Últimas Análises e Comentários

O Irã Está a Semanas de Obter Armas Nucleares

por Majid Rafizadeh  •  23 de Setembro de 2021

  • Ao que tudo indica, desesperada para retomar o pacto nuclear, a Administração Biden imediatamente começou a passar a mão na cabeça dos clérigos que governam o Irã.

  • Segundo a leitura dos mulás do Irã, as desesperadas investidas de Biden para ressuscitar o acordo nuclear expõem fragorosamente sua tímida liderança, sendo portanto uma deixa para Teerã deitar e rolar e ganhar tempo, extrair mais concessões, alavancar o programa nuclear e se tornar um país dotado de armas nucleares.

  • Apesar de toda essa política de incentivos e afagos, os mulás do Irã continuaram a dar desculpas esfarrapadas, aparentemente para arrastar as negociações sobre o programa nuclear. Uma das últimas propostas apresentadas foi a necessidade das potências mundiais esperarem até que o recém eleito presidente do Irã, Ebrahim Raisi, assumisse o cargo antes da retomada das negociações.

  • A esta altura, já faz mais de um mês que Raisi está no cargo de presidente do Irã, no entanto não houve o menor interesse da República Islâmica em reiniciar as negociações, na realidade, o tempo todo, o regime parece ter acelerado o enriquecimento de urânio num grau apropriado para fabricação de armas nucleares.

  • No momento, o regime iraniano está segundo consta de 8 a 10 semanas de obter os insumos adequados para a produção de armas nucleares.

Segundo a leitura dos mulás do Irã, as desesperadas investidas de Biden para ressuscitar o acordo nuclear expõem fragorosamente sua tímida liderança, sendo portanto uma deixa para Teerã deitar e rolar e ganhar tempo, extrair mais concessões, alavancar o programa nuclear e se tornar um país dotado de armas nucleares. (Imagem: iStock)

Desde que a Administração Biden foi alçada ao poder, as negociações sobre o programa nuclear iraniano não levaram a lugar nenhum. Seis rodadas de negociações foram concluídas sem resultados. Por outro lado, dois outros problemas foram longe demais: a política complacente do governo Biden frente ao regime iraniano e o avanço do programa nuclear dos mulás.

Quando a Administração Biden assumiu o cargo, logo anunciou que conteria o programa nuclear do Irã voltando ao acordo nuclear de 2015, conhecido como Plano de Ação Conjunta (JCPOA) que, a propósito, o Irã nunca assinou e que posteriormente levantaria as sanções contra o governo iraniano.

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Mulás do Irã Mais Perto do que Nunca de Obterem Armas Nucleares

por Majid Rafizadeh  •  14 de Setembro de 2021

  • A Administração Biden... não se mexeu no sentido de pressionar o regime iraniano a responder aos questionamento da Agência Internacional de Energia Atômica sobre três instalações nucleares clandestinas descobertas no Irã.

  • "Para fins de objetividade, devo salientar que o governo iraniano reiterou a disposição de se empenhar, cooperar e apresentar respostas, mas até agora nada. Espero que isso não fique por isso mesmo, só que até o momento nada de concreto." — General Rafael Mariano Grossi, diretor geral da Agência Internacional de Energia Atômica, Seattle Times, 7 de junho de 2021.

  • Parece muito preocupante, principalmente depois, tanto do papelão da inteligência quanto ao planejamento que resultou no desastre no Afeganistão, que a Administração Biden esteja novamente dormindo no ponto enquanto os mulás do Irã continuam se sentindo à vontade enriquecendo urânio para adquirir um arsenal de armas nucleares.

  • Vimos o que eles fazem ao seu próprio povo e à região antes mesmo de as terem. Basta dar uma olhada no que o país chamado de "o maior patrocinador mundial do terrorismo de estado" já fez antes de possuir armas nucleares, tanto internamente contra seu próprio povo, quanto internacionalmente contra o Líbano, Iêmen, Líbia, Iraque, Síria, Arábia Saudita, Territórios Palestinos e até mesmo a Venezuela e ao redor da América do Sul. O que então o Mundo Livre espera que os mulás façam após adquirirem armas nucleares?

O regime iraniano está a poucos meses de obter armas nucleares e no decorrer desse tempo todo, até agora, a Administração Biden ficou sem dar um pio, sem articular nenhuma política clara para evitar que este perigoso e predatório regime vire um país dotado de armas nucleares a exemplo da Coreia do Norte. Foto: As instalações para a produção de água pesada em Arak, ao sul de Teerã. (Foto: Majid Saeedi/Getty Images)

Ao que tudo indica, o regime iraniano está a poucos meses de obter armas nucleares e no decorrer desse tempo todo, até agora, a Administração Biden ficou sem dar um pio, sem articular nenhuma política clara para evitar que este perigoso e predatório regime vire um país dotado de armas nucleares a exemplo da Coreia do Norte.

O Ministro da Defesa de Israel, Benny Gantz salientou a embaixadores de países membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas em uma reunião no Ministério das Relações Exteriores em Jerusalém em 4 de agosto de 2021:

"o Irã violou todas as cláusulas do JCPOA[1] e está apenas a cerca de dez semanas de adquirir materiais para a fabricação de armas nucleares... Chegou a hora de agir, palavras não bastam. É hora da diplomacia, da tomada de providências nas esferas econômicas e até militares, caso contrário, os ataques irão continuar."

