Últimas Análises e Comentários

A Mídia Americana Está Legitimando Ataques Terroristas na França?

por Giulio Meotti  •  27 de Novembro de 2020

  • "Em certos distritos e na internet, grupos... estão ensinando o ódio à república aos nossos filhos, exortando-os a não respeitarem as leis do país. É isto que eu chamei de "separatismo"... Se não acreditam em mim, leiam as postagens nas redes sociais sobre o ódio que acabou na morte de Paty. Deem uma volta nos bairros onde as meninas de três ou quatro anos vestidas de burca, separadas dos meninos já muito novinhas, separadas do restante da sociedade, criadas no ódio aos valores da França". — Presidente francês Emmanuel Macron, Financial Times, 1º de novembro de 2020.

  • "Sou a favor do respeito às culturas, às civilizações, mas não vou mudar minha lei só porque causou espanto em outros lugares". — Emmanuel Macron.

  • De acordo com o jornalista americano Thomas Chatterton Williams, usar o termo "'ataque com faca' para retratar a decapitação é tão eufemístico que isto por si só já é uma forma de violência contra a língua propriamente dita".

  • Parece que a mídia anglófona vive num mundo alheio à realidade, alicerçada na perseguição e caça imaginária, procurando chifre em cabeça de cavalo, vê racismo onde não existe, sequer sabe que palavra usar quando ele aparece nas ruas da França para decapitar um professor.

  • No entanto, aparentemente, receosos de serem chamados de "racistas" e não de serem assassinados, como Samuel Paty, que eles optam pela autocensura. Para não parecerem covardes, chamam isso de "respeito"... A pergunta que não quer calar é: será que a mídia americana espera algum tipo de reciprocidade?

  • Não é por acaso que, em nome da "diversidade", no ano passado a mídia americana andou caçando e alfinetando jornalistas como James Bennett e Bari Weiss, que se demitiram do New York Times.

O presidente francês Emmanuel Macron disse recentemente em uma entrevista: "o alinhamento com o multiculturalismo americano é uma concepção do pensamento derrotista... Nosso modelo é universalista, não multiculturalista... Ninguém deveria dar a mínima se alguém é negro, amarelo ou branco. Em primeiro lugar, eles são cidadãos...." (Foto: Ludovic Marin/AFP via Getty Images)

O Financial Times nunca entendeu como a França está se virando com o terrorismo extremista muçulmano e com a luta do país pela liberdade de expressão. Depois do massacre ocorrido na redação da revista Charlie Hebdo em 2015, Tony Barber escreveu no Financial Times que os jornalistas e chargistas massacrados eram uns "babacas". O artigo foi então modificado.

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Porque a Irmandade Muçulmana Saiu da Toca

por Khaled Abu Toameh  •  16 de Novembro de 2020

  • A organização Irmandade Muçulmana, tachada de terrorista, salientou, de cara fechada, que "deseja a Joe Biden, ao povo americano e aos povos do mundo todo que continuem a viver com dignidade sob os princípios da liberdade, justiça, democracia e respeito aos direitos humanos".

  • "Há um sem-número de informes que confirmam o apoio da Irmandade Muçulmana a Biden para que a organização tenha condições de driblar as restrições aos movimentos políticos islâmicos... Agora, eles esperam que os EUA os retirem da lista das organizações terroristas." — Israa Ahmed Fuad, analista política e autora egípcia, Youm7.com, 7 de novembro de 2020.

  • A Irmandade Muçulmana "é parceira das administrações democratas na arruinação da região e sustentação do extremismo." — Amin Al-Alawi, cientista político marroquino, 24saa.ma, 8 de novembro de 2020.

  • Nenhuma administração americana pode se dar ao luxo de fazer pouco caso dos árabes que soam o alarme em relação à cartada da Irmandade Muçulmana de se apresentar como grupo pacífico que quer trazer liberdade e democracia ao mundo árabe.

  • Os islamistas estão desesperados para retornarem ao poder no Egito, e é por isso que estão dispostos até mesmo a seduzirem o "Satanás" americano para que possam alcançar esse objetivo. Esses são os mesmos islamistas que condenam os árabes que mantêm qualquer contato com os americanos. Neste momento de possível mudança na administração dos Estados Unidos, os árabes que não apoiam a Irmandade Muçulmana, particularmente os que vivem no Egito e nos países do Golfo, esperam fervorosamente que o alarme no tocante aos islamistas seja ouvido em alto e bom som por Biden e sua equipe.

A mensagem que os árabes estão mandando ao novo governo dos EUA é a seguinte: não repita os erros do ex-presidente Barack Obama, cujo governo tomou partido do então presidente egípcio Mohammed Morsi, membro da Irmandade Muçulmana. Foto: o então Secretário de Estado americano John Kerry (esquerda) com Morsi no Cairo em 3 de março de 2013. (Foto: Khaled Desouki/AFP via Getty Images)

Será que o novo governo dos Estados Unidos, provavelmente sob o comando de Joe Biden, irá ajudar a ressuscitar a Irmandade Muçulmana, considerada uma organização terrorista pelo Egito, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Síria? Por que tanto regozijo da Irmandade Muçulmana em relação à "vitória" de Joe Biden?

