Últimas Análises e Comentários

A Máfia Nigeriana da Europa

por Judith Bergman  •  17 de Janeiro de 2020

  • A inteligência italiana salientou que a organização criminosa é "a mais estruturada e a mais dinâmica" do que qualquer entidade criminosa estrangeira operando em solo italiano de acordo com o Washington Post... O que distingue as redes criminosas nigerianas das outras é a extrema violência...

  • A Black Axe também se expandiu pelo Canadá, onde um levantamento do jornal Globe and Mail a retratou como um "culto à morte"... vinculado a "décadas de assassinatos e estupros..." Nos EUA o FBI recentemente associou uma série de fraudes financeiras ao Black Axe.

  • "Traficantes dizem às vítimas de tráfico de pessoas para se candidatarem a asilo, então elas obtêm o status para poderem ficar aqui na Alemanha, no entanto continuam sendo exploradas na prostituição." — Andrea Tivig, Terre des Femmes, Infomigrants.net, 15 de março de 2019.

  • Nos debates políticos, os efeitos prejudiciais da migração sobre o crime, particularmente o crime das quadrilhas, não recebem a devida a atenção, se é que recebem alguma atenção. Mas deveriam.

Não é de se admirar que a organização criminosa nigeriana tenha se tornado tão proeminente na Itália: o país tem sido uma das portas de entrada da Europa para os migrantes que se dirigem para o velho continente. Foto: Um bote inflável tentando atravessar o Mar Mediterrâneo rumo à Itália com 47 migrantes africanos a bordo, ao ser resgatado pelo Sea Watch 3 de bandeira holandesa na costa da Líbia em 19 de janeiro de 2019. (Foto: Federico Scoppa/AFP via Getty Images)

A máfia nigeriana é uma das redes criminosas que mais cresce na Europa, alastrando suas atividades criminosas nos quatro cantos do velho mundo. Ela é formada por grupos rivais como o Black Axe, Vikings e Maphite. Recentemente as autoridades da Itália, França, Alemanha, Holanda e Malta conduziram uma operação internacional direcionada a dois dos principais grupos mafiosos da Nigéria. A polícia acusou as quadrilhas de tráfico de pessoas, tráfico de drogas, roubo, extorsão, violência sexual e prostituição.

Segundo uma reportagem do Washington Post de junho de 2019 sobre a máfia nigeriana na Itália:

"ela domina o território desde Turim até o sul de Palermo. Contrabandeiam drogas e traficam mulheres, obrigando-as a se prostituírem nas ruas da Itália. Aliciam novos membros na casta de migrantes rebeldes, recrutando-os ilicitamente em centros para candidatos a asilo administrados pelo governo italiano."

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É o Fim da Presença Judaica na Europa?

por Guy Millière  •  12 de Janeiro de 2020

  • "Apesar dos judeus representarem menos de 1% da população do país, metade dos atos racistas cometidos na França são perpetrados contra judeus." — Meyer Habib Membro do Parlamento Francês.

  • O antissemitismo está avançando por todo o velho mundo e muitas vezes é moldado no Oriente Médio. No entanto, as autoridades só falam sobre "antissemitismo de direita".

  • O antissemitismo de esquerda está presente em toda a Europa. Seus adeptos, como acontece na França, não medem esforços para esconder e blindar o antissemitismo do Oriente Médio.

  • A transformação demográfica ora em curso na França também está se espalhando por toda a Europa Ocidental e a crescente submissão ao Islã está sendo tacitamente aceita pelos detentores do poder em quase todos os lugares.

Em 3 de dezembro, a Assembleia Nacional da França aprovou uma resolução adotando a definição de antissemitismo da Aliança Internacional para a Lembrança do Holocausto. O deputado Meyer Habib, que apoiou a resolução, fez um discurso apaixonado e comovente, destacando a extensão da ameaça antissemita na França de hoje e a íntima relação entre o ódio aos judeus e o ódio a Israel. Foto: Assembleia Nacional de Paris. (Imagem: Daniel Vorndran/DXR/Wikimedia Commons)

Em 3 de dezembro, a Assembleia Nacional da França aprovou uma resolução adotando a definição de antissemitismo da Aliança Internacional para a Lembrança do Holocausto. A resolução ressalta que a definição "abrange manifestações de ódio contra o Estado de Israel justificadas apenas pelo sentimento da percepção do país ser o judeu coletivo". O deputado Meyer Habib, que apoiou a resolução, fez um discurso apaixonado e comovente, destacando a extensão da ameaça antissemita na França de hoje e a íntima relação entre o ódio aos judeus e o ódio a Israel:

"desde 2006 doze franceses foram assassinados na França porque eram judeus. Apesar dos judeus representarem menos de 1% da população do país, metade dos atos racistas cometidos na França são perpetrados contra judeus. O antissionismo é a demonização obsessiva de Israel e um abuso da retórica antirracista e anticolonial que tem como objetivo privar os judeus de sua identidade".

