Últimas Análises e Comentários

Turcos Festejam Simpatizante dos Nazistas

por Uzay Bulut  •  20 de Fevereiro de 2021

  • Lamentavelmente, Atsız ainda tem muitos simpatizantes na Turquia.

  • "Assim como a lama não irá virar ferro nem se for colocada no forno, o judeu jamais será turco, por mais que se esforce. O "turquiquês" é um privilégio, não é para qualquer um, principalmente para aqueles como os judeus... Se ficarmos com raiva, não iremos só exterminar os judeus como os alemães fizeram, iremos mais longe..." — Hüseyin Nihal Atsız, em seu jornal Revolução Nacional (Milli Inkılap), 1934.

  • Hoje, por trás de muitas das incessantes políticas agressivas da Turquia, como empreendimentos antiarmênios, antigregos, anticipriotas, antijudaicos, anticurdos, antiocidentais e anti-israelenses, se encontram enraizadas nas visões racistas de Atsız e dos da farinha do mesmo saco. Durante décadas, milhões de turcos foram envenenados com as visões alinhadas com o estilo nazista de Atsız.

Em novembro, o município da região metropolitana de Istambul, liderado pelo Partido Republicano Popular (CHP), principal partido de oposição da Turquia, atribuiu o nome de um parque em Istambul em homenagem a Hüseyin Nihal Atsız, um racista antissemita, um dos mais proeminentes simpatizantes dos nazistas da Turquia. Foto: Kemal Kilicdaroglu líder do CHP (esquerda), acena a apoiadores em um comício no distrito de Maltepe em 9 de julho de 2017. (Foto: Yasin Akgul/AFP via Getty Images)

Em novembro, o município da região metropolitana de Istambul, liderado pelo Partido Republicano Popular (CHP), principal partido de oposição da Turquia, atribuiu o nome de um parque em Istambul em homenagem a Hüseyin Nihal Atsız, um racista antissemita, um dos mais proeminentes simpatizantes dos nazistas da Turquia. O pedido para a nomeação foi feito por membros de outro partido de oposição, o "Partido Bom" (Iyi). Atsız (1905-1975) ficou conhecido como "medidor de crânios", ofício que servia para constatar o "quão turco" era determinado indivíduo.

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A Palestina é um País?

por Alan M. Dershowitz  •  14 de Fevereiro de 2021

  • O altamente politizado Tribunal Penal Internacional acaba de declarar a criação de um estado soberano para os palestinos. O órgão fez o que fez sem nenhuma negociação com Israel, sem nenhum acordo mútuo e sem nenhum reconhecimento de fronteiras. A criação do país também se deu sem que o órgão tenha qualquer autoridade legal para tanto, visto que o Estatuto de Roma, que instituiu o Tribunal Penal Internacional, não estipula que este tribunal criminal possa reconhecer novos países.

  • O Tribunal Penal Internacional não é um tribunal autêntico no verdadeiro sentido do termo. Diferentemente dos verdadeiros tribunais, que têm estatutos e leis ordinárias para interpretar, o Tribunal Penal Internacional simplesmente inventa. Conforme o juiz dissidente tão acertadamente apontou, a decisão sobre a Palestina não tem como base nenhuma lei existente. Ela se baseia puramente em política.

  • Os palestinos, tanto os da Cisjordânia quanto os de Gaza, que se recusaram a negociar de boa fé e usaram o terrorismo como principal reivindicação de reconhecimento, foram recompensados por sua violência com esta decisão.

  • As verdadeiras vítimas dessa seletiva ação penal são os cidadãos desses países de terceiro mundo, que estão sendo mortos e mutilados por seus líderes.

  • Em suma, a decisão do Tribunal Penal Internacional sobre a Palestina é um revés à métrica dos direitos humanos. Em síntese, é uma vitória do terrorismo e da relutância em negociar um acordo de paz. Além disso é um forte argumento para que os Estados Unidos e Israel não ingressem neste "tribunal" tendencioso e lhe proporcione qualquer legitimidade.

O Tribunal Penal Internacional (TPI) não é um tribunal autêntico no verdadeiro sentido do termo. Diferentemente dos verdadeiros tribunais, que têm estatutos e leis ordinárias para interpretar, o Tribunal Penal Internacional simplesmente inventa. Foto: a Procuradora Geral do TPI, Fatou Bensouda, em uma entrevista coletiva à imprensa em 3 de maio de 2018 em Kinshasa, República Democrática do Congo. (Foto: John Wessels/AFP via Getty Images)

O altamente politizado Tribunal Penal Internacional acaba de declarar a criação de um estado soberano para os palestinos. O órgão fez o que fez sem nenhuma negociação com Israel, sem nenhum acordo mútuo e sem nenhum reconhecimento de fronteiras. A criação do país também se deu sem que o órgão tenha qualquer autoridade legal para tanto, visto que o Estatuto de Roma, que instituiu o Tribunal Penal Internacional, não estipula que este tribunal criminal possa reconhecer novos países. Além disso, nem Israel nem os Estados Unidos ratificaram esse tratado, portanto, as decisões do Tribunal Penal Internacional não têm força vinculante para eles. Esta decisão por maioria apertada também não é vinculativa para os signatários, já que ultrapassa a autoridade do assim chamado tribunal.