Certa parcela da população árabe diz estar preocupada em ver a Irmandade Muçulmana celebrar os resultados da eleição presidencial americana. Eles receiam que a Irmandade Muçulmana, apoiada pelo Catar e pela Turquia, esteja se preparando para voltar a ficar na crista da onda diante da provável administração Joe Biden.

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Turquia Glorifica Crimes Históricos

por Uzay Bulut  •  11 de Novembro de 2020

  • "Em nossa civilização conquista não significa ocupação nem saque. Significa assegurar a predominância da justiça que Alá comandou para aquela região (conquistada)... É por isso que a nossa civilização é de conquistas." — Presidente da Turquia Recep Tayyip Erdogan, MEMRI.org, 26 de agosto de 2020.

  • "A Turquia irá tomar o que lhe é de direito no Mar Mediterrâneo, no Mar Egeu e no Mar Negro... Para tanto, estamos determinados a fazer o que for necessário na esfera política, econômica e militar. Exortamos nossos interlocutores a desatarem o nó e não cometerem os equívocos que abrirão caminho para a sua própria destruição." — Presidente da Turquia Recep Tayyip Erdogan, MEMRI.org, 26 de agosto de 2020.

  • "O tratamento mais hediondo estava sempre reservado àqueles que proclamavam abertamente o cristianismo: clérigos e monges 'morreram queimados vivos, enquanto outros eram esfolados vivos da cabeça aos pés.'" — Raymond Ibrahim, historiador, Frontpage Magazine, 7 de agosto de 2019.

  • Em 2018, o presidente do parlamento turco, İsmail Kahraman, chamou a ofensiva militar turca no norte da Síria de "jihad". "Sem a jihad", ressaltou ele, "não haverá progresso." Em meio àquela mesma ofensiva, a Superintendência para Assuntos Religiosos da Turquia (Diyanet) também conclamou a "jihad" e declarou em um sermão semanal que "a luta armada é o mais alto patamar da jihad."

Nos últimos anos, o governo turco intensificou a retórica neo-otomana e a conquista. Em 26 de agosto o presidente turco Recep Tayyip Erdoğan fez um discurso no qual salientou entre outras coisas: "a Turquia irá tomar o que lhe é de direito no Mar Mediterrâneo, no Mar Egeu e no Mar Negro." Foto: Erdoğan em Ankara em 5 de outubro de 2020. (Foto: Adem Altan/AFP via Getty Images)

Nos últimos anos, o governo turco intensificou a retórica neo-otomana e a conquista.

Por exemplo, em 26 de agosto o presidente turco Recep Tayyip Erdoğan fez um discurso em um evento para comemorar o 949º aniversário da Batalha de Manzikert. A batalha acabou com a invasão e captura pelos turcos da então cidade de Manzikert na Ásia Central, de maioria armênia, dentro das fronteiras do Império Bizantino.

Trechos de seu discurso foram traduzidos pelo MEMRI [1]:

"Em nossa civilização, conquista não significa ocupação nem saque. Significa assegurar a predominância da justiça que Alá comandou para aquela região (conquistada).

"Em primeiro lugar, a nossa nação tirou a opressão das áreas conquistadas. Estabeleceu a justiça. É por isso que a nossa civilização é de conquistas.

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Palestinos Conclamam Boicote a Israel, Depois Pedem que Israel lhes Salve a Vida

por Bassam Tawil  •  9 de Novembro de 2020

  • Particularmente ultrajante é o fato de Erekat ter sido internado em um hospital israelense para receber o melhor tratamento médico, justamente quando o governo palestino nega àqueles palestinos que são meros mortais a possibilidade de se tratarem em hospitais israelenses.

  • O fato de Erekat ter escolhido ir a um hospital israelense e não a um hospital jordaniano prova que ele "tem plena confiança nos israelenses, apesar de suas declarações públicas contra eles." — alarab.co.uk, 19 de outubro de 2020

  • Se e quando Erekat se recuperar da atual enfermidade e voltar para a sua família, caberia a ele pedir desculpas aos Emirados Árabes Unidos e ao Bahrein por ter condenado os acordos de normalização que assinaram com Israel. Na esteira, ele deveria pedir desculpas ao povo palestino por privá-los do excelente tratamento médico que ele próprio recebeu no Hospital Hadassah.

  • Talvez Erekat também devesse agradecer aos médicos israelenses que trabalharam 24 horas por dia para mantê-lo vivo. Além disso, ele poderia agradecer às equipes médicas israelenses e aos soldados que o escoltaram de sua casa em Jericó até Jerusalém. Ao fim e ao cabo, Erekat poderia dizer ao mundo que lamenta ter defendido o boicote a Israel, país que ele sabia que poderia contar para salvar sua vida, não importando o mal que tivesse causado a ele.

