Últimas Análises e Comentários

Guerra da Suécia Contra a Liberdade de Expressão

por Judith Bergman  •  21 de Maio de 2018

  • Pelo visto, denunciar compatriotas suecos às autoridades por presumido "discurso de incitamento ao ódio" é agora visto na Suécia como "heroico".

  • "É permitido criticar o fascismo e o nazismo, e não o Islã? Por que o Islã deveria ter algum status de proteção?" — Denny, aposentada de 71 anos, está sendo julgada por "incitação ao ódio".

  • Em vez de usar seus escassos recursos para proteger seus cidadãos dos ataques violentos, a Suécia trava uma guerra legal contra os aposentados por eles se atreverem a se manifestar abertamente contra os ditos ataques violentos dos quais o Estado não consegue protegê-los.

Segundo a grande mídia sueca, no ano passado o país apresentou uma escalada significativa no número de processos por "discurso de incitamento ao ódio" nas redes sociais. Acredita-se que a maior responsável por este salto seja a organização "Näthatsgranskaren" ("Investigador do Ódio na Web"), órgão privado fundado em janeiro de 2017 pelo ex-policial Tomas Åberg, que se dispôs identificar e denunciar às autoridades aqueles suecos que ele e sua organização entendem que estejam cometendo crimes e "incitarem o ódio" contra estrangeiros.

Continue lendo o artigo

Bélgica: Primeiro Estado Islâmico da Europa?

por Giulio Meotti  •  15 de Maio de 2018 18:33

  • Os líderes do Partido ISLAM pelo jeito querem transformar a Bélgica em um Estado islâmico. Eles a chamam de "Democracia Islamista" e o ano previsto é: 2030.

  • "O programa é confusamente simples: substituir todos os códigos civis e penais pela lei da Sharia. Ponto final". — Revista francesa Causeur.

  • "A capital europeia (Bélgica) será muçulmana em vinte anos". — Le Figaro.

A polícia antimotim monta guarda no distrito de Molenbeek, em Bruxelas, em meio a blitzes nas quais inúmeras pessoas, incluindo Salah Abdeslam, um dos responsáveis pelos ataques em Paris em novembro de 2015, foram presas em 18 de março de 2016. (Foto de Carl Court/Getty Images)

A sigla do Partido ISLAM da Bélgica significa "Integridade, Solidariedade, Liberdade, Autenticidade, Moralidade". Os líderes do Partido ISLAM pelo jeito querem transformar a Bélgica em um Estado islâmico. Eles a chamam de "Democracia Islamista" e o ano previsto é: 2030.

Segundo a revista francesa Causeur, "o programa é confusamente simples: substituir todos os códigos civis e penais pela lei da Sharia. Ponto final. Criado na véspera do escrutínio municipal de 2012, o Partido ISLAM obteve de imediato resultados impressionantes. Os números são alarmantes.

O efeito que esse novo partido está provocando, segundo Michaël Privot, especialista em Islã e Sebastien Boussois, cientista político, poderá vir a ser a "implosão do tecido social belga". Políticos belgas, como Richard Miller, já defendem a proscrição do Partido ISLAM.

Continue lendo o artigo

Fumaça e Espelhos: Seis Semanas de Violência na Fronteira de Gaza

por Richard Kemp  •  14 de Maio de 2018

  • O uso pelo Hamas de fumaça e espelhos para esconder suas manobras agressivas na fronteira de Gaza é a metáfora perfeita para uma estratégia que não tem propósito militar viável, mas busca enganar a comunidade internacional para criminalizar um Estado democrático que defende seus cidadãos.

  • Os alvos prioritários do Hamas: ONU e a UE, ONGs, autoridades governamentais e a mídia, acolheram de bom grado as ações do Hamas. Por exemplo, a manchete do Guardian: 'o uso de força letal para intimidar manifestações não-violentas de palestinos', distorce flagrantemente a realidade violenta que salta aos olhos de todos. Da mesma forma, a ONG Human Rights Watch afirma que estamos vendo um movimento para "confirmar o direito internacional de retorno dos palestinos".