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Cristãos Decapitados no Natal, O Ocidente Vira para o Outro Lado e Dorme

por Giulio Meotti  •  8 de Janeiro de 2020

  • Até que ponto terá que chegar essa guerra contra os cristãos para que o Ocidente a considere "genocídio" e tome as devidas providências preventivas?

  • No dia seguinte à decapitação dos cristãos nigerianos, o Papa Francisco repreendeu a sociedade ocidental. Em relação aos cristãos decapitados? Não. "Desliguem os celulares, conversem durante as refeições", salientou o papa. Nem um pio sobre a dantesca execução de seus irmãos cristãos. Poucos dias antes, o Papa Francisco pregou na parede uma cruz vestida com um colete salva-vidas em homenagem aos migrantes que perderam a vida no Mar Mediterrâneo. Ele não homenageou os cristãos assassinados por extremistas islâmicos, nem uma palavrinha.

  • A chanceler alemã Angela Merkel assinalou que a sua prioridade é combater as mudanças climáticas. Ela não disse nada em relação aos cristãos perseguidos. Enquanto isso a revista The Economist adiantou que o primeiro-ministro húngaro Viktor Orbán, apaixonado defensor dos cristãos perseguidos, "tira proveito" político do problema.

Até agora 900 igrejas foram destruídas no norte da Nigéria pelo Boko Haram. Pelo menos 16 mil cristãos foram assassinados no país desde 2015. Foto: Igreja First African Church Mission após ser incendiada em Jos, Nigéria em 6 de julho de 2015. (Foto by AFP via Getty Images)

Martha Bulus, uma católica nigeriana estava a caminho da sua festa de casamento quando foi sequestrada por extremistas islâmicos do Boko Haram. Martha e suas acompanhantes foram decapitadas, a decapitação foi gravada. O vídeo dos brutais assassinatos desses 11 cristãos foi divulgado em 26 de dezembro para coincidir com as festas natalinas. É uma reminiscência das imagens de outros cristãos vestidos com macacões laranja ajoelhados em uma praia, cada cristão nas mãos de um jihadista mascarado, vestido de preto, com uma faca próxima da garganta da vítima. Seus corpos foram descobertos em uma vala comum na Líbia.

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Europa: Ataques Contra Cristãos Batem Recorde em 2019

por Soeren Kern  •  5 de Janeiro de 2020

  • A questão do vandalismo anticristão foi timidamente relatada pela mídia europeia até fevereiro de 2019, quando vândalos atacaram nove igrejas em um espaço de duas semanas. A questão voltou às manchetes em abril de 2019, quando um incêndio suspeito destruiu a icônica Catedral de Notre Dame em Paris. Desde então, no entanto, a mídia europeia está de novo silenciosamente ocultando fatos.

  • "Procurar destruir ou danificar obras cristãs é uma maneira de 'destruir tudo e começar do zero'." — Annie Genevard, membro do parlamento do partido Os Republicanos, em entrevista concedida ao jornal Le Figaro, 2 de abril de 2019.

  • "No passado, mesmo se alguém não era cristão, a expressão do sagrado era respeitada. Estamos enfrentando uma séria ameaça à expressão de liberdade religiosa O secularismo não precisa ser a rejeição do religioso, mas um princípio de neutralidade que dá a todos a liberdade de expressar sua fé." — Dominique Rey, Bispo de Fréjus-Toulon, em entrevista concedida à revista italiana Il Timone, 5 de agosto de 2019.

A hostilidade anticristã está assolando a Europa Ocidental, onde durante 2019 igrejas e símbolos cristãos foram deliberadamente atacados todo santo dia. A questão estampou manchetes em abril de 2019, quando um incêndio suspeito destruiu a icônica Catedral de Notre Dame em Paris (foto). Desde então, no entanto, a mídia europeia está de novo silenciosamente ocultando fatos. (Foto: Veronique de Viguerie/Getty Images)

A hostilidade anticristã está assolando a Europa Ocidental, onde durante 2019 igrejas e símbolos cristãos foram deliberadamente atacados todo santo dia.