Saeb Erekat, autoridade palestina do alto escalão, passou as últimas duas décadas pregando boicote e isolamento de Israel. Se e quando Erekat se recuperar da COVID-19 e voltar para a sua família, caberia a ele pedir desculpas ao povo palestino por privá-los do excelente tratamento médico que ele próprio recebeu no Hospital Hadassah e também agradecer aos médicos israelenses que trabalharam 24 horas por dia para mantê-lo vivo. Foto: Hospital Hadassah Ein Kerem em Jerusalem, Israel, onde Erekat escolheu se hospitalizar e ser tratado. (Foto: Emmanuel Dunand/AFP via Getty Images)

Saeb Erekat, autoridade palestina do alto escalão, passou as últimas duas décadas pregando boicote e isolamento de Israel. Nos últimos meses, Erekat, um dos líderes da OLP que anteriormente chefiou a equipe palestina que negociava com Israel, se manifestou contra os acordos de normalização de relações entre Israel, Emirados Árabes Unidos e Bahrein.

Tanto ele quanto outros líderes palestinos, incluindo o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, acusaram os Emirados Árabes Unidos e o Bahrein de traírem os palestinos e apunhalá-los pelas costas ao fazerem a paz com Israel.

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A ONU Recompensa as Atrocidades Iranianas

por Judith Bergman  •  31 de Outubro de 2020

  • Em 2012 Nasrin Sotoudeh foi agraciada com o Prêmio Sakharov do Parlamento Europeu pelo seu trabalho, do qual fazia parte a representação de dissidentes detidos durante os protestos em massa em 2009, motivo pelo qual passou três anos no xilindró. Ela também representou condenados que estão no corredor da morte por crimes cometidos quando ainda eram menores de idade. Provavelmente a fama dela se deve mais pelo trabalho em defesa dos direitos das mulheres, incluindo a defesa de inúmeras mulheres que protestavam contra o uso do véu islâmico, também conhecido como hijab...

  • Ao que tudo indica, não há muita esperança para os prisioneiros políticos do Irã de hoje. Ainda que, a despeito do clamor global, o jovem lutador Navid Afkari foi executado em 12 de setembro pelo regime iraniano. O presidente dos EUA, Donald J. Trump, também apelou ao Irã para que o deixasse viver, a "única coisa" que o lutador fez "foi se manifestar contra o governo nas ruas", salientou ele.

  • Enquanto isso, a comunidade internacional recompensa o Irã. Em 14 de agosto, o Conselho de Segurança da ONU votou contra uma resolução dos EUA de estender indefinidamente o embargo de armas de 13 anos contra o Irã. Longe disso, o embargo irá expirar em meados de outubro, abrindo caminho para que o Irã compre e venda livremente armas convencionais sem qualquer restrição da ONU. Talvez já tenha chegado a hora dos Estados Unidos cortarem a verba para a ONU em vez de bancarem e serem cúmplices desses crimes contra a humanidade.

Em março de 2019, Nasrin Sotoudeh, iraniana, advogada e ativista dos direitos humanos foi condenada a 38 anos de prisão e 148 chicotadas. No mês passado, ela foi internada em um hospital por conta da greve de fome de mais de 40 dias. Foto: Sotoudeh com o filho em 18 de setembro de 2013. (Foto: Behrouz Mehri/AFP via Getty Images)

Em março de 2019, Nasrin Sotoudeh, iraniana, advogada e ativista dos direitos humanos foi condenada a 38 anos de prisão e 148 chicotadas. No mês passado ela foi internada em um hospital por conta da greve de fome de mais de 40 dias. Ela permaneceu no hospital por alguns dias fortemente vigiada pela segurança iraniana, na sequência foi levada de volta para a famigerada prisão de Evin, apesar de sofrer de uma grave doença cardíaca, onde ela continua cumprindo a pena de 38 anos. Quando do início da greve de fome, Sotoudeh escreveu da prisão de Evin em uma carta o seguinte:

"Em meio à crise do coronavírus que engole o Irã e o mundo, a situação dos prisioneiros políticos se tornou tão dramática que o encarceramento contínuo sob estas condições tirânicas se tornou insuportável."

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A China Está Matando Americanos com Fentanil - Deliberadamente

por Gordon G. Chang  •  27 de Outubro de 2020

  • Antes de mais nada, o Partido Comunista, por meio de suas células, controla qualquer setor relevante... Pequim controla rigidamente o sistema bancário e fica sabendo instantaneamente de qualquer transferência de dinheiro.... E não é só isso, não é possível o fentanil sair do país na surdina, já que praticamente tudo que é embarcado é inspecionado antes de partir do solo chinês.

  • Das gangues chinesas fazem parte enormes contingentes de pessoas, além delas dominarem grandes áreas. No estado quase totalitário chinês, não seria possível elas operarem sem o conhecimento do Partido Comunista. E se o partido por alguma razão não sabe a respeito de alguma gangue em particular, é porque resolveu não saber.

