Últimas Análises e Comentários

O Terrorismo Cultivado na França

por Giulio Meotti  •  15 de Outubro de 2019

  • A polícia francesa que investigava uma mulher suspeita de ligações com o ISIS descobriu um pen drive contendo dados pessoais, como endereços residenciais, de milhares de policiais franceses. Quem forneceu essas informações?

  • "Nas ruas, mulheres usando véus e homens com jellabas (túnicas) são na realidade propaganda, a islamização das ruas, assim como os uniformes de um exército de ocupação lembram os derrotados sobre a sua submissão". – Jornalista francês Eric Zemmour, 28 de setembro de 2019.

  • Le Monde, o jornal mais conceituado da França, publicou um artigo opinativo após um recente atentado acusando o país de "Macarthismo Islamofóbico." Harpon, o terrorista que matou seus colegas no quartel-general da polícia com certeza iria concordar.

  • O problema é que faz anos que a França se encontra em estado de negação com respeito ao Islã radical.

Policiais interditam uma rua perto do quartel-general da polícia de Paris depois que um terrorista matou quatro policiais no casarão em 3 de outubro de 2019 em Paris, França. (Foto: Marc Piasecki/Getty Images)

Desta vez o terrorista não usou armas de fogo, as vítimas não eram crianças desarmadas, nem cartunistas, nem judeus, eram policiais.

O local onde ocorreu o ataque de 3 de outubro também salta aos olhos: "tem-se como certo que o quartel-general da polícia de Paris é uma espécie de fortaleza, afinal é o símbolo da ordem pública na França e da luta antijihadista e foi justamente esse baluarte que foi sacudido," salientou o conceituado intelectual francês Gilles Kepel ao Le Figaro.

"Ingressamos em um... terrorismo 'made in France'... com um misto de orações às sextas-feiras ministradas por imãs extremistas, redes sociais e a instrumentalização de pessoas vulneráveis. Tem tudo a ver com uma nova modalidade de pânico na sociedade visando lugares famosos, ícones... O ataque é um divisor de águas no terrorismo islamista."

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Suécia Fugindo do Controle

por Judith Bergman  •  14 de Outubro de 2019

  • Do início de 2019 ao final de julho houve 120 atentados a bomba na Suécia de acordo com estatísticas da polícia.

  • Somente em Uppsala, uma pitoresca cidade universitária sueca, onde 80% das meninas não se sentem seguras no centro da cidade, ocorreram quatro estupros ou tentativas de estupro num espaço de quatro dias no mês de agosto.

  • "Dê um basta nos estupros, você está deixando as mulheres ao Deus dará... O fato das mulheres não terem a mesma liberdade de ir e vir nas ruas e praças sem terem que se preocupar de estarem sujeitas ao crime, é uma grave limitação à sua liberdade e à autodeterminação". — Josefin Malmqvist, parlamentar do Partido Moderado, Aftonbladet, 24 de agosto de 2019.

Desde dezembro de 2018, somente na cidade de Landskrona ao sul da Suécia, com cerca de 35 mil habitantes, houve sete explosões ou atentados a bomba. Em agosto, a entrada da prefeitura de Landskrona (foto) foi explodida. (Imagem : Mrkommun/Wikimedia Commons)

"Löfven, o senhor perdeu o controle da Suécia," escreveu recentemente o líder do maior partido de oposição Ulf Kristersson, do Partido Moderado de centro-direita, em um artigo no diário Aftonbladet, no qual critica o Primeiro Ministro da Suécia Stefan Löfven pelo fracasso em resolver alguns dos graves problemas que afetam a Suécia. De acordo com Kristersson:

"As duas esferas que nós (Partido Moderado) damos prioridade máxima são a lei e a ordem e a integração. Porque é aí que estão nossos maiores problemas nos dias de hoje."

"No ano passado ocorreram 306 tiroteios, 45 pessoas foram mortas a tiros. Segundo a polícia, o número de pessoas assassinadas dobrou desde 2014. No mesmo período o número de pessoas abusadas sexualmente triplicou, de acordo com o BRÅ (Conselho Sueco de Prevenção ao Crime)..."

"Portanto se faz necessário reformas concretas. Nós as propusemos, o Partido Social-Democrata diz não..."

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Turquia Inunda a Europa com Migrantes

por Soeren Kern  •  12 de Outubro de 2019

  • O governo grego afirmou que o presidente turco Recep Tayyip Erdoğan controla pessoalmente o fluxo migratório para a Grécia e o libera ou interrompe com o objetivo de arrancar mais dinheiro ou outras concessões políticas da União Europeia. De uns meses para cá, o governo turco vem reiterando as ameaças de abrir as comportas da migração em massa para a Grécia, e por tabela, para o restante da Europa.

