Últimas Análises e Comentários

Criticar o Terrorismo Configura "Doença Mental"?

por Guy Millière  •  8 de Outubro de 2018

  • Um relatório de 615 páginas foi recentemente publicado, escrito por Hakim El Karoui, conselheiro de Macron, encarregado de projetar as novas instituições de um "Islã da França". O relatório define o islamismo como uma "ideologia totalmente distinta do Islã" e jamais aborda as ligações do islamismo com o terrorismo. O relatório também insiste na urgência em divulgar o "verdadeiro Islã" na França e adotar o ensino do árabe no ensino médio das escolas públicas.

  • A requisição do tribunal para que Marine Le Pen se submeta a uma avaliação psiquiátrica para definir se ela é ou não sã, indica que as autoridades francesas podem estar revivendo o antigo método da "psiquiatria" usado pelos soviéticos para silenciarem dissidentes e opositores políticos.

  • A ofensiva legal contra Marine Le Pen foi, na realidade, somada à ofensiva financeira. Ainda que Le Pen não vá para a prisão, parece que a lei foi usada para abrir a possibilidade de declará-la inelegível para as eleições do Parlamento Europeu previstas para maio de 2019.

Marine Le Pen (foto na tribuna), líder do Partido Frente Nacional, da direita francesa, publicou tuítes críticos ao grupo terrorista Estado Islâmico, com fotos de suas vítimas assassinadas. Por isso ela foi acusada pelo crime de "disseminar imagens violentas" e ordenada por um tribunal a se submeter a uma avaliação psiquiátrica para determinar se ela é ou não sã. (Foto: Jens Schlueter/Getty Images)

Em 16 de dezembro de 2015 um jornalista francês comparou em uma das principais estações de rádio o Partido Frente Nacional, de direita da França, ao Estado Islâmico (ISIS) dizendo que existe uma "comunhão de espírito" entre eles e que ambos pressionam aqueles que os apoiam a "se fecharem em suas próprias identidades". Marine Le Pen, presidente do partido Frente Nacional, comentando a respeito de um "escorregão verbal inaceitável", pediu à estação de rádio o direito de resposta. Na sequência ela publicou imagens no Twitter que mostravam corpos das vítimas do Estado Islâmico, acrescentando: "ISIS é isso!"

A mídia francesa imediatamente a acusou de postar imagens "indecentes" e "obscenas" e logo depois o governo francês instruiu o Departamento de Justiça a indiciá-la. Em 8 de novembro de 2017 a assembleia nacional francesa também suspendeu a imunidade parlamentar dela.

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Turquia: Construindo Mesquitas, Destruindo o Cristianismo

por Uzay Bulut  •  4 de Outubro de 2018

  • Enquanto uma enorme mesquita turca está sendo inaugurada na Alemanha, a maior escola teológica ortodoxa cristã permanece fechada por quase 50 anos, por ordem do governo turco. Além disso, a menos de um quilômetro do instituto cristão fechado, um novo centro de estudos islâmicos, abrangendo uma área total de 200 acres está programado para ser construído.

  • Os gregos da Turquia, remanescentes do outrora grande Império Bizantino, são brutalmente perseguidos e praticamente exterminados. Eles foram expostos, entre outros crimes contra a humanidade, a um genocídio, pogroms e deportações forçadas nas mãos de vários governos turcos. Como resultado, há somente cerca de 1.300 gregos em Istambul. Mas, apesar de seu ínfimo contingente, a moribunda comunidade grega ainda sofre discriminação e violações de seus direitos.

  • O governo turco, que mantém fechada a maior escola de teologia cristã do país, dispende grande parte de seu orçamento anual na construção de mesquitas mundo afora.