  • Não tem como o serviço postal chinês não saber que se tornou a mula de drogas mais atarefada do mundo, entre outras coisas.

  • O regime chinês adotou a doutrina da "Guerra Irrestrita", explicada em um livro publicado em 1999 de mesmo nome escrito por Qiao Liang e Wang Xiangsui. A tese dos autores, ambos coronéis da Força Aérea chinesa, é que a China não deve se limitar por nenhuma lei ou acordo que impeça a derrubada dos Estados Unidos. Portanto, o regime chinês está se valendo da criminalidade como instrumento de política de estado. As autoridades chinesas não recuarão diante de nada se a meta for aumentar o poder do regime.

O fentanil é frequentemente enviado aos Estados Unidos pelo correio, o que significa que o estado chinês, por meio do Serviço Postal Nacional da China, é o distribuidor. O Serviço de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos, descobriu que 13% das encomendas que chegam da China contêm algum tipo de contrabando, incluindo fentanil e outras substâncias letais. Foto: um funcionário do Serviço de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos trabalhando com um cachorro para checar encomendas nas instalações dos correios dos EUA no Aeroporto John F. Kennedy em Nova Iorque em 24 de junho de 2019. (Foto: Johannes Eisele/AFP via Getty Images)

"Eu não estou dizendo que há algum tipo de conspiração, suponho eu, estou apenas e tão somente mostrando os fatos: Fentanil e Covid vieram da China, a China é o nosso principal rival, os chineses estão se beneficiando com a morte de milhares de americanos", salientou Tucker Carlson em seu programa em 16 de outubro.

Há anos que o regime chinês vem fomentando o uso do Fentanil nos Estados Unidos.

No ano passado, a overdose letal de drogas nos EUA bateu um novo recorde de 70.980 casos, de acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças. Destas, 36.500 foram causadas por opioides sintéticos como o fentanil. As mortes causadas pela cocaína e metanfetamina também aumentaram, principalmente porque estas substâncias foram misturadas com o fentanil.

Trocando em miúdos, conforme Vanda Felbab-Brown do Brookings Institution ressalta em um artigo publicado em julho, "a epidemia do consumo de drogas é a mais fatal da história dos Estados Unidos."

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França: Morte à Liberdade de Expressão

por Guy Millière  •  23 de Outubro de 2020

  • Paris, 16 de outubro. Um professor de história que mostrou aos seus alunos charges de Maomé, o profeta do Islã e conversou com eles sobre a liberdade de expressão foi decapitado...

  • Um ataque diferente mostra que declarar ser "menor de idade desacompanhado" na França pode ser o suficiente para não ser monitorado e ainda receber assistência integral do governo. O ataque também indica um lamentável índice de gratidão.

  • Qualquer crítica ao Islã na França pode acabar nas barras do tribunal. A grande mídia francesa, ameaçada com ações na justiça pelo seu próprio governo, evidentemente decidiu não convidar ninguém mais ao vivo que possa eventualmente fazer comentários que porventura levem a condenações ou reclamações. O escritor Éric Zemmour ainda pode aparecer na televisão, mas as multas cada vez mais pesadas impostas a ele visam silenciá-lo e pelo andar da carruagem, punir as emissoras que o convidam.

  • "Fortalecer o ensino do idioma árabe simplesmente ajudará a alimentar a 'substituição de uma cultura pela outra'". — Jean Messiha, funcionário público do alto escalão e membro do partido União Nacional.

  • Tecendo comentários sobre um boletim de notícias que afirmava: "o julgamento gerou protestos em toda a França, milhares de manifestantes protestando contra a Charlie Hebdo e contra o governo francês", escreveu o advogado e comentarista americano John Hinderaker: "quando milhares de pessoas protestam contra ações na justiça de supostos assassinos, fica claro que temos uma batata quente mas mãos."

Em 16 de outubro em Paris, um professor de história que mostrou aos seus alunos charges de Maomé, o profeta do Islã, foi decapitado em um subúrbio de Paris. O assassino, que também investiu contra a polícia que intencionava prendê-lo, foi baleado e acabou falecendo aos berros de "Allahu Akbar". Foto: policiais montam guarda próximo ao local onde o assassino do professor foi morto. (Foto: Abdulmonam Eassa/AFP via Getty Images)

Paris, 16 de outubro. Um professor de história que mostrou aos seus alunos charges de Maomé, o profeta do Islã e conversou com eles sobre a liberdade de expressão foi decapitado em Conflans-Sainte-Honorine, uma pequena cidade nos subúrbios de Paris. O assassino, que também investiu contra a polícia que intencionava prendê-lo, foi baleado e acabou falecendo aos berros de "Allahu Akbar". Segundo o promotor público, ele era parente de um dos alunos. Os fatos ainda estão sendo apurados....

