Últimas Análises e Comentários

"Segunda Invasão" de Chipre pela Turquia: Prospecção Ilegal no Mediterrâneo Oriental

por Uzay Bulut  •  15 de Junho de 2019

  • "Embora a Turquia esteja violando a soberania de Chipre desde 1974, a atual situação política e econômica interna da Turquia, altamente volátil, fez com que o governo turco se tornasse ainda mais agressivo no Mediterrâneo Oriental.... Portanto, para que os planos de Erdogan possam avançar, é preciso eliminar Chipre." — Harris Samaras, especialista na ZEE de Chipre e presidente do banco internacional de investimento Pytheas.

  • Erdogan está ciente de que será impossível para a Turquia alcançar seus objetivos de hegemonia regional se os interesses dos EUA, em particular, mas também os dos franceses, forem os de implementar uma cabeça-de-ponte sólida em Chipre. Esse é o seu maior temor.

  • "O East Med Pipeline, inaugurado com a bênção dos EUA, é da maior importância. Na última reunião trilateral entre Israel, Chipre e Grécia se encontrava o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, que apoiou o projeto. Se for adiante, ele será um belo tapa na cara nos planos energéticos da Turquia."— Harris Samaras.

  • "É necessário que sejam tomadas medidas concretas para impedir que a Turquia continue com as violações à ZEE de Chipre. Sansões deveriam ser impostas na esfera da Comissão Europeia às pessoas e empresas responsáveis pela prospecção. Todos os fundos a título de pré-adesão à Turquia deveriam ser bloqueados e o acesso turco a empréstimos do Banco Europeu de Investimento deveriam ser eliminados. Outras opções poderiam ser empregadas caso a Turquia agrave ainda mais a situação, como a imposição de sanções ao setor bancário da Turquia e o congelamento total do processo de acessão. Também é necessário que os Estados Unidos suspendam o embargo irracional de armas à República de Chipre imposto em 1987 e a ajude a se rearmar e modernizar sua capacidade de defesa, mantendo simultaneamente a missão de paz da ONU (UNFICYP) intacta." — Theodoros Tsakiris, professor assistente de política energética e geopolítica da Universidade de Nicósia.

Segundo Harris Samaras, especialista na ZEE de Chipre e presidente do banco internacional de investimento Pytheas, "o East Med Pipeline é da maior importância. Na última reunião trilateral entre Israel, Chipre e Grécia se encontrava o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, que apoiou o projeto." Foto: Primeiro Ministro de Israel Benjamin Netanyahu recebe em Jerusalém o Presidente de Chipre Nicos Anastasiades, o Primeiro Ministro da Grécia Alexis Tsipras e o Secretário de Estado dos Estados Unidos Mike Pompeo, em março de 2019. (Imagem: Assessoria de Imprensa do Governo de Israel)

A mais recente provocação da Turquia contra a República de Chipre, a prospecção de gás na Zona Econômica Exclusiva de Chipre (ZEE) no Mediterrâneo Oriental, está dando margem a duras reações da comunidade internacional.

Ao comparar a ingerência da Turquia a "uma segunda invasão", o presidente cipriota Nicos Anastasiades disse que a ação constitui uma "violação ao direito internacional", o Ministério das Relações Exteriores apresentou um mapa delineando as fronteiras da ZEE com a Turquia às Nações Unidas. Além disso, o Ministro das Relações Exteriores de Chipre, Nicos Christodoulides salientou que seu governo está se emprenhando em conseguir um mandado de captura internacional contra a tripulação do "Fatih" a embarcação de prospecção despachada por Ancara para as águas cipriotas.

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Caos Autoinfligido pela Suécia
Meninas Assustadas de Uppsala; Filhos de Terroristas do ISIS

por Judith Bergman  •  5 de Junho de 2019

  • Segundo um relatório da Anistia Internacional da Suécia, as investigações de estupro não são priorizadas, há "demora excessiva para a emissão de resultados das análises de DNA". Não há apoio suficiente para as vítimas de estupro e não há gestão satisfatória para fins preventivos.

  • O relatório da polícia sueca de 2017 "Utsatta områden 2017" ("Áreas Vulneráveis 2017" mais conhecidas como "zonas proibidas" ou terra sem lei) mostrou que existem 61 dessas áreas na Suécia. Elas abrangem 200 redes criminosas, compostas por cerca de 5 mil criminosos. Vinte e três dessas áreas eram consideradas especialmente críticas...

