Últimas Análises e Comentários

Escravidão Galopante na África e Oriente Médio, O Ocidente Erroneamente Acusa a Si Próprio

por Giulio Meotti  •  29 de Julho de 2020

  • Para os ativistas interseccionais, os EUA são o maior opressor do mundo, não a China, nem a Coreia do Norte, nem a Arábia Saudita, nem o Irã.

  • "O que a mídia não diz é que os Estados Unidos é o melhor lugar do planeta para se ser negro, mulher, gay, trans ou o que você bem entender. Há problemas sim e precisamos resolvê-los. Mas a nossa sociedade e os nossos sistemas estão muito longe de serem racistas". — Ayaan Hirsi Ali, Twitter, 9 de junho de 2020.

  • "O novo antirracismo é o racismo disfarçado de humanismo (...) Subentende-se aí que qualquer um de pele branca não presta... e que todo negro é vítima".— Abnousse Shalmani, natural de Teerã, agora vive em Paris, para o Le Figaro, 12 de junho de 2020.

  • "Os Estados Unidos parecem diferentes, quando se é criado na África e no Oriente Médio como eu. — Ayaan Hirsi Ali, The Wall Street Journal, 26 de junho de 2020.

  • Já está mais do que na hora dos Estados Unidos pararem de financiar as Nações Unidas... As Nações Unidas estão sendo usadas para perpetuar a injustiça, não acabar com ela.

  • Os verdadeiros mercadores de escravos e racistas, aqueles que acreditam que as sociedades e os valores ocidentais nem deveriam existir, provavelmente olham para a atual autoflagelação ocidental e aplaudem euforicamente.

De acordo com Ayaan Hirsi Ali, que fugiu da Somalia, sua terra natal e agora vive nos Estados Unidos: "o que a mídia não diz é que os Estados Unidos é o melhor lugar do planeta para se ser negro, mulher, gay, trans ou o que você bem entender. Há problemas sim e precisamos resolvê-los. Mas a nossa sociedade e os nossos sistemas estão muito longe de serem racistas" (Foto: Mark Wilson/Getty Images)

Os Estados Unidos aboliram a escravidão há 150 anos e implantaram um sistema de cotas para as minorias. É o país que elegeu um presidente negro, Barack Obama, duas vezes! No entanto, um novo movimento está derrubando um monumento histórico atrás do outro, como se os EUA ainda estivessem escravizando afro-americanos. Ativistas em Washington DC chegaram até a visar o Memorial da Emancipação, que retrata o presidente Abraham Lincoln, que pagou com a vida pela libertação dos escravos.

Hoje, ainda há escravidão em muitas regiões da África e do Oriente Médio, mas o público ocidental auto-flagelante dirige o foco de forma obsessiva apenas e tão somente no passado do Ocidente quando da escravidão dos africanos, em vez de olhar para a escravidão real e ininterrupta, que vai muito bem, obrigado! E ignorada. Para os escravos de hoje não há manifestações nas ruas, pressão política internacional e praticamente nada na mídia.

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Moderna Escravidão e Hipocrisia do Zelo

por Judith Bergman  •  21 de Julho de 2020

  • Há cerca de 136 mil pessoas submetidas à escravidão moderna só na Grã-Bretanha. A escravidão no Reino Unido toma a forma de trabalho forçado e exploração doméstica e sexual. Entre os grupos que compõem a maioria dos escravos se encontram os albaneses e vietnamitas. — Índice Global de Escravidão, 2018.

  • Calcula-se que haja atualmente cerca de 9,2 milhões de escravos negros na África. Escravidão de acordo com o Índice, engloba trabalho forçado, exploração sexual e casamento forçado. — Índice Global de Escravidão, 2018.

  • "De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT) da ONU, há hoje mais de três vezes o número de pessoas em servidão forçada do que o número de capturados e vendidos durante os 350 anos de tráfico negreiro transatlântico", Time Magazine 14 de março de 2019.

  • A escravidão moderna aufere às redes criminosas cerca de US$150 bilhões por ano, pouco menos do que o contrabando de drogas e o tráfico de armas.

  • "Os países do G-20 importam cerca de US$354 bilhões a cada ano de produtos suscetíveis de terem sido produzidos por meio da escravidão moderna". — Índice Global de Escravidão, 2018.

  • Raichatou, escrava malinesa, contou ao jornal The Guardian em 2013, que ela se tornou escrava aos sete anos de idade quando a sua mãe, também escrava, morreu. "Meu pai presenciou, sem poder fazer nada, o dono da minha mãe buscar a mim e meus irmãos", disse ela. Ela trabalhou como serva da família sem remuneração por quase 20 anos, foi forçada a se casar com outro escravo sem saber quem ele era, para que ela pudesse gerar mais escravos ao seu mestre.

