É por isso que a nossa civilização é de conquistas.

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Palestinos Conclamam Boicote a Israel, Depois Pedem que Israel lhes Salve a Vida

por Bassam Tawil  •  9 de Novembro de 2020

  • Particularmente ultrajante é o fato de Erekat ter sido internado em um hospital israelense para receber o melhor tratamento médico, justamente quando o governo palestino nega àqueles palestinos que são meros mortais a possibilidade de se tratarem em hospitais israelenses.

  • O fato de Erekat ter escolhido ir a um hospital israelense e não a um hospital jordaniano prova que ele "tem plena confiança nos israelenses, apesar de suas declarações públicas contra eles." — alarab.co.uk, 19 de outubro de 2020

  • Se e quando Erekat se recuperar da atual enfermidade e voltar para a sua família, caberia a ele pedir desculpas aos Emirados Árabes Unidos e ao Bahrein por ter condenado os acordos de normalização que assinaram com Israel. Na esteira, ele deveria pedir desculpas ao povo palestino por privá-los do excelente tratamento médico que ele próprio recebeu no Hospital Hadassah.

  • Talvez Erekat também devesse agradecer aos médicos israelenses que trabalharam 24 horas por dia para mantê-lo vivo. Além disso, ele poderia agradecer às equipes médicas israelenses e aos soldados que o escoltaram de sua casa em Jericó até Jerusalém. Ao fim e ao cabo, Erekat poderia dizer ao mundo que lamenta ter defendido o boicote a Israel, país que ele sabia que poderia contar para salvar sua vida, não importando o mal que tivesse causado a ele.

Saeb Erekat, autoridade palestina do alto escalão, passou as últimas duas décadas pregando boicote e isolamento de Israel. Se e quando Erekat se recuperar da COVID-19 e voltar para a sua família, caberia a ele pedir desculpas ao povo palestino por privá-los do excelente tratamento médico que ele próprio recebeu no Hospital Hadassah e também agradecer aos médicos israelenses que trabalharam 24 horas por dia para mantê-lo vivo. Foto: Hospital Hadassah Ein Kerem em Jerusalem, Israel, onde Erekat escolheu se hospitalizar e ser tratado. (Foto: Emmanuel Dunand/AFP via Getty Images)

Saeb Erekat, autoridade palestina do alto escalão, passou as últimas duas décadas pregando boicote e isolamento de Israel. Nos últimos meses, Erekat, um dos líderes da OLP que anteriormente chefiou a equipe palestina que negociava com Israel, se manifestou contra os acordos de normalização de relações entre Israel, Emirados Árabes Unidos e Bahrein.

Tanto ele quanto outros líderes palestinos, incluindo o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, acusaram os Emirados Árabes Unidos e o Bahrein de traírem os palestinos e apunhalá-los pelas costas ao fazerem a paz com Israel.

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A ONU Recompensa as Atrocidades Iranianas

por Judith Bergman  •  31 de Outubro de 2020

  • Em 2012 Nasrin Sotoudeh foi agraciada com o Prêmio Sakharov do Parlamento Europeu pelo seu trabalho, do qual fazia parte a representação de dissidentes detidos durante os protestos em massa em 2009, motivo pelo qual passou três anos no xilindró. Ela também representou condenados que estão no corredor da morte por crimes cometidos quando ainda eram menores de idade. Provavelmente a fama dela se deve mais pelo trabalho em defesa dos direitos das mulheres, incluindo a defesa de inúmeras mulheres que protestavam contra o uso do véu islâmico, também conhecido como hijab...

  • Ao que tudo indica, não há muita esperança para os prisioneiros políticos do Irã de hoje. Ainda que, a despeito do clamor global, o jovem lutador Navid Afkari foi executado em 12 de setembro pelo regime iraniano. O presidente dos EUA, Donald J. Trump, também apelou ao Irã para que o deixasse viver, a "única coisa" que o lutador fez "foi se manifestar contra o governo nas ruas", salientou ele.