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Calamidade Global: Perseguição a 340.000.000 de Cristãos

por Raymond Ibrahim  •  6 de Fevereiro de 2021

  • A "perseguição extrema" pela qual passam os cristãos em 10 das 12 piores nações vem da "opressão islâmica" ou então ocorre em nações de maioria muçulmana. Entre elas se encontram: Afeganistão (nº 2), Somália (nº 3), Líbia (nº 4), Paquistão (nº 5), Iêmen (nº 7), Irã (nº 8), Nigéria (nº 9), Iraque (nº 11) e Síria (nº 12).

  • "Em relação aos cristãos indianos, 80% dos que receberam ajuda da Open Doors dizem que foram preteridos na distribuição de alimentos durante a pandemia da COVID-19." — Open Doors, World Watch List.

  • Considerando que, pela primeira vez em mais de uma década, a China se posicionou entre os 20 maiores perseguidores, segundo a Open Doors World Watch List, subindo da 23ª posição no ano passado para a 17ª, tal galgada não é bom sinal para os cristãos, que já são "intensamente monitorados pelo estado".

  • Analogamente, na Turquia, que subiu para 25º lugar em relação ao 36º no ano passado, a "filiação religiosa é registrada no chip eletrônico da carteira de identidade, o que torna mais fácil discriminar os cristãos".— Open Doors, World Watch List.

  • "Mais cristãos são assassinados por causa da sua fé na Nigéria do que em qualquer outro país". — Open Doors, World Watch List.

(Imagem: iStock)

Ao redor do mundo, 13 cristãos são mortos todos os dias por causa da sua fé, 12 são ilegalmente detidos ou encarcerados, 5 são sequestrados e 12 igrejas ou outras construções cristãs são atacadas.

Estas são algumas das desconcertantes revelações da recém-lançada Open Doors' 2021 da World Watch List (WWL-2021). O estudo anual classifica as 50 nações no ranking onde os cristãos são mais perseguidos por conta da sua religião.

Ao todo, "mais de 340 milhões de cristãos sofrem com os altos índices de perseguição e discriminação por conta da sua fé." Cerca de 309 milhões destes cristãos "sofrem de altíssimos ou de extremos índices. Trocando em miúdos: 1 em cada 8 em todo o mundo, 1 em cada 6 na África, 2 em cada 5 na Ásia e 1 em cada 12 na América Latina." (Salvo indicação em contrário, todas as citações neste artigo fazem parte da World Watch List da Open Doors 2021).

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Apartheid Médico dos Árabes - Onde Está a Indignação?

por Bassam Tawil  •  31 de Janeiro de 2021

  • Cidadãos libaneses lançaram uma campanha online dizendo que eles têm o direito de serem vacinados antes de qualquer estrangeiro residente no país. O termo "estrangeiro" se refere comumente às centenas de milhares de palestinos que vivem no Líbano.

  • A campanha, que é condenada pelos palestinos e por outros como "racista" e "discriminatória", evidentemente não conseguiu chamar a atenção desses indivíduos e organizações que fazem acusações falsas e difamatórias contra Israel. Eles não estão nem aí com essa campanha racista porque se trata de um país árabe e não Israel, que está discriminando árabes (palestinos).

  • A bem da verdade, Israel vacinou mais palestinos do que qualquer país árabe... Dado que dezenas de milhares de árabes israelenses e residentes de Jerusalém Oriental foram imunizados sem nenhum problema, significa que Israel é o único país que realmente tem vacinado, até o momento, os palestinos.

Cidadãos libaneses lançaram uma campanha online, dizendo que eles têm o direito de serem vacinados antes de qualquer estrangeiro residente no país. O termo "estrangeiro" se refere comumente às centenas de milhares de palestinos que vivem no Líbano. Enquanto isso, Israel vacinou mais palestinos do que qualquer país árabe. Foto: uma mulher palestina sendo imunizada contra o coronavírus com a vacina da Pfizer-BioNTech em uma unidade do Clalit Health Services em Jerusalém, Israel em 12 de janeiro de 2021. (Foto: Ahmad Gharabli/AFP via Getty Images)

Embora Israel venha sendo falsamente acusado por alguns órgãos de imprensa internacionais e organizações de direitos humanos de "recusar" vacinar palestinos na Cisjordânia e na Faixa de Gaza contra a COVID-19, parece que ninguém está interessado no que está acontecendo no Líbano, um país árabe que há muito tempo abriga centenas de milhares de palestinos, sírios e demais árabes.

Primeiro, o Acordo Provisório Israelense-Palestino de 1995 afirma que "os poderes e responsabilidades na esfera da saúde na Cisjordânia e na Faixa de Gaza serão transferidos para o lado palestino".

Segundo reza o acordo, "o lado palestino deverá continuar cumprindo os atuais padrões de vacinação dos palestinos e incrementá-los segundo os padrões internacionalmente aceitos e também continuar a vacinação da população (palestina)."

