Últimas Análises e Comentários

Alemanha: Assustador Alcance da Autocensura

por Judith Bergman  •  21 de Julho de 2019

  • Parece que há uma diferença significativa entre o que os alemães dizem em público e o que eles pensam de verdade... Também foi constatado que 57% dos alemães dizem que está dando nos nervos terem que ouvir "gradativa e incessantemente o que dizer e como se comportar".

  • "Faz uma diferença enorme...se os cidadãos sentem que estão sendo cada vez mais vigiados e avaliados... Muitos cidadãos sentem que estão sendo desrespeitados porque querem que suas apreensões e posições sejam levadas a sério, que fatos importantes sejam debatidos abertamente..." — Trecho extraído de uma enquete sobre a autocensura na Alemanha conduzida pelo Institut für Demoskopie Allensbach.

  • Esse retrocesso (quanto ao respeito pela liberdade de expressão) pelo menos até o momento, desembocou em 2018 na lei de censura da Alemanha, que exige das plataformas de redes sociais que excluam ou bloqueiem quaisquer pretensas "ofensas criminais" na Internet como difamação ou incitamento, no prazo de 24 horas após o recebimento da reclamação do usuário. Caso as plataformas não cumpram a lei, o governo alemão poderá multá-las em até 50 milhões de euros. Tem gente sendo processada na Alemanha por criticar as políticas de migração do governo...

Uma nova pesquisa de opinião sobre a autocensura na Alemanha mostrou que os alemães censuram suas próprias conversas num nível impressionante. Perguntados se é "possível se expressar livremente em público", somente 18% responderam que sim. Em contrapartida, 59% dos alemães disseram que entre amigos e conhecidos eles se expressam livremente.

"Quase dois terços dos cidadãos alemães estão convencidos de que 'hoje em dia é preciso ser extremamente cauteloso em relação a determinados assuntos', porque há inúmeras convenções sociais tácitas com respeito a opiniões aceitáveis e admissíveis" de acordo com um levantamento conduzido pelo Institut für Demoskopie Allensbach para o jornal Frankfurter Allgemeine Zeitung (FAZ).

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A Guerra dos Palestinos Contra os Empresários

por Bassam Tawil  •  14 de Julho de 2019

  • Ao boicotarem a conferência do Bahrein, na realidade, os líderes palestinos estão sinalizando ao mundo que eles preferem ver seu povo continuar passando por dificuldades financeiras do que receber bilhões de dólares de ajuda... Em vez de cuspir na cara dos empresários, os líderes palestinos deveriam trabalhar em estreita colaboração com Israel e os EUA e qualquer um que esteja disposto a ajudar o povo palestino.

  • Abbas e seus altos dirigentes da velha guarda estão, como não poderia deixar de ser, esperando que os EUA e a comunidade internacional continuem inundando-os com milhões de dólares sem terem que dar nada em troca. Eles querem que o conflito continue infindavelmente para que possam continuar recebendo ajuda financeira dos americanos, europeus e outros.

  • Os líderes palestinos querem continuar chantageando a comunidade internacional para que recebam ajuda financeira incondicional e ilimitada, ao mesmo tempo em que privam o povo palestino de qualquer oportunidade de melhorar sua condição de vida. Eles querem que seu povo continue vivendo na miséria para que Abbas e seus funcionários de alto calibre possam culpar Israel e o resto do mundo pelo "sofrimento" dos palestinos.

Treze empresários palestinos que desafiaram a exortação da Autoridade Nacional Palestina de boicotar a conferência do Bahrein passaram a ser alvos das forças de segurança de Mahmoud Abbas na Cisjordânia. Alguns desses empresários se viram forçados a se esconder. Foto: conselheiro da Casa Branca Jared Kushner fala na conferência sobre como alavancar a economia palestina, reduzir o desemprego e melhorar as condições de vida dos palestinos, em 25 de junho de 2019. (Imagem: Bahrain News Agency)

A violenta repressão da Autoridade Nacional Palestina contra os empresários palestinos que participaram da recente conferência econômica "Paz para a Prosperidade" liderada pelos Estados Unidos no Bahrein, mostram de maneira contundente como os líderes palestinos agem diretamente contra os interesses de seu próprio povo.

Mais preocupante do que isso é a mensagem que essa repressão manda ao povo palestino: quem se atrever a trabalhar com a administração do presidente dos EUA, Donald Trump, será considerado traidor e colaborador dos "inimigos" dos palestinos, no caso EUA e Israel.

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França: O Verdadeiro Emmanuel Macron

por Guy Millière  •  10 de Julho de 2019

  • Charles de Gaulle se recusava em falar sobre o sem número de franceses que colaboraram com as autoridades de ocupação da Alemanha. Ele também se recusava em comemorar o Dia D. Ele chegou a ponto de afirmar que os desembarques na Normandia "não foram o início da libertação da França" e sim "o ponto de partida de uma articulação americana para colonizar a França".