Enquanto o movimento Black Lives Matter (BLM) e seus puxa-sacos debatem interminavelmente a mudança de nomes de ruas e a remoção de estátuas, ignoram ao mesmo tempo os impressionantes 40 milhões de vítimas da verdadeira escravidão no mundo de hoje, entre eles cerca de 9,2 milhões de homens, mulheres e crianças, hoje escravizados na África. Foto: vândalos tentando derrubar a estátua do presidente americano Andrew Jackson na Lafayette Square, em 22 de junho de 2020, próximo à Casa Branca em Washington, DC. (Foto: Tasos Katopodis/Getty Images)

Os noticiários estão repletos de reportagens sobre os apoiadores do movimento Black Lives Matter (BLM) que vandalizam e derrubaram estátuas de mercadores de escravos, donos de escravos e qualquer um que eles consideram ter alguma ligação histórica com a escravatura. Em Bristol na Inglaterra, uma estátua do mercador de escravos Edward Colston foi derrubada e jogada no rio. Na Bélgica, estátuas do rei Leopoldo foram desfiguradas.

Os atos fizeram com que algumas autoridades locais aventassem a possibilidade de retirar todas as estátuas consideradas ofensivas às atuais suscetibilidades. O prefeito de Londres Sadiq Khan anunciou a formação de uma comissão para examinar o futuro dos marcos da cidade, como estátuas e nomes de ruas da capital do Reino Unido.

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Uma Breve História do Antifa: Parte I

por Soeren Kern  •  15 de Julho de 2020

  • Indícios casuais e empíricos mostram que o Antifa é de fato fortemente conectado em rede, pesadamente financiado, presente globalmente. O movimento conta com uma estrutura organizacional horizontal com dezenas, provavelmente centenas de grupos locais.

  • O objetivo de longo prazo declarado pelo Antifa, tanto nos Estados Unidos quanto no exterior, é o de estabelecer uma ordem mundial comunista. Nos Estados Unidos, o objetivo imediato do Antifa é levar a efeito o fim da administração Trump.

  • Uma tática comumente utilizada pelo Antifa nos Estados Unidos e na Europa é o uso de extrema violência e destruição de propriedades públicas e privadas para provocar a reação da polícia, o que na sequência "prova" a asserção do Antifa de que o governo é "fascista".

  • O Antifa não só é oficialmente tolerado, mas também financiado pelo governo alemão para combater a extrema direita. — Bettina Röhl, jornalista alemã, Neue Zürcher Zeitung, 2 de junho de 2020.

  • "Por conta da covardia, seus integrantes cobrem os rostos e mantêm os nomes em segredo. O Antifa constantemente ameaça com violência e ataques contra políticos e policiais. Promove danos monumentais, sem o menor sentido, a propriedades." — Bettina Röhl, Neue Zürcher Zeitung, 2 de junho de 2020.

Uma tática comumente utilizada pelo Antifa nos Estados Unidos e na Europa é o uso de extrema violência e destruição de propriedades públicas e privadas para provocar a reação da polícia, o que na sequência "prova" a asserção do Antifa de que o governo é "fascista". Foto: Um idoso se retira após ser violentamente espancado por integrantes do Rose City Antifa em 29 de junho de 2019 em Portland, Oregon. (Foto: Moriah Ratner/Getty Images)

O procurador-geral dos EUA William Barr acusou o Antifa, movimento "antifascista", pela explosão da violência nos protestos ligados à morte de George Floyd nos Estados Unidos. "A violência instigada e praticada pelo Antifa e por outros grupos similares nos tumultos é terrorismo doméstico e assim será tratado", salientou ele.

Barr também adiantou que o governo federal tem evidências de que o Antifa "sequestrou" os legítimos protestos ao redor do país com o intuito de "cometer atos ilegais, tumultos violentos, incêndios criminosos, saques a lojas e ataques contra propriedades públicas, policiais e pessoas inocentes chegando até ao assassinato de um agente federal." Mais cedo, o Presidente dos EUA, Donald J. Trump, instruiu o Departamento de Justiça dos EUA a considerar o Antifa uma organização terrorista.

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Black Lives Matter: "Nós Somos Marxistas Treinados" - Parte I

por Soeren Kern  •  14 de Julho de 2020

  • Black Lives Matter é um movimento revolucionário marxista cujo objetivo é transformar os Estados Unidos em uma distopia comunista. O BLM afirma que quer acabar com a família nuclear, polícia, prisões e o capitalismo. Os líderes do BLM ameaçaram "reduzir a cinzas o sistema" se as demandas não forem atendidas. Eles já estão treinando milícias.

  • "Cortar o orçamento da polícia de Los Angeles significa atendimentos mais demorados às chamadas de emergência do 911, significa que os policiais que pedirem reforços não os terão e que também não haverá investigações de estupro, assassinato e agressão ou então levarão uma eternidade, muito menos serem resolvidos." — Los Angeles Police Protective League, sindicato da polícia da cidade.

  • "Os brancos estão tão confusos nos Estados Unidos... Assumindo que hoje há racismo sistemático, esse racismo é contra os brancos, no sentido de que os brancos são responsáveis por todos os males do mundo...." — Dr. Carol M. Swain, professora universitária e membro do conselho consultivo do Black Voices for Trump.

  • "Somos todos seres humanos à imagem de Deus. O Black Lives Matter e o Antifa e organizações do tipo não nos ajudarão a transcender o racismo, o classismo e os "ismos" com os quais eles estão preocupados. Há coisas que podem ser feitas na comunidade negra, mas o mais importante é ajudar as pessoas a perceberem o quão importantes são suas atitudes..." — Dr. Carol M. Swain.