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Biden Deixa a China se Safar com o Crime do Século

por Gordon G. Chang  •  9 de Setembro de 2021

  • O Presidente dos Estados Unidos não precisa saber tim-tim por tim-tim para fazer acontecer.

  • Deixar de compartilhar informações quando é de sua obrigação dividi-las já é motivo suficiente para penalizar Pequim exemplarmente, mas ainda há dois outros motivos, ambos por si só suficientes para a tomada de providências.

  • Primeiro, por pelo menos cinco semanas as autoridades chinesas acobertaram e depois mentiram sobre a transmissibilidade entre humanos do SARS-CoV-2, divulgaram ao mundo que o COVID-19 não era contagioso quando eles sabiam que era... Segundo, os militares chineses estão debruçados sobre a próxima geração de patógenos.

  • Se os cientistas chineses conseguirem conceber patógenos que visem apenas e tão somente estrangeiros, o próximo micróbio, vírus ou germe da China poderá acabar com as sociedades não chinesas. Este será o assassino civilizacional da China comunista.

  • A próxima pandemia, portanto, poderá lançar a China como a única sociedade viável do planeta. O mundo, portanto, necessita de algo muito mais importante do que justiça ou indenização. Precisa de dissuasão.

  • A campanha idealizada por Pequim para coletar perfis genéticos de estrangeiros ao mesmo tempo em que impede a transferência para fora da China dos perfis dos chineses é mais um indício de que os militares chineses violam suas obrigações segundo a Convenção de Armas Biológicas, e estão construindo armas biológicas direcionadas a específicas etnias.

Se os cientistas chineses conseguirem conceber patógenos que visem apenas e tão somente estrangeiros, o próximo micróbio, vírus ou germe da China poderá acabar com as sociedades não chinesas. Este será o assassino civilizacional da China comunista. A próxima pandemia, portanto, poderá emplacar a China como a única sociedade viável do planeta. O mundo, portanto, necessita de algo muito mais importante do que justiça ou indenização. Precisa de dissuasão. Foto: Virologista Shi Zhengli (esquerda) em um laboratório no Instituto de Virologia de Wuhan em Wuhan, China, em 23 de fevereiro de 2017. (Foto: Johannes Eisele/AFP via Getty Images)

Em 27 de agosto, a Administração Biden divulgou um resumo não confidencial do relatório da comunidade de inteligência sobre as origens do COVID-19. A IC[1], referente às 18 agências de inteligência dos Estados Unidos, que só conseguiu chegar a um punhado de conclusões cabais. As agências salientaram que precisavam de mais informações, mas a esta altura o mundo já sabe o bastante para começar a penalizar exemplarmente a China.

É imperativo que os Estados Unidos e outras nações imponham tais penalidades para impedir que o Partido Comunista da China lance uma doença "mata civilização". Sim, o Exército Popular de Libertação da China já está desenvolvendo patógenos para devastar sociedades, exceto as chinesas.

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Europa se Prepara para um Tsunami de Migrantes Afegãos

por Soeren Kern  •  30 de Agosto de 2021

  • O ministro do Interior alemão, Horst Seehofer, estima que um contingente humano de até cinco milhões de pessoas tentarão deixar o Afeganistão rumo à Europa.

  • "Sou categoricamente contra o acolhimento de outro contingente de migrantes. Isso não acontecerá enquanto eu for chanceler. Receber pessoas que depois não conseguem se integrar é um monumental problema para nós como país." — Chanceler da Áustria Sebastian Kurz.

  • "Na qualidade de ministro do Interior, sou o responsável nº1 pelas pessoas que vivem na Áustria. Acima de tudo, isso significa proteger a paz social e o estado de bem-estar no longo prazo." — Ministro do Interior da Áustria Karl Nehammer.

  • "Temos plena convicção que 2015 não deveria se repetir. Não temos condições de resolver o problema do Afeganistão com a migração para a Alemanha." — Paul Ziemiak, secretário geral do partido União Democrata Cristã (CDU) da Chanceler Alemã Angela Merkel.

  • Criminosos afegãos, entre eles estupradores e traficantes de drogas, que haviam sido deportados para o Afeganistão agora voltaram para a Alemanha em voos destinados à evacuação. Logo após o desembarque em solo alemão, de pronto solicitaram asilo.

  • "Nosso país não será o portão de entrada para a Europa de migrantes afegãos ilegais." — Ministro da Migração e Asilo da Grécia, Notis Mitarachi.

  • "Faz-se necessário lembrar aos nossos amigos europeus o seguinte fato: a Europa, que virou o centro de atração de milhões de pessoas, não pode ficar fora do problema dos refugiados afegãos fechando cruelmente suas fronteiras para proteger a segurança e o bem-estar de seus cidadãos. A Turquia não tem nenhuma obrigação, responsabilidade ou dever de ser o armazém de refugiados da Europa." — Presidente da Turquia Recep Tayyip Erdoğan.

A tomada do Afeganistão pelo Talibã está prestes a desencadear uma onda jamais vista de migrantes afegãos rumo à Europa. Foto: candidatos a asilo afegãos desembarcam de um avião destinado à evacuação do Afeganistão, na base aérea Torrejon de Ardoz na Espanha, em 24 de agosto de 2021. (Foto: Pierre-Philippe Marcou/AFP via Getty Images)

A tomada do Afeganistão pelo Talibã está prestes a desencadear uma onda jamais vista de migrantes afegãos rumo à Europa, que se ajeita para a chegada de centenas de milhares em potencial, quem sabe até milhões, de refugiados e migrantes do país devastado pela guerra.

