Últimas Análises e Comentários

O Tribunal de Justiça da União Europeia Limita a Liberdade de Expressão

por Judith Bergman  •  8 de Dezembro de 2019

  • "Essa deliberação traz sérias consequências à liberdade de expressão em todo o mundo... A decisão também mostra que um tribunal em um Estado Membro da UE poderá emitir uma ordem para remover postagens em redes sociais em outros países, ainda que lá elas não sejam consideradas ilegais. Isso abrirá um perigoso precedente no qual tribunais de um país poderão controlar o que os usuários em outro país poderão acessar. O que poderá extrapolar para o abuso em particular em regimes onde os históricos sobre os direitos humanos não são lá essas coisas." — Thomas Hughes, CEO do ARTICLE 19, uma organização sem fins lucrativos cujo trabalho é "proteger o direito à liberdade de expressão ao redor do mundo," 3 de outubro de 2019.

  • A decisão do Tribunal de Justiça da União Europeia... ao que tudo indica, dá aos Estados Membros da UE poderes jamais vistos para determinar o discurso público na Internet, para determinar o que os cidadãos podem e o que não podem ler. As perspectivas agora parecem ainda mais sombrias para o futuro da liberdade de expressão na Europa.

A recente decisão do Tribunal de Justiça da União Europeia... ao que tudo indica, dá aos Estados Membros da UE poderes jamais vistos para determinar o discurso público na Internet, para determinar o que os cidadãos podem e o que não podem ler. As perspectivas agora parecem ainda mais sombrias para o futuro da liberdade de expressão na Europa. Foto: Tribunal de Justiça da União Europeia em Luxemburgo. (Imagemsource: Transparency International/Flickr)

Em 3 de outubro o Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE) deliberou em um julgamento que o Facebook poderá ser ordenado por tribunais nacionais de Estados Membros da UE a remover conteúdo difamatório ao redor do mundo:

"o Direito da União não se opõe a que seja ordenado a um fornecedor de armazenamento como a Facebook que suprima comentários idênticos e, sob determinadas condições, semelhantes a um comentário anteriormente declarado ilegal. O Direito da União também não se opõe a que essa medida inibitória produza efeitos à escala mundial, no âmbito do direito internacional relevante que cabe aos Estados-Membros ter em conta."

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Trump e Netanyahu: Ambos Sendo Investigados por Crimes Inventados

por Alan M. Dershowitz  •  28 de Novembro de 2019

  • Os políticos sempre procuram estar bem na fita e muitos votam tendo isso em mente. Muitos chegam a negociar uma boa cobertura antes de votar. É por isso que eles têm assessores de imprensa e consultores de mídia..

  • Um estatuto aceitável também não poderia ser esboçado para cobrir a suposta conduta de Netanyahu e não as dos demais membros do Knesset que negociam seus votos por uma boa cobertura. É por isso que nenhum legislativo de nenhum país onde rege o estado de direito jamais considerou o toma lá da cá da cobertura positiva da mídia o bastante para a condenação por corrupção e, é por isso que o indiciamento por corrupção de Netanyahu não deveria ser aceito pelos tribunais.

  • Simplesmente não é crime o presidente usar seu poder na política externa para obter vantagens políticas, partidárias e até pessoais. Imagine o Congresso tentar passar uma lei definindo o que irá constituir abuso criminoso no tocante ao poder da política externa, diferentemente do abuso político ou moral.

  • O aspecto central do estado de direito é que ninguém pode ser investigado, processado ou afastado salvo se a sua conduta tenha violado inequívocas proibições preexistentes.

A semelhança que mais salta aos olhos entre as investigações sendo conduzidas contra o Presidente dos Estados Unidos Donald Trump e o Primeiro Ministro de Israel Benjamin Netanyahu é que ambos estão sendo investigados por atos que não constam de maneira explícita como criminosos pelos respectivos legislativos. Foto: Trump e Netanyahu numa entrevista coletiva à imprensa em Washington, D.C. em 15 de fevereiro de 2017. (Imagem: Casa Branca)

As semelhanças são impressionantes, como também o são as diferenças entre as investigações sendo conduzidas contra o Presidente dos Estados Unidos Donald J. Trump pelo Congresso americano e as contra o Primeiro Ministro de Israel Benjamin Netanyahu, que acaba de ser indiciado.