Black Lives Matter é um movimento revolucionário marxista cujo objetivo é transformar os Estados Unidos em uma distopia comunista. O BLM afirma que quer acabar com a família nuclear, polícia, prisões e o capitalismo. Os líderes do BLM ameaçaram "reduzir a cinzas o sistema" se as demandas não forem atendidas. Eles já estão treinando milícias. Foto: Manifestante carrega uma bandeira americana de cabeça para baixo com as inscrições "BLM", durante uma passeata em Boston, Massachusetts em 22 de junho de 2020. (Foto: Joseph Prezioso/AFP via Getty Images)

Uma pesquisa recente conduzida pelo Pew Research Center constatou que mais de dois terços dos americanos apoiam o movimento Black Lives Matter. O massivo apoio levanta a questão sobre o quanto, na realidade, o público está por dentro do que é o BLM.

Superficialmente, o BLM se apresenta como um movimento popular dedicado à nobre missão de combater o racismo e a brutalidade policial. Um olhar mais acurado mostra que o BLM é um movimento marxista revolucionário que visa transformar os Estados Unidos e o mundo inteiro em uma distopia comunista.

Esta é a primeira parte de uma série de dois artigos que revela o seguinte:

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A Gaza que Eles Não Querem que Você Veja

por Bassam Tawil  •  6 de Julho de 2020

  • Como é que o Hamas e seus simpatizantes mundo afora poderão continuar reclamando da pobreza e da miséria quando novos shopping centers e supermercados repletos de roupas e inúmeros tipos de artigos de luxo são abertos em questão de semanas na Faixa de Gaza?

  • Estas imagens também causam enorme mal-estar para os propagandistas anti-Israel que procuram retratar uma realidade de vida completamente diferente na Faixa de Gaza como parte da sua campanha de deslegitimar Israel e demonizar os judeus, responsabilizando-os pelo "sofrimento" dos palestinos.

  • Por que correspondentes estrangeiros e jornalistas palestinos que cobrem o conflito israelense-palestino jogam as fotos desses radiantes e positivos acontecimentos na Faixa de Gaza no lixo? É por que essas imagens não se enquadram em sua narrativa e projeto contra Israel?

Como é que o Hamas e seus simpatizantes mundo afora poderão continuar reclamando da pobreza e da miséria na Faixa de Gaza, quando novos shopping centers e supermercados repletos de roupas e inúmeros tipos de artigos de luxo são abertos em questão de semanas? Foto: um novo shopping center recém-inaugurado na cidade de Gaza em 22 de fevereiro de 2017. (Foto: Mohammed Abed/AFP via Getty Images)

O grupo terrorista palestino Hamas intimou os palestinos da Faixa de Gaza a não postarem fotos da Faixa de Gaza nas plataformas das redes sociais.

Em um comunicado emitido em 9 de junho, o Ministério do Interior controlado pelo Hamas avisou que "as agências de inteligência israelenses estão solicitando aos moradores da Faixa de Gaza, por meio das redes sociais, a usarem os celulares para tirar fotos de várias localidades da Faixa de Gaza".

O Hamas advertiu os palestinos com respeito ao cumprimento do pretenso pedido israelense, sustentando que Israel estava usando contas das redes sociais para "recrutar colaboradores e obter informações".

O Hamas acrescentou que suas forças de segurança estavam monitorando as contas das redes sociais tanto israelenses quanto palestinas e que tomariam "medidas legais" contra os palestinos que mantivessem contato com as ditas agências de inteligência israelenses.

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Enquanto Todos se Ajoelham, Quem Irá Defender a História e a Cultura do Ocidente?

por Giulio Meotti  •  5 de Julho de 2020

  • "Temos medo de que qualquer coisa que façamos esteja relacionada a algo colonial. Há muitos países no afã de se aproveitarem dessa lacuna na governança global: China, Irã, Rússia e Turquia". — Bruce Gilley, The Times, 10 de maio de 2018.

  • O sentimento de culpa pós-colonial britânico está, no entanto, tendo repercussões que vão muito além das estátuas. Ainda há, por exemplo, um silêncio absoluto quanto aos cristãos perseguidos de acordo com um bispo do Reino Unido, que está conduzindo uma reavaliação do governo quanto ao seu sofrimento.

  • Parece que a história ocidental está sendo refeita para retratar toda a civilização ocidental como se ela fosse apenas um grande apartheid. É como se tivéssemos não só que destruir estátuas, como também destruir a nós mesmos. Mas uma democracia bem-sucedida não pode ser construída somente com o apagar do passado.

  • "Todos os registros foram destruídos ou falsificados, todos os livros foram reescritos, todas as imagens foram repintadas, todas as estátuas e prédios nas ruas foram renomeados, todas as datas foram alteradas. E o processo continua dia a dia e minuto a minuto. A história parou. Não existe mais nada, a não ser o presente sem fim, no qual o Partido está sempre certo". — George Orwell, 1984.

  • Qual é o objetivo desse macabro jogo ideológico? É uma exibição de força com o intuito de criar uma revolução cultural, para impedir que se diga que as culturas não são todas iguais, para colocar em julgamento o passado da Europa, para incutir remorso perene nas consciências e espalhar o terror intelectual para promover o multiculturalismo.