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Itália: Defender Fronteiras Nacionais Acaba em Julgamento

por Giulio Meotti  •  15 de Outubro de 2020

  • Esta é a primeira vez que um tribunal de justiça da Europa é provocado para julgar um ministro, que deveria ser o responsável pela segurança de um país, por manter migrantes num porto enquanto se aguarda uma redistribuição de recém-chegados na Europa... Até então, a Europa não tinha apresentado à Itália a mínima ajuda.

  • A classe política italiana, detentora do poder, que por anos a fio adotou uma política de capitulação em relação à enxurrada de imigrantes ilegais, que via de regra é organizada por quadrilhas de traficantes, decidiu agora jogar Salvini nas mãos dos juízes por ele ter feito o que eles não tiveram coragem de fazer, defender as fronteiras da Europa.

  • Parece que há uma premissa segundo a qual dezenas de milhares de pessoas podem ir da Líbia para a Itália de barcos sem controle, sem nenhuma restrição e sem que um país possa exercer seu direito de se defender de um épico tsunami migratório.

  • A Itália está agora enviando uma mensagem preocupante para a Europa e para o restante do mundo livre: qualquer um que esteja no comando de um país e que defenda as fronteiras nacionais e que tente impedir a imigração ilegal em massa pode acabar nas barras do tribunal e na prisão.

  • O dantesco desta palhaçada é que a Itália ainda está mandando embarcações de volta, lotadas de migrantes, então por que o cambalacho para que Salvini pague o pato?

Em 2019, o então Ministro do Interior da Itália Matteo Salvini impediu que migrantes ilegais desembarcassem de um navio da guarda costeira que havia resgatado os migrantes do mar cinco dias antes. Por esta razão, Salvini agora enfrenta um processo criminal de "sequestro". A Itália está enviando uma mensagem preocupante para a Europa e para o mundo livre: qualquer um que esteja no comando de um país e que defenda as fronteiras nacionais e que tente impedir a imigração ilegal em massa pode acabar nas barras do tribunal e na prisão. (Foto: Piero Cruciatti/AFP via Getty Images)

"Meu único remorso em relação a esta situação é que terei de explicar aos meus dois filhos que o pai deles vai a julgamento não porque é um criminoso, mas porque defendeu o seu país", salientou Matteo Salvini em razão do Parlamento da Itália ter retirado sua imunidade para abrir o caminho para que ele possa ser levado às barras do tribunal.

Durante anos, a classe política italiana, detentora do poder, adotou uma política de capitulação em relação à enxurrada de imigrantes ilegais, que via de regra é organizada por quadrilhas de traficantes. A Europa nunca deu uma mãozinha à Itália. Agora, essas "elites": políticos, formadores de opinião, jornalistas, decidiram jogar Salvini nas mãos dos juízes por ele ter feito o que eles não tiveram coragem de fazer, ou seja, defender as fronteiras da Itália.

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Morte à Liberdade de Expressão na Holanda - De Novo

por Judith Bergman  •  13 de Outubro de 2020

  • "Não se trata só da minha liberdade de expressão, mas a de todos..." — Geert Wilders.

  • "Contudo, era óbvio para todos que por unanimidade queríamos viver em uma sociedade onde as pessoas pudessem... manifestar seus pontos de vista... e não serem punidas por isso. É o chamado teste da praça central, onde cada um pode ir ao centro da cidade, dizer o que pensa, no que acredita, insistir no seu direito de promover suas opiniões e não ser preso por isso. E se assim for, então teremos uma sociedade livre. Caso contrário teremos uma sociedade do medo. Não existe meio termo." — Natan Sharansky, ex-dissidente soviético, 30 de novembro de 2004.

  • A Holanda faz parte da Convenção Europeia dos Direitos Humanos, cujo artigo 10 estipula o seguinte: "qualquer pessoa tem direito à liberdade de expressão. Faz parte deste direito a liberdade de ter opiniões e de receber e transmitir informações e ideias sem a interferência do poder público, independentemente de fronteiras..."

  • O que parece ofensivo costuma ser extremamente subjetivo... Uma fala com a qual todos concordam não necessita de proteção.

Recentemente um tribunal de recursos da Holanda manteve a condenação do político holandês Geert Wilders por ele ter, segundo consta, insultado marroquinos em comentários feitos num comício eleitoral em 2014. Foto: Wilders discursa no parlamento holandês em Haia em 19 de setembro de 2018. (Foto: Jerry Lampen/AFP via Getty Images)

Recentemente um tribunal de recursos da Holanda manteve a condenação do político holandês Geert Wilders por ter, segundo consta, insultado marroquinos em comentários feitos num comício eleitoral em 2014. Ao mesmo tempo, no entanto, o tribunal de recursos anulou a condenação de Wilders por incitar ódio ou discriminação contra marroquinos.

Em um comício eleitoral em Haia em março de 2014, na qualidade de líder do Partij voor de Vrijheid (Partido da Liberdade), segundo fontes próximas do mais importante partido de oposição do país atualmente, Wilders perguntou aos presentes se eles queriam "mais ou menos marroquinos" no país. Depois que a multidão entoou as palavras de ordem "menos, menos", Wilders disse: "vamos arrumar a casa."