  • Enquanto isso, a comunidade internacional recompensa o Irã. Em 14 de agosto, o Conselho de Segurança da ONU votou contra uma resolução dos EUA de estender indefinidamente o embargo de armas de 13 anos contra o Irã. Longe disso, o embargo irá expirar em meados de outubro, abrindo caminho para que o Irã compre e venda livremente armas convencionais sem qualquer restrição da ONU. Talvez já tenha chegado a hora dos Estados Unidos cortarem a verba para a ONU em vez de bancarem e serem cúmplices desses crimes contra a humanidade.

Em março de 2019, Nasrin Sotoudeh, iraniana, advogada e ativista dos direitos humanos foi condenada a 38 anos de prisão e 148 chicotadas. No mês passado, ela foi internada em um hospital por conta da greve de fome de mais de 40 dias. Foto: Sotoudeh com o filho em 18 de setembro de 2013. (Foto: Behrouz Mehri/AFP via Getty Images)

Em março de 2019, Nasrin Sotoudeh, iraniana, advogada e ativista dos direitos humanos foi condenada a 38 anos de prisão e 148 chicotadas. No mês passado ela foi internada em um hospital por conta da greve de fome de mais de 40 dias. Ela permaneceu no hospital por alguns dias fortemente vigiada pela segurança iraniana, na sequência foi levada de volta para a famigerada prisão de Evin, apesar de sofrer de uma grave doença cardíaca, onde ela continua cumprindo a pena de 38 anos. Quando do início da greve de fome, Sotoudeh escreveu da prisão de Evin em uma carta o seguinte:

"Em meio à crise do coronavírus que engole o Irã e o mundo, a situação dos prisioneiros políticos se tornou tão dramática que o encarceramento contínuo sob estas condições tirânicas se tornou insuportável."

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A China Está Matando Americanos com Fentanil - Deliberadamente

por Gordon G. Chang  •  27 de Outubro de 2020

  • Antes de mais nada, o Partido Comunista, por meio de suas células, controla qualquer setor relevante... Pequim controla rigidamente o sistema bancário e fica sabendo instantaneamente de qualquer transferência de dinheiro.... E não é só isso, não é possível o fentanil sair do país na surdina, já que praticamente tudo que é embarcado é inspecionado antes de partir do solo chinês.

  • Das gangues chinesas fazem parte enormes contingentes de pessoas, além delas dominarem grandes áreas. No estado quase totalitário chinês, não seria possível elas operarem sem o conhecimento do Partido Comunista. E se o partido por alguma razão não sabe a respeito de alguma gangue em particular, é porque resolveu não saber.

  • Não tem como o serviço postal chinês não saber que se tornou a mula de drogas mais atarefada do mundo, entre outras coisas.

  • O regime chinês adotou a doutrina da "Guerra Irrestrita", explicada em um livro publicado em 1999 de mesmo nome escrito por Qiao Liang e Wang Xiangsui. A tese dos autores, ambos coronéis da Força Aérea chinesa, é que a China não deve se limitar por nenhuma lei ou acordo que impeça a derrubada dos Estados Unidos. Portanto, o regime chinês está se valendo da criminalidade como instrumento de política de estado. As autoridades chinesas não recuarão diante de nada se a meta for aumentar o poder do regime.

O fentanil é frequentemente enviado aos Estados Unidos pelo correio, o que significa que o estado chinês, por meio do Serviço Postal Nacional da China, é o distribuidor. O Serviço de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos, descobriu que 13% das encomendas que chegam da China contêm algum tipo de contrabando, incluindo fentanil e outras substâncias letais. Foto: um funcionário do Serviço de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos trabalhando com um cachorro para checar encomendas nas instalações dos correios dos EUA no Aeroporto John F. Kennedy em Nova Iorque em 24 de junho de 2019. (Foto: Johannes Eisele/AFP via Getty Images)

"Eu não estou dizendo que há algum tipo de conspiração, suponho eu, estou apenas e tão somente mostrando os fatos: Fentanil e Covid vieram da China, a China é o nosso principal rival, os chineses estão se beneficiando com a morte de milhares de americanos", salientou Tucker Carlson em seu programa em 16 de outubro.

Há anos que o regime chinês vem fomentando o uso do Fentanil nos Estados Unidos.