A semelhança que mais salta aos olhos é que ambos estão sendo investigados por atos que não constam de maneira explícita como criminosos pelos respectivos legislativos. Além disso, nenhum legislativo de nenhum país onde rege o estado de direito aprovaria um estatuto tão genérico a ponto de criminalizar tal conduta. As investigações que recaem sobre esses dois líderes carismáticos se baseiam no uso de leis genéricas que jamais foram concebidas com o intuito de serem empregadas no caso em questão, levando-as ao extremo com o objetivo de atingir determinadas figuras políticas.

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Itália: Legalização em Massa de Migrantes é Suicídio

por Giulio Meotti  •  24 de Novembro de 2019

  • O centro de recepção para migrantes situado na ilha de Lampedusa, a linha de frente da crise migratória italiana, está prestes a entrar em "colapso" devido à escalada vertiginosa no número de chegadas.

  • "O estilo de vida dos migrantes será nosso estilo de vida". — Laura Boldrini, ex-presidente do parlamento da Itália; Il Giornale, 2015.

  • Será que os italianos se integrarão na nova cultura dos migrantes?

  • Tendo em conta que a população nativa está em fase de encolhimento, caso a Itália promova a legalização em massa de migrantes, deveríamos no mínimo estar cientes que será um suicídio cultural.

No mês passado saltou na Itália o número de migrantes vindos da África. O centro de recepção para migrantes situado na ilha de Lampedusa, a linha de frente da crise migratória italiana, está prestes a entrar em "colapso" devido à escalada vertiginosa no número de chegadas. Todo o sul da Itália está se debatendo para lidar com os migrantes. Foto: migrantes que atravessam o mar da Líbia rumo à Europa esperam para serem resgatados do bote pelo Migrant Offshore Aid Station Phoenix em 18 de maio de 2017, na costa de Lampedusa, Itália. (Foto: Chris McGrath/Getty Images)

Referindo-se à Itália, Gerard Baker, ex-editor-chefe do Wall Street Journal, escreveu recentemente:

"Em muitas regiões do país... o encolhimento substancial da população avança a passos largos. A onda de imigrantes, muitos do Norte da África e do Oriente Médio, estão ocupando as áreas desabitadas. Os migrantes preencheram lacunas vitais no tocante à força de trabalho, mas a transformação das cidades italianas fez com que um crescente número de cidadãos ficasse ressentido, temerosos quanto à sua identidade."

Ele chamou essa transformação de "uma espécie de linha de frente do declínio Ocidental". Os efeitos da migração em massa estão saltando aos olhos em inúmeras escolas de ensino fundamental. Em apenas dois dias vieram à tona sintomas em duas cidades grandes do país.

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Os Suecos estão Fugindo

por Judith Bergman  •  23 de Novembro de 2019

  • Em consequência do acolhimento de tantos migrantes num espaço de tempo relativamente curto, não só durante a extraordinária crise migratória de 2015 mas, de modo geral, entre os anos 2012 e 2017, os municípios estão enfrentando altos índices de desemprego, aumento da miséria infantil e a escalada nos gastos com o sistema de bem-estar social, de acordo com Frölander.

  • "Eu bem que tentei defender Malmö," salientou Emma Zetterholm, "mas à medida que o tempo passa e você percebe que as coisas não melhoram, acaba-se perdendo a adaptabilidade".

  • "Como pai, você fica furioso, desesperado...O resultado é que aqueles que podem e têm recursos para tanto vão embora. Para uma região mais tranquila do país ou para o exterior. Os que não têm a mesma chance ficam onde estão. É arrasador..." — Postagem no Facebook de ex-ministro do trabalho Sven Otto Littorin, que atualmente vive e trabalha em Dubai.

  • "Cerca de 13% da população da Suécia passam por poucas e boas em suas próprias zonas residenciais com a criminalidade, violência e vandalismo. É um dos índices mais altos da Europa." Em termos comparativos, os outros países nórdicos se encontram na faixa de países com índices dos mais baixos em relação aos problemas dessa natureza..." — Bureau Central de Estatística da Suécia, 25 de abril de 2019.