Em 29 de setembro, o presidente turco Recep Tayyip Erdogan inaugurou mais uma mesquita na Europa patrocinada pela Turquia, "A Mesquita Central de Colônia", localizada em Colônia, Alemanha. (Foto: Carsten Koall/Getty Images)

O governo turco gasta centenas de milhões de dólares na construção de mesquitas como parte de um programa de longo prazo com o intuito de promover o Islã ao redor do mundo. Muitos muçulmanos esperam que as novas mesquitas espalhadas pela Europa fomentem e facilitem sua intenção de disseminar o Islã para os países não islâmicos e persuadir os "infiéis" cristãos a abandonarem sua fé em prol do Islã.

Em 29 de setembro, o presidente turco Recep Tayyip Erdogan inaugurou mais uma mesquita na Europa patrocinada pela Turquia, "A Mesquita Central de Colônia", localizada em Colônia, Alemanha.

A agência Anadolu, financiada pelo governo turco, relatou em 25 de setembro:

A Mesquita Central de Colônia, construída pela União Turco-Islâmica para Assuntos Religiosos (DITIB), após oito anos de obras, conta com a capacidade de acomodar 1.200 pessoas.

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Catar: Generoso Financiador de Mesquitas Francesas

por Giulio Meotti  •  1 de Outubro de 2018

  • A Grande Mesquita de Poitiers, por exemplo, fica nas proximidades do local onde ocorreu a Batalha de Tours, onde Charles Martel, soberano dos francos, deteve o avanço do exército muçulmano de Abdul al-Rahman no ano 732.

  • "Nós recebemos financiamento do exterior... Os recursos são enviados pelos fiéis da Arábia Saudita e do Catar," salienta Ahmed Jamaleddine, tesoureiro da associação Amal, que está por trás da construção da "Grande Mesquita de Saint-Denis." A famosa catedral, Basílica de Saint-Denis também está localizada em Saint-Denis, nela se encontra a necrópole real onde estão enterrados inúmeros reis franceses.

  • Parece que o Emir do Catar sabe muito mais da história francesa do que muitos franceses.

A Mesquita Assalam em Nantes. (Imagem: Belgacem Ben Said/Wikimedia Commons)

As atividades do Catar na França deveriam causar muita inquietação naqueles que se preocupam com a estabilidade das democracias europeias. Durante anos o Catar tem sido o motivo de muitas reclamações no que diz respeito ao fundamentalismo islâmico e seu suposto apoio à Irmandade Muçulmana, Irã, ISIS, elementos da Al-Qaeda, Hamas, Talibã e outros extremistas.

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Alemanha: Partido Anti-imigração Decola em Popularidade

por Soeren Kern  •  27 de Setembro de 2018

  • Os adversários da AfD, que muitas vezes classificam o partido como "extrema-direita" ou "extremista", alegam que os supostos laços do partido com grupos neonazistas representam uma ameaça existencial à ordem constitucional da Alemanha. Os partidários da AfD contra-argumentam que o establishment politicamente correto da Alemanha, com medo de perder seu poder e influência, procura banir um partido legítimo que se compromete em colocar em primeiro lugar os interesses dos cidadãos alemães.

  • "A migração é a mãe de todos os problemas." — Ministro do Interior da Alemanha Horst Seehofer.

  • "O extremismo não pode ser combatido com exclusão e sim observando-se os fatos. Aqueles que querem se aproximar dos cidadãos apreensivos devem sair das trincheiras ideológicas." — Oswald Metzger no conceituado blog alemão Tichys Einblick.

Acima: passeata do silêncio, organizada pelo partido Alternativa para a Alemanha (AfD), em memória das vítimas de crimes violentos perpetrados por migrantes, em 1º de setembro de 2018 em Chemnitz, Alemanha. (Foto de Jens Schlueter/Getty Images)

O assassinato de um cidadão alemão em Chemnitz por dois candidatos a asilo cuja solicitação de asilo havia sido negada e o empenho da polícia alemã em acobertar o caso contribuíram para o salto ao apoio ao partido anti-imigração Alternativa para a Alemanha (AfD) que, de acordo com uma nova pesquisa de opinião, ultrapassou o Partido Social Democrata (SDP) tornando-se a segunda força política da Alemanha.