  • "Não suporto ver crianças nessas péssimas condições"... Não deveria haver nenhuma dúvida de que o governo não mede esforços para ajudar essas crianças (filhos de terroristas do ISIS) e, se possível, elas deveriam ser trazidas para a Suécia — Ministra das Relações Exteriores da Suécia Margot Wallström.

  • Lamentavelmente, o destino dantesco das crianças yazidis escravizadas, parece não ser algo que Wallström "não consegue suportar".

De acordo com o último Relatório sobre a Segurança Nacional, publicado pelo Conselho Nacional Sueco de Prevenção ao Crime, quatro em cada dez mulheres têm medo de sair de casa– despreocupadamente. Segundo um relatório da Anistia Internacional "em um estudo de 2017, 1,4% da população declarou ter sido estuprada ou abusada sexualmente, correspondendo a cerca de 112 mil pessoas." (Imagem: iStock)

Na pitoresca cidade universitária sueca de Uppsala, 80% das meninas não se sentem seguras no centro da cidade. Uma adolescente de 14 anos, que tem medo de revelar sua identidade, disse à mídia sueca que sempre usa tênis para "correr mais depressa" se for atacada:

"Eu sentei em um banco e imediatamente os caras vieram e se sentaram ao meu lado em ambos os lados. Logo outros vieram e ficaram na minha frente. Eles começaram a pegar meu cabelo e apalpar minhas pernas e disseram coisas que eu não entendia. Fiquei extremamente assustada e de nada adiantou eu ter dito a eles inúmeras vezes para que parassem com isso ... É horripilante. Isso está tão errado. Eu quero ter condições de me sentir segura ", de pegar o ônibus para ir para casa disse ela.

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A Guerra dos Palestinos ao Plano de Paz de Trump

por Khaled Abu Toameh  •  3 de Junho de 2019

  • Nos últimos dias, os grupos sediados em Gaza emitiram vários comunicados sinalizando que recorreriam a quaisquer meios disponíveis, incluindo o terrorismo, para frustrar o plano de paz dos EUA.

  • O mais preocupante para os líderes árabes talvez sejam as ameaças dos fantoches do Irã: Hamas, Jihad Islâmica e Hisbolá. Agora resta saber se os chefes dos estados árabes serão dissuadidos por essas ameaças ou se irão ignorá-las, correndo o risco de se tornarem alvos dos terroristas palestinos.

  • Indubitavelmente os palestinos que estão boicotando uma conferência, cujo objetivo é ajudá-los a irem além da devastação econômica imposta pela liderança, acabarão sendo os grandes perdedores nesse cruel cenário de ódio. Dessa vez, no entanto, parece que os palestinos não só se privarão de bilhões de dólares, como também causarão danos, talvez irreversíveis às suas relações com influentes países árabes. Sem a menor sombra de dúvida, parece que os palestinos estão caminhando para outra "nakba" (catástrofe).

A Autoridade Nacional Palestina e seus aliados políticos na Cisjordânia lançaram uma campanha diplomática e midiática para obter apoio mundo afora para rejeitar o plano de paz no Oriente Médio a ser anunciado por Trump, também conhecido como o "Acordo do Século." Foto: Presidente dos Estados Unidos Donald Trump e o Presidente da Autoridade Nacional Palestina Mahmoud Abbas em 3 de maio de 2017 em Washington, DC. (Imagem: Olivier Douliery-Pool/Getty Images)

Ao que tudo indica, os palestinos estão se mobilizando em duas frentes no sentido de solapar o plano de paz do presidente dos EUA Donald Trump no Oriente Médio, também conhecido como o "Acordo do Século".

A Autoridade Nacional Palestina e seus aliados políticos na Cisjordânia lançaram uma campanha diplomática e midiática para obter apoio mundo afora para rejeitar o plano a ser anunciado por Trump. O Hamas, a Jihad Islâmica e demais grupos extremistas palestinos, por sua vez, já estão acenando que irão recorrer à violência como meio de solapar o "Acordo do Século".

Na semana passada, o Hamas exortou o Bahrein a não permitir que o "inimigo sionista macule suas terras" participando da conferência econômica.

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Genocídio de Cristãos Atinge "Patamar Alarmante"

por Raymond Ibrahim  •  29 de Maio de 2019

  • Muitos dos cristãos mais perseguidos do mundo não têm nada a ver com colonialismo, tampouco com os missionários. Os que mais se deparam com a ameaça de genocídio, como os assírios da Síria e do Iraque ou os coptas do Egito, já eram cristãos séculos antes que os ancestrais dos colonizadores europeus se tornassem cristãos e se pusessem a missionar.

  • A reportagem da BBC destaca a "correção política" como fator particularmente responsável pela indiferença do Ocidente...