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Dois Anos de "Vergonhosa" Atuação da Alemanha no Conselho de Segurança da ONU

por Soeren Kern  •  25 de Janeiro de 2021

  • Um exame mais minucioso sobre os padrões de votação da Alemanha nas Nações Unidas nos últimos anos, no entanto, revela um preocupante duplo padrão de dois pesos e duas medidas em uma série de matérias, especialmente aquelas envolvendo direitos humanos que o governo alemão alega ser "a pedra angular" de sua política externa.

  • Os registros mostram que durante sua permanência no Conselho de Segurança da ONU, a Alemanha votou em dezenas de resoluções, muitas das quais ao sabor do antissemitismo, ao estigmatizar apenas e tão somente Israel, a única democracia no Oriente Médio.

  • Além disso, a Alemanha fez vista grossa diante de inúmeros e contumazes violadores dos direitos humanos, como China, Líbia, Mauritânia, Sudão, Paquistão e Venezuela, entre outros, que foram eleitos para o Conselho de Direitos Humanos da ONU, órgão máximo de direitos humanos da ONU.

  • Em 2020 a Alemanha votou 13 vezes condenando Israel, contudo sequer apresentou uma única resolução referente à situação dos direitos humanos na China, Cuba, Arábia Saudita, Turquia Paquistão e Venezuela, nem em relação a 175 outros países de acordo com o UN Watch, grupo não governamental, independente, com sede em Genebra, encarregado de defender os direitos do cidadão.

  • "Muito embora praticamente todos os países da UE tivessem votado a favor de 13 das 17 resoluções da AGNU (Assembleia Geral das Nações Unidas) que estigmatizaram apenas e tão somente Israel este ano, não apresentaram nem uma única resolução a favor dos ativistas dos direito (sic) das mulheres presas e torturadas na Arábia Saudita, artistas dissidentes presos em Cuba, jornalistas jogados atrás das grades na Turquia, minorias religiosas atacadas no Paquistão e membros da oposição perseguidos na Venezuela, onde mais de cinco milhões de pessoas fugiram da repressão governamental, da fome e do colapso econômico." — UN Watch, 16 de dezembro de 2020

  • A Alemanha seguiu a mesma linha política de aprovação de resoluções anti-Israel na ONU em 2018, 2017 e 2016, quando votou a favor de uma resolução extraordinariamente vergonhosa na ONU, copatrocinada pelo grupo de países árabes juntamente com a delegação palestina, que escolheu a dedo apenas e tão somente Israel como o único violador mundial da "saúde mental, física e ambiental".

Um exame mais minucioso sobre os padrões de votação da Alemanha nas Nações Unidas nos últimos anos, revela um preocupante duplo padrão de dois pesos e duas medidas em uma série de matérias, especialmente aquelas envolvendo direitos humanos que o governo alemão alega ser "a pedra angular" de sua política externa. Foto: Ministro das Relações Exteriores da Alemanha Heiko Maas (esquerda) e o Embaixador para as Nações Unidas Christoph Heusgen durante uma reunião no Conselho dos Direitos Humanos da ONU em 28 de março de 2018 em Nova Iorque. (Foto: Angela Weiss/AFP via Getty Images)

O mandato de dois anos da Alemanha como membro não permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas terminou em 31 de dezembro de 2020. O Ministério das Relações Exteriores da Alemanha, ao se autoelogiar sobre as inúmeras realizações da sua atuação no sentido de "fortalecer a ordem internacional", declarou que a Alemanha agora fez por merecer um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU.

Um exame mais minucioso sobre os padrões de votação da Alemanha nas Nações Unidas nos últimos anos, no entanto, revela um preocupante duplo padrão de dois pesos e duas medidas em uma série de matérias, especialmente aquelas envolvendo direitos humanos, que o governo alemão alega ser "a pedra angular" de sua política externa.

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Mídia: Israel Tem Que Ser Enxovalhado Por Ter o Melhor Programa de Vacinação do Mundo

por Richard Kemp  •  16 de Janeiro de 2021

  • A mesma diretiva negativa (dos veículos de comunicação e de inúmeras pretensas organizações de direitos humanos) se estende a outros grandes benefícios que Israel trouxe ao mundo, entre eles inovação científica, tecnologia médica e inteligência para salvar vidas. Vai contra as diretrizes editoriais informar algo de positivo sobre o estado judeu, a menos que se possa de alguma forma distorcer uma boa história e transformá-la numa péssima.

  • Sob a égide dos Acordos de Oslo firmados entre Israel e os palestinos na década de 1990, que criaram a Autoridade Nacional Palestina (ANP), reza que única e exclusivamente ela e não Israel é responsável pelo sistema de saúde dos palestinos, incluindo as vacinações. Quase 150 membros da ONU reconhecem a "Palestina" como país, mas esses meios de comunicação e organizações de direitos humanos, exibindo preconceitos deploravelmente previsíveis, não conseguem aceitar que é ela (ANP) quem deve fazer seu papel.

  • Contradizendo as alegações de política racista ou de "apartheid", Israel tem vacinado seus cidadãos árabes desde o início do programa. Dada a relutância de membros destas comunidades de serem vacinados, o governo israelense, juntamente com líderes da comunidade árabe, estão promovendo esforços concentrados para encorajá-los a tomarem a vacina, incluindo uma visita do primeiro-ministro Netanyahu a duas cidades árabes nos últimos dias com este propósito.