  • Na realidade, essas manifestações estão longe de serem pacíficas e não priorizam o assim chamado "direito de retorno". Pelo contrário, são operações militares cuidadosamente planejadas e orquestradas, destinadas a romper a fronteira de um Estado soberano e cometer assassinatos em massa nas comunidades e além, usando seus próprios civis como cobertura. O objetivo: criminalizar e isolar o Estado de Israel.

  • O Hamas planeja atingir o máximo de violência na fronteira de Gaza em 14 ou 15 de maio, coincidindo com o 70º aniversário da declaração do Estado de Israel, a abertura da embaixada dos EUA em Jerusalém e o início do Ramadã, uma tempestade perfeita.

Agentes do Hamas atearam fogo a milhares de pneus, formando cortinas de fumaça para ofuscarem seus movimentos em direção à cerca da fronteira com Israel. Os operativos se escondem com armas em meio à multidão civil, procurando uma oportunidade para destruir a cerca e invadir Israel. (Imagem: HLMG/IDF)

Desde 30 de março, o Hamas vem orquestrando a violência em larga escala na fronteira entre Gaza e Israel. Os maiores surtos ocorreram por via de regra às sextas-feiras, após as orações nas mesquitas, quando pudemos assistir repetidamente ações coordenadas envolvendo multidões de até 40 mil pessoas em cinco áreas distintas ao longo da fronteira. Violência e ações agressivas, incluindo atos específicos de terrorismo com o uso de explosivos e armas de fogo também ocorreram em outros momentos nesse espaço de tempo.

Continue lendo o artigo

Três Condições Indispensáveis de Trump para Ajustar o Acordo com o Irã
O que Dita a Impressionante Proeza do Mossad

por Malcolm Lowe  •  8 de Maio de 2018

  • O que os defensores de diversas tendências do acordo nuclear com o Irã não conseguiram compreender é a singela distinção: a diferença entre suspeitas e confirmação. A AIEA baseou suas avaliações em "mais de mil páginas" de documentos, agora temos cem mil.

  • Ademais, esses documentos são na verdade cem mil confissões assinadas pelo regime iraniano de que ele pretende desenvolver armas nucleares e montá-las em mísseis fabricados pelo próprio país. As mentes pequenas dos defensores do acordo são simplesmente incapazes de captar a magnitude histórica da descoberta do Mossad.

Foto: duas imagens do arquivo nuclear secreto do Irã, conforme apresentado ao público pelo primeiro-ministro israelense Netanyahu em 30 de abril de 2018. No que pode ser considerada a maior proeza na história da espionagem, o Mossad de Israel adquiriu mais de 100 mil documentos do arquivo do programa iraniano para desenvolver armas nucleares. (Foto de Israel GPO)

A foto do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, em pé diante de dois monitores, um com pastas com arquivos e o outro com CDs, simboliza provavelmente a maior proeza na história da espionagem: a aquisição pelo Mossad do arquivo do programa iraniano para desenvolver armas nucleares. Em segundo lugar ficaria a informação disponibilizada sobre a Operação Overlord, a invasão da França pelos Aliados no final da Segunda Guerra Mundial, fornecida por Elyesa Bazna de Ancara e Paul Fidrmuc de Lisboa.

Continue lendo o artigo

Exaustão da Civilização da Europa

por Giulio Meotti  •  3 de Maio de 2018

  • O Islã está ocupando o vácuo cultural de uma sociedade sem filhos e que acredita, erroneamente, que não tem inimigos.

  • Por volta de 2050, virtualmente uma em cada três pessoas que estejam vivendo na Suécia será muçulmana.

  • A grande massa europeia agora parece acreditar que o "mal" se origina apenas de nossos próprios pecados: racismo, machismo, elitismo, xenofobia, homofobia, a culpa do homem heterossexual ocidental branco, jamais das culturas não europeias. De modo que a Europa agora postula a infinita idealização do "outro", acima de tudo do migrante.