  • Entre os piores perseguidores de cristãos se encontram os que governam de acordo com a Lei Islâmica (Sharia), que professores universitários como John Esposito da Universidade de Georgetown insistem em afirmar ser equitativa e justa. No Afeganistão (que ocupa a 2ª posição no ranking), "o cristianismo sequer pode existir".

O secretário de Assuntos Exteriores do Reino Unido Jeremy Hunt (foto) encomendou um "estudo independente sobre a perseguição global aos cristãos," recentemente publicado. (Foto: Jack Taylor/Getty Images)

"A perseguição aos cristãos atinge níveis próximos do genocídio", segundo reportagem da BBC de 3 de maio, referindo-se a um amplo estudo de caráter urgente encomendado pelo secretário de Assuntos Exteriores Jeremy Hunt e conduzido pelo Reverendo Philip Mounstephen, bispo de Truro.

Segundo a reportagem da BBC, uma em cada três pessoas ao redor do mundo padece de perseguição religiosa, sendo os cristãos "o grupo religioso mais afetado". "A religião corre o risco de desaparecer em algumas regiões do planeta", segundo a reportagem e "em certas regiões, a escala e a natureza da perseguição, comprovadamente, estão perto de atingir a definição internacional de genocídio, de acordo com a adotada pela ONU."

Segundo consta, o chanceler britânico Jeremy Hunt se manifestou sobre o porquê dos governos ocidentais estarem "adormecidos", termo por ele usado, em relação a essa epidemia que não para de aumentar:

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A Fábrica do Terror do Irã Visa os Cristãos

por Uzay Bulut  •  27 de Maio de 2019

  • "No Irã, qualquer prática que contradiga o Islã é considerada uma ameaça à segurança nacional, punida exemplarmente pelo sistema judiciário." — International Christian Concern, 2019

  • "Os tribunais revolucionários foram criados para proteger quaisquer ameaças ao Islã. Esses tribunais evoluíram para uma máquina de opressão bem lubrificada que opera com impunidade sob a proteção do Estado. Os tribunais estão intimamente ligados ao Ministério da Inteligência. Os juízes têm à sua disposição os Guardas Revolucionários (polícia secreta) e uma rede de prisões usadas para torturar e interrogar cristãos." — International Christian Concern.

  • "Se você renegar e se arrepender, você vai para a cadeia. Caso contrário, você será morto." — Dr. Mike Ansari da Heart4Iran, sacerdote cristão iraniano, reportado pela International Christian Concern.

  • Os cristãos sabem que estão sujeitos a pesadas multas, detenção, longas penas de prisão e até mesmo execução sob a Lei Islâmica (Sharia). As sentenças dos muçulmanos convertidos ao cristianismo estão à mercê da interpretação do juiz e podem ser fundamentadas em qualquer coisa, o estado de espírito do juiz naquele dia, o que ele comeu no café da manhã, a sua interpretação da lei da Sharia e o grau de ódio ao cristianismo". — International Christian Concern.

O Pastor Victor Bet-Tamraz, sua esposa Shamiram e Ramiel, filho do casal, foram presos no Irã e interrogados na Prisão de Evin, (famosa pelos abusos e torturas de dissidentes) e condenados a penas de prisão por "crimes" relacionados ao cristianismo. Foto: Prisão de Evin em Teerã, Irã. (Imagem: Ehsan Iran/Wikimedia Commons)

Dabrina Bet-Tamraz, filha de um ex-pastor no Irã, descreveu recentemente a perseguição e o sofrimento que sua família está passando após a condenação a longas penas de prisão por "crimes" relacionados ao cristianismo.

Falando de um lugar seguro na Suíça, para onde ela conseguiu fugir com a ajuda de amigos, Dabrina Bet-Tamraz, filha de Victor e Shamiram Bet-Tamraz, contou ao Gatestone Institute:

"Fui presa inúmeras vezes no Irã. Fui ameaçada, forçada a cooperar com o governo contra pastores, líderes cristãos e membros da igreja. Fui mantida sob custódia sem autorização judicial, sem nenhuma policial feminina presente e no meio masculino.

"Agora me sinto segura na Suíça, mas quando agentes iranianos do MOIS (agência de inteligência) publicaram um artigo nas redes sociais com minhas fotos e meu endereço, incentivando os iranianos que moram na Suíça a 'me visitarem', tive que me mudar para outro lugar".

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Turquia: Muitos Comemoram o Incêndio da Catedral de Notre Dame

por Uzay Bulut  •  26 de Maio de 2019

  • A página oficial do Facebook do jornal Sabah, pró-governo, está repleta de elogios por conta da destruição da catedral.