O apoio à AfD subiu para 17%, enquanto o apoio ao SPD despencou para 16%. A aliança da União Democrata Cristã (CDU) com a União Social Cristã da Chanceler Angela Merkel conta com 28,5% de acordo com uma enquete do Insa Institute publicada pelo jornal Bild em 3 de setembro.

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Suécia: Partido Anti-Imigração se Torna Crucial

por Soeren Kern  •  22 de Setembro de 2018

  • A polícia sueca recebeu mais de 2.300 denúncias de crimes em potencial ligados às eleições deste ano, incluindo intimidação de eleitores e ameaças de violência contra propriedades ou pessoas. Um grupo de observadores internacionais encontrou irregularidades em 46% dos locais de votação visitados. O grupo expressou particular preocupação em relação à falta de sigilo durante a votação. Os mesários suecos permitem que mais de um eleitor (normalmente da mesma família) entrem juntos na cabine de votação, abertamente, para que o membro da família mais alfabetizado possa ajudar os menos alfabetizados a preencherem corretamente a cédula eleitoral.

  • "Estamos preocupados com a dimensão significativa da votação em família, em que mulheres, idosos e enfermos possam ser guiados ou mesmo instruídos em quem votar por um membro da família... Acreditamos que isso pode ser uma maneira de impedir que eleitores escolham livremente seus candidatos." — Declaração dos observadores internacionais dos Voluntários da Democracia.

  • O fato de dezenas de milhares de migrantes, senão centenas de milhares de migrantes estarem recebendo proventos de assistência social sem terem contribuído com nada, indica que o sistema de assistência social da Suécia está fadado a ruir, de acordo com o líder do Democratas Suecos, Jimmie Åkesson.

Nas eleições da Suécia, cada partido tem cédulas eleitorais distintas com o nome do partido em destaque. A escolha das cédulas eleitorais acontece na frente de todo mundo, para que todos os presentes possam ver o partido de preferência do eleitor no momento da escolha da cédula eleitoral. Como resultado, alguns eleitores podem ter se sentido intimidados e relutantes em revelar publicamente que queriam votar no Democratas Suecos. (Imagem: Jens O. Z. Ehrs/Wikimedia Commons)

O estrondoso sucesso do partido anti-imigração Democratas Suecos nas eleições suecas de 9 de setembro tirou tantos votos dos partidos tradicionais que os dois principais blocos do parlamento ficaram praticamente empatados e muito aquém de uma maioria no governo.

O Democratas Suecos conquistaram 17,5% dos votos emergindo como o terceiro maior partido do país, de acordo com os resultados oficiais da eleição divulgados em 16 de setembro. O resultado mostra uma subida de 4,6% em relação aos 12,9% obtidos em 2014, colocando o Democratas Suecos na condição de manterem o equilíbrio de poder no próximo parlamento.

O partido Sociais-democratas de centro-esquerda do primeiro-ministro Stefan Löfven ficou em primeiro, com 28,3% dos votos, o pior resultado em mais de 100 anos. O partido Moderado de centro-direita ficou em segundo, com 19,8% dos votos, uma queda de 3,5% em relação a 2014.

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Itália e Hungria criam 'Eixo Anti-Imigração'

por Soeren Kern  •  12 de Setembro de 2018

  • "Estamos perto de uma guinada histórica a nível continental. Estou perplexo com a falta de sensibilidade de uma esquerda política que agora existe somente para desafiar os outros e acha que Milão não deveria receber o presidente de um país europeu, como se a esquerda tivesse autoridade de decidir quem tem e quem não tem o direito de falar. E depois a esquerda ainda se espanta que ninguém mais vota nela". − Ministro do Interior da Itália Matteo Salvini.

  • "Esta é a primeira de uma longa série de encontros para mudar o destino, não só da Itália e da Hungria, como também de todo continente europeu". − Ministro do Interior da Itália Matteo Salvini.