Problemas em muitos municípios estão levando os suecos a se mudarem para outras localidades com menos problemas socioeconômicos. Entre 2012 e 2018, na pequena cidade de Filipstad (10.000 habitantes), 640 suecos autóctones foram embora e 963 pessoas nascidas no exterior se mudaram para ela. Jim Frölander, encarregado da imigração no município salienta: "estamos experimentando uma troca de população... É simplesmente uma mera exposição dos fatos..." Foto: Filipstad, Suécia. (Imagem: iStock)

Os suecos estão de mudança. Problemas em muitos municípios estão levando os suecos a se mudarem para outras localidades com menos problemas socioeconômicos. De uns tempos para cá o assunto despertou o interesse da grande mídia sueca.

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O Tribunal Europeu Institui Dois Pesos e Duas Medidas em relação a Produtos Israelenses

por Soeren Kern  •  21 de Novembro de 2019

  • A deliberação do Tribunal de Justiça, que na prática encoraja a rígida imposição da rotulagem francesa a ser aplicada em todos os países da União Europeia, foi categoricamente condenada como reflexo do preconceito da EU contra Israel. Muitos analistas observam que de todos os conflitos territoriais existentes ao redor do mundo — da Crimeia ao Norte do Chipre ao Tibete à Saara Ocidental — a União Europeia escolheu a dedo apenas e tão somente Israel como o único país sujeito a se submeter aos requisitos especiais de rotulagem.

  • "Há mais de 200 disputas territoriais em andamento nos quatro cantos da terra, no entanto o ECJ não instituiu nenhuma determinação em relação a rótulos de produtos que se originam desses territórios. A diretiva de hoje é política e discriminatória em relação a Israel." — Ministério das Relações Exteriores de Israel.

  • "Isso vai contra as normas internacionais de comércio definidas pela Organização Mundial do Comércio... Esse é o pior tipo de diversão enquanto Roma é consumida pelo fogo. A citação de Israel pelo Tribunal Europeu pela 'violação das Leis Humanitárias Internacionais' enquanto o Hamas e seus asseclas lançam mísseis contra civis inocentes em Israel é uma das ironias mais perversas que tive a oportunidade de vivenciar por um bom tempo." — Menachem Margolin, Presidente da Organização Judaica Europeia, Bruxelas.

O Tribunal de Justiça da União Europeia, determinou que produtos alimentícios produzidos nos assim chamados assentamentos judaicos em Jerusalém Oriental, Cisjordânia e Colinas de Golã devem ser rotulados com clareza que se originam dessas localidades e não podem conter o rótulo genérico "Made in Israel." A decisão se origina de uma ação da Psagot Winery (foto), que administra vinhas nos assim chamados territórios ocupados palestinos e da Organização Judaica Europeia. (Imagem: iStock)

O Tribunal de Justiça da União Europeia, a mais alta corte da UE, determinou que produtos alimentícios produzidos nos assim chamados assentamentos judaicos em Jerusalém Oriental, Cisjordânia e Colinas de Golã devem ser rotulados com clareza que se originam dessas localidades e não podem conter o rótulo genérico "Made in Israel."

A diretiva que estigmatiza única e exclusivamente Israel foi, ao que tudo indica, motivada não por considerações quanto à qualidade e segurança dos alimentos nem em nome da defesa do consumidor e sim pelo viés anti-israelense da política externa da União Europeia. A medida foi duramente criticada e considerada preconceituosa, discriminatória e antissemita.

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Sonhos Europeus versus Migração em Massa

por Giulio Meotti  •  17 de Novembro de 2019

  • Lamentavelmente a mentalidade europeia se recusa a encarar a realidade, como se o desafio fosse duro demais para ser abordado.

  • É uma noção marxista equivocada que circula entre os jovens europeus, segundo a qual se você tiver sucesso, uma vida confortável, só pode ser às custas dos outros: "se eu sou o vencedor, alguém forçosamente terá que ser o perdedor." Parece que não existe o conceito em que "todos são vencedores" -- "se eu venço, você também pode vencer: todos podem vencer!", isso está na base da economia de livre mercado e tirou da miséria de forma espetacular uma parcela estrondosa do planeta".

  • É importante... rejeitar a atual moda da auto-humilhação. A Europa parece estar atormentada com um ceticismo em relação ao futuro, como se o declínio do Ocidente fosse na verdade um castigo merecido e a libertação dos seus erros do passado.... "Para mim, hoje," salienta Finkielkraut, "o essencial é a civilização europeia".