  • A mesma abordagem pode ser vista em relação aos Acordos de Abraham de 2020, conquistas históricas de paz entre Israel e árabes até então intratáveis. Amiúde recebidas com cinismo atroz na mídia, bem como entre os veteranos dos processos de paz, cujas fórmulas falharam repetidamente.

  • O Primeiro Ministro de Israel Benjamin Netanyahu é a força motriz por trás dos Acordos de Abraham, cujas origens remontam ao seu discurso em uma sessão conjunta do Congresso dos EUA em 2015, quando ele se posicionou contra as ambições nucleares do Irã. A postura solitária de Netanyahu foi captada com muito interesse pelos líderes árabes, que começaram a perceber que tinham uma causa comum com o Estado de Israel, o que poderia trazer um futuro melhor para eles do que a sobrecarga da desnecessária animosidade.

Jornais e a mídia de difusão nos dois lados do Atlântico, se contorcem e distorcem a verdade, com o intuito de criticar Israel no que diz respeito ao seu extraordinário sucesso na vacinação contra o Coronavírus. Foto: um profissional da saúde conversa com uma mulher árabe antes de inoculá-la com a vacina contra a COVID-19 no Clalit Health Services, na cidade árabe de Umm al Fahm, Israel em 4 de janeiro de 2021. (Foto: Jack Guez/AFP via Getty Images)

O preconceito contra o estado judeu é tão intenso na mídia ocidental que ações louváveis que infalivelmente seriam estampadas em letras garrafais em manchetes caso fossem atribuídas a qualquer outro país são, via de regra, ignoradas, enxovalhadas ou denegridas quando se trata de Israel. Senão vejamos: quando ocorre um desastre em qualquer lugar do mundo, Israel costuma ser o primeiro ou um dos primeiros a oferecer assistência e enviar equipes de socorro. Há muito pouco tempo, no mês passado, as Forças de Defesa de Israel despacharam uma equipe para Honduras na esteira da devastação causada pelos furacões Eta e Iota de categoria 4, que deixaram milhares de desabrigados.

Nos últimos 15 anos equipes de socorro da FDI (Forças de Defesa de Israel) foram enviadas para a Albânia, Brasil, México, Nepal, Filipinas, Gana, Bulgária, Turquia, Japão, Colômbia, Haiti, Quênia, Estados Unidos, Sri Lanka e Egito, e para muitos outros países em anos anteriores.

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Turquia: Da Europa Com Amor

por Burak Bekdil  •  12 de Janeiro de 2021

  • Erdoğan também ressaltou que ele vê o futuro da Turquia na Europa, a mesma Europa que ele acabou de acusar de ser "remanescente de nazistas e fascistas."

  • O âmago da questão girava em torno do quão pesadas seriam as sanções da UE, justamente quando a economia turca se encontrava em queda livre. O que Bruxelas decidiu, no final das contas, não foi lá tão pesado assim

  • Em termos legais, o homem que Erdoğan chamou de "terrorista" é somente suspeito sem nenhum veredito do tribunal. Entretanto, este é o entendimento doentio de Erdoğan sobre direitos constitucionais: como líder eleito, ele acredita que pode se dar a liberdade de declarar culpados ou inocentes suspeitos cujos processos judiciais estão em andamento.

O Presidente da Turquia Recep Tayyip Erdoğan conseguiu recentemente se safar de uma enorme bomba europeia, recheada de sanções, pelo menos até março. O problema é que um político islamista inerentemente antiocidental que construiu sua popularidade principalmente em cima dos constantes confrontos com outras nações não conseguirá virar, de uma hora para outra, num espaço de três meses, um parceiro amante da paz. (Foto: Elif Sogut/Getty Images)

Se o presidente islamista e homem forte da Turquia Recep Tayyip Erdoğan, passou mais noites em claro na primeira semana de dezembro do corrente ano do que por conta de seu temor em relação às sanções dos EUA, foi devido às iminentes e potencialmente punitivas sanções da União Europeia que tomariam forma na cúpula ocorrida de 10 a 11 de dezembro. Ele deve ter tido um sono relativamente tranquilo quando a cúpula chegou ao fim. Ele pode até ter achado que tinha conseguido escapar, pelo menos até março, de uma enorme bomba europeia, recheada de sanções. No entanto, pode ser um tanto prematuro ele suspirar aliviado.

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China: A Conquista de Hollywood

por Judith Bergman  •  3 de Janeiro de 2021

  • Um produtor cinematográfico de Hollywood salientou que sugestões ligadas a projetos que tecem críticas à China despertaram o medo: que "você ou sua empresa entrem na lista negra e eles (chineses) interfiram em seu projeto atual ou futuro. Portanto, não é só você que irá sofrer as consequências (da sua decisão), como também a empresa para a qual você trabalha bem como as futuras empresas para as quais você trabalhará. E precisamos levar isso em consideração."