  • "Precisamos de uma nova Comissão Europeia compromissada com a defesa das fronteiras da Europa. Precisamos de uma Comissão, após as eleições europeias, que não castigue esses países, no caso a Hungria, que protegem as suas fronteiras." — Primeiro Ministro da Hungria Viktor Orbán.

Encontro do primeiro-ministro da Hungria Viktor Orbán e do ministro do interior da Itália Matteo Salvini em Milão, Itália, em 28 de agosto. (Imagem: captura de tela de vídeo RT France)

O primeiro-ministro da Hungria Viktor Orbán e o ministro do interior da Itália Matteo Salvini prometeram criar um "eixo anti-imigração" para conter as políticas pró-migração da União Europeia.

Ao se encontrarem em Milão em 28 de agosto, Orbán e Salvini prometeram trabalhar juntamente com a Áustria e o Grupo de Visegrad, República Tcheca, Hungria, Polônia e Eslováquia, para se contraporem a um grupo de países pró-migração da UE liderado pelo presidente francês Emmanuel Macron.

Orbán e Salvini buscam uma estratégia coordenada antecipando-se às eleições do Parlamento Europeu em março de 2019, com o objetivo de derrotar o Partido Socialista Europeu (PES) pró-imigração, partido pan-europeu representando partidos socialistas a nível nacional de todos os estados membros da UE. O objetivo é mudar a composição política das instituições europeias, entre elas o Parlamento Europeu e a Comissão Europeia, a fim de reverter as políticas de migração de portas abertas da UE.

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O Governo da Suécia Financia o Antissemitismo

por Nima Gholam Ali Pour  •  29 de Agosto de 2018

  • O município de Malmö usa o dinheiro dos contribuintes para apoiar o "Grupo 194", uma organização que publica imagens antissemitas em sua página no Facebook, como por exemplo uma caricatura difamatória retratando um judeu bebendo sangue e comendo uma criança.

  • Na Suécia, o antissemitismo importado do Oriente Médio é financiado com dinheiro do contribuinte, de modo que quando há escândalos, eles são frequentemente tratados pelos protagonistas que participaram da divulgação de seu conteúdo.

  • Até o momento não está sendo tomada nenhuma providência efetiva contra a disseminação do antissemitismo na Suécia.

Em 9 de dezembro de 2017 a sinagoga em Gotemburgo, na Suécia, foi atacada com bombas incendiárias. (Imagem: Lintoncat/Wikimedia Commons)

À medida que as principais cidades suecas como Malmö se destacam como lugares onde os judeus sofrem ameaças, o antissemitismo na Suécia vem despertando a atenção internacional. Será que a Suécia realmente merece essa má reputação ou há um certo mal-entendido?

Em dezembro de 2017, assim que o presidente dos EUA Donald J. Trump reconheceu Jerusalém como a capital de Israel, irromperam manifestações em Malmö. Os manifestantes, normalmente com background árabe, gritavam "queremos a nossa liberdade de volta, vamos atirar nos judeus", uma capela no cemitério judaico foi atacada com bombas incendiárias. Em Gotemburgo, a sinagoga também foi atacada com bombas incendiárias.

O jornal Kvällsposten de Malmö, descreveu como a congregação judaica de Malmö procura se proteger, eles não são israelenses, são judeus suecos:

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Novos Patamares da Hipocrisia Turca

por Uzay Bulut  •  28 de Agosto de 2018

  • Segundo um boletim de notícias de 2005, havia apenas 1.244 gregos em Istambul. Além disso, mesmo as minúsculas minorias estão, ao que tudo indica, deixando a Turquia em contingentes cada vez maiores, para fugirem da instabilidade e agressividade a que estão sujeitas no país.

  • Inúmeros muçulmanos turcos, que estão na mira dos abusos de Erdogan aos direitos humanos, parecem chocados com os atuais incidentes antidemocráticos que ocorrem na Turquia. Não deveriam estar, esses abusos ocorrem no país há décadas. É provável que os turcos continuem vivendo debaixo da opressão que eles próprios criaram.