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A Quinta Guerra Não Trará Nada de Bom para a Turquia

por Burak Bekdil  •  7 de Outubro de 2020

  • Em 28 de agosto, Metin Külünk, ex-parlamentar do Partido da Justiça e do Desenvolvimento do partido de Erdoğan, publicou um mapa da "Grande Turquia", que ilustra a extensão das ambições revisionistas turcas. Nele constam regiões da Grécia, Bulgária, Chipre, Síria, Iraque, Geórgia e Armênia.

  • Em uma assertiva analogamente ameaçadora, o ministro da defesa turco, Hulusi Akar, num tom provocador aconselhou a Grécia a permanecer de boca fechada "para que ninguém queira tirar uma meze casquinha."

  • A quinta guerra de Erdoğan será aquela em que não haverá vencedores. Entretanto, a Turquia de Erdoğan será a grande derrotada.

As ameaças da Turquia vêm se avolumando a rodo, como nunca. O Presidente Recep Tayyip Erdoğan disse recentemente: "... A Turquia tem o poder político, econômico e militar de rasgar mapas e documentos imorais impostos a ela. Ou vão entender isso numa linguagem política e diplomática ou por meio de experiências dolorosas no campo de batalha... Há um século que nós os enterramos ou os jogamos ao mar. Foto: Erdoğan discursando em Ancara em 17 de setembro de 2020. (Foto: Adem Altan/AFP via Getty Images)

Com o passar do século XX , os turcos e seus tradicionais rivais do Egeu, os gregos, travaram quatro guerras convencionais: a Primeira Guerra dos Bálcãs (1912-1913), a Primeira Guerra Mundial (1914-1918), a Guerra Greco-Turca (1919-1922) e a Guerra do Chipre (1974). Portanto, não é a primeira vez que durante um período de paz, jornais do mundo inteiro informam a seus leitores que o Mar Egeu está à beira da guerra. A "paz" em todo o Egeu sempre oscilou de frio a muito frio, salvo breves períodos de relativa cordialidade. Até parece que turcos e gregos moram em casas vizinhas construídas numa secular e sangrenta rivalidade.

Em seu livro Midnight at the Pera Palace: The Birth of Modern Istanbul, Charles King, escreve sobre os primeiros anos pós-otomanos em Istambul e os esforços para a construção da nação na recém-criada República da Turquia:

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França: Mais Terrorismo, Mais Silêncio

por Giulio Meotti  •  3 de Outubro de 2020 16:37

  • Este tipo de extremismo também conseguiu transformar muitos cidadãos europeus em prisioneiros, pessoas refugiadas em seus próprios países, condenadas à morte e forçadas a viver em casas mantidas em segredo até de seus amigos e familiares. E nos acostumamos com isso!

  • "Essa falta de coragem de seguir os passos da Charlie tem seu preço, estamos perdendo a liberdade de expressão e uma forma maligna de autocensura está ganhando terreno." — Flemming Rose, Le Point, 2 de setembro de 2020.

  • "Pondo os pingos nos is, a liberdade de expressão está mal das pernas, isso no mundo inteiro. Inclusive na Dinamarca, na França e em todo o Ocidente. Estamos passando por um período conturbado, as pessoas priorizam a ordem e a segurança em vez da liberdade." — Flemming Rose, Le Point, 15 de agosto de 2020.

No dia 25 de setembro em Paris, duas pessoas foram esfaqueadas e ficaram gravemente feridas em frente à antiga sede da revista Charlie Hebdo, onde 12 dos editores e cartunistas da revista satírica foram assassinados por extremistas muçulmanos em 2015. Foto: bombeiros e paramédicos retiram um ferido da cena do ataque. (Foto: Alain Jocard/AFP via Getty Images)

No dia 25 de setembro em Paris, duas pessoas foram esfaqueadas e ficaram gravemente feridas em frente à antiga sede da revista Charlie Hebdo, onde 12 dos editores e cartunistas da revista satírica foram assassinados por extremistas muçulmanos em 2015. O suspeito, sob custódia da polícia, está sendo investigado por crime de terrorismo.

Os assassinos acusados nos ataques de 2015 estão no momento em julgamento em Paris.

Em 22 de setembro, pouco antes do ataque a facadas, a diretora de recursos humanos da Charlie Hebdo, Marika Bret, não voltou para casa. Na realidade, ela nem tem mais casa. Ela foi despejada após ter recebido sérias e concretas ameaças de morte de extremistas muçulmanos. Ela decidiu então tornar pública o que deveria ser uma "saída pela porta dos fundos", para que a inteligência francesa alertasse o grande público para a ameaça do extremismo na França.

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Como o Hamas Planeja Destruir o Líbano

por Khaled Abu Toameh  •  30 de Setembro de 2020

  • Durante a visita de Haniyeh a Ain al-Hilweh, ele salientou que o Hamas, apoiado pelo Irã na Faixa de Gaza, "dispõe de mísseis que podem atingir Tel Aviv e mais além".