  • Extremistas muçulmanos sabem que estão por cima: desde que não cometam outro massacre nas proporções do 11 de setembro, eles poderão continuar assassinando pessoas e carcomendo o Ocidente sem despertá-lo da inércia.

Foto: a polícia francesa retirando alguns dos 80 migrantes e ativistas pró-imigração ilegal que ocuparam a Basílica de Saint Denis em 18 de março de 2018. (Imagem: captura de tela de vídeo, YouTube/Kenyan News & Politics)

Em uma profética conferência realizada em Viena em 7 de maio de 1935, o filósofo Edmund Husserl já previa: "o maior perigo diante da Europa é a fadiga". Oitenta anos depois, a mesma fadiga e a mesma passividade ainda dominam as sociedades da Europa Ocidental.

A exaustão que vemos nos europeus: taxa de natalidade despencando, expansão desenfreada da dívida pública, caos nas ruas e recusa da Europa em investir em recursos de segurança e poderio militar. No mês passado, em um subúrbio de Paris, a Basílica de Saint Denis, onde os reis cristãos da França estão enterrados, foi ocupada por 80 migrantes e ativistas pró-imigração ilegal. A polícia teve que intervir para que o local fosse liberado.

Stephen Bullivant, professor de teologia e sociologia da religião da Universidade St. Mary em Londres, publicou recentemente o seguinte ensaio: "Jovens e Religião na Europa":

Continue lendo o artigo

França: Em Breve Sem Judeus?

por Guy Millière  •  1 de Maio de 2018

  • Hoje, a França é o único país do mundo ocidental onde os judeus são assassinados simplesmente por serem judeus.

  • Os judeus podem até ser as principais vítimas, mas não são as únicas. Em apenas cinco anos, 250 pessoas foram assassinadas na França por terroristas islâmicos.

  • O principal problema é a disseminação do ódio contra os judeus, contra a França e contra o mundo ocidental. Muitos extremistas muçulmanos estimulam assassinatos e cada vez mais assassinatos são cometidos.

Mireille Knoll, judia, idosa com necessidades especiais, sobrevivente do Holocausto, foi recentemente estuprada, torturada e assassinada em seu apartamento por um extremista muçulmano. (Imagem: família Knoll)

No ano passado, em 4 de abril de 2017, em Paris, Sarah Halimi, uma médica judia, idosa, aposentada, foi torturada com requintes de crueldade e depois assassinada em sua casa em Paris, em seguida ela foi jogada pela janela por um homem que gritava "Allahu Akbar" ("Alá é o maior"). Por diversas diversas vezes ela registrou queixa na polícia que havia sido alvo de ameaças antissemitas - em vão.

Menos de um ano depois, também em Paris, outra idosa - com necessidades especiais - judia, de nome Mireille Knoll, foi estuprada, torturada e por fim assassinada em seu apartamento por outro extremista muçulmano. A Sra. Knoll, sobrevivente do Holocausto, também havia registrado queixa na polícia informando que tinha sido ameaçada. E mais uma vez, a polícia nada fez.

Continue lendo o artigo

Alemanha: Crise de Estupros Perpetrados por Migrantes Ainda Semeiam Terror e Destruição
Mulheres e crianças são sacrificadas no altar da correção política

por Soeren Kern  •  24 de Abril de 2018

  • O chefe da Associação dos Peritos Criminais André Schulz, estima que pode chegar a 90% a profusão de crimes sexuais cometidos na Alemanha que não aparecem nas estatísticas oficiais.

  • "Há instruções detalhadas, vindas de cima, para não registrar crimes cometidos por refugiados, segundo reportou um policial de alta patente ao Bild, em Frankfurt. "Somente determinados pedidos de representantes da mídia sobre tais atos devem ser respondidos."