A estátua de Churchill em Londres, estadista que enfrentou os nazistas durante a Segunda Guerra Mundial e salvou a Europa da barbárie, foi coberta pelas autoridades da cidade nos últimos protestos. Seu sumiço visual lembra uma das estátuas nuas em Roma que foi coberta pelas autoridades italianas para agradar o presidente iraniano Hassan Rouhani ou então do "sumiço" de retratos de pessoas que o Politburo decidiu terem caído em desgraça na ex-União Soviética. (Foto: Tolga Akmen/AFP via Getty Images)

"O antirracismo não é mais a defesa da equânime dignidade das pessoas e sim uma ideologia, uma visão de mundo," ressaltou o filósofo francês Alain Finkielkraut, filho de sobreviventes do Holocausto.

"O antirracismo sofreu transformações... No momento de grande migração, o antirracismo não é mais considerado uma questão de acolhimento de recém-chegados, integrando-os à civilização europeia, agora virou escancaração dos defeitos desta civilização".

Ele se referia ao "auto-racismo" como "a patologia mais desconcertante e grotesca do nosso tempo".

Sua capital é Londres.

"Derrubem os racistas" consiste num mapa no qual figuram 60 estátuas espalhadas por 30 cidades britânicas. A remoção das estátuas está sendo solicitada para apoiar um movimento que surgiu nos Estados Unidos após o policial branco Derek Chauvin ter matado um homem negro de nome George Floyd pressionando o joelho contra seu pescoço.

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A China se Apodera de Hong Kong: A UE Desdenha

por Giulio Meotti  •  4 de Julho de 2020

  • "A Alemanha está liderando toda a Europa, eles são tão ambiciosos, eles querem ser líderes, mas moralmente estão extremamente colapsados." — Ai Weiwei, artista, La Repubblica, 1º de junho de 2020

  • "A China é um predador e a Europa é sua presa". — François Heisbourg, estudioso francês, Le Figaro, 29 de maio de 2020.

  • Não há mediação com o imperialismo chinês.

  • "Por que morrer por Hong Kong?", os europeus parecem dizer agora."

  • Nos protestos do ano passado, os manifestantes de Hong Kong balançavam a bandeira americana. A China sabe muito bem o significado daquele pequeno posto avançado na frente da sua porta, que conta com liberdade de expressão e estado de direito. Você viu alguma bandeira europeia sendo balançada em Hong Kong? Não, há motivos de sobra.

Nos protestos do ano passado, os manifestantes de Hong Kong balançavam a bandeira americana. A China sabe muito bem o significado daquele pequeno posto avançado na frente da sua porta, que conta comliberdade de expressão e estado de direito. Você viu alguma bandeira europeia sendo balançada em Hong Kong? Não, há motivos de sobra. Foto: manifestantes, muitos balançando bandeiras americanas, participando de um comício pró-democracia em Hong Kong em 14 de outubro de 2019. (Foto: Anthony Wallace/AFP via Getty Images)

Na esteira da aprovação pela China de uma nova lei de segurança nacional para Hong Kong, que na realidade joga uma pá de cal na autonomia da antiga colônia britânica, lei esta assegurada por um tratado internacional, duas democracias anglo-saxônicas imediatamente protestaram veementemente.

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A Alemanha Reassume a Soberania da União Europeia

por Soeren Kern  •  20 de Junho de 2020

  • A decisão aparentemente nebulosa questionou a legitimidade da ordem jurídica e política supranacional da UE... A decisão do tribunal alemão marca uma nova fase no debate sobre o equilíbrio entre soberania nacional e supranacional.

  • Agora a União Europeia se encontra envolvida em uma disputa de poder com o maior estado membro do bloco, a Alemanha. A contenda jurídica ameaça esfacelar não só a moeda única da Europa, o euro, como também a própria UE.

  • "O que me surpreende é a parcialidade e o tom veemente utilizado por certos indivíduos por aqui. Está mais do que claro que o Tribunal de Justiça da União Europeia vem reivindicando há 50 anos a precedência ilimitada à lei europeia, mas quase todos os tribunais constitucionais nacionais e supremas cortes se opõem a isso há tanto tempo quanto. Enquanto não vivermos em um superestado europeu, a condição de cada país membro é ser governado por sua lei constitucional". — Juiz Peter Michael Huber, membro do Tribunal Constitucional alemão, que ajudou a elaborar a decisão.

  • "Não nos esqueçamos jamais: a Europa não é um Estado federativo e sim uma comunidade jurídica desenvolvida a partir do núcleo fundador de uma comunidade econômica em áreas claramente delimitadas da soberania nacional. Qualquer soberania da União Europeia é derivada apenas da soberania dos Estados membros que a compõem." — Klaus-Peter Willsch, membro do parlamento alemão.

O Tribunal Constitucional da Alemanha tomou uma decisão sem precedentes que contesta diretamente a autoridade do Banco Central Europeu e do Tribunal de Justiça da União Europeia. Foto: Juízes do Tribunal Constitucional alemão em sessão em 5 de maio de 2020 em Karlsruhe, ao emitirem a decisão sobre o programa de aquisições de títulos do Banco Central Europeu. (Foto: Sebastian Gollnow/Pool/AFP via Getty Images)

O Tribunal Constitucional da Alemanha tomou uma decisão sem precedentes que contesta diretamente a autoridade do Banco Central Europeu e do Tribunal de Justiça da União Europeia.