O Gatestone Institute analisou milhares de reportagens de jornais, boletins de ocorrência policial, investigações, postagens em redes sociais e blogs especializados da Grã-Bretanha, França, Alemanha, Irlanda, Itália e Espanha. O levantamento mostra que cerca de 3 mil igrejas, escolas, cemitérios e monumentos cristãos sofreram atos de vandalismo, foram saqueados, destruídos e profanados na Europa em 2019, fatos estes que estão prestes a baterem o recorde com respeito ao sacrilégio anticristão no velho continente.

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Como a Liderança Palestina Sabota os Interesses do Povo Palestino

por Khaled Abu Toameh  •  29 de Dezembro de 2019

  • O novo hospital de campanha da Faixa de Gaza está sendo construído com a ajuda da ONG americana Friendship e parte com financiamento do Catar. O hospital que está sendo construído perto da fronteira entre Israel e Gaza irá disponibilizar um centro médico a milhares de palestinos da Faixa de Gaza.

  • Jamal Nasr, representante do partido União Democrática Palestina (FIDA) chegou a dizer que o novo hospital irá servir como centro de espionagem contra os palestinos da Faixa de Gaza. "É um projeto que inspira suspeitas," salientou Nasr. "Não é possível que tenha algum propósito humanitário. Na realidade trata-se de uma base para a coleta de inteligência."

  • A exemplo do hospital, a liderança da ANP também se posicionou contra a proposta do porto artificial, que tem como objetivo melhorar as condições de vida na Faixa de Gaza. É a mesma ANP que não para de condenar Israel por impor um "bloqueio" à Faixa de Gaza. Em vez de festejar a iniciativa israelense, as autoridades da ANP a condenam como mais uma "conspiração" contra os palestinos.

  • Abbas e as altas autoridades do seu quadro procuram prolongar o sofrimento do seu povo na Faixa de Gaza para que eles possam continuar culpando Israel e somente Israel pela crise que estão passando. Ao chamar o hospital de "centro de espionagem," eles também estão colocando em perigo a vida dos voluntários e da equipe médica, cujo único "crime" é proporcionar tratamento médico aos palestinos.

  • A próxima vez que alguém falar sobre as péssimas condições na Faixa de Gaza, é bom lembrar ao mundo que os que estão procurando bloquear a ajuda ao povo palestino são os líderes palestinos.

Os líderes da Autoridade Nacional Palestina são contrários à construção de um novo hospital na Faixa de Gaza, governada pelo Hamas. Por que isso? Porque a ANP odeia seus adversários do Hamas a ponto de punir os palestinos da Faixa de Gaza. Foto: passagem de fronteira de Erez entre Israel e Gaza do lado israelense, perto do lugar onde o Hamas, as Nações Unidas, Catar e Egito concordaram em estabelecer um novo hospital para tratar os pacientes de Gaza. (Foto: Andrew Burton/Getty Images)

À medida que Israel continua estudando meios de melhorar as condições de vida dos palestinos da Faixa de Gaza, a liderança da Autoridade Nacional Palestina (AP) continua sabotando os interesses de seu próprio povo.

Esses líderes são contrários à construção de um novo hospital na Faixa de Gaza, governada pelo Hamas. Eles também são contrários à iniciativa israelense de construir um porto artificial nas águas do litoral da Faixa de Gaza. A ANP em outras palavras se opõe a qualquer medida que amenize o sofrimento de seu povo.

Por que isso? Porque a ANP odeia seus adversários do Hamas a ponto de punir os palestinos por meio de sanções econômicas contra a Faixa de Gaza. Entre elas figuram o corte no pagamento de salários de milhares de funcionários públicos e de famílias carentes.

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Primeiro Ministro da Hungria Viktor Orbán: Solitário Defensor dos Cristãos Perseguidos da Europa

por Giulio Meotti  •  25 de Dezembro de 2019

  • Os que estamos ajudando agora poderão nos dar a maior ajuda para salvar a Europa. "Estamos fornecendo aos cristãos perseguidos o que eles precisam: moradias, hospitais e escolas e recebemos em contrapartida o que a Europa mais precisa: a fé cristã, amor e perseverança". — Primeiro Ministro da Hungria Viktor Orbán, Daily News Hungary, 28 de novembro de 2019.

  • "Segundo nossa estimativa mais de 90% dos cristãos já deixaram o Iraque e cerca de 50% dos cristãos da Síria também deixaram o país". — Ignatius Aphrem II, Patriarca da Igreja Ortodoxa Síria.