  • "Não se trata só de Hollywood, não é só uma questão técnica, não é só o basquete ou o problema dos esportes ou de vários outros setores... É tudo, de cabo a rabo. Para colocar produtos e serviços neste mercado há certas regras a serem respeitadas... só assim será possível chegar a esses consumidores. Mas esses processos... estão ficando cada vez mais complicados... e mais extensos ao longo do tempo... Chegou a ponto de precisarmos dar um basta agora e aguentar o rojão ou simplesmente jogar a toalha...." -- Chris Fenton, executivo de Hollywood e autor do livro Feeding the Dragon: Inside the Trillion Dollar Dilemma Facing Hollywood, the NBA, and American Business. voanews.com, 16 de outubro de 2020.

  • O problema é muito mais abrangente do que somente na indústria cinematográfica.

Em outubro do corrente ano, a China se tornou pela primeira vez o maior mercado cinematográfico do mundo, deixando a América do Norte para trás. Foto: Wang Jianlin (segundo da esquerda), presidente da Wanda Group chinesa, na cerimônia de abertura da Wanda Qingdao Movie Metropolis, aclamada como "resposta da China a Hollywood," em Qingdao em 28 de abril de 2018. (Foto: Wang Zhao/AFP via Getty Images)

Em outubro do corrente ano, a China se tornou pela primeira vez o maior mercado cinematográfico do mundo, deixando a América do Norte para trás. "A venda de ingressos de cinema saltou na China para US$1,988 bilhão em 2020 neste domingo, ultrapassando o total da América do Norte de US$1,937 bilhão de acordo com dados da Artisan Gateway. A diferença deverá aumentar ainda mais até o final do ano", escreveu o The Hollywood Reporter em 18 de outubro. "Há muito tempo os analistas já previam que o país mais populoso do mundo chegaria um dia ao topo dos índices globais. Ainda assim os resultados representam um histórico divisor de águas".

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China 'Inunda' os Estados Unidos com Espiões

por Gordon G. Chang  •  27 de Dezembro de 2020

  • Dada a emergência, Washington deveria fechar imediatamente todas as bases de operação da China nos EUA, incluindo os quatro consulados que ainda restam: Chicago, Los Angeles Nova Iorque e São Francisco, além de reduzir drasticamente o staff da embaixada. Na realidade, a embaixada precisa apenas do embaixador, familiares próximos e adidos militares e não centenas de funcionários como é hoje o caso.

  • O consulado da China em Nova Iorque também é um centro de espionagem. James Olson, ex-chefe da contrainteligência da CIA, disse "reservadamente" que a China, nas palavras do New York Post, "conta invariavelmente com mais de 100 agentes da inteligência operando na cidade." A cidade de Nova Iorque, ressaltou ele, está "sob ataque jamais visto."

  • Será que Pequim irá simplesmente transferir os espiões a bancos e empresas chinesas que operam nos Estados Unidos? Provavelmente, mas isto levará tempo e de qualquer maneira Washington também poderá ordenar o fechamento de postos avançados não diplomáticos.

  • Outros dirão que os negócios na China precisam de suporte consular. Não resta dúvida que precisam. Minha resposta é que é do interesse dos Estados Unidos tirar suas empresas daquele país, por razões morais e por outras razões também. A perda de apoio consular será mais uma razão para que elas arrumem as malas e saiam de lá voando.

As articulações da inteligência chinesa, influência e infiltração estão sobrecarregando os Estados Unidos. A China conta com centenas, quiçá milhares de agentes nos Estados Unidos que identificam, atraem, dão suporte, influenciam, comprometem e corrompem os americanos em questões políticas e demais áreas do interesse de Pequim. Foto: consulado da China em Houston em 22 de julho de 2020, um dia antes do governo americano ordenar seu fechamento por ser um "centro de espionagem e roubo de propriedade intelectual," nas palavras do Secretário de Estado Mike Pompeo. (Foto: Mark Felix/AFP via Getty Images)

As revelações do deputado democrata Eric Swalwell da Califórnia, que vieram à tona no corrente mês, destacam a profusa penetração de Pequim na sociedade americana.

As articulações da inteligência chinesa, influência e infiltração estão sobrecarregando os Estados Unidos. Dada a emergência, Washington deveria fechar imediatamente todas as bases de operação da China nos EUA, incluindo os quatro consulados que ainda restam.

Talvez o aspecto que mais chama a atenção nas notícias sobre as revelações de Swalwell seja o de Fang Fang, suspeita de ser agente do Ministério para a Segurança do Estado Chinês, também conhecida como "Christine", que entrou em contato com ele pela primeira vez quando ele era membro do conselho da cidade de Dublin na Califórnia e ainda não fazia parte do Comitê de Inteligência da Câmara.

Fang seguiu e promoveu a carreira dele quando ele foi eleito para a Câmara dos Representantes, apontado para um comitê de grande interesse para a China.

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Bases Militares Chinesas no Caribe?

por Lawrence A. Franklin  •  22 de Dezembro de 2020

  • Parece que a China também tem um objetivo militar na região do Caribe... O Ministro da Defesa da China, Wei Fenghe, já adiantou oficialmente a vontade da China de ampliar a cooperação militar com os países caribenhos.

  • Mais preocupante ainda é o comprometimento quanto à segurança dos EUA diante da incessante expansão portuária no já comercialmente importante porto em Kingston na Jamaica, bem como no porto de Freeport nas Bahamas, a possível nova base de operações da China a 145 km da costa americana..