  • "Se eles (União Europeia) não nos derem o suporte necessário para esta operação de guerra, não teremos condições de segurar os 3,5 milhões de refugiados da Síria e outros dois milhões que irão se concentrar em nossas fronteiras de Idlib." — presidente turco Recep Tayyip Erdoğan.

  • "Se abrirmos as comportas nenhum governo europeu terá condições de sobreviver mais do que seis meses. Nós os aconselhamos a não testarem nossa paciência." — Ministro do Interior da Turquia Süleyman Soylu.

  • Acredita-se que mais de seis milhões de migrantes aguardam em países do Mediterrâneo a oportunidade de se encaminharem para a Europa, de acordo com um estudo confidencial do governo alemão vazado para o jornal Bild... Fora estes, mais de três milhões estão esperando na Turquia.

O presidente Recep Tayyip Erdoğan e outros membros do seu governo têm, recorrentemente, ameaçado inundar a Europa com migrantes. Em 5 de setembro, Erdoğan assinalou que a Turquia planeja repatriar um milhão de migrantes sírios para uma "zona segura" no norte da Síria e ameaçou reabrir a rota para os migrantes rumo à Europa caso ele não receba apoio internacional adequado para o plano: "caso eu não receba o apoio, abrirei os portões." Acima: Erdoğan discursando na ONU em 24 de setembro de 2019. (Foto: Stephanie Keith/Getty Images)

A Grécia vira mais uma vez o "Marco Zero" da crise migratória da Europa. Mais de 40 mil migrantes chegaram à Grécia nos nove primeiros meses de 2019, sendo que a metade chegou nos últimos três meses de acordo com novos dados compilados pela Organização Internacional de Migração (OIM).

A escalada na chegada de migrantes à Grécia no terceiro trimestre de 2019 — 5.903 em julho, 9.341 em agosto e 10.294 em setembro — coincide com as constantes ameaças do presidente turco Recep Tayyip Erdoğan e de membros de seu governo de inundar a Europa com migrantes muçulmanos.

Embora o número de chegadas de migrantes à Grécia ainda esteja bem abaixo do pico da crise migratória de 2015, quando mais de um milhão de migrantes da África, Ásia e Oriente Médio inundaram a Europa, o recente salto de recém-chegados sugere que as ameaças de Erdoğan de reiniciar a migração em massa estão se tornando realidade.

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Palestinos Furtam Energia Elétrica e Depois Culpam Israel

por Bassam Tawil  •  10 de Outubro de 2019

  • Ao que tudo indica, os palestinos acreditam que têm "direito" à energia elétrica gratuita, mesmo que isso leve ao colapso de sua própria companhia de força e luz.

  • Essa convicção é consoante com a percepção de longa data dos palestinos de que alguém, de preferência Israel e os doadores ocidentais, basicamente qualquer um, deveria pagar pelo seu modo de viver, em particular pela conta de energia elétrica.

  • As autoridades palestinas estão usando a questão da energia elétrica para incitar não só a comunidade internacional contra Israel, mas também seu próprio povo. Essas autoridades propalam aos palestinos que Israel procura puni-los gratuitamente e que a sua fúria deveria ser dirigida contra Israel, não contra os ladrões de energia nem à liderança palestina.

  • A controvérsia em torno da dívida da energia elétrica é mais um exemplo da busca incessante dos palestinos de meios para culpar Israel pelas desgraças autoinfligidas. Em vez de assumirem a responsabilidade pelo furto de energia elétrica e pelo não pagamento das contas e tomarem medidas punitivas contra os criminosos, os palestinos estão fazendo o que fazem de melhor: convencer o mundo que a culpa é de Israel, nem que isso leve às últimas consequências.

Os próprios palestinos admitem que o desenfreado furto de energia elétrica somado ao generalizado descaso em pagar as contas de energia são as principais razões por trás da crise de cortes no fornecimento de energia em alguns vilarejos e cidades da Cisjordânia. Foto: "gatos" de energia elétrica circundam o gabinete do inspetor municipal em Hebron. (Imagem: iStock)

Já faz um tempão que um sem-número de palestinos se recusam a pagar a conta da Cia de Força e Luz de Jerusalém (JDEC), de propriedade de um árabe.