  • Os líderes europeus em vez de ficarem constrangidos, deveriam fazer da condição dos cristãos que vivem sob o Islã o ponto de partida de suas conversações com os muçulmanos.

  • "A sorte dos cristãos orientais e de outras minorias é o prelúdio da sua própria sorte." — Ex-primeiro-ministro da França François Fillon, Valeurs Actuelles, 12 de dezembro de 2019.

Na Europa há um defensor solitário dos cristãos perseguidos: o Primeiro Ministro da Hungria Viktor Orbán, que a grande mídia adora atacar. Nenhum governo europeu investiu tanto dinheiro, relações públicas no âmbito internacional e o tempo gasto neste tópico. (Foto: Laszlo Balogh/Getty Images)

"Há uma ininterrupta perseguição de cristãos. Por meses a fio nós bispos estamos gritando aos quatro ventos o que está acontecendo em Burkina Faso" salientou recentemente o Bispo Kjustin Kientega, "mas ninguém nos dá ouvidos." "Evidentemente", concluiu ele, "o Ocidente está mais preocupado em proteger seus próprios interesses".

Em uma série de tragédias transnacionais que vêm ocorrendo ultimamente, 14 cristãos foram assassinados em um ataque contra uma igreja em Burkina Faso, 11 em um ataque contra um ônibus no Quênia e sete num ataque do Boko Haram na República dos Camarões. Esses três ataques com mortos e feridos, todos na mesma semana, perpetrados por islamistas, dá uma ideia da intensidade e frequência da perseguição global contra os cristãos.

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Alemanha: Todos os Membros da UE Têm o Dever de Acolher Migrantes

por Soeren Kern  •  22 de Dezembro de 2019

  • O contínuo debate sobre a migração é no fundo um debate sobre o federalismo europeu e até que ponto a União Europeia poderá usurpar os poderes de decisão dos 28 Estados Membros.

  • Se tudo correr bem, o projeto de lei será adotado pelo Parlamento Europeu na segunda metade de 2020 quando a Alemanha assumirá a presidência da UE. Na sequência ele será ratificado pela Comissão Europeia, composta pelos líderes de seus Estados Membros.

  • "Nós rejeitamos taxativamente a migração ilegal. Também rejeitamos que gangues que traficam serem humanos decidam quem deve ou não viver na Europa." — Primeiro Ministro da República Tcheca Andrej Babiš.

  • "A posição do grupo dos quatro do Visegrád V4: República Tcheca, Hungria, Polônia, Eslováquia é clara. Não aceitaremos acolher migrantes ilegais na Europa Central. O sucesso e a segurança da Europa Central se devem graças à busca de uma forte política antimigratória e ela não esmorecerá... Nós húngaros insistimos no nosso direito de decidir quem irá entrar em nosso país e com quem iremos viver." — Ministro das Relações Exteriores da Hungria Péter Szijjártó.

O Ministro do Interior da Alemanha Horst Seehofer divulgou um novo programa para a reforma do sistema de asilo da Europa. O vazamento de um esboço da proposta mostra que todos os membros da UE serão obrigados a acolherem migrantes ilegais. (Photo by Michele Tantussi/Getty Images)

O Ministro do Interior da Alemanha Horst Seehofer divulgou um novo programa para a reforma do sistema de asilo da Europa. O vazamento para a mídia de um esboço da proposta mostra que todos os membros da União Europeia serão obrigados a acolherem migrantes ilegais.

Países da Europa Oriental e Central são contrários ao remanejamento obrigatório, embasados no princípio de que decisões sobre a concessão de vistos de residência deveriam ser tratados na esfera nacional. Eles observam que ao impor unilateralmente cotas migratórias sobre os estados membros, burocratas não eleitos da Bélgica procuram forçar os líderes democraticamente eleitos da Europa a se submeterem às suas imposições.

Na realidade o contínuo debate sobre a migração é no fundo um debate sobre o federalismo europeu e até que ponto a União Europeia poderá usurpar os poderes de decisão dos 28 Estados Membros.

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A China Adota Leis Maliciosas de "Segurança na Internet"

por Gordon G. Chang  •  14 de Dezembro de 2019

  • Depois que essas leis de "segurança na Internet" entrarem em vigor, nenhuma empresa estrangeira poderá encriptar dados de modo que não possam ser lidos pelo governo central e pelo Partido Comunista da China. Em outras palavras, as empresas serão solicitadas a entregarem as chaves de encriptação.