O custo do relativismo cultural se tornou penosamente visível na Europa. A desintegração dos estados-nação do Ocidente já é uma possibilidade real. Multiculturalismo, construído na esteira do declínio demográfico, massiva 'descristianização' e 'autorepúdio' cultural, não é nada mais do que uma fase transicional que pode levar à fragmentação do Ocidente. (Imagem : iStock)

A Europa se apresenta como a vanguarda da unificação da humanidade. Consequentemente as raízes culturais do velho continente foram postas em risco. De acordo com Pierre Manent, renomado cientista político francês e professor na Escola de Estudos Avançados em Ciências Sociais de Paris:

"O orgulho europeu ou a autoconsciência europeia dependem da rejeição à história europeia e da civilização europeia! Não queremos nada com as raízes cristãs, queremos, sem a menor sombra de dúvida, receber de braços abertos o Islã".

Manent proferiu as palavras acima à revista mensal francesa Causeur. Ele citou como exemplo a Turquia:

"Está por demais claro que não é só seu expressivo caráter islâmico (até antes de Erdogan) um obstáculo e sim uma espécie de motivo, uma razão para trazer a Turquia para a União Europeia. Seria, ao fim e ao cabo, a prova definitiva de que a Europa se distanciou e se livrou da dependência cristã".

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Os 4.006 Palestinos sobre os quais os Europeus Nunca Ouviram Falar

por Bassam Tawil  •  16 de Novembro de 2019

  • Os palestinos encarcerados nas prisões sírias provavelmente não estão tão preocupados assim se uma garrafa de vinho produzida por judeus foi ou não rotulada pelos europeus.

  • Os europeus, no entanto, que não param de querer ensinar ao mundo o que é certo e o que é errado, veem as coisas de forma diferente: parece que para eles os produtos fabricados nos assentamentos são mais perigosos do que as violentas e repressivas medidas tomadas pelas autoridades sírias contra os palestinos.

  • Enquanto isso o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, está ocupado demais caçando críticos no Facebook para dar alguma atenção à situação dos palestinos na Síria.

  • Nada melhor do que isso do ponto de vista deles, que a comunidade internacional destile seu ódio contra Israel e os judeus, afinal de contas, pelo menos atende aos interesses dos palestinos no tocante ao seu verdadeiro projeto de deslegitimar e destruir o único estado livre e democrático da região.

Os palestinos encarcerados nas prisões sírias provavelmente não estão tão preocupados assim se uma garrafa de vinho produzida por judeus foi ou não rotulada pelos europeus. Para os europeus, no entanto, os produtos fabricados nos assentamentos são mais perigosos do que as violentas e repressivas medidas tomadas pelas autoridades sírias contra os palestinos. (Imagem: iStock)

Enquanto os olhos de todos estão voltados para o acirramento dos ânimos na Faixa de Gaza, onde grupos terroristas palestinos disparam foguetes contra Israel em retaliação ao assassinato do comandante da Jihad Islâmica Bahaa Abu al-Ata, o número de palestinos mortos na Síria desde o início da guerra civil em 2011 chegou a 4.006.

No entanto, o tormento dos palestinos que estão na Síria não incomoda os líderes palestinos da Cisjordânia e da Faixa de Gaza que continuam obcecados em destruir Israel. A comunidade internacional, incluindo as Nações Unidas e as organizações de direitos humanos, nítida e notoriamente também não estão interessadas no sofrimento dos palestinos na Síria, nem em nenhum outro país árabe.

Os 4.006 palestinos mortos na Síria não foram alvejados por Israel, o que obviamente é mais do que suficiente para que a comunidade internacional e a ONU façam vista grossa.

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União Europeia Apoia o Irã - Campeão Mundial na Execução de Crianças

por Majid Rafizadeh  •  7 de Novembro de 2019

  • Obviamente os líderes europeus, que não se cansam de darem uma de santo ao defenderem os direitos humanos, estão nesse ínterim priorizando as políticas de acomodamento com um governo que é o campeão mundial de execução e tortura de crianças e não só de crianças.

  • Os dois adolescentes de 17 anos, que aparentemente nada sabiam sobre as sentenças de morte, foram chicoteados antes de serem executados.

  • O Código Penal Islâmico do Irã também permite que meninas de 9 anos e meninos de 15 sejam executados. Via de regra acusações vagas são apresentadas pelo sistema judiciário da República Islâmica ou pelo Tribunal Revolucionário, como "promover guerra contra Deus. Essas acusações podem ser levadas ao extremo tornando atos considerados menos graves como criticar o Líder Supremo virarem crimes, de modo que possa ser dada a ordem de execução.