No ano passado, a overdose letal de drogas nos EUA bateu um novo recorde de 70.980 casos, de acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças. Destas, 36.500 foram causadas por opioides sintéticos como o fentanil. As mortes causadas pela cocaína e metanfetamina também aumentaram, principalmente porque estas substâncias foram misturadas com o fentanil.

Trocando em miúdos, conforme Vanda Felbab-Brown do Brookings Institution ressalta em um artigo publicado em julho, "a epidemia do consumo de drogas é a mais fatal da história dos Estados Unidos."

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França: Morte à Liberdade de Expressão

por Guy Millière  •  23 de Outubro de 2020

  • Paris, 16 de outubro. Um professor de história que mostrou aos seus alunos charges de Maomé, o profeta do Islã e conversou com eles sobre a liberdade de expressão foi decapitado...

  • Um ataque diferente mostra que declarar ser "menor de idade desacompanhado" na França pode ser o suficiente para não ser monitorado e ainda receber assistência integral do governo. O ataque também indica um lamentável índice de gratidão.

  • Qualquer crítica ao Islã na França pode acabar nas barras do tribunal. A grande mídia francesa, ameaçada com ações na justiça pelo seu próprio governo, evidentemente decidiu não convidar ninguém mais ao vivo que possa eventualmente fazer comentários que porventura levem a condenações ou reclamações. O escritor Éric Zemmour ainda pode aparecer na televisão, mas as multas cada vez mais pesadas impostas a ele visam silenciá-lo e pelo andar da carruagem, punir as emissoras que o convidam.

  • "Fortalecer o ensino do idioma árabe simplesmente ajudará a alimentar a 'substituição de uma cultura pela outra'". — Jean Messiha, funcionário público do alto escalão e membro do partido União Nacional.

  • Tecendo comentários sobre um boletim de notícias que afirmava: "o julgamento gerou protestos em toda a França, milhares de manifestantes protestando contra a Charlie Hebdo e contra o governo francês", escreveu o advogado e comentarista americano John Hinderaker: "quando milhares de pessoas protestam contra ações na justiça de supostos assassinos, fica claro que temos uma batata quente mas mãos."

Em 16 de outubro em Paris, um professor de história que mostrou aos seus alunos charges de Maomé, o profeta do Islã, foi decapitado em um subúrbio de Paris. O assassino, que também investiu contra a polícia que intencionava prendê-lo, foi baleado e acabou falecendo aos berros de "Allahu Akbar". Foto: policiais montam guarda próximo ao local onde o assassino do professor foi morto. (Foto: Abdulmonam Eassa/AFP via Getty Images)

Paris, 16 de outubro. Um professor de história que mostrou aos seus alunos charges de Maomé, o profeta do Islã e conversou com eles sobre a liberdade de expressão foi decapitado em Conflans-Sainte-Honorine, uma pequena cidade nos subúrbios de Paris. O assassino, que também investiu contra a polícia que intencionava prendê-lo, foi baleado e acabou falecendo aos berros de "Allahu Akbar". Segundo o promotor público, ele era parente de um dos alunos. Os fatos ainda estão sendo apurados....

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Itália: Defender Fronteiras Nacionais Acaba em Julgamento

por Giulio Meotti  •  15 de Outubro de 2020

  • Esta é a primeira vez que um tribunal de justiça da Europa é provocado para julgar um ministro, que deveria ser o responsável pela segurança de um país, por manter migrantes num porto enquanto se aguarda uma redistribuição de recém-chegados na Europa... Até então, a Europa não tinha apresentado à Itália a mínima ajuda.

  • A classe política italiana, detentora do poder, que por anos a fio adotou uma política de capitulação em relação à enxurrada de imigrantes ilegais, que via de regra é organizada por quadrilhas de traficantes, decidiu agora jogar Salvini nas mãos dos juízes por ele ter feito o que eles não tiveram coragem de fazer, defender as fronteiras da Europa.

  • Parece que há uma premissa segundo a qual dezenas de milhares de pessoas podem ir da Líbia para a Itália de barcos sem controle, sem nenhuma restrição e sem que um país possa exercer seu direito de se defender de um épico tsunami migratório.