A decisão aparentemente nebulosa que procura resgatar a soberania nacional quanto à aquisição de títulos do Banco Central Europeu, questionou a legitimidade da ordem jurídica e política supranacional da UE.

Agora a União Europeia se encontra envolvida em uma disputa de poder com o maior estado membro do bloco, a Alemanha. A contenda jurídica ameaça esfacelar não só a moeda única da Europa, o euro, como também a própria UE.

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Coronavírus: Os Heróis Desaparecidos da China e o Silêncio do Ocidente

por Giulio Meotti  •  7 de Junho de 2020

  • Esses corajosos dissidentes mostraram o quão frágil, tola e perigosa é a casa do regime chinês.

  • O Partido Comunista Chinês "é o maior e mais grave vírus de todos"... Já está na hora de reconhecer a ameaça que o Partido Comunista Chinês representa para toda a humanidade. O PCC reprime e manipula informações para se manter no poder com mais força ainda". — Chen Guangcheng, dissidente chinês cego, agora refugiado nos Estados Unidos, Asianews.it, 27 de abril de 2020.

  • Hoje... se sabemos algumas coisas sobre a China, devemos isso aos heróis desaparecidos da China. Optamos atrozmente por abandoná-los. Pouquíssimos no Ocidente verdadeiramente livre, criticam abertamente as autoridades chinesas e pedem a libertação desses grandes homens e mulheres.

  • A Universidade de Queensland na Austrália, que mantém relações estreitas com a China, está na realidade tentando tomar medidas disciplinares, incluindo a possível expulsão do estudante Drew Pavlou por ele tecer críticas a Pequim. Será que já estamos fazendo o jogo de Pequim de repressão à dissidência?

  • Parafraseando Leon Trotsky: você pode não estar interessado na China, mas a China está interessada em você.

O Dr. Li Wenliang que morreu em consequência do coronavírus em 7 de fevereiro, foi repreendido pelo governo chinês juntamente com sete outros médicos, por terem soado o alerta sobre o surto em dezembro. Ele foi acusado de "espalhar falsos rumores" e de "perturbar a ordem social" e por conta de suas corajosas iniciativas, foi detido e interrogado. Foto: vigília em memória de Wenliang em 7 de fevereiro em Hong Kong. (Foto: Anthony Kwan/Getty Images)

Três ativistas chineses que atuavam na Internet desapareceram e tudo leva a crer que foram detidos pela polícia. Segundo consta, eles teriam sido acusados de guardar artigos que foram removidos pelos censores chineses da Internet. Chen Mei, Cai Wei e a namorada de Cai desapareceram em 19 de abril.

Poucos dias antes, o professor aposentado Chen Zhaozhi foi formalmente preso pela polícia de Pequim por "arrumar confusão e provocar distúrbios" ao proferir um discurso sobre a pandemia. O ex-professor da Universidade de Ciência e Tecnologia de Pequim postou comentários na Internet entre os quais que "a pneumonia de Wuhan não é um vírus chinês e sim um vírus do Partido Comunista Chinês". Além disso, Wang Quanzhang, advogado chinês defensor dos direitos humanos, que cumpriu pena de prisão de mais de quatro anos por "subversão contra o Estado", foi imediatamente colocado em "quarentena", após deixar a penitenciária, leia-se preso.

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Itália: Cavalo de Troia da China Europa Adentro

por Giulio Meotti  •  27 de Maio de 2020

  • Os líderes chineses "acreditam que têm uma janela estreita de oportunidade estratégica para fortalecer seu regime, reescrever a ordem internacional e puxar a sardinha para o seu lado". — Ex-Conselheiro de Segurança Nacional dos EUA McMaster, Battlegrounds: The Fight to Defend the Free World.

  • "A Europa acaba de se tornar a zona tampão no confronto entre a China e os Estados Unidos". — Pierre-Henri d'Argenson, Le Figaro, 28 de abril de 2020.

  • Agora a China está querendo tomar o controle da infraestrutura do sul da Europa. A China já recebeu sinal verde para administrar o maior porto marítimo da Grécia, o porto de Pireu de Atenas que Pequim planeja transformar no maior porto comercial da Europa. Na sequência a China começou a projetar a expansão de portos italianos, onde quatro portos importantes também estão na fila dos investimentos chineses.

  • O Banco Popular da China... "vem acumulando participações acima de 2% (o que torna necessário fazer a Declaração de Aquisição de Participação Acionária Relevante na Itália) em uma série de aquisições das maiores empresas de propriedade acionária da Itália. A China também investiu em entidades estratégicas de energia da Itália...

  • A Itália testemunhará um colapso do PIB (-9,5%) e a explosão da dívida pública, a mais alta desde a Segunda Guerra Mundial. Pequim sabe disso e reconhece que "a Itália tem muitos problemas econômicos, que a Europa está em crise e que a Iniciativa Belt and Road é o único plano de investimento global de peso existente".