O ministro do Interior alemão, Horst Seehofer, manifestou mau agouro, ao estimar que um contingente humano de até cinco milhões de pessoas tentarão deixar o Afeganistão rumo à Europa. Tal legião de migrantes, caso se confirme, fará a crise migratória de 2015, quando mais de um milhão de pessoas da África, Ásia e Oriente Médio se encaminharam para a Europa, parecer ser fichinha se comparada a esta.

Desde 2015, cerca de 570 mil afegãos, quase exclusivamente rapazes, solicitaram asilo na União Europeia, de acordo com estimativas da própria UE. Em 2020, o Afeganistão foi o segundo maior núcleo de candidatos a asilo na UE, ficando atrás apenas da Síria.

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Conversões Forçadas e Casamentos com Crianças no Paquistão: Coisa do Cotidiano

por Nasir Saeed  •  26 de Agosto de 2021

  • As agências governamentais e os órgãos responsáveis pela aplicação da lei, estão cientes do problema, mas não o reconhecem oficialmente. Invertendo as bolas, afirmam que o Islã não condiciona idade mínima para a conversão, de modo que, se uma menina quiser se converter ao Islã por livre e espontânea vontade, ninguém pode fazer nada a respeito.

  • Com isso, eles jogam toda a culpa no colo das vítimas se eximindo assim de qualquer responsabilidade. Eles também acusam as minorias e ONGs de transformarem isso num problema e ressaltam que se trata de uma alegação falsa para ascenderem à notoriedade.

  • É responsabilidade do estado coibir esta prática, mesmo que haja a necessidade de introduzir novas leis para garantir que os direitos das minorias e das crianças não sejam violados. Também é responsabilidade da classe política, dos tribunais, sociedade civil e da ulemá (clero islâmico), porque não há como justificar, desrespeitar, em nome da religião, de descumprir as leis em vigor.

Conversão forçada ao islamismo de menininhas cristãs e hindus, algumas com menos de 12 anos, parece ser coisa do cotidiano. Aqueles que têm condições de dar um basta nisto, não dão a mínima. Não passa praticamente nenhum dia sem que se ouça notícias sobre estes episódios. (Imagem: iStock)

Conversão forçada ao islamismo de menininhas cristãs e hindus, algumas com menos de 12 anos, parece ser coisa do cotidiano. Aqueles que têm condições de dar um basta nisto, não dão a mínima. Não passa praticamente nenhum dia sem que se ouça notícias sobre estes episódios.

Este relevante e crescente problema que ocorre no Paquistão atinge as minorias religiosas. Organizações de direitos humanos que trabalham em cima desta questão estimam que a cada ano mil meninas hindus e cristãs são forçadas a se converterem ao islamismo, estimativa esta que provavelmente é muito mais alta, visto que não há registro de inúmeros casos. Na maioria das vezes essas meninas são seduzidas por homens bem mais velhos com a promessa de uma vida melhor e via de regra são arrastadas para a prostituição e até vendidas.

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Peter Daszak e o Vírus

por Peter Schweizer  •  22 de Agosto de 2021

  • As boas novas de tudo isso é que ao fim e ao cabo Daszak se declarou impedido de fazer parte de uma comissão sobre o COVID-19 criada pela revista médica The Lancet depois que seus conflitos de interesse em relação ao WIV vieram à tona. A má notícia é que, até então, Daszak estava incumbido de defender o regime de Pequim, papagaiando a conversa fiada de que o SARS-CoV-2 se originou em outro lugar e que de alguma forma chegou à China.

  • Pior do que isso ainda é que Daszak foi o único representante dos Estados Unidos apontado para um painel de 10 pessoas convocado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O relatório do painel, divulgado em fevereiro, foi rechaçado até pelo governo Biden como sendo superficial e pouco convincente. O relatório da equipe conjunta da OMS-China explicou contundentemente como a pandemia começou com base em pouquíssimas evidências. Além disso, as autoridades chinesas não cooperaram integralmente com a investigação.

  • Quanto à confiança da população, no entanto, a pior é que só tomamos conhecimento do conflito de interesses envolvendo Daszak por causa da solicitação da FOIA do arquivo de e-mails de Anthony Fauci. Isso significa que ninguém na OMS, ao que tudo indica, se tocou que os flagrantes laços financeiros de Daszak com o Instituto de Virologia de Wuhan, que ele havia financiado com US$600 mil para realizar pesquisas sobre coronavírus em morcegos, poderiam ser impeditivo para que ele participasse de um exame minucioso dos procedimentos, registro de informações, rotinas de anticontaminação e outras práticas.

  • Richard H. Ebright, professor de biologia química da Rutgers University, que vira e mexe é citado em reportagens da mídia como especialista em coronavírus e saúde pública, salientou em abril que "seria difícil imaginar uma mentira mais deslavada" do que a de que Daszak não tem conflito de interesses em relação ao WIV.

Peter Daszak estava incumbido de defender o regime de Pequim, papagaiando a conversa fiada de que o SARS-CoV-2 se originou em outro lugar e que de alguma forma chegou à China. Foto: Daszak acena para a mídia do interior do hotel Wuhan Hilton Optics Valley em Wuhan, China em 6 de fevereiro de 2021. (Foto: Hector Retamal/AFP via Getty Images)

Peter Daszak é, em muitos aspectos, um representativo personagem mundial que lida com a prevenção de doenças. Como presidente da EcoHealth Alliance, Daszak gastou milhões de dólares em subsídios do National Institutes of Health nos últimos anos. O foco nº1 da organização é a prevenção de surtos de doenças emergentes, como os coronavírus. Ele estava envolvido até o pescoço com o Instituto de Virologia de Wuhan (WIV) visto que a sua organização havia financiado a pesquisa que o laboratório estava fazendo do coronavírus em morcegos quando o surto do COVID-19 explodiu no final de 2019.