  • O presidente Emmanuel Macron foi um passo além, adiantando que a França e a Alemanha deveriam criar um exército europeu para "se protegerem da Rússia, China e até mesmo dos Estados Unidos".

  • A França também deu apoio à OLP na época que a organização era abertamente um movimento terrorista, clamorosamente dedicada à destruição de Israel e ao assassinato de judeus... Macron continua trilhando a mesma política de seus antecessores. Ele nunca perde a oportunidade de convidar o atual líder palestino Mahmoud Abbas ao Palácio do Eliseu e jamais esquece de beijá-lo.

  • O presidente Donald Trump agora já conhece Macron. Trump, sem a menor sombra de dúvida, lembra que durante a visita de Macron a Washington, 14 meses atrás, Macron parecera amistoso em relação a ele, mas quando foi ao Congresso, usou todo o seu discurso para denegrir as importantes iniciativas da Administração Trump.

O presidente francês Emmanuel Macron adiantou em 8 de novembro de 2018, que a França e a Alemanha deveriam criar um exército europeu para "se protegerem da Rússia, China e até mesmo dos Estados Unidos". Foto: Macron e a chanceler alemã Angela Merkel durante uma entrevista coletiva à imprensa em 18 de novembro de 2018 em Berlim, Alemanha. (Foto: Michele Tantussi/Getty Images)

6 de junho de 2019. Normandia, França. Os restos mortais de 9.387 militares americanos estão enterrados no Cemitério e Memorial Americano da Normandia; 9.238 cruzes latinas para os cristãos e 149 estrelas de Davi para os judeus estão enfileiradas no declive com vista para a Praia de Omaha, um dos cinco setores da costa da Normandia, onde 132 mil soldados das forças aliadas do Ocidente desembarcaram em 6 de junho de 1944. O presidente dos EUA, Donald J. Trump proferiu um discurso enaltecendo o heroísmo, dever, honra e a liberdade, prestando homenagem aos jovens americanos que sacrificaram suas vidas; ele também não deixou de destacar os soldados de outras nações que lutaram nas praias da Normandia: canadenses, ingleses, franceses. Ele se comportou como um grande estadista.

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O Sumiço dos Combatentes Europeus do Estado Islâmico

por Soeren Kern  •  7 de Julho de 2019

  • A TV sueca entrevistou servidores em cinco municípios suecos: Gotemburgo, Estocolmo, Örebro, Malmö e Borås, onde reside a maioria dos 150 combatentes do EI que voltaram e constatou que esses municípios juntos só sabem do paradeiro de no máximo 16 adultos e 10 crianças.

  • "Os Estados Unidos estão pedindo à Grã-Bretanha, França, Alemanha e outros aliados europeus que tragam de volta mais de 800 combatentes do ISIS que foram capturados e estão sob sua custódia na Síria e os julguem. A alternativa não é nada boa, pois seremos forçados a libertá-los..." — Presidente dos Estados Unidos Donald Trump, Twitter, 16 de fevereiro de 2019.

  • O recente editorial doWall Street Journal, "O Problema do Ocidente com os Combatentes Estrangeiros" observa que os governos europeus se encontram naquela situação 'se correr o bicho pega se ficar o bicho come': repatriar e processar os jihadistas ou arriscar que eles desapareçam do radar e realizem novos ataques na Europa.

"É particularmente preocupante que o governo federal da Alemanha não tenha adotado medidas cabíveis para impedir a volta descontrolada de combatentes clandestinos do EI," segundo ressaltou Linda Teuteberg, secretária-geral do Partido Liberal Democrata da Alemanha. Ela adiantou que o governo "ainda não tem ideia" de como lidar com ex-combatentes alemães do EI, como é o caso de "alemães detidos na zona de guerra, bem como os mais de 200 ex-apoiadores do EI que já estão de volta em solo alemão." (Imagem: Olaf Kosinsky / CC BY-SA 3.0-de via Wikimedia Commons)

O governo alemão perdeu a conta de quantos alemães foram para o Iraque e para a Síria nos últimos anos para engrossar as fileiras do Estado Islâmico (EI). A revelação vem em meio a crescentes temores de que haja combatentes do grupo retornando à Alemanha sem serem reconhecidos pelas autoridades alemãs.

O Ministério do Interior da Alemanha, em resposta a uma pergunta de Linda Teuteberg da Secretaria Geral ao Partido Liberal Democrata (FDP), clássico liberal, revelou que as autoridades alemãs não têm informações sobre o paradeiro de pelo menos 160 alemães que foram combater ao lado do EI, segundo o jornal Welt am Sonntag. O ministério informou que alguns deles provavelmente foram mortos em combate, outros estão escondidos e podem estar tentando voltar para a Alemanha.