  • Desafortunadamente, a supremacia islâmica não visa apenas igrejas de cristãos ocidentais. Ela também tem como alvo os templos yazidis, zoroastristas, budistas e hindus. Essas minorias religiosas no mundo muçulmano são totalmente vulneráveis, indefesas e brutalmente perseguidas... Em muitos países muçulmanos, a violência entre os próprios muçulmanos também é bastante comum. O ódio islâmico entre diferentes grupos religiosos não tem nada a ver com a geografia, o Oriente ou o Ocidente. O ódio gira em torno da fé religiosa.

  • O que é de cortar o coração é que os incêndios criminosos e outras formas de profanação de igrejas vem acontecendo na França e em outros países corriqueiramente, com parca cobertura da mídia ou menção de qualquer governo ocidental.

Foto: Catedral de Notre Dame em Paris em chamas enquanto os bombeiros tentam apagar o fogo, em 15 de abril de 2019. (Foto: Veronique de Viguerie/Getty Images)

As autoridades francesas correram contra o tempo para excluir qualquer possibilidade de incêndio criminoso que deixou em ruínas a Catedral de Notre Dame em Paris em 15 de abril. Qualquer que seja a conclusão da investigação, muitos muçulmanos extremistas na Turquia foram tão céleres em comemorar o incêndio que destruiu boa parte da estrutura histórica quanto as autoridades francesas em negar que o incêndio tenha sido criminoso.

Por exemplo, a página oficial do Facebook do jornal Sabah, pró-governo, está repleta de elogios por conta da destruição da catedral.

Comentários de alguns leitores:

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Como a Liderança Palestina Pune os Pacientes

por Bassam Tawil  •  25 de Maio de 2019

  • "Por Allah, ainda que sobre apenas um centavo, ele será gasto com as famílias dos mártires e dos presos e só depois com o restante da população." — Líder palestino Mahmoud Abbas, Palestinian Media Watch, 24 de julho de 2018.

  • Evidentemente, o "restante da população" inclui não apenas os funcionários da Autoridade Nacional Palestina (ANP), mas também os pacientes palestinos que precisam de atendimento médico. Agora Abbas resolveu punir esses pacientes, privando-os de cuidados médicos em Israel.

  • A decisão da ANP de impedir que pacientes recebam tratamento médico em Israel não se aplica a altos funcionários palestinos.

A Autoridade Nacional Palestina (ANP) determinou que os palestinos não poderão mais receber tratamento médico em Israel -- excetuando-se funcionários do alto escalão palestino. Na semana passada, Jibril Rajoub, alto funcionário da facção Fatah de Mahmoud Abbas, que governa a Cisjordânia, foi internado no Hospital Ichilov, (foto) que possui a maior unidade de terapia intensiva de Israel. (Imagem: Avishai Teicher/PikiWiki)

A Autoridade Nacional Palestina (ANP) determinou que os palestinos não poderão mais receber tratamento médico em Israel. Em março passado, o Ministério da Saúde da ANP na cidade de Ramala, na Cisjordânia, a capital de fato dos palestinos, anunciou que estava suspendendo a transferência de doentes a hospitais israelenses e prometeu encontrar alternativas para os pacientes palestinos em hospitais privados e do governo.

A ANP diz que tomou a decisão em resposta à dedução do governo israelense dos pagamentos que o governo palestino faz às famílias de presos em regime de segurança máxima e "mártires" oriundos da arrecadação fiscal que os israelenses arrecadam em prol dos palestinos.

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Tráfico Sexual Chinês no Paquistão: Abuso de Meninas Cristãs

por Kaswar Klasra  •  23 de Maio de 2019

  • Uma vez compradas, as mulheres e meninas são geralmente trancadas em um quarto e estupradas sem parar, com objetivo de engravidá-las o mais rápido possível, para que possam dar um bebê para a família. Após darem à luz, a algumas delas é dado o direito de fugir, mas são forçadas a deixar seus filhos para trás.

  • O fato de que mulheres e meninas estão sendo abusadas em toda a Ásia é suficientemente abominável e merece atenção imediata da comunidade internacional. E também o fato de meninas cristãs, em particular, serem o alvo no Paquistão, faz da atual quadrilha da prostituição um duplo abuso de direitos humanos que precisa ser investigado com urgência.