  • É preciso lembrar Erdogan que não é Israel, vibrante democracia em franco desenvolvimento com direitos iguais a todos os seus cidadãos, cujo comportamento é reminiscente de capítulos sombrios da história. É a Turquia.

Na foto acima de setembro de 1955 vândalos turcos muçulmanos em Istambul destroem lojas pertencentes a cristãos gregos. (Imagem: Wikimedia Commons)

Durante uma reunião parlamentar do partido ora no poder Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP) em 24 de julho, o presidente turco Recep Tayyip Erdogan chamou Israel o "estado mais sionista, mais fascista e mais racista do planeta". Referindo-se à recente aprovação pelo Knesset (Parlamento de Israel) da "Lei Básica: que Define o País como Estado-nação do Povo Judeu",Erdogan atacou a visão do governo israelense como "nada diferente da obsessão de Hitler com a raça ariana".

Na realidade, não há nada "fascista" nem "racista" na nova lei israelense. Pelo contrário, conforme observou David Hazony no Forward:

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A Razão Secreta dos Árabes Repudiarem a Lei que Define o País como Estado-nação do Povo Judeu

por Bassam Tawil  •  27 de Agosto de 2018

  • Líderes árabes israelenses se manifestam de maneira depreciativa em relação a Israel com o intuito de alcançarem maior visibilidade. Eles sabem que nenhum jornal mencionaria o nome deles se estivessem às voltas com questões como esgoto ou falta de salas de aula em escolas árabes. No entanto, se eles disserem algo de ruim sobre Israel ou se provocarem os judeus, os holofotes com certeza estarão em cima deles.

  • Os líderes árabes israelenses podem incitar contra Israel o quanto eles quiserem. A difamação não mudará a realidade de que Israel é a única democracia próspera do Oriente Médio e que trata as minorias com respeito. Enquanto as minorias são perseguidas e assassinadas na Síria, Líbano, Egito, Iraque, Líbia e outros países árabes e islâmicos, os cidadãos árabes de Israel estão sendo integrados no país. Eles ocupam altos cargos na Suprema Corte, no Ministério das Relações Exteriores, no setor de saúde e até na Polícia de Israel. Eles podem trabalhar em qualquer lugar, podem viajar para qualquer lugar do país e continuarão desfrutando de todos os privilégios, benefícios e liberdades que os cidadãos judeus usufruem.

  • Certos líderes árabes querem que Israel desista de seu desejo de ser a pátria dos judeus, porque eles esperam que um dia os judeus se tornem minoria em seu próprio país. Por tempo demais, esses líderes têm incitado seus eleitores contra Israel e contra os judeus. Se esses líderes são tão infelizes em Israel, talvez devam considerar se mudar para Ramala, Faixa de Gaza ou qualquer outro país árabe. Quem sabe pensariam em renunciar ao Knesset. O que os impede? O fato de ser a pátria dos judeus, supostamente tão danosa a eles, onde eles e seus filhos podem viver e prosperar.

Zouheir Bahloul, membro árabe do Knesset, é o último cidadão árabe de Israel que tem o direito de reclamar de discriminação. Por décadas a fio ele foi um dos jornalistas esportivos mais famosos de Israel, reverenciado tanto por árabes como por judeus. Ele sempre desfrutou de uma vida confortável em Israel, vida que nem em sonho ele poderia ter em nenhum país árabe. (Foto: porta-voz do Knesset)

A hipocrisia dos representantes dos cidadãos árabes de Israel, que estão chorando: 'não é justo', com respeito à nova Lei que Define o País como Estado-nação do Povo Judeu, atingiu novos patamares nos últimos dias.

São os mesmos representantes cujas palavras e ações causaram graves danos às relações entre judeus e árabes nas últimas duas décadas em Israel e também aos interesses de seus próprios eleitores, os cidadãos árabes de Israel.