Em 12 de março, o ministro das relações exteriores da Itália, Luigi Di Maio, festejou a chegada de um carregamento de suprimentos médicos da China. "Não esqueceremos aqueles que estavam próximos a nós neste momento difícil", ressaltou Di Maio. Não há necessidade, a China os lembrará. Foto: Di Maio mostra um mapa dos municípios italianos em quarentena em meio a uma entrevista coletiva à imprensa em Roma, em 27 de fevereiro de 2020. (Foto: Tiziana Fabi/AFP via Getty Images)

Poucos dias depois da China ter anunciado que estava enviando suprimentos médicos para a Itália, a mídia estatal chinesa exibiu fotos de italianos nas varandas e ruas aplaudindo o hino nacional da China. "Em Roma, enquanto tocava o hino chinês, alguns italianos cantavam 'Grazie, Cina!' nas varandas, sob os aplausos dos vizinhos", escreveu Zhao Lijian, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China que desavergonhada e desonestamente deu a entender que os militares americanos haviam trazido o Covid-19 para Wuhan.

A China se arvorou o papel de salvador, disposto a correr para ficar ao lado da cama da enferma Itália.

Acontece que uma investigação realizada pelo Financial Times revelou que esses vídeos foram manipulados à luz da propaganda de Pequim sobre o coronavírus. As hashtags #ThanksChina e #GoChina&Italy foram geradas na sequência por robôs. Um estudo realizado pela Carnegie Endowment chamou a Itália de "destino alvo da propaganda chinesa".

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Coronavírus: Líderes Europeus se Encolhem de Medo Diante da China

por Soeren Kern  •  14 de Maio de 2020

  • A evasiva dos líderes europeus é um reflexo não só da fraqueza geopolítica da Europa e da extraordinária dependência econômica da China, mas também de um vácuo moral no qual eles se recusam a defender os valores ocidentais.

  • Enquanto isso, o governo francês consentiu que a empresa chinesa de telecomunicações Huawei fornecesse componentes para sua rede de telefonia móvel de última geração 5G. A concessão foi feita depois que a China ameaçou retaliar contra empresas europeias estabelecidas no mercado chinês.

  • "Na Europa ouvimos gradativa e incessantemente palavras de admiração em relação à celeridade e eficiência da economia de mercado da China, a metódica natureza de seu gerenciamento de crises. Pronta e alegremente ignorando o fato de que os sucessos da China se baseiam em um sistema altamente aperfeiçoado de vigilância digital que remetem as perversidades da KGB e da Stasi para século XXI." — Mathias Döpfner, CEO da Axel Springer, a maior editora da Europa.

  • "É impressionante que a política alemã, com todo seu amor pela moralização, dá a impressão de jogar seus valores pela janela quando ela lida com a China. O que está em jogo aqui não é nada menos do que a opção pela sociedade na qual queremos viver e o nosso conceito de humanidade." — Mathias Döpfner.

Na Europa, onde a pandemia matou mais de 100 mil pessoas e causou uma devastação econômica, líderes políticos mantêm um silêncio ensurdecedor quanto à exigência da China prestar contas. Foto: encontro do Presidente da França Emmanuel Macron (centro) e a Chanceler da Alemanha Angela Merkel (direita) com o Presidente da China President Xi Jinping em Paris em 26 de março de 2019. (Foto: Ludovic Marin/AFP via Getty Images)

A Austrália e os Estados Unidos estão liderando uma campanha para que seja adotada uma investigação independente sobre as origens da pandemia do coronavírus. Altas autoridades dos dois países querem esclarecer se o vírus se originou na natureza ou em um laboratório chinês. Eles também estão pedindo ao governo chinês que explique como lidou quando do início do surto na cidade de Wuhan.

Na Europa, onde a pandemia matou mais de 100 mil pessoas e causou uma devastação econômica numa escala jamais vista desde a Segunda Guerra Mundial, líderes políticos mantêm um silêncio ensurdecedor quanto à exigência da China prestar contas. Embora algumas autoridades europeias tenham concordado em princípio de que em algum momento no futuro deveria haver investigação, a maioria parece temer na base em desafiar a China abertamente.

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Coronavírus: Campanha Chinesa de Intimidação Mundial
A União Europeia se Autocensura para Agradar a China

por Soeren Kern  •  11 de Maio de 2020

  • Os enviados chineses têm sido especialmente agressivos no Twitter, usando a plataforma para atacar, intimidar e silenciar jornalistas, legisladores e consagrados think tanks ocidentais, no fundo, qualquer um que entre em contradição com a versão oficial chinesa sobre os acontecimentos.

  • Sob pressão das autoridades chinesas, Esther Osorio, consultora de comunicações de Josep Borrell, chefe do serviço diplomático da UE, interveio pessoalmente para adiar a divulgação do texto original. Ao que consta a UE esperava obter maior consideração em relação às empresas europeias que se estabeleceram na China. Em 25 de abril, no entanto, o South China Morning Post, que também obteve uma cópia do texto original, revelou que Pequim havia ameaçado não enviar suprimentos médicos para a Europa se aquele parágrafo sobre a China não fosse retirado.

  • Em 15 de abril, o jornal de maior circulação da Alemanha, Bild, publicou um artigo com o título: "O Que a China Nos Deve Até Agora", indicando que a China deveria pagar à Alemanha €150 bilhões (US$162 bilhões) em indenizações pela pandemia do coronavírus. O artigo continha uma lista detalhada de danos econômicos, incluindo € 50 bilhões em perdas de pequenas empresas e € 24 bilhões em turismo que foi por água abaixo.