O fato de que mulheres e meninas estão sendo abusadas em toda a Ásia é suficientemente abominável e merece atenção imediata da comunidade internacional. E também o fato de meninas cristãs, em particular, serem o alvo no Paquistão, faz da atual quadrilha da prostituição um duplo abuso de direitos humanos que precisa ser investigado com urgência. (Imagem: iStock. Imagem meramente ilustrativa, não representa a personagem do artigo.)

A Human Rights Watch, organização não governamental internacional com sede em Nova York, emitiu um alerta em 26 de abril, segundo o qual "o governo do Paquistão deveria ficar alarmado com os recentes relatos de tráfico de mulheres e meninas para a China". Essas alegações são assustadoramente parecidas com a prática do tráfico de "noivas" que tem como destino a China, conduzida em pelo menos cinco países asiáticos, além do próprio Paquistão.

Uma semana depois, as autoridades paquistanesas prenderam 12 suspeitos, oito chineses e quatro paquistaneses, em um caso envolvendo o tráfico sexual de jovens paquistanesas para a China. Muitas foram enviadas eufemisticamente como "noivas". A maioria delas, que sequer havia atingido a idade de 13 anos, pertence à minoria cristã do Paquistão.

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Liberdade de Expressão na Dinamarca

por Judith Bergman  •  16 de Maio de 2019

  • O estarrecedor é que um órgão do estado ameaçou tirar uma filha adotiva de sua única família, não porque havia a menor suspeita de maus-tratos à criança, mas porque a mãe adotiva exercia a liberdade de expressão.

  • "Se as pessoas começarem a mudar suas declarações legais e democráticas porque alguém quer lhes fazer algum mal ou tentar assassiná-las, então a democracia já era. De modo que não estou errado, há uma ameaça contra a minha pessoa ... Nós não acreditamos que os agressores e assassinos devam decidir onde estão os limites da liberdade de expressão..." — Rasmus Paludan, presidente do partido dinamarquês anti-Islã Stram Kurs.

  • O princípio que está em jogo aqui é se a liberdade de expressão, independentemente do que ou quem insulta, pode ser garantida quando é confrontada com violência e vandalismo.

Jaleh Tavakoli é blogueira dinamarquesa/iraniana, ferrenha crítica ao Islã, autora do livro Public Secrets of Islam. O Departamento de Serviço Social da Dinamarca ameaçou retirar a filha adotiva da guarda de Tavakoli, não porque havia a menor suspeita de maus-tratos à criança, mas porque Tavakoli exercia a liberdade de expressão. (Imagem : captura de vídeo de Jaleh Tavakoli)

Nas últimas semanas na Dinamarca, o tema liberdade de expressão alcançou projeção nos noticiários.

Em março deste ano, Jaleh Tavakoli ferrenha crítica do Islã, blogueira dinamarquesa/iraniana, autora do livro Public Secrets of Islam, foi ameaçada pelo Departamento de Serviço Social (SocialtilsynØst) que perderia a guarda da filha adotiva por ter compartilhado um vídeo online do estupro e assassinato de duas jovens escandinavas perpetrado por terroristas do Estado Islâmico no Marrocos. Ela foi notificada por meio de uma carta da Defensoria Pública que ela e seu marido que haviam sido aprovados para se tornarem pais adotivos, ambos estavam criando a menina de 8 anos desde que era recém-nascida, e que o direito à adoção foi rescindido, sendo que a menina poderia ser tirada deles, visto que a autoridade competente deliberou que eles "não preenchiam as condições necessárias para a adoção". A notificação também salientava:

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Turquia: No Aniversário do Genocídio, os Armênios Ainda estão sob Ataque

por Uzay Bulut  •  12 de Maio de 2019

  • Estima-se que pereceram de um milhão a um milhão e meio de armênios.

  • O Instituto Turco de História (TTK), financiado pelo governo, anunciou recentemente que está prestes a publicar 25 volumes "refutando o envolvimento da Turquia" no genocídio.

  • "É óbvio que o reconhecimento e a condenação de genocídios são as ferramentas mais eficazes para a prevenção de novos genocídios" — Primeiro Ministro da Armênia Nikol Pashinyan, 13 de fevereiro de 2019, ArmenPress.com

Desde o Genocídio Armênio ocorrido entre 1915 e 1923 , as autoridades turcas insistem veementemente em negar que o genocídio tenha sequer ocorrido ou que os turcos o tenham cometido e punem os que se atrevem a afirmar o contrário. Foto: civis armênios, escoltados por soldados otomanos, marcham através de Harput, a caminho de uma prisão de Mezireh que fica nas redondezas (hoje Elazig), abril de 1915. (Imagem : Cruz Vermelha Americana/Wikimedia Commons)

O dia 24 de abril marcou o 104º aniversário do Genocídio Armênio perpetrado pela Turquia otomana. Foi naquele dia em 1915 que intelectuais armênios e líderes comunitários foram presos em Constantinopla e mais tarde assassinados. Estima-se que pereceram de um milhão a um milhão e meio de armênios.