Os líderes árabes israelenses, especificamente os membros do Knesset, dizem estar indignados, não só porque a lei define Israel como a pátria do povo judeu, mas também porque a nova legislação não diz nada sobre a plena igualdade de direitos a todos os cidadãos.

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Europa: Rezar em Espaços Públicos

por Giulio Meotti  •  19 de Agosto de 2018

  • Esses países árabes sabem mais do que a Europa que para conter o fundamentalismo islâmico é crucial controlar a rua.

  • O fato de 140 mil muçulmanos terem recentemente se reunido na Inglaterra para um evento de reza na rua, organizado por uma mesquita conhecida por seu extremismo e ligações com terroristas jihadistas, não deveria alarmar somente as autoridades britânicas, mas também as de outros países europeus.

Pode até não ser uma coincidência que muitos jihadistas britânicos vieram de Birmingham, que é chamada de "capital jihadista da Grã-Bretanha". Foto: Birmingham Central Mosque, Birmingham, Inglaterra. (Imagem: Oosoom/Wikimedia Commons)

Há poucos meses, uma convulsão global tomou conta da mídia depois que católicos poloneses tomaram parte em um evento de uma reza pública com a enorme participação da população ao redor do país. A BBC considerou-a "controversa" por conta "de apreensões segundo as quais ela poderia ser vista como endosso à recusa do Estado à entrada de migrantes muçulmanos".

A mesma polêmica, no entanto, não tomou conta da Grã-Bretanha quando 140 mil muçulmanos rezaram no Small Heath Park de Birmingham, em um evento organizado pela Green Lane Mosque para celebrar o fim do Ramadã.

A França está discutindo se deve ou não bloquear a reza nas ruas. "Rezas nas ruas não serão permitidas, vamos impedir a reza nas ruas" declarou o ministro do interior Gerard Collomb.

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Reino Unido: Discriminação aos Refugiados Cristãos

por Judith Bergman  •  16 de Agosto de 2018

  • A ONU recomendou a transferência de 1.358 refugiados sírios para que fossem reassentados na Grã-Bretanha durante o primeiro trimestre de 2018, dos quais apenas quatro eram cristãos. A Grã-Bretanha concordou em reassentar 1.112 desses refugiados, todos muçulmanos, recusando-se a aceitar cristãos.

  • "Conforme mostram as estatísticas realizadas no ano passado, ampla e contundentemente, não se trata de um ponto fora da curva. Elas mostram um padrão discriminatório e que o governo tem a obrigação legal de tomar medidas concretas para resolver o problema." — Lorde David Alton de Liverpool, em uma carta ao Secretário do Interior do Reino Unido Sajid Javid.

  • Que iniciativas específicas, fora as palavras vazias, o governo do Reino Unido pretende adotar para corrigir os danos já causados e evitar ainda mais danos?

A ONU recomendou a transferência de 1.358 refugiados sírios para serem reassentados na Grã-Bretanha durante o primeiro trimestre de 2018, dos quais apenas quatro eram cristãos. O Home Office do Reino Unido concordou em reassentar 1.112 desses refugiados, todos muçulmanos, recusando-se a aceitar cristãos. (Foto: Peter Macdiarmid/Getty Images)

Não faz muito tempo que o governo britânico parece ter resolvido dar a impressão que se preocupa com a perseguição aos cristãos. Em 18 de julho a primeira-ministra Theresa May salientou no Parlamento:

"Como governo, estamos ao lado dos cristãos perseguidos de todo o mundo e continuaremos a apoiá-los. É difícil entender que hoje em dia ainda haja ataques e assassinatos devido à fé cristã. Devemos reafirmar nossa determinação em defender todos, qualquer que seja a sua religião, a liberdade de praticar qualquer religião ou crença em paz e segurança."

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Noivas Crianças na Turquia

por Burak Bekdil  •  14 de Agosto de 2018

  • De acordo com o Fundo Turco de Filantropia, 40% das meninas com menos de 18 anos na Turquia são forçadas a se casarem.