Outros tantos furtam energia de forma mais direta da Cia de Força e Luz, um crime passível de punição por meio de multas e/ou encarceramento em qualquer país que respeita a lei e a ordem. Os ladrões furtam a energia elétrica puxando a energia diretamente da rede elétrica ("gato de energia") ou então através de alterações no medidor de energia elétrica.

A JDEC compra a energia elétrica da Cia de Força e Luz de Israel (IEC), o maior fornecedor de energia elétrica de Israel. Acontece que por conta do furto de energia elétrica e a falta generalizada de pagamentos das contas de energia, a JDEC não tem condições de saldar suas dúvidas com o fornecedor israelense IEC.

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Itália: Salvini Sai, Migrantes Entram

por Soeren Kern  •  9 de Outubro de 2019

  • Nas últimas semanas o número de migrantes que chegou à Itália aumentou gradativamente... Muitas dessas novas chegadas à Itália fazem uso de novas rotas de Tráfico de Pessoas e Contrabando de Migrantes que se originam na Turquia.

  • Os ministros do interior da França, Alemanha, Itália e Malta se reuniram em 23 de setembro na capital de Malta, Valeta, onde concordaram com uma proposta temporária quanto aos migrantes à deriva para que fossem "redistribuídos voluntariamente" através da União Europeia. Propostas nos mesmos moldes não vingaram no passado e não há porque acreditar que agora será diferente, em grande medida porque o conceito de solidariedade europeia não passa de um mito. Até agora somente seis países da UE concordaram com a redistribuição de migrantes: França, Alemanha, Grécia, Itália, Malta e Espanha.

  • ONGs do tipo Open Arms alegam estarem desempenhando um papel humanitário de valor inestimável, salvando vidas de refugiados e candidatos a asilo que fogem de guerras e opressão em seus países. As estatísticas, mostram algo bem diferente.

  • Salvini condenou o novo governo como "concebido em Paris e Berlim, nascido do medo de ceder o poder, sem dignidade e sem ideais, com as pessoas erradas na conjuntura errada."

O novo governo italiano, que prometeu reverter a abordagem linha dura adotada pelo ex-ministro do interior Matteo Salvini em relação à política migratória, parece ter desencadeado uma nova onda de migração em massa do Norte da África. Foto: Matteo Salvini. (Imagem: European Parliament/Flickr)

O novo governo italiano, que prometeu reverter a abordagem linha dura adotada pelo ex-ministro do interior Matteo Salvini em relação à política migratória, parece ter desencadeado uma nova onda de migração em massa do Norte da África.

Mais de 1.400 migrantes chegaram à Itália desde que o novo governo foi empossado em 5 de setembro de acordo com os dados compilados pela Organização Internacional de Migração (OIM).

Nas últimas semanas o número de migrantes que chegou à Itália aumentou gradativamente. Os números a seguir se referem somente ao mês de setembro: 59 dia 6, 67 dia 9, 121 dia 14, 259 dia 15, 275 dia 18. Entre os dias 19 e 25 de setembro chegaram 475 migrantes de acordo com a IOM. Como um todo, o número de migrantes que chegou à Itália em setembro de 2019 superou a casa dos 100% se comparado com setembro de 2018.

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França: Macron Toma Partido dos Mulás do Irã

por Guy Millière  •  26 de Setembro de 2019

  • Em 14 de setembro, dias após a tranquila saída da administração do embaixador John R. Bolton, ex-conselheiro de segurança nacional, o Irã causou danos consideráveis à gigantesca unidade de processamento de petróleo na Arábia Saudita,

  • Macron, em suma, fez tanto quanto ou até mais do que qualquer outro país europeu para favorecer o regime iraniano, mais do que a Alemanha e mais ainda do que a própria União Europeia. Ele poderia optar por agir como um aliado verdadeiro, digno de confiança dos Estados Unidos, contudo a opção de Macron foi outra.

  • As autoridades francesas agem e falam como se o regime iraniano fosse totalmente honroso e como se elas não enxergassem o óbvio: que o regime iraniano nutre metas destrutivas. O acordo nuclear não desviou o regime do objetivo de fabricar armas nucleares. Na realidade, o acordo impulsionou o regime exatamente nessa direção. A estratégia americana de impor pressão máxima por meio de sanções econômicas, parece ser o único meio, salvo o militar, em condições de pressionar esse regime a mudar de rumo.