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Árabes Alertam Biden: A Guerra Contra o Terrorismo não Acabou

por Khaled Abu Toameh  •  19 de Agosto de 2021

  • Os árabes estão dizendo que os americanos estão equivocados se acham que a guerra ao terrorismo terminará com a retirada das tropas americanas do Afeganistão.

  • Adib alertou que os EUA pagarão o devido preço por saírem do Afeganistão. "O custo da retirada será maior e mais perigoso para os Estados Unidos e para o restante do planeta", salientou ele. "A Al-Qaeda e o Talibã estão se preparando para estabelecer um estado cujas características serão semelhantes às do ISIS. A ameaça do ISIS ainda está presente, suas células ainda estão espalhadas por todos os lados." — Mounir Adib, especialista egípcio em movimentos islâmicos e terrorismo internacional, Annaharar.com, 5 de junho de 2021.

  • A ameaça terrorista irá recrudescer por conta do passo em falso americano de não consultar seus aliados no Oriente Médio, entre eles o Egito, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.... — Mounir Adib, Annaharar.com, 5 de junho de 2021.

  • "A maior catástrofe é que o Afeganistão voltará a ser a capital do terrorismo e agora também temos a ameaça da Al-Qaeda também voltar... após a retirada dos Estados Unidos do Afeganistão, à medida que esses grupos acham que estão por cima e vitoriosos, o que os levará a continuar lutando contra os Estados Unidos, árabes e europeus." — Mounir Adib, Annaharar.com, 5 de junho de 2021.

  • "O problema é que grupos extremistas e terroristas e o islã político não sabem viver sem rivalidades e não gostam de viver em paz e sem inimigos. É verdade que a força militar dos EUA fez com que a Al-Qaeda encolhesse e que destruiu o sonho do ISIS de ter um estado próprio, mas não eliminou a ideologia terrorista..." — Bahaa Al-Awam, jornalista e analista político sírio, Al-Ain, 12 de julho de 2021.

Um número cada vez maior de árabes está dizendo que os americanos estão equivocados se acham que a guerra ao terrorismo terminará com a retirada das tropas americanas do Afeganistão. Foto: milicias afegãs montam guarda contra o Talibã em um posto avançado na Província de Balkh, Afeganistão. (Foto: Farshad Usyan/AFP via Getty Images)

À medida que os Estados Unidos se preparam para a retirada do Afeganistão programada para ser finalizada até 31 de agosto de 2021, um número cada vez maior de árabes está temeroso de que a medida americana não só trará o Talibã de volta ao poder naquele país, como também levará ao reaparecimento de outros grupos terroristas islamistas, como a Al-Qaeda e o Estado Islâmico (ISIS).

Os árabes estão dizendo que os americanos estão equivocados se acham que a guerra ao terrorismo terminará com a retirada das tropas americanas do Afeganistão.

Eles estão avisando os EUA que pagarão caro por deixarem que o Afeganistão caia nas mãos de grupos terroristas. Além disso ressaltam que eles não veem nenhuma diferença entre o Talibã, Al-Qaeda e ISIS e que estes grupos cooperam abertamente entre si.

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'Violações' que não interessam ao Conselho de Segurança da ONU

por Khaled Abu Toameh  •  13 de Agosto de 2021

  • Estas sessões do Conselho de Segurança viraram rotina e quase sempre terminam com declarações condenando Israel diante das queixas de representantes da Autoridade Nacional Palestina sobre as alegadas "violações" e "agressões" de Israel.

  • Ainda assim, durante a reunião do Conselho de Segurança ocorrida na semana passada, não se ouviu nem um piu sobre as violações dos direitos humanos e agressões cometidas pela ANP na Cisjordânia e pelo Hamas na Faixa de Gaza.

  • Nizar Banat, o ativista anticorrupção e crítico feroz da liderança da ANP, foi ao que consta espancado até a morte em 24 de junho por mais de 20 agentes de segurança palestinos.

  • Já se passou mais de um mês desde o brutal assassinato do ativista, contudo o Conselho de Segurança não conseguiu arrumar um tempinho para tratar deste grave incidente.

  • O Conselho de Segurança, sem a menor sombra de dúvida, jamais ouviu falar do caso Emad Al-Tawil, um palestino de 27 anos que morreu em 25 de junho após ser espancado por agentes de segurança do Hamas. Tawil morava no campo de refugiados de Nuseirat, na Faixa de Gaza.

  • É altamente provável que o Conselho de Segurança, organizações internacionais de direitos humanos e jornalistas não ouviram nada sobre o caso Hassan Abu Zayed, um palestino de 27 anos da Faixa de Gaza, que foi morto a tiros pelos "guardas de fronteira" do Hamas em 23 de julho.

  • Os abusos de direitos humanos dos palestinos e a violenta repressão a ativistas políticos e jornalistas não são levados a sério não só pela ONU, mas também pela Administração Biden.

  • Em vez de pressionar os líderes palestinos a pararem de prender, torturar e matar seu povo, o governo Biden está, absurdamente, procurando maneiras de fortalecer a liderança da ANP.