  • No início do corrente ano o governo iraniano estava em vias de executar mais três menores curdos: Mohammad Kalhori, Barzan Nasrollahzadeh e Shayan Saeedpour.

  • Os outros dois passatempos prediletos que a UE nunca se cansa são condenar e demonizar cada vez mais Israel, a única democracia do Oriente Médio e também a única que realmente implementa os direitos humanos. Quando será que a União Europeia finalmente ficará enjoada da sua própria postura de santo só mesmo para inglês ver?

Os líderes europeus, que não se cansam de darem uma de santo ao defenderem os direitos humanos, estão nesse ínterim priorizando as políticas de acomodamento com o regime do Irã -- campeão mundial de execução e tortura de crianças e não só de crianças. (Imagem: iStock)

A União Europeia continua colaborando com os mulás que governam o Irã ao darem as costas às sanções impostas pelos EUA, passarem a mão na cabeça dos iranianos por meio de políticas contemporizadoras, o jeitinho europeu de driblar as sanções americanas, como o mecanismo de pagamento INSTEX.A sigla significa Instrumento de Apoio às Trocas Comerciais, ou seja: mecanismo de pagamento que permitirá às empresas e firmas europeias continuem a fazer negócios com o governo iraniano, apesar das sanções econômicas dos EUA contra Teerã.

Recentemente a União Europeia se vangloriou no seguinte comunicado:

"A França, Alemanha e o Reino Unido informaram aos demais membros que o INSTEX já está em operação e se encontra disponível a todos os Estados Membros da UE e que as primeiras transações estão sendo processadas".

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Reino Unido: Think-Tank de Tony Blair Propõe Acabar com a Liberdade de Expressão

por Judith Bergman  •  4 de Novembro de 2019

  • Inquietante é o fato da principal preocupação do think-tank de Tony Blair ser o ódio verbal expressado na Internet por cidadãos em resposta aos ataques terroristas e não as verdadeiras expressões físicas de ódio escancaradas nos assassinatos em massa perpetrados por terroristas contra inocentes. Ataques terroristas, ao que tudo indica, deveriam ser considerados coisa normal, incidentes inevitáveis que viraram parte integrante da vida cotidiana no Reino Unido.

  • Diferentemente de grupos proscritos que são banidos devido a ações criminais como violência e terrorismo, a classificação de "grupo que instiga o ódio" significará principalmente uma ação na justiça por crimes de pensamento.

  • Ao que tudo indica, os valores democráticos são o que menos interessa ao think-tank. O projeto de lei fará com que o governo britânico seja o árbitro do discurso aceitável, em especial o discurso político. Uma medida autoritária tão extraordinária e radical transformará a liberdade de expressão numa ilusão no Reino Unido.

  • O Home Office terá condições de acusar qualquer grupo que considerar politicamente inconveniente de "disseminar a intolerância" ou de "alinhamento com ideologias extremistas" e classificá-lo como "grupo que instiga o ódio".

Uma nova lei proposta pelo Tony Blair Institute for Global Change fará com que o governo britânico seja o árbitro do discurso aceitável, em especial o discurso político. Uma medida autoritária tão extraordinária e radical transformará a liberdade de expressão numa ilusão no Reino Unido. (Imagens: iStock)

O Tony Blair Institute for Global Change publicou o estudo: Delineando o Ódio: Novas Diretrizes para Acabar com os Crimes de Ódio, que recomenda iniciativas radicais para lidar com grupos que instigam o "ódio", ainda que não tenham incorrido em nenhuma prática violenta.

O problema, conforme definição do think-tank, consiste na "essência danosa dos grupos que instigam o ódio, entre eles os de extrema-direita como o Britain First e o Generation Identity. As leis em vigor não têm condições de impedir grupos de disseminarem o ódio e a dissidência, mas sem preconizar a violência". O think-tank define o que entende ser um dos principais problemas dos crimes de ódio da seguinte maneira:

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França: Mais Destruição da Liberdade de Expressão

por Guy Millière  •  2 de Novembro de 2019

  • Defender alguém acusado de ser "racista" implica em correr o risco de também ser acusado de "racista". O terrorismo intelectual já reina na França.