  • O problema de crimes sexuais perpetrados por imigrantes na Alemanha está se exacerbando devido ao sistema jurídico indulgente, no qual os criminosos recebem sentenças relativamente leves, inclusive para crimes graves. Em muitos casos, indivíduos detidos por crimes sexuais são liberados após serem interrogados pela polícia. Esta prática permite que os suspeitos continuem cometendo crimes, permanecendo virtualmente impunes.

(Imagem: USAF/Margo Wright)

A crise de estupros perpetrados por migrantes na Alemanha continua correndo solta. Estatísticas preliminares mostram que os migrantes cometeram mais de doze estupros ou agressões sexuais todo santo dia ao longo de 2017, ou seja, os ataques quadruplicaram desde 2014, um ano antes da chanceler Angela Merkel permitir a entrada no país de mais de um milhão de migrantes, na maioria do sexo masculino, oriundos da África, Ásia e Oriente Médio.

Continue lendo o artigo

Turquia Tem Como Alvo a Grécia, de Novo

por Uzay Bulut  •  22 de Abril de 2018

  • Visto a captura e ocupação ilegal do Norte de Chipre em 1974 e também da cidade síria de Afrin em março deste ano, sem que houvesse, virtualmente, nenhuma reação global, a Turquia, ao que tudo indica, se sente livre, desimpedida e ansiosa para dar prosseguimento, desta vez, de olho nas ilhas gregas ricas em petróleo e gás.

  • "Ter interesses no Iraque, Síria, Líbia, Crimeia, Karabakh, Bósnia e outras regiões fraternas é, ao mesmo tempo, dever e direito da Turquia. A Turquia não é somente a Turquia. O dia em que desistirmos dessas coisas será o dia que desistiremos da nossa liberdade e do nosso futuro." — presidente turco Recep Tayyip Erdogan em 2016.

  • As necessidades turcas são, na realidade, abastecidas via sua ligação com os EUA. As autoridades turcas geralmente conseguem seja lá o que for do Ocidente, mas a impressão é que optaram em se alinhar ao Irã e à Rússia, provavelmente para chantagear o Ocidente por mais benesses.

Imagem gerada por computador do incidente de 17 de abril no qual caças turcos acossaram o helicóptero em que viajava o primeiro-ministro grego Alexis Tsipras e caças gregos se aproximando para protegerem o helicóptero. (Imagem: captura de tela de vídeo da 'A News')

A Turquia continua sistematicamente desafiando a Grécia. Mais recentemente, em 17 de abril, dois caças turcos acossaram o helicóptero no qual viajava o primeiro-ministro grego Alexis Tsipras e o chefe das Forças Armadas gregas almirante Evangelos Apostolakis, ao voarem da pequena ilha de Ro para Rodes.

Visto a captura e ocupação ilegal do Norte de Chipre em 1974 e também da cidade síria de Afrin em março deste ano, sem que houvesse, virtualmente, nenhuma reação global, a Turquia, ao que tudo indica, se sente livre, desimpedida e ansiosa para dar prosseguimento, desta vez, de olho nas ilhas gregas ricas em petróleo e gás.

Outra provocação do governo turco teve lugar recentemente quando três jovens gregos prestavam homenagem a um piloto morto, hasteando cinco bandeiras em ilhotas no mar Egeu.

Continue lendo o artigo

Ministro do Interior Alemão: "Islã Não Faz Parte da Alemanha"

por Soeren Kern  •  11 de Abril de 2018

  • "O Islã não faz parte da Alemanha. A Alemanha é moldada pelo cristianismo. Esta tradição engloba domingos de descanso, feriados religiosos e rituais, como a Páscoa, Pentecostes e o Natal... Meu recado é que os muçulmanos devem viver conosco, não apenas em nossa vizinhança e também não contra nós." — Horst Seehofer, novo ministro do interior.

  • "Muitos muçulmanos fazem parte da Alemanha, mas o Islã não faz parte da Alemanha. No âmago, o Islã é uma ideologia política incompatível com a constituição alemã" — Beatrix von Storch, Alternativa para a Alemanha (AfD).