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África: Alarmante Escalada na Perseguição aos Cristãos

por Uzay Bulut  •  3 de Julho de 2019

  • "Em certas regiões, a dimensão e a natureza da perseguição, comprovadamente, estão perto de atingir a definição internacional de genocídio de acordo com a adotada pela ONU." — Revisão Independente de apoio do FCO aos Cristãos Perseguidos."

  • "Os facínoras pediram aos cristãos para que se convertessem ao Islã, mas o pastor e os outros se recusaram. Eles mandaram que os cristãos se reunissem sob uma árvore e confiscaram suas Bíblias e celulares. Então os chamaram, um a um, para que se dirigissem para detrás da igreja, onde foram mortos a tiros". — World Watch Monitor, 2 de maio de 2019.

  • Conforme o relatório britânico demonstra, a motivação da perseguição aos cristãos e a outros grupos não muçulmanos não é a etnia, raça ou cor da pele dos perpetradores ou das vítimas, e sim por causa da religião deles.

  • Se não for dado um basta a esses crimes, é altamente provável que o destino do continente africano seja o mesmo do Oriente Médio: outrora uma região de maioria cristã, hoje os cristãos são uma minúscula, moribunda e indefesa minoria.

Segundo Lindy Lowry, em um artigo para a Open Doors, "na província oriental de North Kivu, na República Democrática do Congo, os líderes da igreja estão sendo atacados e mortos. Segundo consta, pelo menos 15 grupos extremistas armados operam na região." Foto: cidade de Beni, no North Kivu, onde dezenas de cristãos foram mortos em um ataque em 22 de setembro de 2018. (Imagem: Razdagger/Wikimedia Commons)

Segundo um recente relatório provisório publicado no Reino Unido, "estima-se que um terço da população mundial padeça alguma forma de perseguição religiosa, sendo os cristãos o grupo mais afetado".

Embora o relatório integral, encomendado pelo Secretário do Exterior do Reino Unido Jeremy Hunt e conduzido pelo bispo de Truro, Reverendíssimo Philip Mounstephen, marcado para ser divulgado na Páscoa do ano em curso, "a dimensão e a natureza do fenômeno (perseguição aos cristãos) simplesmente exigia mais tempo," de acordo com o relatório. Como resultado, Mounstephen explicou que os levantamentos ainda "provisórios" divulgados em abril estão incompletos e que o relatório final será publicado no final de junho.

Segundo o item provisório da "visão geral" da "Revisão Independente de apoio do FCO aos Cristãos Perseguidos":

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O Suicídio da França

por Giulio Meotti  •  26 de Junho de 2019

  • O "francesismo" está desaparecendo e sendo substituído por uma espécie de balcanização de enclaves que não se comunicam uns com os outros... Isso não é nada bom.

  • Quanto mais as elites francesas, com sua renda disponível e lazer cultural se enclausurarem em seus enclaves, menor é a probabilidade delas compreenderem o impacto cotidiano do multiculturalismo e da imigração em massa, que deu com os burros n'água.

  • A classe A, globalizada, "bobozada (boêmia burguesa)", está povoando as "novas cidadelas", como acontecia na França Medieval, votando em massa em Macron. Ela desenvolveu "uma maneira singular de falar e pensar... permitindo que as classes dominantes substituam a realidade de uma nação sujeita a um pesado estresse, numa sinuca de bico, a fábula de uma sociedade generosa e acolhedora". — Christophe Guilluy, Twilight of the Elites, Yale University Press, 2019.

O recente movimento "coletes amarelos", cujos manifestantes protestam todos os sábados em Paris, que já dura meses, é um símbolo dessa divisão entre a classe trabalhadora e os progressistas modernizados. Foto: manifestantes do movimento "coletes amarelos" ocupam as escadarias da Basilique du Sacré-Cœur em 23 de março de 2019 em Paris, França. (Imagem: Kiran Ridley/Getty Images)

"Ao tratarmos da França de 2019, não é mais possível negar que uma monumental e perigosa transformação, uma 'Grande Guinada', esteja em andamento", salientou Michel Gurfinkiel, fundador e presidente do Instituto Jean-Jacques Rousseau. Ele lamenta "a morte da França como país diferenciado ou pelo menos como a nação judaico-cristã ocidental que até então supúnhamos ser". Uma recente reportagem de capa do semanário Le Point chamou a mudança de "a grande revolta".