  • As autoridades chinesas terão permissão, ao amparo da lei chinesa, de compartilhar as informações com empresas estatais. Isso significa que as empresas estatais terão condições de usar aquelas informações contra os concorrentes estrangeiros.

  • Ao povo americano não interessa que a China assuma o controle de empresas americanas que operam na China, provável consequência da entrada em vigor das medidas de 1º de dezembro e 1º de janeiro.

  • O povo americano tem interesse vital em proteger os dados americanos. Donald Trump deveria baixar uma portaria nesse sentido imediatamente.

A possibilidade de Pequim bisbilhotar as redes de empresas estrangeiras terá consequências extremamente negativas. (Foto: Wikimedia Commons.)

Em 1º de janeiro entra em vigor a Lei da Criptografia na China. A legislação segue na esteira da implementação do Projeto Multinível de Proteção 2.0 de 1º de dezembro lançado sob os auspícios da Lei da Segurança na Internet de 2016.

Juntas essas duas medidas mostram que Pequim está totalmente determinado a se apossar de toda e qualquer troca de informações, comunicações e dados armazenados eletronicamente por empresas estrangeiras na China.

O Presidente Donald Trump deveria usar os poderes emergenciais da presidência para proibir que empresas americanas aceitem as novas normas e que armazenem dados na China.

Depois que essas leis de "segurança na Internet" entrarem em vigor, nenhuma empresa estrangeira poderá encriptar dados de modo que não possam ser lidos pelo governo central e pelo Partido Comunista da China. Em outras palavras, as empresas serão solicitadas a entregarem as chaves de encriptação.

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O Tribunal de Justiça da União Europeia Limita a Liberdade de Expressão

por Judith Bergman  •  8 de Dezembro de 2019

  • "Essa deliberação traz sérias consequências à liberdade de expressão em todo o mundo... A decisão também mostra que um tribunal em um Estado Membro da UE poderá emitir uma ordem para remover postagens em redes sociais em outros países, ainda que lá elas não sejam consideradas ilegais. Isso abrirá um perigoso precedente no qual tribunais de um país poderão controlar o que os usuários em outro país poderão acessar. O que poderá extrapolar para o abuso em particular em regimes onde os históricos sobre os direitos humanos não são lá essas coisas." — Thomas Hughes, CEO do ARTICLE 19, uma organização sem fins lucrativos cujo trabalho é "proteger o direito à liberdade de expressão ao redor do mundo," 3 de outubro de 2019.

  • A decisão do Tribunal de Justiça da União Europeia... ao que tudo indica, dá aos Estados Membros da UE poderes jamais vistos para determinar o discurso público na Internet, para determinar o que os cidadãos podem e o que não podem ler. As perspectivas agora parecem ainda mais sombrias para o futuro da liberdade de expressão na Europa.

A recente decisão do Tribunal de Justiça da União Europeia... ao que tudo indica, dá aos Estados Membros da UE poderes jamais vistos para determinar o discurso público na Internet, para determinar o que os cidadãos podem e o que não podem ler. As perspectivas agora parecem ainda mais sombrias para o futuro da liberdade de expressão na Europa. Foto: Tribunal de Justiça da União Europeia em Luxemburgo. (Imagemsource: Transparency International/Flickr)

Em 3 de outubro o Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE) deliberou em um julgamento que o Facebook poderá ser ordenado por tribunais nacionais de Estados Membros da UE a remover conteúdo difamatório ao redor do mundo:

"o Direito da União não se opõe a que seja ordenado a um fornecedor de armazenamento como a Facebook que suprima comentários idênticos e, sob determinadas condições, semelhantes a um comentário anteriormente declarado ilegal. O Direito da União também não se opõe a que essa medida inibitória produza efeitos à escala mundial, no âmbito do direito internacional relevante que cabe aos Estados-Membros ter em conta."

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Trump e Netanyahu: Ambos Sendo Investigados por Crimes Inventados

por Alan M. Dershowitz  •  28 de Novembro de 2019

  • Os políticos sempre procuram estar bem na fita e muitos votam tendo isso em mente. Muitos chegam a negociar uma boa cobertura antes de votar. É por isso que eles têm assessores de imprensa e consultores de mídia..

  • Um estatuto aceitável também não poderia ser esboçado para cobrir a suposta conduta de Netanyahu e não as dos demais membros do Knesset que negociam seus votos por uma boa cobertura. É por isso que nenhum legislativo de nenhum país onde rege o estado de direito jamais considerou o toma lá da cá da cobertura positiva da mídia o bastante para a condenação por corrupção e, é por isso que o indiciamento por corrupção de Netanyahu não deveria ser aceito pelos tribunais.