  • Em janeiro de 2018, um órgão do governo sob jurisdição do presidente Recep Tayyip Erdoğan sugeriu que, de acordo com a lei islâmica, meninas a partir dos 9 anos de idade e meninos a partir dos 12 podem se casar.

  • "Baixa escolaridade" abrange quase toda a Turquia: a escolaridade média no país é de apenas 6,5 anos.

  • Na Turquia não dá em nada abusar de uma menina de 13 anos de idade, mas mexer com o presidente são outros quinhentos.

Presidente da Turquia de 2007 a 2014, Abdullah Gül (à esquerda), tinha 30 anos quando se casou com Hayrünnisa (à direita) que na época tinha 15 anos de idade. (Foto: da assessoria de imprensa da OTAN via Getty Images)

Onde você gostaria que sua filha estivesse aos 13 anos de idade? Na escola ou na cama com um adulto? A resposta a uma pergunta dessa natureza é o óbvio ululante em grande parte do mundo. Nas sociedades islâmicas, no entanto, como na Turquia, que não é árabe e teoricamente secular, a resposta é um tiro no escuro. Normalmente nesses países o poder da polícia do governo não combate essa tradição patriarcal, muito pelo contrário, ela a apoia.

O ex-presidente da Turquia,Abdullah Gül ex-aliado e cofundador islamista do homem forte Recep Tayyip Erdoğan, do partido que governa a Turquia desde 2002, tinha 30 anos quando se casou com Hayrünnisa que na época tinha 15 anos. Gül, nomeado para a presidência por Erdoğan foi o primeiro presidente islamista da Turquia.

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Espanha: Nova Porta de Entrada da Migração em Massa para a Europa

por Thomas Paul Wiederholen  •  13 de Agosto de 2018

  • O governo socialista do primeiro-ministro Pedro Sánchez da Espanha prometeu assistência médica gratuita aos migrantes, salientou que avaliará cada pedido de asilo individualmente.

  • A maioria dos migrantes irregulares resgatados no Mediterrâneo Central muito provavelmente não são refugiados conforme preconiza a Convenção de Genebra, uma vez que cerca de 70% vêm de países ou regiões que não sofrem com conflitos violentos ou regimes opressivos". − Segundo um levantamento realizado em 2017 pela Comissão Europeia.

  • "Criamos abrigos para refugiados para dezenas de milhares de pessoas, mas há centenas de milhares de migrantes ilegais em nosso país. Isso tem prejudicado e muito a situação da segurança. Entre eles se encontram terroristas, criminosos e traficantes de pessoas que não ligam para os direitos humanos. É horrível." − Líder líbio Fayez al-Sarraj.

Foto: trecho da fronteira entre o Marrocos e o enclave espanhol de Ceuta. (Imagem: David Ramos/Getty Images)

Em 26 de julho cerca de 800 migrantes da África Subsariana avançaram de forma violenta sobre a cerca da fronteira entre o Marrocos e o enclave espanhol de Ceuta, onde viviam ilegalmente. Segundo as autoridades espanholas:

"Visando impedir que a 'Guarda Civil' se aproximasse da área invadida, os migrantes lançaram contra os policiais garrafas pet com excrementos e cal, pedras e paus e ainda fizeram uso de aerossóis como lança-chamas."

Muitos ficaram feridos no confronto, 602 migrantes conseguiram entrar em território espanhol.

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Alemanha: Ascensão dos Salafistas

por Soeren Kern  •  12 de Agosto de 2018

  • "Os salafistas se veem como guardiões do Islã original, puro... Como consequência, os salafistas querem implantar uma "teocracia" de acordo com a sua interpretação das diretrizes da Lei Islâmica (Sharia), na qual não se aplica mais a ordem democrática liberal." — Relatório Anual do Departamento Federal para a Proteção da Constituição da Alemanha (BfV).