  • "Você governa por meio de monitoramento. Você não seria presidente sem a vigilância. Você monitora tudo, todos os cidadãos, mas se recusa a monitorar as feiras livres enfermas de seu país." — Julian Reichelt, redator-chefe do Bild, "Você Está Pondo em Perigo o Mundo Inteiro," endereçado diretamente ao Presidente Xi Jinping.

A União Europeia se curvou à pressão da China e moderou os termos de um comunicado sobre a investida chinesa de se distanciar da culpa quanto à pandemia do coronavírus. Autoridades de Pequim ameaçaram bloquear a exportação de suprimentos médicos para a Europa se o comunicado fosse publicado na íntegra. Foto: Ministro das Relações Exteriores da China Wang Yi na sede da UE em Bruxelas, em 17 de dezembro de 2019. (Foto: John Thys/AFP via Getty Images)

A União Europeia se curvou à pressão da China e moderou os termos de um comunicado sobre a investida chinesa de se distanciar da culpa quanto à pandemia do coronavírus. Autoridades de Pequim ameaçaram bloquear a exportação de suprimentos médicos para a Europa se o comunicado fosse publicado na íntegra.

As revelações acontecem ao mesmo tempo em que diplomatas chineses mundo afora empreendem uma agressiva campanha de desinformação, no melhor estilo da diplomacia "Lobo Guerreiro", lembrando a série de filmes de ação nacionalistas chineses, cujo objetivo é controlar a narrativa sobre as origens do coronavírus.

Os enviados chineses têm sido especialmente agressivos no Twitter, usando a plataforma para atacar, intimidar e silenciar jornalistas, legisladores e consagrados think tanks ocidentais, no fundo, qualquer um que entre em contradição com a versão oficial chinesa sobre os acontecimentos.

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Coronavírus: A China Continua Inundando o Mundo com Suprimentos Médicos Defeituosos

por Soeren Kern  •  6 de Maio de 2020

  • Mais de uma dozena de países espalhados nos quatro continentes comunicaram que estavam enfrentando problemas com os testes de coronavírus e equipamentos de proteção individual fabricados na China. Os problemas vão de kits de testes contaminados com o coronavírus a jalecos contaminados com insetos.

  • As autoridades chinesas se recusam a assumir a responsabilidade pelos equipamentos defeituosos e, em muitos casos, jogam a culpa nos países que compraram os suprimentos. Elas também exortam as nações do planeta a pararem de "politizar" o problema.

  • O Primeiro Ministro da Eslováquia Igor Matovič divulgou que mais de um milhão de testes de coronavírus fornecidos pela China, pagos à vista em dinheiro vivo no valor de US$16 milhões, não eram precisos e sem condições de identificar o Covid-19. "Temos uma tonelada de testes que não servem para nada", assinalou ele. "Eles deveriam ser jogados diretamente no Danúbio."

  • A senadora americana Kelly Loeffler da Geórgia acusou a China de reter remessas de kits de testes: "a realização de testes é essencial para que o nosso país volte a funcionar. Estou preocupada que a China esteja retendo kits de testes. Eles estão brincando com a política comercial para impedir que os Estados Unidos possam realizar os testes de que tanto precisam".

  • "Não devemos perder de vista o crucial desafio estratégico que o Ocidente enfrenta na emergente era pós-globalização: estamos numa longa e tenebrosa competição com o regime comunista chinês, luta da qual não podemos fugir, gostando ou não" — Andrew Michta, George C. Marshall European Center for Security Studies.

Mais de uma dozena de países espalhados nos quatro continentes comunicaram que estavam enfrentando problemas com os testes de coronavírus e equipamentos de proteção individual fabricados na China. Os problemas vão de kits de testes contaminados com o coronavírus a jalecos contaminados com insetos. Máscaras defeituosas foram compradas pelo Ministério da Saúde espanhol e distribuídas em hospitais e asilos em todo o país e mais de 100 profissionais da saúde que as usaram testaram positivo para o coronavírus Covid-19. Foto: Um carregamento da China com 8,6 milhões de máscaras de proteção facial e 150 toneladas de materiais sanitários chega ao Aeroporto Paris-Vatry na França, em 19 de abril de 2020. (Foto: Francois Nascimbeni/AFP via Getty Images)

Recentemente o Gatestone Institute publicou um artigo relatando que milhões de equipamentos médicos e hospitalares comprados da China por governos europeus para combater a pandemia do coronavírus estavam defeituosos e não serviam para nada.

Desde então, mais de uma dozena de países espalhados em quatro continentes comunicaram que estavam enfrentando problemas com os testes de coronavírus e equipamentos de proteção individual fabricados na China. Os problemas vão de kits de teste contaminados com o coronavírus a jalecos contaminados com insetos.

As autoridades chinesas se recusam a assumir a responsabilidade pelos equipamentos defeituosos e, em muitos casos, jogam a culpa nos países que compraram os suprimentos. Elas também exortam as nações do planeta a pararem de "politizar" o problema, ao mesmo tempo em que o presidente chinês Xi Jinping e o seu Partido Comunista tentam usar a pandemia como alavanca com o intuito de asseverar seu direito à liderança global.