  • Simplesmente não é crime o presidente usar seu poder na política externa para obter vantagens políticas, partidárias e até pessoais. Imagine o Congresso tentar passar uma lei definindo o que irá constituir abuso criminoso no tocante ao poder da política externa, diferentemente do abuso político ou moral.

  • O aspecto central do estado de direito é que ninguém pode ser investigado, processado ou afastado salvo se a sua conduta tenha violado inequívocas proibições preexistentes.

A semelhança que mais salta aos olhos entre as investigações sendo conduzidas contra o Presidente dos Estados Unidos Donald Trump e o Primeiro Ministro de Israel Benjamin Netanyahu é que ambos estão sendo investigados por atos que não constam de maneira explícita como criminosos pelos respectivos legislativos. Foto: Trump e Netanyahu numa entrevista coletiva à imprensa em Washington, D.C. em 15 de fevereiro de 2017. (Imagem: Casa Branca)

As semelhanças são impressionantes, como também o são as diferenças entre as investigações sendo conduzidas contra o Presidente dos Estados Unidos Donald J. Trump pelo Congresso americano e as contra o Primeiro Ministro de Israel Benjamin Netanyahu, que acaba de ser indiciado.

A semelhança que mais salta aos olhos é que ambos estão sendo investigados por atos que não constam de maneira explícita como criminosos pelos respectivos legislativos. Além disso, nenhum legislativo de nenhum país onde rege o estado de direito aprovaria um estatuto tão genérico a ponto de criminalizar tal conduta. As investigações que recaem sobre esses dois líderes carismáticos se baseiam no uso de leis genéricas que jamais foram concebidas com o intuito de serem empregadas no caso em questão, levando-as ao extremo com o objetivo de atingir determinadas figuras políticas.

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Itália: Legalização em Massa de Migrantes é Suicídio

por Giulio Meotti  •  24 de Novembro de 2019

  • O centro de recepção para migrantes situado na ilha de Lampedusa, a linha de frente da crise migratória italiana, está prestes a entrar em "colapso" devido à escalada vertiginosa no número de chegadas.

  • "O estilo de vida dos migrantes será nosso estilo de vida". — Laura Boldrini, ex-presidente do parlamento da Itália; Il Giornale, 2015.

  • Será que os italianos se integrarão na nova cultura dos migrantes?

  • Tendo em conta que a população nativa está em fase de encolhimento, caso a Itália promova a legalização em massa de migrantes, deveríamos no mínimo estar cientes que será um suicídio cultural.

No mês passado saltou na Itália o número de migrantes vindos da África. O centro de recepção para migrantes situado na ilha de Lampedusa, a linha de frente da crise migratória italiana, está prestes a entrar em "colapso" devido à escalada vertiginosa no número de chegadas. Todo o sul da Itália está se debatendo para lidar com os migrantes. Foto: migrantes que atravessam o mar da Líbia rumo à Europa esperam para serem resgatados do bote pelo Migrant Offshore Aid Station Phoenix em 18 de maio de 2017, na costa de Lampedusa, Itália. (Foto: Chris McGrath/Getty Images)

Referindo-se à Itália, Gerard Baker, ex-editor-chefe do Wall Street Journal, escreveu recentemente:

"Em muitas regiões do país... o encolhimento substancial da população avança a passos largos. A onda de imigrantes, muitos do Norte da África e do Oriente Médio, estão ocupando as áreas desabitadas. Os migrantes preencheram lacunas vitais no tocante à força de trabalho, mas a transformação das cidades italianas fez com que um crescente número de cidadãos ficasse ressentido, temerosos quanto à sua identidade."

Ele chamou essa transformação de "uma espécie de linha de frente do declínio Ocidental". Os efeitos da migração em massa estão saltando aos olhos em inúmeras escolas de ensino fundamental. Em apenas dois dias vieram à tona sintomas em duas cidades grandes do país.

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Os Suecos estão Fugindo

por Judith Bergman  •  23 de Novembro de 2019

  • Em consequência do acolhimento de tantos migrantes num espaço de tempo relativamente curto, não só durante a extraordinária crise migratória de 2015 mas, de modo geral, entre os anos 2012 e 2017, os municípios estão enfrentando altos índices de desemprego, aumento da miséria infantil e a escalada nos gastos com o sistema de bem-estar social, de acordo com Frölander.