Durante a visita a Washington em abril de 2018, o principal objetivo do presidente francês Emmanuel Macron parecia ser convencer Donald Trump a não sair do acordo nuclear com o Irã. Ele apelou para a sedução, abraçando Trump o tempo todo, antes de apelar para a arrogância, declarando em um discurso diante do Congresso americano: "A França não deixará o acordo nuclear iraniano porque nós o assinamos. Seu presidente e seu país terão que assumir suas responsabilidades." (Foto: Alex Wong/Getty Images)

Em 25 de agosto em Biarritz na França, os líderes do Grupo dos 7 (G7) se reuniram para conversar sobre os problemas mundiais. A situação no Oriente Médio não constava da agenda. O presidente francês Emmanuel Macron, anfitrião da reunião de cúpula deste ano, estava disposto a introduzi-la nem que fosse na marra.

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Próximo Passo da Turquia? Armas Nucleares!

por Burak Bekdil  •  25 de Setembro de 2019

  • Agora o Presidente Recep Tayyip Erdoğan quer transformar a Turquia em um estado pária munido de armas nucleares.

  • Por décadas a fio, a Turquia sendo forte aliada da OTAN, era vista como guardiã digna de confiança de uma parcela do arsenal nuclear dos Estados Unidos. No início dos anos de 1960, os EUA começaram a armazenar ogivas nucleares nas quatro principais bases aéreas militares turcas.

  • No momento, as ogivas nucleares em Incirlik na Turquia ainda se encontram à disposição dos militares americanos conforme um tratado especial entre os Estados Unidos e a Turquia. O tratado torna a Turquia hospedeira dessas armas nucleares americanas. De acordo com o protocolo usual, tanto Washington quanto Ancara têm que consentir em qualquer uso de armas nucleares armazenadas em Incirlik.

  • Caso a Turquia tenha lançado um programa para a fabricação de armas nucleares, às claras ou às escondidas, conforme Erdoğan aparentemente deseja, a medida poderá muito bem ter um efeito dominó na região. Os adversários regionais da Turquia provavelmente ficarão alarmados e a Arábia Saudita, Egito, Síria e Grécia poderão ficar tentados a lançar seus próprios programas de armas nucleares. Erdoğan deveria ser impedido de possuir armas nucleares.

Agora o Presidente Recep Tayyip Erdoğan quer transformar a Turquia em um estado pária munido de armas nucleares. (Foto: Getty Images)

Nos 17 anos que governou a Turquia, membro da OTAN, o islamista e homem forte Presidente Recep Tayyip Erdoğan, raramente perdeu a oportunidade de, furtivamente, transformar o establishment secular e pró-Ocidental de Mustafa Kemal Atatürk em um estado pária, hostil aos interesses Ocidentais. Agora Erdoğan quer transformar a Turquia em um estado pária munido de armas nucleares.

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Porque os Árabes Odeiam os Palestinos

por Khaled Abu Toameh  •  12 de Setembro de 2019

  • Não é possível simplesmente queimar fotos do príncipe herdeiro da Arábia Saudita num dia e sair voando para Riad no dia seguinte para pedir dinheiro. Não é possível entoar palavras de ordem contra o presidente do Egito num dia e no dia seguinte ir até o Cairo pedir apoio político.

  • Surpreendentemente, Turki al-Hamad, escritor saudita, fez o que muitos líderes ocidentais se recusam a fazer: ele ousou censurar o Hamas e demais grupos de Gaza por lançarem foguetes contra Israel.

  • "Os palestinos trazem infortúnio a qualquer um que os acolha. A Jordânia os acolheu, os jordanianos tiveram o Setembro Negro. O Líbano os acolheu, os libaneses tiveram a guerra civil. O Kuwait os acolheu, os palestinos viraram soldados de Saddam Hussein. Agora estão usando os palanques para nos xingarem." — Mohammed al-Shaikh, autor saudita, RT Arabic, 13 de agosto de 2019.

  • Muitos nos países árabes dizem já está mais do que na hora dos palestinos começarem a cuidar de seus próprios interesses e pensar num futuro melhor para seus filhos... Parece que os árabes estão dizendo aos palestinos: "queremos seguir em frente, vocês podem continuar andando para trás o quanto vocês quiserem."

O escritor saudita Mohammed al-Shaikh defendeu a proibição dos palestinos de participarem da peregrinação islâmica do haj para Meca, depois que apareceu um vídeo mostrando palestinos, no último haj, com bandeiras palestinas entoando, "com sangue, com a alma, nós a recuperaremos, Mesquita de Al-Aqsa!" A Arábia Saudita tem leis rigorosíssimas que proíbem qualquer atividade política durante o haj. Foto: Haj peregrinos dentro e ao redor da Grande Mesquita de Meca e também no piso superior durante as rezas noturnas. (Imagem: Al Jazeera/Wikimedia Commons)

Será que é verdade? Se for, por que então? Lamentavelmente, os palestinos têm a fama de trair seus irmãos árabes, até de apunhalá-los pelas costas. Senão vejamos: os palestinos apoiaram Saddam Hussein quando da invasão do Kuwait pelo Iraque em 1990, um país do Golfo que, juntamente com seus vizinhos, doava todos os anos dezenas de milhões de dólares aos palestinos a título de ajuda.