Os abusos de direitos humanos dos palestinos e a violenta repressão a ativistas políticos e jornalistas não são levados a sério não só pela ONU, mas também pela Administração Biden. Foto: agentes de segurança da Autoridade Nacional Palestina (ANP) posicionados diante de manifestantes em Ramala em 3 de julho de 2021, em meio a protestos contra a ANP pela morte do ativista Nizar Banat quando se encontrava em custódia pelas forças de segurança da ANP. (Foto: Abbas Momani/AFP via Getty Images)

A pedido da Autoridade Nacional Palestina (ANP), o Conselho de Segurança das Nações Unidas foi novamente convocado para realizar uma sessão para debater as "violações" e "agressões" dos israelenses contra os palestinos. A ANP também exigiu que o Conselho de Segurança debatesse o assim chamado contínuo "cerco" israelense à Faixa de Gaza governada pelo Hamas.

Estas sessões do Conselho de Segurança viraram rotina e quase sempre terminam com declarações condenando Israel diante das queixas de representantes da Autoridade Nacional Palestina sobre as alegadas "violações" e "agressões" de Israel.

Ainda assim, durante a reunião do Conselho de Segurança ocorrida na semana passada, não se ouviu nem um piu sobre as violações dos direitos humanos e agressões cometidas pela ANP na Cisjordânia e pelo Hamas na Faixa de Gaza.

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O Estado Policial Palestino

por Khaled Abu Toameh  •  7 de Agosto de 2021

  • Estes líderes palestinos transformaram as áreas da Cisjordânia controladas pela Autoridade Nacional Palestina em um estado policial onde oponentes políticos são espancados até a morte, presos, torturados e intimidados.

  • A repressão foi por assim dizer totalmente ignorada pela grande mídia do Ocidente, isto até a morte de Banat. Ela não foi levada a sério porque os perpetradores não eram policiais ou soldados israelenses. Ela foi ignorada porque a mídia não conseguiu dar um jeito de jogar a culpa em Israel racionalizando o fato do governo palestino estar assediando, intimidando e torturando palestinos.

  • O silêncio da comunidade internacional e da mídia em relação às violações dos direitos humanos pela Autoridade Nacional Palestina levou os jornalistas palestinos a apelarem diretamente à União Europeia para que ela lhes desse proteção.

  • Os protestos... estão acima de tudo sendo dirigidos à Administração Biden, cujos representantes recentemente vêm cortejando e passando a mão na cabeça de Abbas e seus asseclas da Fatah. O recado que eles estão mandando para a Administração Biden é: pare de conferir poderes aos nossos corruptos líderes.

  • Será que o governo Biden e o mundo ocidental realmente legitimarão e recompensarão com milhões de dólares e possivelmente até um estado, a líderes políticos que brutalizam, torturam e assassinam seus próprios jornalistas e cidadãos? A troco de quê? Um legado para os Estados Unidos que defende um regime desses?

Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Nacional Palestina (foto) e sua facção Fatah mostraram que, no fundo no fundo, não são muito diferentes de outros regimes totalitários, em especial os do mundo árabe. Estes líderes palestinos transformaram as áreas da Cisjordânia controladas pela Autoridade Nacional Palestina em um estado policial onde oponentes políticos são espancados até a morte, presos, torturados e intimidados. (Foto: Alaa Badarneh/Pool/AFP via Getty Images)

No início deste ano, Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Nacional Palestina, promulgou um decreto-lei expandindo as liberdades em vista da proximidade das eleições parlamentares e presidenciais palestinas, que deveriam ter ocorrido em 22 de maio e 31 de julho.

O Artigo I da lei estipula a "criação de um clima no qual imperam as liberdades individuais e direitos fundamentais em todos os territórios da Palestina, incluindo a liberdade política e criação e filiação política".

O Artigo II estipula a "proibição de deter, prender, processar ou responsabilizar qualquer um por motivos relacionados à liberdade de opinião e filiação política."

Desde que a nova lei foi promulgada em 20 de fevereiro, no entanto, Abbas, que já entrou recentemente no 16º ano do seu mandato de quatro anos, cancelou as eleições sob o pretexto de que Israel não respondeu ao seu pedido de autorizar a votação em Jerusalém.

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Retirada do Afeganistão Abre Caminho para a China

por Con Coughlin  •  23 de Julho de 2021

  • A China, que faz uma minúscula fronteira de 75 quilômetros com o Afeganistão, há muito tempo cobiça estreitar os laços com Cabul, acima de tudo por conta das ricas, enormes e inexploradas reservas minerais situadas no Afeganistão.

  • Rico em cobre, lítio, mármore, ouro e urânio, a riqueza mineral do Afeganistão foi estimada em mais de US$1 trilhão...

  • Pequim goza de boas relações com o vizinho Paquistão, onde o carismático primeiro-ministro, Imran Khan já foi apelidado de "Taliban Khan" por apoiar o movimento islamista.

  • Como parte dos esforços de Pequim de aprofundar e ampliar seus laços com a Ásia Central, Pequim também está concentrando seus esforços na expansão de sua influência no Afeganistão, uma política da qual a China espera colher frutos caso o Talibã atinja seu objetivo de tomar o controle do país inteiro.

  • A julgar por sua ardente defesa de sua decisão de retirar as forças americanas do Afeganistão, Joe Biden claramente acredita que é do interesse dos Estados Unidos encerrar seu envolvimento de duas décadas naquele país. Contudo, se a retirada dos EUA meramente abrir o caminho para a China virar a nova potência dominante no Afeganistão, então Biden será o responsável por causar, no que diz respeito ao Ocidente, um desastre estratégico de proporções épicas.