  • A Itália está agora enviando uma mensagem preocupante para a Europa e para o restante do mundo livre: qualquer um que esteja no comando de um país e que defenda as fronteiras nacionais e que tente impedir a imigração ilegal em massa pode acabar nas barras do tribunal e na prisão.

  • O dantesco desta palhaçada é que a Itália ainda está mandando embarcações de volta, lotadas de migrantes, então por que o cambalacho para que Salvini pague o pato?

Em 2019, o então Ministro do Interior da Itália Matteo Salvini impediu que migrantes ilegais desembarcassem de um navio da guarda costeira que havia resgatado os migrantes do mar cinco dias antes. Por esta razão, Salvini agora enfrenta um processo criminal de "sequestro". A Itália está enviando uma mensagem preocupante para a Europa e para o mundo livre: qualquer um que esteja no comando de um país e que defenda as fronteiras nacionais e que tente impedir a imigração ilegal em massa pode acabar nas barras do tribunal e na prisão. (Foto: Piero Cruciatti/AFP via Getty Images)

"Meu único remorso em relação a esta situação é que terei de explicar aos meus dois filhos que o pai deles vai a julgamento não porque é um criminoso, mas porque defendeu o seu país", salientou Matteo Salvini em razão do Parlamento da Itália ter retirado sua imunidade para abrir o caminho para que ele possa ser levado às barras do tribunal.

Durante anos, a classe política italiana, detentora do poder, adotou uma política de capitulação em relação à enxurrada de imigrantes ilegais, que via de regra é organizada por quadrilhas de traficantes. A Europa nunca deu uma mãozinha à Itália. Agora, essas "elites": políticos, formadores de opinião, jornalistas, decidiram jogar Salvini nas mãos dos juízes por ele ter feito o que eles não tiveram coragem de fazer, ou seja, defender as fronteiras da Itália.

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Morte à Liberdade de Expressão na Holanda - De Novo

por Judith Bergman  •  13 de Outubro de 2020

  • "Não se trata só da minha liberdade de expressão, mas a de todos..." — Geert Wilders.

  • "Contudo, era óbvio para todos que por unanimidade queríamos viver em uma sociedade onde as pessoas pudessem... manifestar seus pontos de vista... e não serem punidas por isso. É o chamado teste da praça central, onde cada um pode ir ao centro da cidade, dizer o que pensa, no que acredita, insistir no seu direito de promover suas opiniões e não ser preso por isso. E se assim for, então teremos uma sociedade livre. Caso contrário teremos uma sociedade do medo. Não existe meio termo." — Natan Sharansky, ex-dissidente soviético, 30 de novembro de 2004.

  • A Holanda faz parte da Convenção Europeia dos Direitos Humanos, cujo artigo 10 estipula o seguinte: "qualquer pessoa tem direito à liberdade de expressão. Faz parte deste direito a liberdade de ter opiniões e de receber e transmitir informações e ideias sem a interferência do poder público, independentemente de fronteiras..."

  • O que parece ofensivo costuma ser extremamente subjetivo... Uma fala com a qual todos concordam não necessita de proteção.

Recentemente um tribunal de recursos da Holanda manteve a condenação do político holandês Geert Wilders por ele ter, segundo consta, insultado marroquinos em comentários feitos num comício eleitoral em 2014. Foto: Wilders discursa no parlamento holandês em Haia em 19 de setembro de 2018. (Foto: Jerry Lampen/AFP via Getty Images)

Recentemente um tribunal de recursos da Holanda manteve a condenação do político holandês Geert Wilders por ter, segundo consta, insultado marroquinos em comentários feitos num comício eleitoral em 2014. Ao mesmo tempo, no entanto, o tribunal de recursos anulou a condenação de Wilders por incitar ódio ou discriminação contra marroquinos.

Em um comício eleitoral em Haia em março de 2014, na qualidade de líder do Partij voor de Vrijheid (Partido da Liberdade), segundo fontes próximas do mais importante partido de oposição do país atualmente, Wilders perguntou aos presentes se eles queriam "mais ou menos marroquinos" no país. Depois que a multidão entoou as palavras de ordem "menos, menos", Wilders disse: "vamos arrumar a casa."

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