É exatamente por conta dessa deslealdade que um número cada vez maior de árabes, particularmente os que vivem nos países do Golfo, vêm alimentando a fama dos palestinos nos últimos anos.

No entanto, de uns meses para cá, a visão negativa que os árabes têm em relação aos palestinos, ventilada na maioria das vezes através da mídia tradicional e das redes sociais, agrava ainda mais a situação, tornando-a por vezes apelativa.

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Mulheres Iranianas Lutam Pela Liberdade

por Uzay Bulut  •  10 de Setembro de 2019

  • "As autoridades da República Islâmica dizem que o 'uso compulsório da hijab' está na lei e precisa ser obedecido. No entanto leis ruins devem ser contestadas e alteradas." — Masih Alinejad, jornalista e premiada ativista iraniana-americana.

  • "A base dessa tirania é a lei religiosa aplicada pelo governo desde a revolução de 1979. As mulheres são cidadãs de segunda categoria, no fundo escravas do Irã. A comunidade internacional precisa ter a coragem de deslegitimar a lei religiosa e criticar abertamente sua natureza tirânica. Assim como o mundo livre deslegitimou o comunismo durante a Guerra Fria, deveria fazer o mesmo com a lei religiosa." — Nasrin Mohammadi, autora de Ideas and Lashes: The Prison Diary of Akbar Mohammadi, que conta a história da tortura de seu falecido irmão, em entrevista ao Gatestone Institute.

Recentemente três mulheres iranianas presas na famigerada prisão de Qarchak foram condenadas a penas que podem chegar a mais de 10 anos atrás das grades. O "crime" que elas cometeram? Não estavam usando o véu (muçulmano), desafiando, portanto, o código de vestimenta islâmico. Foto: uma policial iraniana (esquerda) adverte uma mulher em relação à vestimenta e cabelo em meio a uma violenta repressão para fazer valer as normas dos trajes apropriados do regime, em 22 de abril de 2007 em Teerã, Irã. (Foto: Majid Saeedi/Getty Images)

Recentemente três mulheres iranianas presas na famigerada prisão de Qarchak foram condenadas a penas que podem chegar a mais de 10 anos atrás das grades. O "crime" que elas cometeram? Não estavam usando o véu (muçulmano), desafiando portanto o código de vestimenta islâmico.

As mulheres foram detidas depois que um vídeo por elas postado na Internet no Dia Internacional da Mulher viralizou. No clipe elas são vistas andando em um metrô de Teerã, sem a cabeça devidamente coberta, distribuindo flores a outras passageiras.

"É possível ouvir uma delas dizer: há de chegar o dia em que as mulheres não serão forçadas a lutar," ao mesmo tempo em que outra manifesta esperança que um dia mulheres usando hijabs (véu islâmico) poderão andar lado a lado com mulheres que optaram por não usá-lo.

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Itália: Salvini Cai mas Não Está Fora

por Soeren Kern  •  7 de Setembro de 2019

  • A nova aliança governista, se concretizada, possivelmente terá vida curta. Em entrevista ao diário italiano La Stampa, o ex-ministro do interior Roberto Maroni do partido Lega Nord salientou que o novo governo, caso se torne realidade, será "inerentemente fraco" porque ele existirá, "não devido a um projeto político em comum, mas unicamente para evitar novas eleições." Ele ressaltou que também há a possibilidade do governo durar por toda a legislatura "para não entregar o país a Salvini."

  • "Vocês acham que eu tenho medo de ficar alguns meses na oposição?" perguntou Salvini em um vídeo no Facebook. "Vocês não se livraram de mim com esses joguinhos políticos. Vocês não me conhecem, eu não jogo a toalha." Ele convocou para 19 de outubro em Roma uma manifestação contra o novo governo. Pesquisas de opinião mostram que 67% dos italianos são a favor de eleições antecipadas.

  • "Nós húngaros jamais esqueceremos que você (Salvini) foi o primeiro líder da Europa Ocidental a arregaçar as mangas para impedir que migrantes ilegais inundassem a Europa vindos do Mar Mediterrâneo. Independentemente do futuro dos desdobramentos políticos na Itália e do fato de pertencemos a diferentes agremiações políticas, o consideramos um irmão de armas na luta para preservar a tradição cristã da Europa e o fim da migração." — presidente húngaro Viktor Orbán.