Guinada ou Revolta, os dias da França como nós a conhecemos estão contados: a sociedade francesa perdeu seu centro de gravidade cultural, o velho estilo de vida está desaparecendo e próximo do "fim". O "francesismo" está desaparecendo e sendo substituído por uma espécie de balcanização de enclaves que não se comunicam uns com os outros. Para o país mais atingido pelo fundamentalismo islâmico e pelo terrorismo, isso não é nada bom.

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Cobrindo a nossa Cultura para 'Não Ofender'

por Giulio Meotti  •  23 de Junho de 2019

  • Recentemente intelectuais conservadores de prestígio foram demitidos no Reino Unido. Um deles é o inigualável filósofo Roger Scruton, demitido de um comitê governamental...

  • Depois foi a vez do expoente psicólogo canadense Jordan Peterson, convidado como visitante ilustre da Universidade de Cambridge que teve o cargo rescindido...

  • Ao se recusarem a confrontar o patrulhamento ideológico policial, defenderem a liberdade de expressão de Salman Rushdie, Roger Scruton, Jordan Peterson, Charlie Hebdo e Jyllands-Posten, para citar apenas e tão somente a ponta do gigantesco iceberg, iniciamos o caminho ladeira abaixo da capitulação frente à lei da sharia e à tirania. Todos nós estivemos e estamos cobrindo nossa hipotética cultura "blasfema" com burcas para não ofender aqueles que ao que tudo indica, não dão a mínima em nos ofender.

Em 1988 foi publicado o livro The Satanic Verses, escrito por Salman Rushdie (esquerda), cidadão britânico. Em 1989 o "Líder Supremo" do Irã Aiatolá Ruhollah Khomeini (direita) condenou Rushdie à morte por ter escrito o livro. Parece que o caso Rushdie também moldou profundamente a sociedade britânica. (Imagem: Rushdie - Andrew H. Walker/Getty Images; Khomeini - Mohammad Sayyad/Wikimedia Commons)

Há três anos o governo italiano tomou uma decisão vergonhosa. Ele cobriu as antigas estátuas romanas para não ofender o presidente do Irã, Hassan Rouhani que visitava o país. Estátuas nuas foram armazenadas em caixas brancas. Um ano antes, em Florença, uma estátua de um homem nu em estilo greco-romano também foi coberta durante a visita do príncipe herdeiro de Abu Dabi. Agora, uma das galerias de arte mais famosas da Grã-Bretanha cobriu duas pinturas por conta de queixas de muçulmanos que segundo eles eram "blasfemas".

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China: O Perfeito Estado Totalitário High-Tech

por Judith Bergman  •  22 de Junho de 2019

  • Na China, a censura agora automatizada em larga escala, atingiu "níveis de perfeição jamais vistos, auxiliados pela aprendizagem de máquina e reconhecimento de voz e imagem." — Cate Cadell, Reuters, 26 de maio de 2019.

  • A exemplo de outros regimes comunistas, como o da antiga União Soviética, a ideologia comunista não tolera nenhum tipo de narrativa que concorra com a dela. "A religião é uma fonte de autoridade e um objeto de fidelidade maior que o estado... Essa característica da religião sempre foi um anátema para os déspotas totalitários da história..." — Thomas F. Farr, Presidente do Religious Freedom Institute, em depoimento perante a Comissão Executiva do Congresso sobre a China, 28 de novembro de 2018.

  • Em 2018 a China contava com cerca de 200 milhões de câmeras de vigilância e planeja instalar mais 626 milhões dessas câmeras até 2020. O objetivo da China, ao que tudo indica, é montar uma "Plataforma Integrada de Operações Conjuntas", que irá integrar e coordenar dados de câmeras de vigilância operando com tecnologia de reconhecimento facial, carteira de identidade dos cidadãos, dados biométricos, placas de carros e informações sobre a propriedade do veículo, saúde, planejamento familiar, bancos e antecedentes criminais e cíveis, "atividade incomum" e quaisquer outros dados relevantes que possam ser reunidos sobre os cidadãos, como prática religiosa e viagens ao exterior e assim por diante, de acordo com registros oficiais e policiais locais.

  • Hoje a China já está realizando o que Stalin, Hitler e Mao sonhavam em realizar: o estado totalitário perfeito, com a ajuda da tecnologia digital, onde o indivíduo não tem para onde fugir do olho do estado comunista que tudo vê.

O dia 4 de junho marca o 30º aniversário do massacre de manifestantes pró-democracia na Praça da Paz Celestial ocorrido em 1989, a data chama a atenção para a extrema censura que acontece na China sob o regime do Partido Comunista Chinês (PCC) e do presidente Xi Jinping.