Desde então, as autoridades turcas insistem veementemente em negar que o genocídio tenha sequer ocorrido ou que os turcos o tenham cometido e punem os que se atrevem a afirmar o contrário.

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Como a Liderança Palestina Incentiva o Terrorismo

por Bassam Tawil  •  11 de Maio de 2019

  • O pronunciamento de Abbas da Autoridade Nacional Palestina na reunião da Liga Árabe no Cairo demonstra que o bem-estar dos terroristas está acima de dar aos funcionários que trabalham duro a possibilidade de colocar o pão de cada dia na mesa de suas famílias. Essas recompensas encontram-se no cerne do incitamento palestino ao terrorismo que impulsiona o conflito israelense-palestino.

  • Caso haja alguma dúvida se alguém está punindo coletivamente os palestinos, a resposta é: o próprio Abbas. Ele está privando dezenas de milhares de famílias de receberem salários integrais, impedindo-os de comprarem alimentos para seus filhos e de pagarem suas contas, incluindo aluguel e mensalidades universitárias. Um servidor público palestino que manda seu filho para a universidade não recebe o salário integral. Um palestino cujo filho sai para assassinar um judeu tem direito ao salário integral e é respeitado pela liderança palestina.

  • Que recado Abbas está dando ao seu povo? Que aqueles que desejam comer devem apelar para o terrorismo. As famílias dos servidores públicos que agora não têm condições de pagar o aluguel e as contas do supermercado estão com inveja das famílias dos terroristas. Elas devem estar dizendo a si mesmas: "somos idiotas mesmo porque não mandamos nossos filhos esfaquearem um judeu!" Esta é a educação que os líderes palestinos dão ao seu povo desde 1965.

Em 23 de julho de 2018, em uma cerimonia em homenagem aos terroristas palestinos, o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas salientou: "não reduziremos nem reteremos os subsídios das famílias dos mártires, detentos e ex-detentos... Se tivéssemos um único centavo no bolso, nós o daríamos às famílias dos mártires e dos detentos." (Imagem: MEMRI)

O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, reafirmou recentemente seu compromisso de longa data de remunerar famílias de palestinos que forem presos ou mortos em ataques terroristas perpetrados contra israelenses. "Desde 1965 pagamos às famílias de presos e mártires", salientou Abbas a ministros de Relações Exteriores da Liga Árabe em uma reunião de emergência realizada no Cairo em 21 de abril.

A insistência de Abbas em recompensar com milhões de dólares as famílias de palestinos que assassinam ou tentam assassinar judeus está custando caro aos palestinos. Nos últimos dois meses, o governo de Abbas não conseguiu pagar os salários integrais aos seus 200 mil funcionários. O motivo? Israel começou a deduzir da arrecadação fiscal que recebe em nome dos palestinos o mesmo valor que o governo da ANP remunera mensalmente as famílias dos presos e dos "mártires".

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Aniquilamento da População e da Vida Cristã: Onde está a Indignação do Ocidente?
Enfrentando a Catástrofe com Indiferença

por Giulio Meotti  •  5 de Maio de 2019

  • Os extremistas islâmicos perceberam que o Ocidente não se mobilizou para impedi-los de subjugar os cristãos, como se, inconscientemente, houvesse uma estranha convergência entre nosso silêncio e o projeto de limpeza étnica do Estado Islâmico, destinado a dizimar os cristãos.

  • "A liberdade religiosa, valor central da civilização ocidental, está sendo destruída em enormes regiões do planeta. No entanto, o Ocidente, devido à falta de discernimento, nega a existência dessa guerra religiosa e se recusa a enxergar..." — Melanie Phillips, jornalista britânica, The Times, 17 de novembro de 2014.

  • O Príncipe William, Duque de Cambridge, acabara de visitar os sobreviventes muçulmanos do ataque às mesquitas em Christchurch, Nova Zelândia. Por que a família real britânica não é compelida pela mesma compaixão e aproveita o ensejo para dar uma paradinha no Sri Lanka, sua ex-colônia, para visitar os sobreviventes cristãos, antes de voltar para a Inglaterra?

  • O apelo das filhas de Asia Bibi pedindo ajuda para a mãe foram deixados para lá no Ocidente. O Reino Unido se recusou em oferecer asilo a esta família cristã paquistanesa.