  • A França está caminhando de uma "imprensa amordaçada para uma imprensa amordaçada que destrói a liberdade de expressão". — Alain Finkielkraut, escritor e filósofo.

  • Outros escritores como Zemmour já foram arrastados para os tribunais e totalmente excluídos de toda a mídia simplesmente por descreverem a realidade.

  • Em uma sociedade onde há a liberdade de expressão, seria possível discutir o uso dessas palavras, mas na França de hoje, a liberdade de expressão está quase totalmente eliminada.

  • Na França, não está longe o dia em que ninguém ousará dizer que algum ataque flagrantemente inspirado pelo Islã tem algo a ver com o Islã.

(Imagem: iStock)

Em 28 de setembro teve lugar em Paris a "Convenção da Direita", organizada por Marion Marechal, ex-membro do parlamento francês, hoje diretora do Instituto de Ciências Sociais, Econômicas e Políticas da França. O propósito da convenção era unir as facções políticas de direita do país. Num discurso programático, o jornalista Éric Zemmour fez duras críticas ao Islã e à islamização da França. Ele retratou as "zonas proibidas" do país (Zones Urbaines Sensibles; Zonas Urbanas Suscetíveis) como "enclaves estrangeiros" em território francês e pintou como processo de "colonização" a crescente presença na França de muçulmanos que não se integram na sociedade.

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Suécia: A Igreja que Dissemina Ódio

por Nima Gholam Ali Pour  •  31 de Outubro de 2019

  • Apesar da divulgação da Swedish Jerusalem Society de que a Good Shepherd's Swedish School é uma escola que promove a paz, Tobias Petersson, diretor do think tank Perspective on Israel, revela que os livros escolares da Good Shepherd's Swedish School têm conteúdo jihadista que encoraja a guerra santa contra o Estado de Israel. Nesses livros escolares os judeus são retratados como mentirosos e corruptos.

  • O fato de uma instituição da magnitude da Igreja da Suécia arrecadar dinheiro das igrejas de norte a sul, de leste a oeste do país com o propósito de apoiar uma escola que dissemina ódio e espírito belicoso deveria, sem a menor sombra de dúvida, ser visto como incomensuravelmente problemático.

  • A prática também mostra que a ajuda sueca não só não vai para organizações que disseminam ódio como também que grandes instituições da Suécia abriram canais ilícitos para enviar milhões de coroas suecas a escolas todos os anos, como a Good Shepherd's Swedish School, que também espalha o ódio.

  • Para compreender o quão nociva é esta situação, dá para imaginar o que aconteceria se uma das maiores instituições de Israel ou de qualquer outro país, estivesse levantando dinheiro para financiar uma escola que ensina crianças a odiarem a Suécia e a festejarem terroristas que assassinaram cidadãos suecos? Seria obviamente um grande escândalo e totalmente inaceitável. Mas na Suécia, é exatamente isso que está acontecendo hoje.

O fato de uma instituição da magnitude da Igreja da Suécia arrecadar dinheiro das igrejas de norte a sul, de leste a oeste do país com o propósito de apoiar uma escola que dissemina ódio e espírito belicoso deveria, sem a menor sombra de dúvida, ser visto como incomensuravelmente problemático. Foto: Catedral de Uppsala, sede a Igreja da Suécia. (Imagem: Jarvis/Wikimedia Commons)

A Swedish Jerusalem Society fundada em 1900 se dedicou a realizar obras de caridade em Jerusalém e Belém. Por décadas, no entanto, ela tem sido hostil ao Estado Judeu de Israel. A associação tem três objetivos oficiais nos territórios palestinos:

  • Fortalecer a condição das mulheres
  • Contribuir para a paz e a reconciliação
  • Fortalecer a minoria cristã

Não obstante esses nobres objetivos, a Swedish Jerusalem Society publica uma revista cujo conteúdo, comumente sobre Israel, insere um tom extremamente hostil e preconceituoso. Na primeira edição de 2018 consta uma entrevista com a diretora de uma escola palestina na qual ela diz:

"Nós já sofremos por tantos anos e ainda poderemos sofrer por mais alguns, mas não é justo dar a nossa capital a outrem. Por que não compartilhá-la?"