  • "O estado tem o dever de garantir que as pessoas se sintam seguras sempre que estiverem no espaço público. A população tem direito à segurança. Esta é a nossa principal responsabilidade. Isso significa que não deve haver nenhuma zona proibida, áreas onde ninguém se atreve entrar. Essas áreas existem. Temos que dar nomes aos bois. Temos que tomar providências." — Chanceler alemã Angela Merkel, rede de TV RTL, 26 de fevereiro de 2018.

As observações linha-dura sobre a imigração proferidas pelo recém empossado ministro do interior da Alemanha, Horst Seehofer, suscitaram duras críticas dos multiculturalistas do país, bem como da chanceler Angela Merkel. (Foto: Wikipedia)

O novo ministro do interior da Alemanha, Horst Seehofer, realçou em sua primeira entrevista desde que foi empossado em 14 de março, que "o Islã não tem nada a ver com a Alemanha". Ele prometeu pontuar políticas de imigração linha-dura, entre elas a implementação de um "plano mestre" para colocar em prática deportações mais céleres.

As observações de Seehofer provocaram de pronto uma tempestade de críticas dos autoproclamados guardiões do multiculturalismo alemão, entre eles a chanceler Angela Merkel, que insiste reiteradamente que "o Islã faz parte da Alemanha".

A reação irá levantar questões sobre o quanto Seehofer, ex-ministro-presidente da Baviera e crítico feroz das políticas de migração de portas abertas de Merkel, poderá fazer durante seu mandato.

Continue lendo o artigo

Quem é "Refugiado"? Judeu do Marrocos ou palestino de Israel

por Alan M. Dershowitz  •  10 de Abril de 2018

  • O êxodo árabe de Israel em 1948 foi o resultado direto de uma guerra genocida declarada por todos os seus vizinhos árabes, incluindo os árabes de Israel, contra o incipiente estado judeu. Aproximadamente 700.000 árabes locais foram desalojados.

  • Nesse mesmo período aproximadamente o mesmo número de judeus foi desalojado de suas terras nos países árabes. Quase todos eles podiam rastrear sua herança, existente há milhares de anos, muito antes dos muçulmanos e dos árabes se tornarem a população dominante. A diferença mais significativa está na maneira como Israel lidou com os judeus que foram desalojados e como o mundo árabe e muçulmano lidou com os palestinos que foram desalojados devido a uma guerra iniciada por eles mesmos. Israel integrou seus irmãos e irmãs do mundo árabe e muçulmano. O mundo árabe colocou seus irmãos e irmãs palestinos em campos de refugiados, tratando-os como massa de manobra para fins políticos, feridas purulentas, em sua interminável guerra contra o estado judeu.

  • Chegou a hora, na realidade passou muito da hora, do mundo parar de tratar esses palestinos como refugiados. Esse status terminou há décadas. Os judeus que vieram para Israel do Marrocos há muitos anos já não são mais refugiados. Também não o são os parentes dos palestinos que vivem fora de Israel há quase três quartos de século.

Os judeus que vieram para Israel do Marrocos há muitos anos já não são mais refugiados. Os palestinos também não o são. (Foto: Wikimedia Commons)

Uma viagem ao Marrocos mostra que a reivindicação dos palestinos ao "direito de retorno" tem pouquíssima base histórica, moral ou jurídica.

Os judeus viveram no Marrocos por séculos a fio antes do Islã chegar à Casablanca, Fez e Marrakech. Os judeus, juntamente com os berberes, eram a espinha dorsal da economia e cultura marroquina. Hoje a sua presença histórica pode ser vista principalmente nas centenas de cemitérios judeus e sinagogas abandonadas, onipresentes em cidades em todo o Magrebe.

Passei pela casa de Maimônides (mais conhecido como Rambam), hoje um restaurante. O expoente filósofo e médico judeu lecionou em uma universidade em Fez. Outros intelectuais judeus ajudaram a moldar a cultura do norte da África, Marrocos, Argélia, Tunísia até o Egito. Nesses países os judeus sempre foram minoria, mas a sua presença era palpável em todas as esferas da vida cotidiana.