Matteo Salvini, vice-premiê e ministro do interior da Itália desde 2018, foi afastado do governo italiano depois que sua aposta em forçar eleições antecipadas com o intuito de se tornar primeiro-ministro deu com os burros n'água. (Foto: Ernesto S. Ruscio/Getty Images)

Matteo Salvini, vice-premiê e ministro do interior da Itália desde 2018, foi afastado do governo italiano depois que sua aposta de forçar eleições antecipadas com o intuito de se tornar primeiro-ministro deu com os burros n'água.

A saída de Salvini do governo, líder de fato do movimento anti-imigração em massa, poderá retroceder a campanha para desacelerar a imigração ilegal para o velho mundo. No entanto, inúmeros analistas acreditam que Salvini, que continua no páreo e à frente de seus rivais nas pesquisas de opinião, estará logo de volta ao governo e ainda por cima numa base mais sólida do que anteriormente.

Em 8 de agosto, após meses batendo boca em público, Salvini declarou impraticável o governo de coalizão entre seu partido Liga e o partido anti-establishment Movimento 5 Estrelas (M5S). Ele acusou o M5S de obstruir as principais políticas da Liga, salientando que a única saída era convocar novas eleições.

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Extermínio de Cristãos no Oriente Médio

por Giulio Meotti  •  5 de Setembro de 2019

  • "Eu não acredito nessas duas palavras (direitos humanos), não há direitos humanos. Mas nos países ocidentais há direitos dos animais. Na Austrália eles protegem os sapos... Considerem-nos sapos, aceitaremos isso, apenas protejam-nos para que possamos ficar em nossa terra." — Nicodemus, arcebispo ortodoxo siríaco da região metropolitana de Mossul, National Catholic Register.

  • "São aquelas mesmas pessoas que vieram aqui há muitos anos. Nós os aceitamos. Nós somos o povo autóctone dessa terra. Nós os aceitamos, abrimos nossas portas para eles e fizeram com que nós virássemos minorias em nossa própria terra, depois refugiados em nossa própria terra. E isso irá acontecer com vocês se não acordarem." — Nicodemus, arcebispo ortodoxo siríaco da região metropolitana de Mossul.

  • "A ameaça aos pandas provoca mais sentimentos emotivos" do que a ameaça de extinção dos cristãos no Oriente Médio. — Amin Maalouf, escritor franco/libanês, Le Temps.

A maioria das igrejas ao redor e em Mossul, Iraque, foram profanadas ou destruídas pelo ISIS. Foto: Torre dos Sinos da Igreja de São João quase totalmente destruída (Mar Yohanna) na cidade de Qaraqosh, perto de Mossul, 16 de abril de 2017. (Foto: Carl Court/Getty Images)

Converta-se, pague ou morra. Há cinco anos essas eram as "alternativas" que o Estado Islâmico (ISIS) dava aos cristãos de Mossul, então terceira maior cidade do Iraque: abrace o Islã, pague o imposto sobre a religião ou morra pela espada. Naquela época o ISIS marcava as casas dos cristãos com a letra árabe ن (N), a primeira letra da palavra "Nasrani" ("Nazarene," "Cristão") em árabe. Via de regra os cristãos não podiam levar mais do que algumas roupas nas costas e fugir da cidade, lar dos cristãos por 1.700 anos.

Dois anos atrás, o ISIS foi derrotado em Mossul e seu califado desmoronou. Os extremistas no entanto conseguiram fazer a "limpeza" quanto aos cristãos. Antes da ascensão do ISIS havia mais de 15 mil cristãos na cidade. Em julho de 2019, a instituição católica beneficente Ajuda à Igreja que Sofre revelou que somente cerca de 40 cristãos voltaram à cidade. De uns tempos para cá, Mossul "comemora o Natal sem cristãos".

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Israel Enfrenta Grave Escalada na Guerra Proxy com o Irã

por Con Coughlin  •  2 de Setembro de 2019

  • O fato de Israel ter considerado imperativo atacar alvos tão distantes da sua tradicional área de operações militares próximas de suas fronteiras, são indícios da alarmante escalada que está tomando lugar nas últimas semanas no tocante à ameaça que o Irã representa à segurança de Israel.

  • No começo da semana, no Líbano, ao que consta, um drone israelense atacou uma base palestina que se acredita seja financiada pelo Irã. Segundo se informa, caças israelenses bombardearam bases militares iranianas nos arredores da capital síria, Damasco.