O aniversário do massacre é eufemisticamente chamado na China continental de 'o Incidente de Quatro de Junho'. Como não poderia deixar de ser, o regime chinês teme que qualquer conversa, muito menos alguma manifestação pública em homenagem a esse acontecimento histórico possa provocar intranquilidade em relação ao regime, o que poderia colocar em risco o poder absoluto do Partido Comunista Chinês.

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O Tormento Reprimido dos Cristãos Palestinos

por Raymond Ibrahim  •  16 de Junho de 2019

  • "A Fatah normalmente exerce forte pressão sobre os cristãos para que não denunciem os atos de violência e vandalismo que costumam sofrer, já que a imagem dela como ator capaz de proteger a vida e a propriedade da minoria cristã sob seu domínio poderia ser arranhada. Tal imagem poderia ter repercussões negativas para a incomensurável ajuda internacional e particularmente europeia que a ANP recebe." — Dr. Edy Cohen, Centro de Estudos Estratégicos Begin-Sadat.

  • Visto de outro ângulo, o feijão com arroz da ANP e de seus apoiadores, mídia e outros, ao que tudo indica, é retratar os palestinos como vítimas da injusta agressão e discriminação por parte de Israel. Essa narrativa poderia ser posta em perigo se a comunidade internacional soubesse que os próprios palestinos perseguem seus compatriotas, pura e simplesmente por conta da religião.

  • "De longe é mais importante para a Autoridade Nacional Palestina manter esses incidentes fora do alcance da grande mídia do que prender os que atacam lugares onde se encontram os cristãos. E nesse sentido eles se saem às mil maravilhas. Na realidade, somente meia dúzia de gatos pingados de insignificantes segmentos de mídia se deram ao trabalho de relatar esses últimos acontecimentos. A grande mídia internacional os ignorou por completo". — Dr. Edy Cohen, Israel Today."

  • Conforme explica Justus Reid Weiner, advogado e estudioso bem familiarizado com a região "a sistemática perseguição aos cristãos árabes que vivem em áreas palestinas está sendo enfrentada com um silêncio quase que total pela comunidade internacional, ativistas de direitos humanos, mídia e ONGs... Em uma sociedade onde os cristãos árabes não têm voz nem proteção, não causa espécie que eles estejam indo embora".

O cristianismo está prestes a desaparecer na terra onde nasceu, incluindo Belém (foto). Conforme explica Justus Reid Weiner "a sistemática perseguição aos cristãos árabes que vivem em áreas palestinas está sendo enfrentada com um silêncio quase que total pela comunidade internacional, ativistas de direitos humanos, mídia e ONGs... Em uma sociedade onde os cristãos árabes não têm voz nem proteção, não causa espécie que eles estejam indo embora". (Imagem: Daniel Case/Wikimedia Commons)

No momento em que os cristãos em todo o mundo muçulmano sofrem das mais variadas formas de perseguição, o tormento dos cristãos palestinos é raramente ouvido.

Ele existe. A Open Doors, fundação beneficente voltada para os direitos humanos que acompanha a perseguição de cristãos, observa que os cristãos palestinos sofrem um "alto" nível de perseguição, cuja causa é segundo suas próprias palavras a "Opressão Islâmica":

"Já aqueles que se convertem do Islã para o cristianismo se defrontam com pior perseguição e é difícil para eles frequentarem com segurança as igrejas existentes. Na Cisjordânia eles são ameaçados e vivem sob enorme pressão, em Gaza sua situação é tão perigosa que eles praticam a fé cristã em absoluto sigilo... A influência da ideologia islâmica radical vem atingindo novos patamares e as igrejas históricas têm que agir de forma diplomática em sua postura frente aos muçulmanos".

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"Segunda Invasão" de Chipre pela Turquia: Prospecção Ilegal no Mediterrâneo Oriental

por Uzay Bulut  •  15 de Junho de 2019

  • "Embora a Turquia esteja violando a soberania de Chipre desde 1974, a atual situação política e econômica interna da Turquia, altamente volátil, fez com que o governo turco se tornasse ainda mais agressivo no Mediterrâneo Oriental.... Portanto, para que os planos de Erdogan possam avançar, é preciso eliminar Chipre." — Harris Samaras, especialista na ZEE de Chipre e presidente do banco internacional de investimento Pytheas.

  • Erdogan está ciente de que será impossível para a Turquia alcançar seus objetivos de hegemonia regional se os interesses dos EUA, em particular, mas também os dos franceses, forem os de implementar uma cabeça-de-ponte sólida em Chipre. Esse é o seu maior temor.

  • "O East Med Pipeline, inaugurado com a bênção dos EUA, é da maior importância. Na última reunião trilateral entre Israel, Chipre e Grécia se encontrava o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, que apoiou o projeto. Se for adiante, ele será um belo tapa na cara nos planos energéticos da Turquia."— Harris Samaras.