  • "Sob o pretexto de ajuda humanitária, os islamistas conseguiram radicalizar inúmeros migrantes. No passado, os salafistas em particular, procuraram estender a mão aos migrantes. Eles visitavam abrigos para refugiados para esse fim, oferecendo assistência. O grupo alvo não era apenas o dos migrantes adultos, era também o dos adolescentes desacompanhados que, devido à sua situação e idade, são particularmente suscetíveis às práticas missionárias salafistas". − Relatório Anual do Departamento Federal para a Proteção da Constituição da Alemanha (BfV).

  • O relatório do BfV mostra uma ligação direta entre o aumento do antissemitismo na Alemanha e a ascensão dos movimentos islamistas no país: "a 'imagem inimiga do judaísmo', portanto, forma o pilar central da propaganda de todos os grupos islamistas... Isso representa uma ameaça significativa à coexistência pacífica e à tolerância na Alemanha."

Foto: milhares de pessoas ouvem com atenção o pregador salafista Pierre Vogel discursar em um comício para simpatizantes em 9 de julho de 2011 em Hamburgo, Alemanha. (Foto: Christian Augustin/Getty Images)

O número de salafistas localizados na Alemanha mais que dobrou nos últimos cinco anos, ultrapassando pela primeira vez a marca dos 10 mil, de acordo com a Agência de Inteligência Interna da BfV da Alemanha. A BfV calcula que haja na Alemanha mais de 25 mil islamistas, dos quais praticamente 2 mil representam uma ameaça iminente.

Os dados fazem parte do último relatório anual do Departamento Federal para a Proteção da Constituição (Bundesamt für Verfassungsschutz, BfV), apresentado pelo ministro do interior, Horst Seehofer e pelo presidente do BfV, Hans-Georg Maaßen em Berlim em 24 de julho.

O relatório, considerado o mais importante indicador de segurança interna da Alemanha, desenha um quadro sombrio. O BfV calcula que o número de islamistas presentes na Alemanha aumentou de 24.425 em 2016 para no mínimo 25.810 por volta do final de 2017.

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A UE Não Tem Como Neutralizar as Sanções dos EUA contra o Irã

por Soeren Kern  •  9 de Agosto de 2018

  • "Quem fizer negócios com o Irã NÃO fará negócios com os Estados Unidos." — Presidente dos EUA Donald J. Trump.

  • "A UE está exigindo que suas maiores corporações apostem todo o bolo por algumas migalhas." — Samuel Jackisch, correspondente em Bruxelas da emissora pública de rádio e TV ARD da Alemanha.

  • "As multas hoje em dia atingem a casa dos bilhões, de modo que não vale a pena arriscar um pequeno negócio e quiçá agradar um governo europeu." — banqueiro de investimentos citado pela Reuters.

Em um comunicado conjunto, a chefe da diplomacia europeia Federica Mogherini (foto) e os ministros das relações exteriores da França, Alemanha e Reino Unido admitiram abertamente que para a UE o acordo com o Irã gira exclusivamente em torno de interesses econômicos, prometendo proteger as empresas europeias das penalidades americanas. (Foto: Dean Mouhtaropoulos/Getty Images)

A União Europeia anunciou uma nova regulamentação destinada a blindar as empresas europeias do impacto das sanções impostas ao Irã pelos Estados Unidos. A medida, que foi recebida com ceticismo pela mídia empresarial europeia, provavelmente não produzirá resultados: a aposta da UE é que as empresas europeias arrisquem seus interesses comerciais no mercado norte-americano em troca do mercado iraniano, infinitamente menor.

O assim chamado "Estatuto de Bloqueio" entrou em vigor em 7 de agosto, no mesmo dia em que a primeira rodada de sanções dos EUA contra o Irã foi oficialmente reintroduzida. As sanções têm como alvo a compra de dólares americanos pelo Irã, principal moeda para transações financeiras internacionais e compra de petróleo, bem como o setor automotivo, aviação civil, carvão, software industrial e de metais. A segunda rodada de sanções, bem mais robusta, que terá como alvo as exportações de petróleo do Irã, entrará em vigor em 5 de novembro.

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