  • "Eu bem que tentei defender Malmö," salientou Emma Zetterholm, "mas à medida que o tempo passa e você percebe que as coisas não melhoram, acaba-se perdendo a adaptabilidade".

  • "Como pai, você fica furioso, desesperado...O resultado é que aqueles que podem e têm recursos para tanto vão embora. Para uma região mais tranquila do país ou para o exterior. Os que não têm a mesma chance ficam onde estão. É arrasador..." — Postagem no Facebook de ex-ministro do trabalho Sven Otto Littorin, que atualmente vive e trabalha em Dubai.

  • "Cerca de 13% da população da Suécia passam por poucas e boas em suas próprias zonas residenciais com a criminalidade, violência e vandalismo. É um dos índices mais altos da Europa." Em termos comparativos, os outros países nórdicos se encontram na faixa de países com índices dos mais baixos em relação aos problemas dessa natureza..." — Bureau Central de Estatística da Suécia, 25 de abril de 2019.

Problemas em muitos municípios estão levando os suecos a se mudarem para outras localidades com menos problemas socioeconômicos. Entre 2012 e 2018, na pequena cidade de Filipstad (10.000 habitantes), 640 suecos autóctones foram embora e 963 pessoas nascidas no exterior se mudaram para ela. Jim Frölander, encarregado da imigração no município salienta: "estamos experimentando uma troca de população... É simplesmente uma mera exposição dos fatos..." Foto: Filipstad, Suécia. (Imagem: iStock)

Os suecos estão de mudança. Problemas em muitos municípios estão levando os suecos a se mudarem para outras localidades com menos problemas socioeconômicos. De uns tempos para cá o assunto despertou o interesse da grande mídia sueca.

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O Tribunal Europeu Institui Dois Pesos e Duas Medidas em relação a Produtos Israelenses

por Soeren Kern  •  21 de Novembro de 2019

  • A deliberação do Tribunal de Justiça, que na prática encoraja a rígida imposição da rotulagem francesa a ser aplicada em todos os países da União Europeia, foi categoricamente condenada como reflexo do preconceito da EU contra Israel. Muitos analistas observam que de todos os conflitos territoriais existentes ao redor do mundo — da Crimeia ao Norte do Chipre ao Tibete à Saara Ocidental — a União Europeia escolheu a dedo apenas e tão somente Israel como o único país sujeito a se submeter aos requisitos especiais de rotulagem.

  • "Há mais de 200 disputas territoriais em andamento nos quatro cantos da terra, no entanto o ECJ não instituiu nenhuma determinação em relação a rótulos de produtos que se originam desses territórios. A diretiva de hoje é política e discriminatória em relação a Israel." — Ministério das Relações Exteriores de Israel.

  • "Isso vai contra as normas internacionais de comércio definidas pela Organização Mundial do Comércio... Esse é o pior tipo de diversão enquanto Roma é consumida pelo fogo. A citação de Israel pelo Tribunal Europeu pela 'violação das Leis Humanitárias Internacionais' enquanto o Hamas e seus asseclas lançam mísseis contra civis inocentes em Israel é uma das ironias mais perversas que tive a oportunidade de vivenciar por um bom tempo." — Menachem Margolin, Presidente da Organização Judaica Europeia, Bruxelas.

O Tribunal de Justiça da União Europeia, determinou que produtos alimentícios produzidos nos assim chamados assentamentos judaicos em Jerusalém Oriental, Cisjordânia e Colinas de Golã devem ser rotulados com clareza que se originam dessas localidades e não podem conter o rótulo genérico "Made in Israel." A decisão se origina de uma ação da Psagot Winery (foto), que administra vinhas nos assim chamados territórios ocupados palestinos e da Organização Judaica Europeia. (Imagem: iStock)

O Tribunal de Justiça da União Europeia, a mais alta corte da UE, determinou que produtos alimentícios produzidos nos assim chamados assentamentos judaicos em Jerusalém Oriental, Cisjordânia e Colinas de Golã devem ser rotulados com clareza que se originam dessas localidades e não podem conter o rótulo genérico "Made in Israel."

A diretiva que estigmatiza única e exclusivamente Israel foi, ao que tudo indica, motivada não por considerações quanto à qualidade e segurança dos alimentos nem em nome da defesa do consumidor e sim pelo viés anti-israelense da política externa da União Europeia. A medida foi duramente criticada e considerada preconceituosa, discriminatória e antissemita.

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Sonhos Europeus versus Migração em Massa

por Giulio Meotti  •  17 de Novembro de 2019

  • Lamentavelmente a mentalidade europeia se recusa a encarar a realidade, como se o desafio fosse duro demais para ser abordado.