  • Sem a menor sombra de dúvida, a China não tem um governo que honra acordos... Os Estados Unidos não podem se dar ao luxo de permitir que os chineses ameacem qualquer país do hemisfério ocidental, muito menos os Estados Unidos propriamente dito.

Preocupante é o comprometimento quanto à segurança dos EUA diante da expansão portuária no porto em Kingston na Jamaica, bem como no porto de Freeport nas Bahamas, a possível nova base de operações da China a 145 km da costa americana. Os projetos são a oportunidade para os agentes de inteligência do Partido Comunista Chinês subornarem a soberania dos países caribenhos, seduzindo aquelas sociedades para a "cilada da dívida interminável" da dependência econômica da China. No Sri Lanka, por exemplo, a incapacidade do país de pagar os credores chineses pela modernização realizada por Pequim no porto de Hambantota (foto acima) acabou na perda de fato do porto do país do sul da Ásia. (Foto: Lakruwan Wanniarachchi/AFP via Getty Images)

O Partido Comunista da China (PCC) ao que tudo indica, está colocando em prática uma estratégia multidimensional no Caribe, colhendo ganhos econômicos, políticos e em potencial militares a poucas milhas da costa americana. O derradeiro objetivo da China nesta estratégia caribenha pode muito bem ser confrontar os EUA, não só com sua presença nas proximidades do continente americano, mas também para promover uma situação análoga à presença militar americana na região do Mar do Sul da China. Lá, a China criou novas ilhas no mar, prometeu não militarizá-las e na sequência as militarizou.

É bom lembrar que a China também prometeu autonomia a Hong Kong até 2047, no entanto, já em 2020, avançou o sinal, adiantando-se em 27 anos. "Hong Kong será mais uma cidade administrada por comunistas sob rígido controle da China", salientou em julho o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo. Sem a menor sombra de dúvida, a China não tem um governo que honra acordos.

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O Assassinato de um Cientista Nuclear Pode Ter Salvo Um Sem-Número de Vidas

por Richard Kemp  •  8 de Dezembro de 2020

  • Sob o lema "Morte à América", o Irã está em guerra com os EUA, Israel e seus aliados ocidentais desde a Revolução Islâmica de 1979, usa grupos proxies para matar centenas de americanos no Iraque, Afeganistão, Líbano e outros países, lança ataques terroristas por todo o Oriente Médio, Europa, Estados Unidos e América Latina.

  • Fakhrizadeh era um general de brigada do IRGC e, portanto, não só um comandante militar de alta patente em um país em guerra com os EUA e seus aliados, como também um proscrito terrorista internacional.

  • O Irã jamais abandonará o que considera seu direito absoluto de se tornar um país dotado de armas nucleares, não no regime atual nem sob qualquer regime futuro.... Mentiu para a AIEA e o arquivo até mostra em detalhes as formas usadas para tapear os inspetores.

  • Brennan e os defensores europeus de sua argumentação parecem acreditar que o Irã possa ser contido com afagos e negociação, em vez de poderio militar e vontade política. O caminho defendido pelos proponentes do apaziguamento só pode mesmo levar a derramamento de sangue, violência e sofrimento infinitamente maiores do que a morte nas ruas do Irã de um terrorista proscrito.

Os afagadores do Irã que saíram correndo para condenar o assassinato do cientista nuclear iraniano Mohsen Fakhrizadeh, general de brigada da Guarda Revolucionária do Irã, demonstra deplorável desprezo quanto à morte, destruição e sofrimento que, ao que tudo indica, seriam causadas pelo regime totalitário do Irã, ao se valer da perniciosa experiência de Fakhrizadeh. Foto: cena do assassinato de Fakhrizadeh em 27 de novembro, perto de Teerã. (Imagem: Fars/Wikimedia Commons)

Com infalível previsibilidade, o porta-voz das relações exteriores da UE, Peter Sano, bem como outros afagadores europeus do Irã, saíram correndo para condenar o ataque realizado com precisão milimétrica em 27 de novembro, que atingiu o cientista nuclear iraniano Mohsen Fakhrizadeh. A condenação demonstra deplorável desprezo quanto à morte, destruição e sofrimento que, ao que tudo indica, seriam causadas pelo regime totalitário do Irã, ao se valer da perniciosa experiência de Fakhrizadeh.

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A Mídia Americana Está Legitimando Ataques Terroristas na França?

por Giulio Meotti  •  27 de Novembro de 2020

  • "Em certos distritos e na internet, grupos... estão ensinando o ódio à república aos nossos filhos, exortando-os a não respeitarem as leis do país. É isto que eu chamei de "separatismo"... Se não acreditam em mim, leiam as postagens nas redes sociais sobre o ódio que acabou na morte de Paty. Deem uma volta nos bairros onde as meninas de três ou quatro anos vestidas de burca, separadas dos meninos já muito novinhas, separadas do restante da sociedade, criadas no ódio aos valores da França". — Presidente francês Emmanuel Macron, Financial Times, 1º de novembro de 2020.

  • "Sou a favor do respeito às culturas, às civilizações, mas não vou mudar minha lei só porque causou espanto em outros lugares". — Emmanuel Macron.