  • "É necessário que sejam tomadas medidas concretas para impedir que a Turquia continue com as violações à ZEE de Chipre. Sansões deveriam ser impostas na esfera da Comissão Europeia às pessoas e empresas responsáveis pela prospecção. Todos os fundos a título de pré-adesão à Turquia deveriam ser bloqueados e o acesso turco a empréstimos do Banco Europeu de Investimento deveriam ser eliminados. Outras opções poderiam ser empregadas caso a Turquia agrave ainda mais a situação, como a imposição de sanções ao setor bancário da Turquia e o congelamento total do processo de acessão. Também é necessário que os Estados Unidos suspendam o embargo irracional de armas à República de Chipre imposto em 1987 e a ajude a se rearmar e modernizar sua capacidade de defesa, mantendo simultaneamente a missão de paz da ONU (UNFICYP) intacta." — Theodoros Tsakiris, professor assistente de política energética e geopolítica da Universidade de Nicósia.

Segundo Harris Samaras, especialista na ZEE de Chipre e presidente do banco internacional de investimento Pytheas, "o East Med Pipeline é da maior importância. Na última reunião trilateral entre Israel, Chipre e Grécia se encontrava o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, que apoiou o projeto." Foto: Primeiro Ministro de Israel Benjamin Netanyahu recebe em Jerusalém o Presidente de Chipre Nicos Anastasiades, o Primeiro Ministro da Grécia Alexis Tsipras e o Secretário de Estado dos Estados Unidos Mike Pompeo, em março de 2019. (Imagem: Assessoria de Imprensa do Governo de Israel)

A mais recente provocação da Turquia contra a República de Chipre, a prospecção de gás na Zona Econômica Exclusiva de Chipre (ZEE) no Mediterrâneo Oriental, está dando margem a duras reações da comunidade internacional.

Ao comparar a ingerência da Turquia a "uma segunda invasão", o presidente cipriota Nicos Anastasiades disse que a ação constitui uma "violação ao direito internacional", o Ministério das Relações Exteriores apresentou um mapa delineando as fronteiras da ZEE com a Turquia às Nações Unidas. Além disso, o Ministro das Relações Exteriores de Chipre, Nicos Christodoulides salientou que seu governo está se emprenhando em conseguir um mandado de captura internacional contra a tripulação do "Fatih" a embarcação de prospecção despachada por Ancara para as águas cipriotas.

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Caos Autoinfligido pela Suécia
Meninas Assustadas de Uppsala; Filhos de Terroristas do ISIS

por Judith Bergman  •  5 de Junho de 2019

  • Segundo um relatório da Anistia Internacional da Suécia, as investigações de estupro não são priorizadas, há "demora excessiva para a emissão de resultados das análises de DNA". Não há apoio suficiente para as vítimas de estupro e não há gestão satisfatória para fins preventivos.

  • O relatório da polícia sueca de 2017 "Utsatta områden 2017" ("Áreas Vulneráveis 2017" mais conhecidas como "zonas proibidas" ou terra sem lei) mostrou que existem 61 dessas áreas na Suécia. Elas abrangem 200 redes criminosas, compostas por cerca de 5 mil criminosos. Vinte e três dessas áreas eram consideradas especialmente críticas...

  • "Não suporto ver crianças nessas péssimas condições"... Não deveria haver nenhuma dúvida de que o governo não mede esforços para ajudar essas crianças (filhos de terroristas do ISIS) e, se possível, elas deveriam ser trazidas para a Suécia — Ministra das Relações Exteriores da Suécia Margot Wallström.

  • Lamentavelmente, o destino dantesco das crianças yazidis escravizadas, parece não ser algo que Wallström "não consegue suportar".

De acordo com o último Relatório sobre a Segurança Nacional, publicado pelo Conselho Nacional Sueco de Prevenção ao Crime, quatro em cada dez mulheres têm medo de sair de casa– despreocupadamente. Segundo um relatório da Anistia Internacional "em um estudo de 2017, 1,4% da população declarou ter sido estuprada ou abusada sexualmente, correspondendo a cerca de 112 mil pessoas." (Imagem: iStock)

Na pitoresca cidade universitária sueca de Uppsala, 80% das meninas não se sentem seguras no centro da cidade. Uma adolescente de 14 anos, que tem medo de revelar sua identidade, disse à mídia sueca que sempre usa tênis para "correr mais depressa" se for atacada:

"Eu sentei em um banco e imediatamente os caras vieram e se sentaram ao meu lado em ambos os lados. Logo outros vieram e ficaram na minha frente. Eles começaram a pegar meu cabelo e apalpar minhas pernas e disseram coisas que eu não entendia. Fiquei extremamente assustada e de nada adiantou eu ter dito a eles inúmeras vezes para que parassem com isso ... É horripilante. Isso está tão errado. Eu quero ter condições de me sentir segura ", de pegar o ônibus para ir para casa disse ela.