  • A simples noção de Washington sentar para conversar com os iranianos enquanto o Irã não arreda o pé de ameaçar incessantemente a segurança de seu aliado mais próximo no Oriente Médio, é inescrupulosa.

Israel é responsável pelo recente ataque a uma base militar iraniana que estava sendo usada para a montagem de mísseis iranianos de médio alcance capazes de atingir alvos em Israel. A ameaça era considerada de tal importância que as altas autoridades israelenses decidiram lançar um ataque ousado que requeria o uso de caças F-35 para penetrar o espaço aéreo saudita para atingir o objetivo. Foto: Um F-35 da Força Aérea de Israel. (Imagem: Israel Air Force/Wikimedia Commons)

A recente confirmação por fontes oficiais do exército americano que caças israelenses foram os responsáveis pelo recente ataque a uma base militar iraniana mostra o ponto alarmante a que chegou a escalada da assim chamada guerra proxy entre Teerã e Jerusalém nas últimas semanas.

De acordo com fontes de segurança da cúpula israelense articuladas extra-oficialmente, a base situada na província de Salaheddin no norte do Iraque, foi alvo do ataque porque eles acreditavam que ela estava sendo usada para a montagem de mísseis iranianos de médio alcance capazes de atingir alvos em Israel.

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Turquia: "Morte aos Judeus" na Colônia de Férias

por Uzay Bulut  •  31 de Agosto de 2019

  • "Crianças muito novas são doutrinadas a odiarem judeus e outros seres humanos sem sequer saber quem são os judeus. Essas crianças crescerão com potencial ódio aos judeus, esse é o perigo maior... Sem a menor sombra de dúvida, é necessário entrar com ações judiciais contra aqueles que se envolvem em racismo e crimes de ódio e que direcionam crianças a isso. É uma solução de curto prazo, a de longo prazo é a educação." — İvo Molinas, redator-chefe, Şalom.

  • "Vivemos em um país onde é incutido na cabeça de crianças muito novas que um grupo étnico é nosso inimigo. E o mais triste de tudo é que não temos condições de fazer nada a respeito. Como comunidade, só podemos reclamar, nada mais. É muito triste que não haja esforços políticos nem jurídicos no sentido de acabar com isso." — İvo Molinas, redator-chefe, Şalom.

A comunidade judaica da Turquia ainda está atordoada por conta de um vídeo que viralizou, que mostra ao que parece ser uma colônia de férias onde crianças muito novas estão sendo ensinadas, por uma menina jovem ou uma orientadora, a gritar palavras de ordem antissemitas em turco. Foto: Sinagoga Neve Shalom em Istambul, Turquia. (Imagem: Tatiana Matlina/Wikimedia Commons)

A comunidade judaica da Turquia ainda está atordoada por conta do conteúdo de um vídeo que viralizou no final de julho. O vídeo mostra o que parece ser uma colônia de férias onde crianças, com um grupo de mulheres vestidas com burcas atrás delas, estão sendo ensinadas a gritar palavras de ordem antissemitas em turco por uma menina ou uma orientadora.

No clipe de 39 segundos, a menina diz: "judeus," as mulheres e as crianças respondem: "morte!"

Quando ela diz: "Palestina," elas respondem: "será salva."

Quando ela grita: "Hagia Sophia", se referindo à catedral/museu bizantino em Istambul que o presidente turco Recep Tayyip Erdoğan anunciou que será transformada em mesquita, elas entoam: "será aberta."

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Última Pérola da Indústria da Fustigação a Israel

por Andrew Ash  •  25 de Agosto de 2019

  • Rashida Tlaib manifestou o desejo de visitar a "Palestina", que até o momento não existe, em uma excursão organizada e copatrocinada pela organização palestina sem fins lucrativos Miftah, comandada pela porta-voz palestina antagonista de Israel de longa data Hanan Ashrawi. Becket Adams do Washington Examiner considera o grupo "extremamente antissemita que enaltece terroristas palestinos e diz que os judeus usam sangue de cristãos na Páscoa Judaica. A organização também publicou o artigo Neo-Nazis e prega a destruição de Israel." A Miftah chamou as mulheres bomba de heroínas.

  • "Eu nunca me senti mais palestina do que no Congresso" declarou ela em tom desafiador à Coalizão dos Direitos Humanos de Michigan em abril de 2019. Isso soa um tanto pesado, vindo da mesma mulher que se arroga o direito de tuitar a senadores que apoiaram um projeto de lei pró-Israel de "esquecerem qual o país que representam."