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Não Faça Negócios com uma China que Mente, Trapaceia e Rouba

por Gordon G. Chang  •  27 de Outubro de 2019

  • É por demais difícil fazer negócios com um ladrão, principalmente quando o ladrão vê o contato comercial como uma oportunidade de roubar ainda mais... Esse crime é essencial para atingir a iniciativa extraordinariamente ambiciosa do Made in China 2025. (para dominar 11 setores cruciais de tecnologia).

  • Como se tudo isso de ruim não bastasse, os planos para o futuro de Xi são particularmente perniciosos... Os americanos terão que optar: ficar com o dinheiro chinês ou manter o livre mercado de ideias. O desacoplamento das duas economias é, sem a menor sombra de dúvida lamentável, porém necessário, visto que a China exerce pressão sobre os americanos deixando-os sem opção caso estejam dispostos a defender as liberdades e a soberania.

  • A julgar pela quebra de mais um acerto comercial por parte de Pequim nos últimos dias, fica evidente que o regime comunista chinês não tem condições de trabalhar com os Estados Unidos, nem com nenhum outro país, pelas mesmas razões. Portanto melhor não fazermos negócios com uma China que mente, trapaceia e rouba.

Com implacável determinação, Xi Jinping vem fechando o mercado chinês a produtos estrangeiros com a prática de normas altamente discriminatórias e a promulgação de leis e regulamentações perniciosas. A China de Xi continua a tomar de maneira criminosa propriedades intelectuais dos EUA ao custo considerável de bilhões de dólares ao ano. (Foto: Kevin Frayer/Getty Images)

"Isso não irá revolucionar as relações EUA-China nem os termos comerciais entre nós, mas mostra que os dois países podem trabalhar juntos em uma questão importante,"salientou Clete Willems do Akin Gump à Bloomberg, ao se referir à "fase 1 do acordo" entre os Estados Unidos do Presidente Donald Trump e a China, divulgado em 11 de outubro. "Aprender a trabalhar em conjunto é extremamente importante no sentido de evitar uma deterioração generalizada de todos os aspectos de nosso relacionamento, o que não é de interesse de ninguém no longo prazo."

A despeito das palavras de Willems, agora é sim do interesse dos Estados Unidos, no longo prazo, evitar fazer acordos comerciais com a República Popular da China.

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Cristãos Massacrados, a Mídia Faz Vista Grossa

por Giulio Meotti  •  23 de Outubro de 2019

  • "Na mesma semana do abominável ataque à mesquita em Christchurch, na Nova Zelândia... mais de 200 cristãos foram mortos na Nigéria. Difícil foi encontrar no noticiário algo a respeito do massacre desses cristãos. Nada de passeatas em homenagem aos cristãos martirizados, nada de dobrar sinos a pedido de governos, nada de camisetas com 'Je suis Charlie', nem uminha indignação popular." — Padre Benedict Kiely, Crisis Magazine, 4 de setembro de 2019.

  • Os satélites da NASA captaram os incêndios na amazônia, urgindo os líderes mundiais a se comprometerem a proteger a floresta amazônica. Queimar, mutilar e assassinar cristãos não é monitorado por satélites, seu sofrimento não é visto nas TVs nem nos jornais. Na realidade, no Ocidente parece que a perseguição aos cristãos sequer existe.

  • O Vaticano, o Papa Francisco e demais clérigos e a mídia têm uma opção: lançar a luz em cima desses cristãos perseguidos ou serem acusados de cegueira deliberada... O Vaticano deveria dedicar o próximo sínodo a eles.

Foto: Sobame Da, um dos principais vilarejos cristãos no Mali, após o ataque de junho de 2019 por pistoleiros Fulani no qual foram massacrados cem homens, mulheres e crianças. (Imagem: United Nations/MINUSMA/Flickr)

"Na floresta amazônica, de vital importância para o planeta, foi desencadeada uma profunda crise devido à prolongada ação do homem, na qual prevalece a 'cultura do desperdício' (LS 16) e a predominância da mentalidade extrativista", segundo palavras do Vaticano.

"A Amazônia é uma região dotada de rica biodiversidade, multiétnica, multicultural e multirreligiosa, espelho de toda a humanidade que, em defesa da vida, requer mudanças estruturais e pessoais de todos os seres humanos, nações e da Igreja."

É por esta razão que foi marcada uma reunião do Sínodo dos Bispos da região Pan-amazônica em Roma de 6 a 27 de outubro. Em entrevista concedida ao jornal italiano La Stampa, o Papa Francisco salientou que um dos maiores desafios da região amazônica é a "ameaça à vida das populações e dos territórios que deriva dos interesses econômicos e políticos dos setores que dominam a sociedade."