O Sri Lanka do massacre jihadista não se resume somente a uma terrível corrente de mães aos prantos e pequenos caixões. Lamentavelmente, isso também nos diz muito sobre o estado desalentador em que se encontra o Ocidente. Foto: funeral de uma das vítimas do ataque ocorrido no Domingo de Páscoa de 21 de abril no Sri Lanka. (Foto: Carl Court/Getty Images)

"Onde está a solidariedade para com os cristãos do Sri Lanka?" perguntei ao conceituado intelectual muçulmano britânico Rakib Ehsan.

"As diferenças no tom e natureza nas condenações aos ataques terroristas em Christchurch e Sri Lanka são impressionantes. Após os ataques em Christchurch, não houve hesitação em adiantar o background religioso das vítimas e dirigir o calor humano e o carinho às comunidades muçulmanas. Os políticos não tiveram nenhum problema em classificar os eventos em Christchurch como terrorismo.

"Em contrapartida, as palavras 'terrorismo' e 'cristianismo', juntamente com os termos associados, até agora não caracterizaram em grande medida a reação aos ataques no Sri Lanka.

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Nigéria: Jihad contra os Cristãos

por Uzay Bulut  •  29 de Abril de 2019

  • A atual violência, que vem piorando desde o início de 2017, "é um tanto diferente, na medida em que se configura em uma série de ataques dirigidos contra comunidades cristãs cujo objetivo é expulsar os agricultores e tomar as terras para os pastores." — Nathan Johnson, International Christian Concern, Diretor Regional para a África.

  • "Os cristãos da Nigéria são tratados como cidadãos de segunda categoria nos doze estados do norte onde a Lei Islâmica (Sharia) rege. Eles são vitimizados das mais diferentes maneiras. Meninas cristãs são raptadas e forçadas a se casarem com muçulmanos. Pastores são sequestrados para pedir pagamento de resgate. Igrejas são profanadas ou totalmente destruídas." — Nathan Johnson.

  • "O governo nigeriano e a comunidade internacional... desde o início fizeram muito pouco para resolver a situação. Essa falta de participação não causa espanto: eles sequer reconhecem as raízes do problema, a saber: a intolerante ideologia da jihad. Como resultado, o número de cristãos mortos só aumenta e pelo andar da carruagem provavelmente continuará avançando exponencialmente, até que essa realidade não seja apenas reconhecida, mas abordada." — Raymond Ibrahim, escritor e especialista em Oriente Médio.

Cristãos estão sendo massacrados na Nigéria por jihadistas Fulani e Boko Haram e ao que parece ninguém está nem aí para eles. Foto: Abubakar Shekau líder do Boko Haram, de um vídeo propagandístico do Boko Haram de novembro de 2018.

Cristãos estão sendo massacrados na Nigéria por jihadistas Fulani e Boko Haram e ao que parece ninguém está nem aí para eles.

A mais excruciante perseguição destes cristãos indefesos, que somam a metade da população da Nigéria, vem ocorrendo principalmente no norte do país, de maioria muçulmana, governada pela Lei Islâmica (Sharia) e também nos estados conhecidos como "Cinturão do Meio", que perfazem uma zona de transição entre os estados do norte e do sul.

De acordo com a organização de direitos humanos International Christian Concern (ICC):

"Em março os militantes Fulani continuaram a desfechar violentos ataques em toda a região do Cinturão do Meio da Nigéria. Os brutais ataques perpetrados por esses militantes islâmicos linha dura, despertam medo ininterrupto nos cristãos que vivem no Cinturão do Meio à medida que o número de mortos aumenta... No mês passado (março de 2019), pelo menos 150 pessoas foram assassinadas."

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O Incêndio na Notre Dame e a Destruição da Europa Cristã

por Guy Millière  •  27 de Abril de 2019

  • Apenas uma hora após as chamas começarem a subir na Catedral de Notre Dame, quando não havia a menor possibilidade de explicar as causas do incêndio, as autoridades francesas se apressaram em adiantar que o incêndio ocorreu em consequência de um "acidente" e "incêndio doloso foi descartado." As declarações soaram como todas e quaisquer declarações oficiais feitas pelo governo francês após a ocorrência de ataques na França na última década.

  • O incêndio na Catedral de Notre Dame ocorre justamente quando ataques contra igrejas na França e na Europa estão se multiplicando. Mais de 800 igrejas foram atacadas na França só no ano de 2018.