Continue lendo o artigo

O Alto Preço da Negação

por Douglas Murray  •  7 de Abril de 2018

  • Já estão admitindo o que salta aos olhos dos europeus comuns, pode ser a admissão de que as coisas chegaram a tal ponto de deterioração, evidente a todos, que até a Chanceler Merkel e o The New York Times não conseguem mais ignorá-las.

  • Se este for o caso, vem necessariamente o seguinte raciocínio: imagine o que poderia ter sido resolvido se as negações nunca tivessem acontecido?

Chanceler da Alemanha, Angela Merkel. (Foto: Carsten Koall/Getty Images)

Será que os políticos mais influentes e que a grande mídia estão finalmente reconhecendo o que o público europeu está vendo com seus próprios olhos? Dois recentes acontecimentos sugerem que este pode ser o caso.

O primeiro é o reconhecimento da chanceler alemã Angela Merkel que, quase meio ano após seu partido ter passado pelo constrangimento nas eleições gerais, ter finalmente conseguido formar um governo de coalizão. Setembro passado não só testemunhou o partido de Merkel e de seus antigos parceiros da coalizão sofrerem um abocanhamento histórico dos votos de seu eleitorado, como também a entrada no Parlamento do AfD (Alternativa para a Alemanha), partido anti-imigração formado apenas há de cinco anos, que já é tão importante que representa a oposição oficial no parlamento. Se a intenção dos eleitores alemães era dar um recado, não poderia ser mais claro.

Continue lendo o artigo

Presidente do Gatestone, Embaixador John R. Bolton, acaba de ser Escolhido pelo Presidente Trump como Conselheiro de Segurança Nacional

23 de Março de 2018

Embaixador John R. Bolton, Presidente do Instituto Gatestone. (Imagem: Gage Skidmore/Wikimedia Commons)

O Gatestone Institute tem o imenso prazer de anunciar que seu presidente, Embaixador John R. Bolton, estará à frente do Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos. Parabenizamos ambos calorosamente, ele e o presidente Donald J. Trump pela nomeação que será excepcional para os EUA, excelente aos aliados e ótimo para o mundo livre.

Continue lendo o artigo

FIFA dá as Costas às Mulheres Iranianas

por Ruthie Blum  •  19 de Março de 2018

  • Gianni Infantino é o segundo presidente da FIFA a visitar a República Islâmica, mas nenhum dos dois "fez qualquer pressão para que as mulheres pudessem frequentar os estádios". O Irã é o único país que participa da Copa do Mundo que proíbe as mulheres de frequentarem os estádios e qualquer tentativa de assistir aos jogos significa arriscar encarceramento. - OpenStadiums, organização das mulheres iranianas

  • Infantino tem o poder e o dever de fazer com que Teerã preste contas de seus atos nesta arena literal e figurativa. O fato dele ter optado por não tomar providências em nenhuma das duas arenas, preferindo apaziguar Rouhani, é fora de qualquer propósito. Apesar dele ser falsamente elogiado no Ocidente como "moderado", Rouhani é parte central do problema no Irã, não solução.

  • Infantino merece ser demitido imediatamente.

Estádio Azadi em Teerã, Irã, 26 de outubro de 2017. (Imagem: Tasnim/Wikimedia Commons)

Uma semana antes do Dia Internacional da Mulher, 8 de março, trinta e cinco mulheres e meninas vestidas de homens foram presas no Irã por tentarem penetrar sorrateiramente em um estádio de futebol a fim de assistirem um clássico que ocorre anualmente. As mulheres, a mais jovem com apenas 13 anos, foram retiradas à força do estádio em que seria jogado o Derby de Teerã e "transferidas a um lugar apropriado".