  • Analistas políticos árabes... também acreditam que o Irã está se preparando para o uso de proxies, no caso Hamas e Hisbolá, para alvejar os países árabes que estabelecerem relações com Israel, como os Emirados Árabes Unidos e o Bahrein.

  • "Quem é este Ismail Haniyeh, que vem ao Líbano fazer uma demostração de força nos campos de refugiados, cercado por homens armados... Ninguém do nosso governo perguntou o que ele está fazendo aqui e quem o deixou entrar em nosso país." — Rita Mokbel, uma mulher libanesa, Twitter, 7 de setembro de 2020.

  • "O Líbano é um estado independente e não um teatro do Irã e dos palestinos." — General libanês Asraf Rifi, Twitter, 7 de setembro de 2020.

  • "A Síria pagou os olhos da cara por defender o Hamas e os movimentos de resistência e eles retribuíram conspirando contra a Síria e tomando parte em sua destruição. É isso que a escola da Irmandade Muçulmana e do presidente turco Erdogan ensinam. — Wiam Wahhab, ex-ministro libanês do meio ambiente, Twitter, 7 de setembro de 2020."

A visita de Ismail Haniyeh, líder do Hamas ao Líbano, provocou indignação no país. Haniyeh manteve uma série de encontros com autoridades libanesas e palestinas. Ele também se reuniu com Hassan Nasrallah, líder do grupo terrorista Hisbolá apoiado pelo Irã. Foto: Haniyeh (de camisa azul), cercado por milicianos armados, desfilando pelo campo de refugiados Ain al-Hilweh no Líbano em 6 de setembro de 2020. (Foto: Mahmoud Zayyat/AFP via Getty Images)

A visita de Ismail Haniyeh, líder do Hamas ao Líbano, provocou indignação no país. Muitos cidadãos e autoridades libanesas expressaram o temor de que a sua presença no país poderia precipitar outra guerra com Israel. O medo não parece ser injustificado. Os libaneses estão cientes dos desastres que o Hamas causou ao seu povo na Faixa de Gaza ao disparar foguetes contra Israel. Os libaneses estão dizendo ao Hamas: "se vocês desejam lançar ataques terroristas contra Israel, por favor, não usem nosso país para isso. Não estamos preparados para pagar o preço."

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A Vida de Cristãos Negros Aparentemente Não Importa

por Giulio Meotti  •  14 de Setembro de 2020

  • Na Nigéria, nos últimos 20 anos, 100 mil cristãos foram mortos... A Nigéria está se tornando o "maior solo de chacinas de cristãos do planeta".

  • A Nigéria, que já é o país mais populoso da África, poderá atingir uma população de cerca de 800 milhões de habitantes no ano 2100, de acordo com um estudo conduzido pela revista The Lancet e poderá se tornar a nona maior economia do mundo..

  • Quantas vidas poderiam ter sido salvas, se a mídia, as chancelarias e as organizações internacionais tivessem pressionado a liderança nigeriana para proteger os cristãos do país? Por que o Ocidente nunca atrelou o comércio, o intercâmbio diplomático, militar e político com a Nigéria à proteção dos cristãos?

  • Em 2018 o presidente dos EUA, Donald Trump, levantou a questão com o presidente nigeriano, Muhammadu Buhari. "Estamos diante de gravíssimos problemas quanto aos cristãos que estão sendo assassinados na Nigéria", ressaltou Donald Trump. O presidente americano, no entanto, está praticamente sozinho entre os líderes ocidentais em levantar a questão. Quando seu antecessor, presidente Barack Obama, se encontrou com Buhari, nunca tocou na questão dos assassinatos de cristãos.

Na Nigéria, nos últimos 20 anos, 100 mil cristãos foram mortos. A Nigéria está se tornando o "maior solo de chacinas de cristãos do planeta. Em 2018 o presidente dos EUA, Donald Trump, levantou a questão com o presidente nigeriano, Muhammadu Buhari. "Estamos diante de gravíssimos problemas quanto aos cristãos que estão sendo assassinados na Nigéria", ressaltou Donald Trump. O presidente americano, no entanto, está praticamente sozinho entre os líderes ocidentais em levantar a questão. Quando seu antecessor, presidente Barack Obama, se encontrou com Buhari, sequer tocou na questão dos assassinatos de cristãos. Foto: Trump e Buhari em 30 de abril de 2018, em Washington, DC. (Foto: Win McNamee/Getty Images)

"Parem com os assassinatos", "Basta!", "Nossas vidas são importantes", dizem cristãos e líderes religiosos nigerianos aglomerados em Londres em 20 de agosto para protestar contra o massacre de cristãos em seu país. Eles enviaram uma carta ao primeiro-ministro britânico Boris Johnson acusando a mídia internacional de engendrar "a conspiração de silêncio".