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O Terrorismo Cultivado na França

por Giulio Meotti  •  15 de Outubro de 2019

  • A polícia francesa que investigava uma mulher suspeita de ligações com o ISIS descobriu um pen drive contendo dados pessoais, como endereços residenciais, de milhares de policiais franceses. Quem forneceu essas informações?

  • "Nas ruas, mulheres usando véus e homens com jellabas (túnicas) são na realidade propaganda, a islamização das ruas, assim como os uniformes de um exército de ocupação lembram os derrotados sobre a sua submissão". – Jornalista francês Eric Zemmour, 28 de setembro de 2019.

  • Le Monde, o jornal mais conceituado da França, publicou um artigo opinativo após um recente atentado acusando o país de "Macarthismo Islamofóbico." Harpon, o terrorista que matou seus colegas no quartel-general da polícia com certeza iria concordar.

  • O problema é que faz anos que a França se encontra em estado de negação com respeito ao Islã radical.

Policiais interditam uma rua perto do quartel-general da polícia de Paris depois que um terrorista matou quatro policiais no casarão em 3 de outubro de 2019 em Paris, França. (Foto: Marc Piasecki/Getty Images)

Desta vez o terrorista não usou armas de fogo, as vítimas não eram crianças desarmadas, nem cartunistas, nem judeus, eram policiais.

O local onde ocorreu o ataque de 3 de outubro também salta aos olhos: "tem-se como certo que o quartel-general da polícia de Paris é uma espécie de fortaleza, afinal é o símbolo da ordem pública na França e da luta antijihadista e foi justamente esse baluarte que foi sacudido," salientou o conceituado intelectual francês Gilles Kepel ao Le Figaro.

"Ingressamos em um... terrorismo 'made in France'... com um misto de orações às sextas-feiras ministradas por imãs extremistas, redes sociais e a instrumentalização de pessoas vulneráveis. Tem tudo a ver com uma nova modalidade de pânico na sociedade visando lugares famosos, ícones... O ataque é um divisor de águas no terrorismo islamista."

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Suécia Fugindo do Controle

por Judith Bergman  •  14 de Outubro de 2019

  • Do início de 2019 ao final de julho houve 120 atentados a bomba na Suécia de acordo com estatísticas da polícia.

  • Somente em Uppsala, uma pitoresca cidade universitária sueca, onde 80% das meninas não se sentem seguras no centro da cidade, ocorreram quatro estupros ou tentativas de estupro num espaço de quatro dias no mês de agosto.

  • "Dê um basta nos estupros, você está deixando as mulheres ao Deus dará... O fato das mulheres não terem a mesma liberdade de ir e vir nas ruas e praças sem terem que se preocupar de estarem sujeitas ao crime, é uma grave limitação à sua liberdade e à autodeterminação". — Josefin Malmqvist, parlamentar do Partido Moderado, Aftonbladet, 24 de agosto de 2019.

Desde dezembro de 2018, somente na cidade de Landskrona ao sul da Suécia, com cerca de 35 mil habitantes, houve sete explosões ou atentados a bomba. Em agosto, a entrada da prefeitura de Landskrona (foto) foi explodida. (Imagem : Mrkommun/Wikimedia Commons)

"Löfven, o senhor perdeu o controle da Suécia," escreveu recentemente o líder do maior partido de oposição Ulf Kristersson, do Partido Moderado de centro-direita, em um artigo no diário Aftonbladet, no qual critica o Primeiro Ministro da Suécia Stefan Löfven pelo fracasso em resolver alguns dos graves problemas que afetam a Suécia. De acordo com Kristersson:

"As duas esferas que nós (Partido Moderado) damos prioridade máxima são a lei e a ordem e a integração. Porque é aí que estão nossos maiores problemas nos dias de hoje."

"No ano passado ocorreram 306 tiroteios, 45 pessoas foram mortas a tiros. Segundo a polícia, o número de pessoas assassinadas dobrou desde 2014. No mesmo período o número de pessoas abusadas sexualmente triplicou, de acordo com o BRÅ (Conselho Sueco de Prevenção ao Crime)..."

"Portanto se faz necessário reformas concretas. Nós as propusemos, o Partido Social-Democrata diz não..."

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