Continue lendo o artigo

Limpeza Étnica na França: Antissemitismo Islâmico

por Guy Millière  •  27 de Fevereiro de 2018

  • Pichações em casas de judeus alertam os proprietários para que "fujam imediatamente" se quiserem continuar vivos. Cartas anônimas com balas de verdade são colocadas em caixas postais de judeus.

  • As leis destinadas a punir as ameaças antissemitas agora são usadas para punir aqueles que as denunciam. Uma nova edição de um livro escolar de história da oitava série afirma que na França é proibido criticar o Islã.

  • Os judeus franceses que têm condições de emigrar, emigram mesmo. A maioria das partidas é feita às pressas, muitas famílias judias vendem suas casas a preços bem abaixo do valor de mercado. Os bairros judeus que outrora prosperavam agora encontram-se à beira da extinção.

  • "O problema é que o antissemitismo de hoje na França vem menos da extrema-direita do que de indivíduos da fé ou da cultura muçulmana". − Ex-primeiro-ministro da França Manuel Valls.

Foto: soldados franceses montam guarda diante de uma escola judaica em Estrasburgo, fevereiro de 2015. (Foto: Jeff J Mitchell/Getty Images)

Sexta-feira, 12 de janeiro de 2018. Sarcelles. Uma cidade nos subúrbios no norte de Paris. Uma menina de 15 anos a caminho de volta da escola de ensino médio. Ela usa um colar com uma estrela de David e o uniforme de uma escola judaica. Um homem a ataca com uma faca, corta o rosto dela e foge. Ela ficará desfigurada para o resto de sua vida.

Em 29 de janeiro, novamente em Sarcelles, um menino de 8 anos usando uma quipá (pequeno barrete circular usado por judeus religiosos) é agredido com chutes e socos por dois adolescentes.

Um ano antes, em fevereiro de 2017, em Bondy, dois jovens judeus usando quipás foram brutalmente espancados com pedaços de paus e barras de ferro. Um deles teve os dedos cortados fora com uma serra.

Continue lendo o artigo

Turquia Ameaça Invadir a Grécia

por Uzay Bulut  •  21 de Fevereiro de 2018

  • O partido do governo da Turquia e até grande parcela da oposição parece inclinada, para não dizer obcecada, com a invasão e conquista dessas ilhas gregas, sob a alegação de que elas na realidade são território turco.

  • "O que fizemos até o presente momento não é nada se comparado com as investidas e ataques ainda maiores que estamos planejando para os próximos dias, inshallah (se Alá assim o desejar)" - Presidente da Turquia Recep Tayyip Erdoğan, 12 de fevereiro de 2018.

  • O chefe do Conselho Administrativo para Assuntos Religiosos, financiado pelo Estado Diyanet retrata abertamente a recente invasão militar turca em Afrin como "jihad." A denominação faz sentido se considerarmos que os turcos muçulmanos devem sua maioria demográfica na Ásia Menor a séculos de perseguição e discriminação turca contra os habitantes cristãos, yazidis e judeus da região.

O presidente turco Recep Tayyip Erdoğan ressaltou recentemente: "advertimos aqueles que passaram dos limites no Mar Egeu e em Chipre... Sua coragem persistirá até virem nosso exército, nossos navios e nossos aviões". (Foto: Elif Sogut/Getty Images)

Em um incidente ocorrido há menos de duas semanas, após o Ministério da Defesa da Grécia ter divulgado um comunicado segundo o qual a Turquia havia violado 138 vezes o espaço aéreo grego em um único dia, em 13 de fevereiro uma embarcação da guarda costeira turca abalroou uma embarcação da guarda costeira grega no litoral de Imia, uma das muitas ilhas gregas sobre as quais a Turquia reivindica soberania.

A maioria das regiões que se encontram dentro das atuais fronteiras da Grécia estavam sob ocupação do Império Otomano de meados do século 15 até a Guerra da Independência grega em 1821 e o estabelecimento do moderno estado grego em 1832. No entanto, as ilhas, assim como o restante da Grécia, são legal e historicamente gregas, como mostram os nomes.

Continue lendo o artigo