A China ,que faz uma minúscula fronteira de 75 quilômetros com o Afeganistão, há muito tempo cobiça estreitar os laços com Cabul, acima de tudo por conta das ricas, enormes e inexploradas reservas minerais situadas no Afeganistão. Foto: Ministro das Relações Exteriores da China Wang Yi (esquerda), Ministro das Relações Exteriores do Paquistão Xá Mahmood Qureshi (centro) e o então Ministro das Relações Exteriores do Afeganistão Salahuddin Rabbani na Conferência Trilateral de Ministros das Relações Exteriores China-Afeganistão-Paquistão em Islamabad, 7 de setembro de 2019. (Crédito da Foto: AFP via Getty Images)

A indecente pressa da Administração Biden em retirar suas forças armadas do Afeganistão não só levanta a perspectiva de entregar de mão beijada o controle do país ao movimento islamista Talibã de linha dura. Também confere à China uma oportunidade de ouro de estender sua influência sobre este importante país estratégico da Ásia Central.

A China, que faz uma minúscula fronteira de 75 quilômetros com o Afeganistão, há muito tempo cobiça estreitar os laços com Cabul, acima de tudo por conta das ricas, enormes e inexploradas reservas minerais situadas no Afeganistão.

Rico em cobre, lítio, mármore, ouro e urânio, a riqueza mineral do Afeganistão foi estimada em mais de US$1 trilhão, recursos que poderiam facilmente tornar o país economicamente autossuficiente se um dia eles fossem operados em toda sua plenitude.

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China Comunista: O Maior Poluidor Climático do Planeta Continua Poluindo

por Judith Bergman  •  4 de Julho de 2021

  • Se a China levasse a sério a redução das emissões, tal intenção teria ficado clara em seu novo plano de cinco anos para o quinquênio de 2021/2025, lançado em março. Este plano, no entanto, foi caracterizado por conter "pouco mais do que vagos compromissos para lidar com as emissões de dióxido de carbono".

  • Conforme escreveu o Wall Street Journal em editorial de fevereiro, iniciativas como esta explicam porque "Pequim gosta de Biden e de Paris". Eles permitem que a China, nas palavras do editorial, "nade de braçada quanto à emissão de carbono", o que significa irrestrito crescimento econômico na hora em que a China procura se tornar a potência hegemônica tanto econômica quanto tecnológica do planeta.

  • Quanto custará o cumprimento das promessas climáticas do presidente Biden e qual será o benefício real e para quem e quanto de vantagem isso realmente dará à China?

  • Justamente quando a China está, obviamente, dizendo uma coisa e fazendo outra e, escancaradamente não cumprindo sua parte nos compromissos mundiais de reduzir as emissões de CO2, como era de se esperar da segunda maior economia do planeta, ampliar as promessas climáticas dos Estados Unidos manda todos os sinais errados. O que a China e outros veem é que não importa o que se faça, mesmo que ela engane o mundo e continue seu comportamento predatório, os EUA estão dispostos a reduzir sua própria competitividade, desenrolar para a China um espesso tapete vermelho para ela se tornar a superpotência hegemônica do mundo, que é o papel que ela deseja desempenhar.

Em 2020 a China Comunista desenvolveu mais de três vezes o potencial adicional de energia proveniente do carvão do que a soma de todos os demais países do mundo juntos, ou seja: o equivalente a mais de uma grande usina de carvão por semana, de acordo com o relatório da Global Energy Monitor. Foto: usina a carvão de propriedade do Estado em Huainan, província Anhui, China. (Foto by Kevin Frayer/Getty Images)

Em 2020 a China Comunista desenvolveu mais de três vezes o potencial adicional de energia proveniente do carvão do que a soma de todos os demais países do mundo juntos, ou seja: o equivalente a mais de uma grande usina de carvão por semana, de acordo com o relatório divulgado em abril pela Global Energy Monitor.

Também em 2020 as emissões chinesas de CO2 aumentaram 1,5%, enquanto as da maioria dos outros países diminuíram. Muito embora em 2020 o restante dos países tenha recuado no tocante ao uso do carvão, este recuo foi eclipsado pelas novas usinas de carvão da China.

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A China Deve Pagar pela Pandemia do Coronavírus

por Gordon G. Chang  •  3 de Julho de 2021

  • Mesmo que o coronavírus não tenha estreado como arma biológica, o mundo agora já dispõe de informações suficientes para concluir que o regime chinês o transformou em arma biológica.

  • Defensores da imunidade soberana apresentam argumentos válidos, mas há fatores prioritários. Os crimes contra a humanidade são tão hediondos que ninguém deveria ser impedido de demandar indenização.

  • Querelantes, digamos tecnicamente, deveriam ter condições de contornar a defesa da imunidade soberana: o Partido Comunista da China, que controla o governo central chinês, não é um estado soberano.

  • Até agora 3.579.000 pessoas perderam a vida por causa da COVID-19, incluindo 596 mil americanos. O regime chinês cometeu assassinatos em massa... Genocidas não merecem desfrutar de proteção de imunidade soberana.

  • É imprescindível que a Administração Biden deixe claro aos líderes chineses de que eles podem tirar o cavalo da chuva se eles acham que poderão disseminar outro patógeno ou qualquer outra coisa que estejam planejando e ficar tudo por isso mesmo.