  • De acordo com o jornalista americano Thomas Chatterton Williams, usar o termo "'ataque com faca' para retratar a decapitação é tão eufemístico que isto por si só já é uma forma de violência contra a língua propriamente dita".

  • Parece que a mídia anglófona vive num mundo alheio à realidade, alicerçada na perseguição e caça imaginária, procurando chifre em cabeça de cavalo, vê racismo onde não existe, sequer sabe que palavra usar quando ele aparece nas ruas da França para decapitar um professor.

  • No entanto, aparentemente, receosos de serem chamados de "racistas" e não de serem assassinados, como Samuel Paty, que eles optam pela autocensura. Para não parecerem covardes, chamam isso de "respeito"... A pergunta que não quer calar é: será que a mídia americana espera algum tipo de reciprocidade?

  • Não é por acaso que, em nome da "diversidade", no ano passado a mídia americana andou caçando e alfinetando jornalistas como James Bennett e Bari Weiss, que se demitiram do New York Times.

O presidente francês Emmanuel Macron disse recentemente em uma entrevista: "o alinhamento com o multiculturalismo americano é uma concepção do pensamento derrotista... Nosso modelo é universalista, não multiculturalista... Ninguém deveria dar a mínima se alguém é negro, amarelo ou branco. Em primeiro lugar, eles são cidadãos...." (Foto: Ludovic Marin/AFP via Getty Images)

O Financial Times nunca entendeu como a França está se virando com o terrorismo extremista muçulmano e com a luta do país pela liberdade de expressão. Depois do massacre ocorrido na redação da revista Charlie Hebdo em 2015, Tony Barber escreveu no Financial Times que os jornalistas e chargistas massacrados eram uns "babacas". O artigo foi então modificado.

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Porque a Irmandade Muçulmana Saiu da Toca

por Khaled Abu Toameh  •  16 de Novembro de 2020

  • A organização Irmandade Muçulmana, tachada de terrorista, salientou, de cara fechada, que "deseja a Joe Biden, ao povo americano e aos povos do mundo todo que continuem a viver com dignidade sob os princípios da liberdade, justiça, democracia e respeito aos direitos humanos".

  • "Há um sem-número de informes que confirmam o apoio da Irmandade Muçulmana a Biden para que a organização tenha condições de driblar as restrições aos movimentos políticos islâmicos... Agora, eles esperam que os EUA os retirem da lista das organizações terroristas." — Israa Ahmed Fuad, analista política e autora egípcia, Youm7.com, 7 de novembro de 2020.

  • A Irmandade Muçulmana "é parceira das administrações democratas na arruinação da região e sustentação do extremismo." — Amin Al-Alawi, cientista político marroquino, 24saa.ma, 8 de novembro de 2020.

  • Nenhuma administração americana pode se dar ao luxo de fazer pouco caso dos árabes que soam o alarme em relação à cartada da Irmandade Muçulmana de se apresentar como grupo pacífico que quer trazer liberdade e democracia ao mundo árabe.

  • Os islamistas estão desesperados para retornarem ao poder no Egito, e é por isso que estão dispostos até mesmo a seduzirem o "Satanás" americano para que possam alcançar esse objetivo. Esses são os mesmos islamistas que condenam os árabes que mantêm qualquer contato com os americanos. Neste momento de possível mudança na administração dos Estados Unidos, os árabes que não apoiam a Irmandade Muçulmana, particularmente os que vivem no Egito e nos países do Golfo, esperam fervorosamente que o alarme no tocante aos islamistas seja ouvido em alto e bom som por Biden e sua equipe.

A mensagem que os árabes estão mandando ao novo governo dos EUA é a seguinte: não repita os erros do ex-presidente Barack Obama, cujo governo tomou partido do então presidente egípcio Mohammed Morsi, membro da Irmandade Muçulmana. Foto: o então Secretário de Estado americano John Kerry (esquerda) com Morsi no Cairo em 3 de março de 2013. (Foto: Khaled Desouki/AFP via Getty Images)

Será que o novo governo dos Estados Unidos, provavelmente sob o comando de Joe Biden, irá ajudar a ressuscitar a Irmandade Muçulmana, considerada uma organização terrorista pelo Egito, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Síria? Por que tanto regozijo da Irmandade Muçulmana em relação à "vitória" de Joe Biden?

Certa parcela da população árabe diz estar preocupada em ver a Irmandade Muçulmana celebrar os resultados da eleição presidencial americana. Eles receiam que a Irmandade Muçulmana, apoiada pelo Catar e pela Turquia, esteja se preparando para voltar a ficar na crista da onda diante da provável administração Joe Biden.

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Turquia Glorifica Crimes Históricos

por Uzay Bulut  •  11 de Novembro de 2020

  • "Em nossa civilização conquista não significa ocupação nem saque. Significa assegurar a predominância da justiça que Alá comandou para aquela região (conquistada)... É por isso que a nossa civilização é de conquistas." — Presidente da Turquia Recep Tayyip Erdogan, MEMRI.org, 26 de agosto de 2020.