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Coronavírus: Negado Tratamento a Europeus Idosos

por Soeren Kern  •  22 de Abril de 2020

  • Fora as questões éticas envolvidas no racionamento da assistência médica oferecida segundo a idade, negar cuidados médicos aos idosos, muitos dos quais contribuíram a vida toda para o sistema de saúde e bem-estar social, também joga os holofotes em cima dos pontos fracos da medicina socializada do Sul da Europa, onde medidas de austeridade impostas pelo Banco Central Europeu resultaram em massivos cortes orçamentários no sistema de saúde pública.

  • Em documentos vazados para inúmeros órgãos de imprensa espanhóis, o Serviço Médico de Emergência da Catalunha (Servicio de Emergencias Médicas, SEM) instruiu médicos, enfermeiros e equipes de ambulâncias com resgatistas socorristas para informarem as famílias de pacientes idosos com coronavírus que "a morte em casa é a melhor opção"... O protocolo também aconselhou o pessoal da área médica a evitar falar sobre a falta de leitos hospitalares na Catalunha.

  • "Meu pai trabalhou dos 14 até os 65 anos. Ele nunca pediu nada. Em 18 de março ele precisava de um respirador para não morrer, o que lhe foi negado... Essa é a nossa Espanha. A geração do meu pai construiu o país, seus reservatórios, estradas, agricultura, trabalhando 14 horas por dia, saindo de um período pós-guerra e agora estão sendo abandonados para morrerem." — Óscar Haro, vídeo no YouTube video, 20 de março de 2020.

  • A gravidade da crise do coronavírus na Itália e na Espanha, onde pacientes idosos são abandonados à própria sorte em benefício dos jovens, se deve em grande parte às medidas de austeridade associadas à sua participação na zona do euro. O grande número de mortos, em especial entre os idosos, ao que tudo indica, é o preço que italianos e espanhóis estão pagando para fazer parte de uma união monetária à qual nunca deveriam ter aderido.

Os novos protocolos, emitidos pelas autoridades médicas nas regiões europeias mais castigadas pela pandemia do coronavírus orientam na prática os profissionais da saúde a abandonarem os pacientes idosos à própria sorte. Foto: Uma tenda médica para pré-triagem sendo montada em frente ao Santa Maria Nuova Hospital em Florença na Itália em 25 de fevereiro de 2020. (Foto: Carlo Bressan/AFP via Getty Images)

Diante de um número bem acima de meio milhão de casos confirmados da Doença do Coronavírus 2019 (COVID-19) na Europa, um número cada vez maior de autoridades médicas regionais começou a emitir normas e protocolos pedindo que os hospitais priorizem os pacientes mais jovens à custa dos mais velhos.

Na Itália e na Espanha, os dois países europeus mais castigados pela pandemia do coronavírus, os médicos que atendem em unidades de terapia intensiva, abarrotadas há semanas, tomam decisões sobre a vida e a morte de quem irá receber tratamento de emergência. Os novos protocolos, no entanto, se resumem ao fim e ao cabo, às diretrizes do governo que na prática orientam os profissionais da saúde a abandonarem os pacientes idosos à própria sorte.

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Está na Hora do Diretor-Geral Pró-China da OMS Pedir Demissão

por Con Coughlin  •  19 de Abril de 2020

  • Em vez de criticar Pequim por conta de suas investidas iniciais para acobertar o surto, o Dr. Tedros elogiou o presidente chinês Xi Jinping, por sua "excepcional liderança" e também a China, por mostrar "transparência" em sua resposta ao vírus.

  • "A OMS realmente pisou na bola... Por sorte, desde o início, não aceitei o conselho deles de manter nossas fronteiras abertas para a China. Por que será que eles nos deram uma recomendação tão inadequada?" — Presidente dos Estados Unidos Donald J. Trump, Twitter, 7 de abril de 2020.

  • De verdade, por que?

A flagrante parcialidade pró-China que a Organização Mundial de Saúde (OMS) tem mostrado em sua resposta à pandemia de coronavírus, desperta uma série de dúvidas altamente preocupantes sobre a gestão da crise pela OMS. Foto: Diretor-Geral da OMS Tedros Adhanom Ghebreyesus em visita ao presidente chinês Xi Jinping em Pequim em 28 de janeiro de 2020. (Foto: Naohiko Hatta/AFP via Getty Images)

Como órgão responsável por resguardar os padrões globais de saúde, a Organização Mundial da Saúde (OMS), patrocinada pela ONU, deveria adotar uma abordagem isenta ao lidar com os Estados Membros, independentemente de seu poder.

É por esse motivo que a flagrante parcialidade pró-China que a organização tem mostrado em sua resposta à pandemia de coronavírus, desperta uma série de dúvidas altamente preocupantes sobre a gestão da crise pela OMS.

Nos termos da constituição da OMS, que define a estrutura e os princípios de governança da agência, a organização com sede em Genebra é encarregada de garantir "a implementação, por todos os povos, do mais alto nível factível de saúde".

A acusação feita pelo governo de Donald Trump de que o órgão mundial está "centrado na China" e "tendencioso" na forma de lidar com Pequim com respeito à pandemia, sugere portanto que a organização faltou com o seu dever de tratar todos os Estados Membros equanimemente.

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