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"Jamais nos Renderemos": Charlie Hebdo Republica as Charges de Maomé

por Giulio Meotti  •  13 de Setembro de 2020

  • A França está começando a refletir sobre o dramático declínio de sua liberdade de expressão.

  • "Meu infeliz cliente será a liberdade..." — Richard Malka, advogado da Charlie Hebdo, Le Point, 13 de agosto de 2020.

  • As democracias ocidentais pagaram caro pelo direito à liberdade de expressão e, se ela não for protegida e praticada, poderá desaparecer da noite para o dia.

  • "Se nossos colegas no debate público não dividirem parte do risco, então os bárbaros venceram." — Elisabeth Badinter, filósofa francesa no documentário "Je suis Charlie", 9 de setembro de 2015.

Charlie Hebdo bravamente deu a volta por cima: publicou as charges de Maomé. Será que aqueles que proclamaram "Je suis Charlie" ficarão agora ao lado deles? Na foto: Stéphane Charbonnier, editor da revista Charlie Hebdo até o seu assassinato no ataque terrorista contra a redação em Paris em 2015, em frente ao antigo escritório da revista em 2 de novembro de 2011, após ser destruído em um ataque com bombas incendiárias. (Crédito da Foto deveria dizer Alexander Klein/AFP via Getty Images)

Em 1º de setembro, um dia antes do início do julgamento de 14 réus acusados de envolvimento em uma série de ataques terroristas na França, nos quais foram assassinados colegas jornalistas e cartunistas em 7 de janeiro de 2015 em Paris na redação da revista satírica francesa Charlie Hebdo, a revista republicou as "Charges de Maomé" sob o título "Tout ça pour ça"("Tudo isso por causa disso")." Jamais nos renderemos", salientaram eles.

Os réus, alguns à revelia, "respondem a uma série de acusações relacionadas à ajuda dada aos perpetradores dos ataques que mataram 17 pessoas em um espaço de mais de três dias em janeiro de 2015. "Além das 12 vítimas que estavam dentro e nas proximidades da redação da Charlie Hebdo, um policial foi assassinado na rua e outras quatro pessoas foram assassinadas em um supermercado kasher.

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A Tentativa de Derrubar os Estados Unidos

por Guy Millière  •  12 de Setembro de 2020

  • A situação havia se tornado "preocupante" antes mesmo da divulgação dos resultados da eleição presidencial de 2016. Consoante com o que podemos ver no relatório de Michael Horowitz do Departamento de Justiça, os altos escalões do governo durante a administração Obama estavam mancomunados para impedir que o presidente Donald Trump vencesse a eleição e após a sua vitória, de incriminá-lo com o propósito de derrubá-lo.

  • Prefeitos de muitas cidades e outras autoridades locais deliberadamente protegeram criminosos em vez de protegerem os bons cidadãos e nada fizeram para evitar o quebra-quebra.

  • "Há 30 anos eu achava que as controvérsias tinham um cunho partidário e complicado, mas não são nada comparado aos dias de hoje. As coisas mudaram fundamentalmente... a esquerda representa um partido rousseauniano revolucionário que acredita em destruir o sistema... Eles estão interessados na completa vitória política. Eles não estão interessados em entendimentos. Eles não estão interessados no diálogo, na troca de ideias... É uma religião substitutiva. Eles veem os opositores políticos... como maquiavélicos porque nós estamos no caminho deles alcançarem a sua utopia progressista..." — Procurador do Estado dos Estados Unidos, General William Barr, Fox News, 9 de agosto de 2020.

A onda de distúrbios que se seguiram após a morte de George Floyd em Minneapolis em 25 de maio, ao que parece não tem nada a ver com a morte de Floyd e tudo a ver com grupos que querem derrubar os Estados Unidos. Prefeitos de muitas cidades e outras autoridades locais deliberadamente protegeram criminosos em vez de protegerem os bons cidadãos e nada fizeram para evitar o quebra-quebra. Foto: Fogos de artifício lançados pelos vândalos explodem próximo a um grupo de policiais em Washington DC em 30 de maio de 2020. (Foto: Andrew Caballero-Reynolds/AFP via Getty Images)

A morte de George Floyd em Minneapolis em 25 de maio de 2020 pode parecer, visto pelo retrovisor, como pretexto para o caos. Ao que consta, o assassinato foi cometido por um policial branco e na sequência virou uma onda de tumultos em bairros de inúmeras cidades de porte, que foram devastadas. Lojas foram saqueadas, edifícios foram incendiados e pessoas foram assassinadas enquanto prefeitos e demais autoridades públicas locais optaram por deixar vândalos correrem soltos, catalizarem o conflito racial e protegerem os criminosos, em vez de protegerem os cidadãos que estavam sofrendo a violência. A baderna, num piscar de olhos, parecia não ter nada a ver com a morte de Floyd e tudo a ver com grupos que queriam derrubar os Estados Unidos.

No passado, integrantes da organização radical Antifa cometeram atos de violência, mas nunca haviam conseguido semear o terror nas grandes cidades. Desta vez eles tinham condições e conseguiram.

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