  • "A Turquia irá tomar o que lhe é de direito no Mar Mediterrâneo, no Mar Egeu e no Mar Negro... Para tanto, estamos determinados a fazer o que for necessário na esfera política, econômica e militar. Exortamos nossos interlocutores a desatarem o nó e não cometerem os equívocos que abrirão caminho para a sua própria destruição." — Presidente da Turquia Recep Tayyip Erdogan, MEMRI.org, 26 de agosto de 2020.

  • "O tratamento mais hediondo estava sempre reservado àqueles que proclamavam abertamente o cristianismo: clérigos e monges 'morreram queimados vivos, enquanto outros eram esfolados vivos da cabeça aos pés.'" — Raymond Ibrahim, historiador, Frontpage Magazine, 7 de agosto de 2019.

  • Em 2018, o presidente do parlamento turco, İsmail Kahraman, chamou a ofensiva militar turca no norte da Síria de "jihad". "Sem a jihad", ressaltou ele, "não haverá progresso." Em meio àquela mesma ofensiva, a Superintendência para Assuntos Religiosos da Turquia (Diyanet) também conclamou a "jihad" e declarou em um sermão semanal que "a luta armada é o mais alto patamar da jihad."

Nos últimos anos, o governo turco intensificou a retórica neo-otomana e a conquista. Em 26 de agosto o presidente turco Recep Tayyip Erdoğan fez um discurso no qual salientou entre outras coisas: "a Turquia irá tomar o que lhe é de direito no Mar Mediterrâneo, no Mar Egeu e no Mar Negro." Foto: Erdoğan em Ankara em 5 de outubro de 2020. (Foto: Adem Altan/AFP via Getty Images)

Nos últimos anos, o governo turco intensificou a retórica neo-otomana e a conquista.

Por exemplo, em 26 de agosto o presidente turco Recep Tayyip Erdoğan fez um discurso em um evento para comemorar o 949º aniversário da Batalha de Manzikert. A batalha acabou com a invasão e captura pelos turcos da então cidade de Manzikert na Ásia Central, de maioria armênia, dentro das fronteiras do Império Bizantino.

Trechos de seu discurso foram traduzidos pelo MEMRI [1]:

"Em nossa civilização, conquista não significa ocupação nem saque. Significa assegurar a predominância da justiça que Alá comandou para aquela região (conquistada).

"Em primeiro lugar, a nossa nação tirou a opressão das áreas conquistadas. Estabeleceu a justiça. É por isso que a nossa civilização é de conquistas.

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Palestinos Conclamam Boicote a Israel, Depois Pedem que Israel lhes Salve a Vida

por Bassam Tawil  •  9 de Novembro de 2020

  • Particularmente ultrajante é o fato de Erekat ter sido internado em um hospital israelense para receber o melhor tratamento médico, justamente quando o governo palestino nega àqueles palestinos que são meros mortais a possibilidade de se tratarem em hospitais israelenses.

  • O fato de Erekat ter escolhido ir a um hospital israelense e não a um hospital jordaniano prova que ele "tem plena confiança nos israelenses, apesar de suas declarações públicas contra eles." — alarab.co.uk, 19 de outubro de 2020

  • Se e quando Erekat se recuperar da atual enfermidade e voltar para a sua família, caberia a ele pedir desculpas aos Emirados Árabes Unidos e ao Bahrein por ter condenado os acordos de normalização que assinaram com Israel. Na esteira, ele deveria pedir desculpas ao povo palestino por privá-los do excelente tratamento médico que ele próprio recebeu no Hospital Hadassah.

  • Talvez Erekat também devesse agradecer aos médicos israelenses que trabalharam 24 horas por dia para mantê-lo vivo. Além disso, ele poderia agradecer às equipes médicas israelenses e aos soldados que o escoltaram de sua casa em Jericó até Jerusalém. Ao fim e ao cabo, Erekat poderia dizer ao mundo que lamenta ter defendido o boicote a Israel, país que ele sabia que poderia contar para salvar sua vida, não importando o mal que tivesse causado a ele.

Saeb Erekat, autoridade palestina do alto escalão, passou as últimas duas décadas pregando boicote e isolamento de Israel. Se e quando Erekat se recuperar da COVID-19 e voltar para a sua família, caberia a ele pedir desculpas ao povo palestino por privá-los do excelente tratamento médico que ele próprio recebeu no Hospital Hadassah e também agradecer aos médicos israelenses que trabalharam 24 horas por dia para mantê-lo vivo. Foto: Hospital Hadassah Ein Kerem em Jerusalem, Israel, onde Erekat escolheu se hospitalizar e ser tratado. (Foto: Emmanuel Dunand/AFP via Getty Images)

Saeb Erekat, autoridade palestina do alto escalão, passou as últimas duas décadas pregando boicote e isolamento de Israel. Nos últimos meses, Erekat, um dos líderes da OLP que anteriormente chefiou a equipe palestina que negociava com Israel, se manifestou contra os acordos de normalização de relações entre Israel, Emirados Árabes Unidos e Bahrein.

Tanto ele quanto outros líderes palestinos, incluindo o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, acusaram os Emirados Árabes Unidos e o Bahrein de traírem os palestinos e apunhalá-los pelas costas ao fazerem a paz com Israel.

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