  • É uma noção marxista equivocada que circula entre os jovens europeus, segundo a qual se você tiver sucesso, uma vida confortável, só pode ser às custas dos outros: "se eu sou o vencedor, alguém forçosamente terá que ser o perdedor." Parece que não existe o conceito em que "todos são vencedores" -- "se eu venço, você também pode vencer: todos podem vencer!", isso está na base da economia de livre mercado e tirou da miséria de forma espetacular uma parcela estrondosa do planeta".

  • É importante... rejeitar a atual moda da auto-humilhação. A Europa parece estar atormentada com um ceticismo em relação ao futuro, como se o declínio do Ocidente fosse na verdade um castigo merecido e a libertação dos seus erros do passado.... "Para mim, hoje," salienta Finkielkraut, "o essencial é a civilização europeia".

O custo do relativismo cultural se tornou penosamente visível na Europa. A desintegração dos estados-nação do Ocidente já é uma possibilidade real. Multiculturalismo, construído na esteira do declínio demográfico, massiva 'descristianização' e 'autorepúdio' cultural, não é nada mais do que uma fase transicional que pode levar à fragmentação do Ocidente. (Imagem : iStock)

A Europa se apresenta como a vanguarda da unificação da humanidade. Consequentemente as raízes culturais do velho continente foram postas em risco. De acordo com Pierre Manent, renomado cientista político francês e professor na Escola de Estudos Avançados em Ciências Sociais de Paris:

"O orgulho europeu ou a autoconsciência europeia dependem da rejeição à história europeia e da civilização europeia! Não queremos nada com as raízes cristãs, queremos, sem a menor sombra de dúvida, receber de braços abertos o Islã".

Manent proferiu as palavras acima à revista mensal francesa Causeur. Ele citou como exemplo a Turquia:

"Está por demais claro que não é só seu expressivo caráter islâmico (até antes de Erdogan) um obstáculo e sim uma espécie de motivo, uma razão para trazer a Turquia para a União Europeia. Seria, ao fim e ao cabo, a prova definitiva de que a Europa se distanciou e se livrou da dependência cristã".

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Os 4.006 Palestinos sobre os quais os Europeus Nunca Ouviram Falar

por Bassam Tawil  •  16 de Novembro de 2019

  • Os palestinos encarcerados nas prisões sírias provavelmente não estão tão preocupados assim se uma garrafa de vinho produzida por judeus foi ou não rotulada pelos europeus.

  • Os europeus, no entanto, que não param de querer ensinar ao mundo o que é certo e o que é errado, veem as coisas de forma diferente: parece que para eles os produtos fabricados nos assentamentos são mais perigosos do que as violentas e repressivas medidas tomadas pelas autoridades sírias contra os palestinos.

  • Enquanto isso o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, está ocupado demais caçando críticos no Facebook para dar alguma atenção à situação dos palestinos na Síria.

  • Nada melhor do que isso do ponto de vista deles, que a comunidade internacional destile seu ódio contra Israel e os judeus, afinal de contas, pelo menos atende aos interesses dos palestinos no tocante ao seu verdadeiro projeto de deslegitimar e destruir o único estado livre e democrático da região.

Os palestinos encarcerados nas prisões sírias provavelmente não estão tão preocupados assim se uma garrafa de vinho produzida por judeus foi ou não rotulada pelos europeus. Para os europeus, no entanto, os produtos fabricados nos assentamentos são mais perigosos do que as violentas e repressivas medidas tomadas pelas autoridades sírias contra os palestinos. (Imagem: iStock)

Enquanto os olhos de todos estão voltados para o acirramento dos ânimos na Faixa de Gaza, onde grupos terroristas palestinos disparam foguetes contra Israel em retaliação ao assassinato do comandante da Jihad Islâmica Bahaa Abu al-Ata, o número de palestinos mortos na Síria desde o início da guerra civil em 2011 chegou a 4.006.

No entanto, o tormento dos palestinos que estão na Síria não incomoda os líderes palestinos da Cisjordânia e da Faixa de Gaza que continuam obcecados em destruir Israel. A comunidade internacional, incluindo as Nações Unidas e as organizações de direitos humanos, nítida e notoriamente também não estão interessadas no sofrimento dos palestinos na Síria, nem em nenhum outro país árabe.

Os 4.006 palestinos mortos na Síria não foram alvejados por Israel, o que obviamente é mais do que suficiente para que a comunidade internacional e a ONU façam vista grossa.

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