  • Não vamos esquecer o que está em jogo. Nos laboratórios da China, agora pesquisadores estão criando patógenos muito mais letais do que o SARS-CoV-2, incluindo os que deixariam os chineses imunes, contudo adoeceriam ou matariam todos os demais.

É imprescindível que a Administração Biden deixe claro aos líderes chineses de que eles podem tirar o cavalo da chuva se eles acham que poderão disseminar outro patógeno ou qualquer outra coisa que estejam planejando e ficar tudo por isso mesmo. Nos laboratórios da China, agora pesquisadores estão criando patógenos muito mais letais do que o SARS-CoV-2, incluindo os que deixariam os chineses imunes, contudo adoeceriam ou matariam todos os demais. Foto: Funcionários trabalhando no Wuhan Institute of Virology, na China, 23 de fevereiro de 2017. (Foto: Johannes Eisele/AFP via Getty Images)

Pela primeira vez na história, um país atacou, ao mesmo tempo e com apenas um golpe audacioso, os demais países do planeta.

A China cometeu este crime hediondo ao tomar medidas, em dezembro de 2019 e janeiro do ano passado, com o intuito de disseminar deliberadamente a Covid-19 para além de suas fronteiras.

É imperativo que a comunidade internacional imponha agora ao regime chinês o custo pesadíssimo para que, entre outras coisas, efetive a dissuasão. Por quê? Porque o regime chinês cometeu o crime do século e pode muito bem estar planejando outro ato abominável.

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As violações dos direitos humanos dos palestinos apoiadas pelos EUA

por Khaled Abu Toameh  •  23 de Junho de 2021

  • Ao que tudo indica, Abbas está animado com a decisão da Administração Biden de retomar incondicionalmente a ajuda financeira aos palestinos. A ajuda, sem nenhuma restrição ou condição, sequer um requisito para que a Autoridade Nacional Palestina ponha fim às violações dos direitos humanos e aos ataques contra as liberdades individuais e direitos fundamentais.

  • O Lawyers for Justice assinalou em uma declaração separada que fazia parte das formas de tortura na prisão de Jericó, controlada pela ANP: pendurar detidos pelo teto, espancamentos, abusos verbais... e choques elétricos.

  • "A Lista do Futuro convoca todas as legendas aprovadas pela Comissão Central das Eleições, todos os órgãos de direitos humanos e todas as pessoas de honra deste país a formarem uma frente única para resistir às arbitrárias prisões políticas que visam silenciar toda e qualquer voz livre que se levantar em face da tirania e da corrupção praticada pela Autoridade Nacional Palestina." — A Lista do Futuro, Shfanews.com, 26 de maio de 2021.

  • Tudo indica que os diplomatas estão pouco se lixando se a ANP está prendendo, torturando e intimidando usuários de redes sociais e ativistas políticos.

  • Estes diplomatas e jornalistas ocidentais levantam suas vozes em alto e bom som quando se trata em dizer algo condenatório em relação a Israel. O silêncio da comunidade internacional e do apoio cego e irrestrito do governo Biden à ANP encoraja a liderança palestina a intensificar as medidas repressivas contra a população palestina.

  • Quando os palestinos ficam desesperados para que haja alguma melhora na liderança da ANP, eles convergem em direção ao Hamas e a outros grupos terroristas vistos por muitos palestinos como melhor alternativa do que Abbas e sua facção Fatah.

  • Não deveria causar espécie, então, que a mais recente pesquisa de opinião tenha mostrado uma dramática escalada na popularidade do Hamas entre os palestinos. O que deveria sim ser surpreendente e inquietante, é o fato que o mundo ocidental está ajudando e estimulando diretamente essa sangrenta mudança de lealdade.

O governo Biden deu luz verde à Autoridade Nacional Palestina (ANP) para que retomasse severas medidas repressivas contra usuários de redes sociais, ativistas políticos e rivais na Cisjordânia? Logo depois da visita do Secretário de Estado Antony Blinken, a Ramala em maio, as forças de segurança da ANP prenderam ou notificaram dezenas de palestinos a comparecerem perante os tribunais para serem interrogados. O grupo palestino de direitos humanos Lawyers for Justice revelou que alguns dos detidos confirmaram que foram espancados e torturados na prisão em Jericó controlada pela Autoridade Nacional Palestina. (Imagem: iStock)

O governo Biden deu luz verde à Autoridade Nacional Palestina (ANP) para que retomasse severas medidas repressivas contra usuários de redes sociais, ativistas políticos e rivais na Cisjordânia?

Logo depois da visita do Secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, a Ramallah no final do mês de maio, a capital de fato dos palestinos, as forças de segurança da ANP prenderam ou notificaram dezenas de palestinos a comparecerem perante os tribunais para serem interrogados.

Muitos desses palestinos foram acusados de "insultar" líderes palestinos em plataformas de redes sociais ou de manifestarem apoio aos rivais da ANP, Hamas e demais facções palestinas.

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Palestinos: A Batalha para Roubar os Fundos para a Reconstrução

por Khaled Abu Toameh  •  18 de Junho de 2021

  • A Autoridade Nacional Palestina salienta que ela deveria ser a única no comando da reconstrução e que todos os fundos deveriam ser canalizados por meio de seu governo. O Hamas, por outro lado, insiste que os recursos da comunidade internacional sejam encaminhados diretamente para seus cofres.

  • "Os palestinos têm o dever de acabar com esta ocupação iraniana na Palestina para que eles possam viver em paz." — Nora Shanar, escritora saudita, Elaph, 10 de maio de 2021.