  • As igrejas na França estão vazias. O número de padres está diminuindo e os padres que estão na ativa na França estão muito velhos ou vêm da África ou da América Latina. Agora a religião dominante na França é o Islã. Todos os anos igrejas são demolidas para dar lugar a estacionamentos ou shopping centers. Mesquitas estão sendo construídas em todos os lugares e estão lotadas.

O fogo que destruiu grande parte da Catedral de Notre Dame, no coração de Paris, é uma tragédia irreparável. Ainda que a catedral seja reconstruída, ela jamais será a mesma. (Foto: Veronique de Viguerie/Getty Images)

O fogo que destruiu grande parte da Catedral de Notre Dame, no coração de Paris, é uma tragédia irreparável. Ainda que a catedral seja reconstruída, ela jamais será a mesma. Vitrais e importantíssimas estruturas arquitetônicas foram seriamente danificadas e a moldura de carvalho totalmente destruída. A flecha da catedral era uma obra de arte sem igual. Ela foi desenhada pelo arquiteto Eugène Viollet-le-Duc que restaurou a catedral no século XIX, baseando seu trabalho em registros do século XII.

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Espanha: Será que o Termo 'Islamista' Configura Discurso de Incitamento ao Ódio?

por Soeren Kern  •  23 de Abril de 2019

  • "Os inimigos externos querem nos ensinar a governar nosso país.... Angela Merkel e seus militantes, George Soros e as máfias da imigração, acreditam que podem nos ensinar quem deve e quem não deve entrar em nosso país. Eles exigem que nossos barcos tragam a bordo os assim chamados náufragos à deriva no mar, os conduzam aos nossos portos e os cubram com uma chuva de dinheiro. O que eles acham que somos?" — Ortega Smith, Secretário-geral do Partido Vox, Espanha.

  • "Esses... dois grupos se destacam não pelo preconceito ("islamofobia" ou racismo), mas por serem os menos assimiláveis dos estrangeiros, uma série de problemas associados a eles, como não trabalhar e atividades criminosas, além do medo de que eles venham a impor seus estilos de vida na Europa. Outras apreensões lidam com as atitudes dos muçulmanos em relação aos não muçulmanos, como por exemplo a 'cristofobia' e a 'judeofobia', a violência jihadista e a insistência de que o Islã desfrute de um status privilegiado em relação às demais religiões" — Daniel Pipes, Historiador, "Partidos Civilizacionistas da Europa," Commentary, Novembro de 2018.

  • "E todos nós também sabemos da falta de liberdade, para não dizer perseguição direta, aturada por mulheres e cristãos em países islâmicos, enquanto aqui eles gozam da generosidade típica da liberdade, democracia e reciprocidade, obviamente negada por eles, tim-tim por tim-tim..." — Santiago Abascal, Presidente do partido Vox, "Cavalo de Troia," Libertad Digital, dezembro de 2014.

  • "A esquerda defende qualquer ofensa gratuita, mesmo a mais abominável contra os cristãos como 'liberdade de expressão'. Ao mesmo tempo, a mera crítica ao Islã é tachada de 'islamofobia'... Isso ainda é a Espanha ou estamos no Irã?" — Elentir, blogueiro, Contando Estrelas.

Vox, partido populista que vem atingindo novos patamares nos índices da preferência dos eleitores, se considera um projeto político socialmente conservador que visa defender os valores tradicionais da Espanha das ameaças impostas pela migração em massa, multiculturalismo e globalismo. A missão do Vox proclama que o partido se dedica à democracia constitucional, ao capitalismo de livre mercado e ao estado de direito. Foto: Santiago Abascal, Presidente do Vox, chega a um comício do partido em Granada, Espanha em 17 de abril de 2019. (Imagem: David Ramos/Getty Images)

Os promotores espanhóis abriram uma investigação criminal para determinar se o secretário-geral do Vox, cuja popularidade vem atingindo novos patamares nos índices da preferência dos eleitores, é culpado por proferir discursos de incitamento ao ódio e por emitir alertas sobre uma "invasão islamista".

O inquérito criminal, que se baseia em uma denúncia de um grupo ativista muçulmano, ao que tudo indica, tem o propósito de colocar uma mordaça nos debates críticos sobre o Islã que antecedem as eleições gerais em 28 de abril. De maneira geral, o caso representa uma ameaça potencialmente incomensurável ao exercício da liberdade de expressão na Espanha.

Procuradores em Valência, a terceira maior cidade da Espanha, salientaram que estavam investigando Javier Ortega Smith, o número 2 no ranking do Vox, por um suposto crime de ódio após receberem uma denúncia de um grupo muçulmano chamado "Muçulmanos Contra a Islamofobia" (Musulmanes Contra la Islamofobia).

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