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A Guerra dos Palestinos ao Plano de Paz de Trump

por Khaled Abu Toameh  •  3 de Junho de 2019

  • Nos últimos dias, os grupos sediados em Gaza emitiram vários comunicados sinalizando que recorreriam a quaisquer meios disponíveis, incluindo o terrorismo, para frustrar o plano de paz dos EUA.

  • O mais preocupante para os líderes árabes talvez sejam as ameaças dos fantoches do Irã: Hamas, Jihad Islâmica e Hisbolá. Agora resta saber se os chefes dos estados árabes serão dissuadidos por essas ameaças ou se irão ignorá-las, correndo o risco de se tornarem alvos dos terroristas palestinos.

  • Indubitavelmente os palestinos que estão boicotando uma conferência, cujo objetivo é ajudá-los a irem além da devastação econômica imposta pela liderança, acabarão sendo os grandes perdedores nesse cruel cenário de ódio. Dessa vez, no entanto, parece que os palestinos não só se privarão de bilhões de dólares, como também causarão danos, talvez irreversíveis às suas relações com influentes países árabes. Sem a menor sombra de dúvida, parece que os palestinos estão caminhando para outra "nakba" (catástrofe).

A Autoridade Nacional Palestina e seus aliados políticos na Cisjordânia lançaram uma campanha diplomática e midiática para obter apoio mundo afora para rejeitar o plano de paz no Oriente Médio a ser anunciado por Trump, também conhecido como o "Acordo do Século." Foto: Presidente dos Estados Unidos Donald Trump e o Presidente da Autoridade Nacional Palestina Mahmoud Abbas em 3 de maio de 2017 em Washington, DC. (Imagem: Olivier Douliery-Pool/Getty Images)

Ao que tudo indica, os palestinos estão se mobilizando em duas frentes no sentido de solapar o plano de paz do presidente dos EUA Donald Trump no Oriente Médio, também conhecido como o "Acordo do Século".

A Autoridade Nacional Palestina e seus aliados políticos na Cisjordânia lançaram uma campanha diplomática e midiática para obter apoio mundo afora para rejeitar o plano a ser anunciado por Trump. O Hamas, a Jihad Islâmica e demais grupos extremistas palestinos, por sua vez, já estão acenando que irão recorrer à violência como meio de solapar o "Acordo do Século".

Na semana passada, o Hamas exortou o Bahrein a não permitir que o "inimigo sionista macule suas terras" participando da conferência econômica.

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Genocídio de Cristãos Atinge "Patamar Alarmante"

por Raymond Ibrahim  •  29 de Maio de 2019

  • Muitos dos cristãos mais perseguidos do mundo não têm nada a ver com colonialismo, tampouco com os missionários. Os que mais se deparam com a ameaça de genocídio, como os assírios da Síria e do Iraque ou os coptas do Egito, já eram cristãos séculos antes que os ancestrais dos colonizadores europeus se tornassem cristãos e se pusessem a missionar.

  • A reportagem da BBC destaca a "correção política" como fator particularmente responsável pela indiferença do Ocidente...

  • Entre os piores perseguidores de cristãos se encontram os que governam de acordo com a Lei Islâmica (Sharia), que professores universitários como John Esposito da Universidade de Georgetown insistem em afirmar ser equitativa e justa. No Afeganistão (que ocupa a 2ª posição no ranking), "o cristianismo sequer pode existir".

O secretário de Assuntos Exteriores do Reino Unido Jeremy Hunt (foto) encomendou um "estudo independente sobre a perseguição global aos cristãos," recentemente publicado. (Foto: Jack Taylor/Getty Images)

"A perseguição aos cristãos atinge níveis próximos do genocídio", segundo reportagem da BBC de 3 de maio, referindo-se a um amplo estudo de caráter urgente encomendado pelo secretário de Assuntos Exteriores Jeremy Hunt e conduzido pelo Reverendo Philip Mounstephen, bispo de Truro.

Segundo a reportagem da BBC, uma em cada três pessoas ao redor do mundo padece de perseguição religiosa, sendo os cristãos "o grupo religioso mais afetado". "A religião corre o risco de desaparecer em algumas regiões do planeta", segundo a reportagem e "em certas regiões, a escala e a natureza da perseguição, comprovadamente, estão perto de atingir a definição internacional de genocídio, de acordo com a adotada pela ONU."