  • O recado que árabes e muçulmanos estão passando ao governo Biden e aos demais doadores do Ocidente é o seguinte: parem de jorrar dinheiro em cima dos corruptos e malogrados líderes palestinos, cuja especialidade é roubar dinheiro de doações internacionais. Os palestinos não precisam tanto de dinheiro quanto de novos líderes cujo compromisso com o bem-estar de seu povo seja maior do que com seus próprios bolsos.

O Egito não mediu esforços no sentido de ajudar os palestinos da Faixa de Gaza na esteira da recente rodada de hostilidades entre Israel e o Hamas. Os líderes da Autoridade Nacional Palestina e do Hamas só querem saber de uma coisa: forrar seus próprios cofres com fundos destinados a aliviar o sofrimento dos palestinos. Foto: comboio carregado de equipamentos e materiais de construção fornecidos pelo Egito chega à Faixa de Gaza pelo Posto de Passagem de Rafah em 4 de junho de 2021. (Foto: Said Khatib/AFP via Getty Images)

No mês passado, o Egito obteve sucesso em seus esforços no sentido de fechar um cessar-fogo entre Israel e o Hamas. Desde então, no entanto, o Egito não conseguiu arranjar um acordo entre o Hamas e a Autoridade Nacional Palestina sobre a reconstrução de edifícios e casas que foram destruídos durante o conflito de 11 dias.

O Egito não mediu esforços no sentido de ajudar os palestinos da Faixa de Gaza na esteira da recente rodada de hostilidades entre Israel e o Hamas.

Primeiro, o presidente egípcio Abdel Fattah Sisi prometeu doar US$500 milhões para o trabalho de reconstrução. (o Catar prometeu uma quantia equivalente para o mesmo propósito).

Segundo, o Egito despachou o chefe de seu Serviço Geral de Inteligência, General Abbas Kamel à Faixa de Gaza e à Cisjordânia para conversas com líderes do Hamas e da Autoridade Nacional Palestina sobre o plano de reconstrução.

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Árabes: Hamas e Irã Transformaram Gaza em um Cemitério de Crianças

por Khaled Abu Toameh  •  12 de Junho de 2021

  • Os árabes estão cientes de que o único interesse do Hamas é passar a mão na cabeça dos mulás de Teerã para extorquir mais dinheiro e armamentos. Os árabes sabem muito bem que se trata apenas de mais uma farsa do Hamas e particularmente do Irã.

  • É... revigorante ver quantos árabes estão cientes dos perigos do envolvimento do Irã com grupos terroristas palestinos que buscam a eliminação primeiro de Israel, depois deles.

  • "As milícias do Hamas na Faixa de Gaza pertencem ao Irã... O Irã quer usar a questão palestina como carta na manga nas negociações de Viena... para forçar os EUA a suspenderem as sanções contra o Irã em troca do fim da escalada da violência que ameaça a segurança de Israel... O destino das armas do Irã é a destruição, não a construção." — Amjad Taha, consagrado jornalista árabe, Twitter, 27 de maio de 2021.

  • "Quanto mais matança e destruição, mais aumentará a receita do Hamas ao mesmo tempo em que os palestinos continuarão sofrendo com o cerco e a miséria." — Saeed Al-Kahel, escritor e analista político, Assahifa, 29 de maio de 2021.

  • "O Irã usou o Hamas e a Jihad Islâmica apenas e tão somente em seu próprio benefício e, se realmente se interessasse pelos palestinos, contribuiria para a reconstrução da Faixa de Gaza... Teerã não contribuiu nem fez doações para projetos humanitários nem de reconstrução em Gaza..." — Samir Ghattas, ex-parlamentar egípcio e presidente do Fórum Egípcio para Estudos Estratégicos do Oriente Médio, Al-Arabiya.net, 26 de maio de 2021.

  • O especialista egípcio, (Muhammad Mujahid Al-Zayyat, consultor do Centro Egípcio de Inteligência e Estudos Estratégicos), se une a outros árabes no sentido de alertar a Administração Biden e as potências ocidentais para o perigo do Irã ser recompensado pela guerra terrorista do Hamas contra Israel.

  • Resta saber se a Administração Biden e as potências ocidentais irão dar o devido valor a este alerta ou continuar enfiando as cabeças na areia, fazendo de conta que os mulás do Irã, em troca de gigantescas propinas dos EUA, mudarão seus vieses selvagens . Eles não mudaram da última vez, o que acontecerá à região se eles não mudarem novamente?

A assertiva do Hamas de que "venceu" a última guerra contra Israel caiu no ridículo e virou motivo de chacota por muitos árabes, que estão cientes de que o único interesse do Hamas é passar a mão na cabeça dos mulás de Teerã para extorquir mais dinheiro e armamentos. Foto: "Líder Supremo" do Irã, Aiatolá Ali Khamenei (direita) com o líder do Hamas, Ismail Haniyeh em Teerã em 12 de fevereiro de 2012. (Imagem: khamenei.ir/AFP via Getty Images)

A assertiva do Hamas de que "venceu" a última guerra contra Israel caiu no ridículo e virou motivo de chacota por muitos árabes que não temem assim qualificar o grupo terrorista apoiado pelo Irã por este mentir aos palestinos e ao restante do planeta.

Os árabes também não têm medo de responsabilizar o Hamas pela massiva destruição em massa e pela perda de vidas de palestinos e israelenses inocentes, a fim de servir aos interesses do senhorio iraniano.

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