  • Tudo indica que ela simplesmente não está interessada em manifestações que não envolvam ações pirotécnicas ou prisões, ou nas quais ela não atrairá atenção ou não será vista como vítima. É difícil imaginar o que ela está fazendo de bom para os seus eleitores. Será que é a vontade de atacar Israel que na realidade mantêm acordados durante a noite os eleitores de Michigan? E será que o antissemitismo é a cara nova aceita pelo Partido Democrata?

A deputada americana Rashida Tlaib (esquerda) havia pedido para ir à "Palestina" que até o momento não existe, em uma excursão organizada e patrocinada pela organização palestina sem fins lucrativos, Miftah, um grupo descrito no Washington Examiner como "um grupo extremamente antissemita que enaltece terroristas palestinos e diz que os judeus usam sangue de cristãos na Páscoa Judaica." (Foto: Adam Bettcher/Getty Images)

A deputada americana Rashida Tlaib (Partido Democrata por Michigan) decidiu cancelar a visita que faria a Israel com a colega membro do "Squad" (grupo de quatro deputadas do Partido Democrata), Ilhan Omar, após ambas terem sido convidadas a uma visita oficial de congressistas, no entanto recusaram o convite.

Muito embora a ambas, Tlaib e Omar, que se manifestam abertamente, doa a quem doer, tenha sido inicialmente negada a entrada no país devido aos seus posicionamentos radicais que promovem varrer Israel do mapa via boicote, boicotá-las não fazia parte do plano, pelo menos aparentemente. À deputada Tlaib foi finalmente concedida a permissão de entrar por "razões humanitárias", após um pedido emocionado ao Ministro do Interior de Israel Aryeh Deri, no qual ela apresentou as razões da visita à sua avó palestina que vive na Cisjordânia.

A nova deputada recém empossada voltou atrás e agora resolveu cancelar a viagem.

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Espanha: A Lei sobre a Cidadania dos Judeus Sefarditas Acaba em Fracasso

por Soeren Kern  •  22 de Agosto de 2019

  • As principais barreiras impostas pela legislação para a obtenção da cidadania espanhola são a obrigatoriedade de passar nos exames de língua espanhola e de sua história sócio-cultural, a necessidade de visitar a Espanha a custos e tarifas exorbitantes. Tudo isso sem a menor garantia de aprovação.

  • "Queremos manifestar nossa insatisfação em relação a essa lei, que tinha como objetivo restaurar a justiça e que ficou cada vez mais complicada. Se observarmos os procedimentos, pré-requisitos, o número de documentos exigidos, as traduções juramentadas, taxas, exames de idioma e cultura e a necessidade de viajar para a Espanha, só nos resta, perplexos, perguntarmos a nós mesmos quais seriam as razões para todos esses obstáculos." — Jon Iñarritu García, congressista representando o País Basco.

  • Muito embora os dados oficiais sobre o número de judeus sefarditas que teriam obtido a cidadania espanhola de acordo com a lei de 2015 não estarão disponíveis até que todos os pedidos sejam processados... cálculos iniciais apontam que a lei não "repara o erro."

A Espanha conta hoje com uma das menores comunidades judaicas da UE. Menos de 50 mil judeus residem atualmente na Espanha, uma minúscula fração do número de judeus que residiam no país antes de 1492, quando os judeus foram forçados a se converterem ao catolicismo ou deixarem o país. Foto: Sinagoga "El Transito" em Toledo, Espanha, fundada em 1357. Quando os judeus foram expulsos em 1492, o Rei Ferdinand e a Rainha Isabella deram a construção para a Igreja. (Imagem: Selbymay/Wikimedia Commons)

Uma legislação muito elogiada com o objetivo de conceder a cidadania espanhola a possíveis 3,5 milhões de descendentes de judeus expulsos do país em 1492 está prestes a dar com os burros n'água: menos de 10 mil judeus receberam passaportes espanhóis, o prazo termina em 1º de outubro de 2019.

Autoridades espanholas asseguraram que a lei, que entrou em vigor em 1º de outubro de 2015, com vigência de três anos, foi prorrogada por mais um ano, irá reparar uma injustiça histórica e demonstrar que mais de 500 anos após o início da Inquisição, os judeus são mais uma vez bem-vindos à Espanha.

No entanto, a legislação contém tantas barreiras quase intransponíveis para a obtenção da cidadania espanhola que a maioria dos promissores candidatos, ao que parece, são barrados antes mesmo da fase inicial.

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