Segundo consta, o chanceler britânico Jeremy Hunt se manifestou sobre o porquê dos governos ocidentais estarem "adormecidos", termo por ele usado, em relação a essa epidemia que não para de aumentar:

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A Fábrica do Terror do Irã Visa os Cristãos

por Uzay Bulut  •  27 de Maio de 2019

  • "No Irã, qualquer prática que contradiga o Islã é considerada uma ameaça à segurança nacional, punida exemplarmente pelo sistema judiciário." — International Christian Concern, 2019

  • "Os tribunais revolucionários foram criados para proteger quaisquer ameaças ao Islã. Esses tribunais evoluíram para uma máquina de opressão bem lubrificada que opera com impunidade sob a proteção do Estado. Os tribunais estão intimamente ligados ao Ministério da Inteligência. Os juízes têm à sua disposição os Guardas Revolucionários (polícia secreta) e uma rede de prisões usadas para torturar e interrogar cristãos." — International Christian Concern.

  • "Se você renegar e se arrepender, você vai para a cadeia. Caso contrário, você será morto." — Dr. Mike Ansari da Heart4Iran, sacerdote cristão iraniano, reportado pela International Christian Concern.

  • Os cristãos sabem que estão sujeitos a pesadas multas, detenção, longas penas de prisão e até mesmo execução sob a Lei Islâmica (Sharia). As sentenças dos muçulmanos convertidos ao cristianismo estão à mercê da interpretação do juiz e podem ser fundamentadas em qualquer coisa, o estado de espírito do juiz naquele dia, o que ele comeu no café da manhã, a sua interpretação da lei da Sharia e o grau de ódio ao cristianismo". — International Christian Concern.

O Pastor Victor Bet-Tamraz, sua esposa Shamiram e Ramiel, filho do casal, foram presos no Irã e interrogados na Prisão de Evin, (famosa pelos abusos e torturas de dissidentes) e condenados a penas de prisão por "crimes" relacionados ao cristianismo. Foto: Prisão de Evin em Teerã, Irã. (Imagem: Ehsan Iran/Wikimedia Commons)

Dabrina Bet-Tamraz, filha de um ex-pastor no Irã, descreveu recentemente a perseguição e o sofrimento que sua família está passando após a condenação a longas penas de prisão por "crimes" relacionados ao cristianismo.

Falando de um lugar seguro na Suíça, para onde ela conseguiu fugir com a ajuda de amigos, Dabrina Bet-Tamraz, filha de Victor e Shamiram Bet-Tamraz, contou ao Gatestone Institute:

"Fui presa inúmeras vezes no Irã. Fui ameaçada, forçada a cooperar com o governo contra pastores, líderes cristãos e membros da igreja. Fui mantida sob custódia sem autorização judicial, sem nenhuma policial feminina presente e no meio masculino.

"Agora me sinto segura na Suíça, mas quando agentes iranianos do MOIS (agência de inteligência) publicaram um artigo nas redes sociais com minhas fotos e meu endereço, incentivando os iranianos que moram na Suíça a 'me visitarem', tive que me mudar para outro lugar".

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Turquia: Muitos Comemoram o Incêndio da Catedral de Notre Dame

por Uzay Bulut  •  26 de Maio de 2019

  • A página oficial do Facebook do jornal Sabah, pró-governo, está repleta de elogios por conta da destruição da catedral.

  • Desafortunadamente, a supremacia islâmica não visa apenas igrejas de cristãos ocidentais. Ela também tem como alvo os templos yazidis, zoroastristas, budistas e hindus. Essas minorias religiosas no mundo muçulmano são totalmente vulneráveis, indefesas e brutalmente perseguidas... Em muitos países muçulmanos, a violência entre os próprios muçulmanos também é bastante comum. O ódio islâmico entre diferentes grupos religiosos não tem nada a ver com a geografia, o Oriente ou o Ocidente. O ódio gira em torno da fé religiosa.

  • O que é de cortar o coração é que os incêndios criminosos e outras formas de profanação de igrejas vem acontecendo na França e em outros países corriqueiramente, com parca cobertura da mídia ou menção de qualquer governo ocidental.

Foto: Catedral de Notre Dame em Paris em chamas enquanto os bombeiros tentam apagar o fogo, em 15 de abril de 2019. (Foto: Veronique de Viguerie/Getty Images)

As autoridades francesas correram contra o tempo para excluir qualquer possibilidade de incêndio criminoso que deixou em ruínas a Catedral de Notre Dame em Paris em 15 de abril. Qualquer que seja a conclusão da investigação, muitos muçulmanos extremistas na Turquia foram tão céleres em comemorar o incêndio que destruiu boa parte da estrutura histórica quanto as autoridades francesas em negar que o incêndio tenha sido criminoso.

Por exemplo, a página oficial do Facebook do jornal Sabah, pró-governo, está repleta de elogios por conta da destruição da catedral.

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