Últimas Análises e Comentários

União Europeia Apoia o Irã - Campeão Mundial na Execução de Crianças

por Majid Rafizadeh  •  7 de Novembro de 2019

  • Obviamente os líderes europeus, que não se cansam de darem uma de santo ao defenderem os direitos humanos, estão nesse ínterim priorizando as políticas de acomodamento com um governo que é o campeão mundial de execução e tortura de crianças e não só de crianças.

  • Os dois adolescentes de 17 anos, que aparentemente nada sabiam sobre as sentenças de morte, foram chicoteados antes de serem executados.

  • O Código Penal Islâmico do Irã também permite que meninas de 9 anos e meninos de 15 sejam executados. Via de regra acusações vagas são apresentadas pelo sistema judiciário da República Islâmica ou pelo Tribunal Revolucionário, como "promover guerra contra Deus. Essas acusações podem ser levadas ao extremo tornando atos considerados menos graves como criticar o Líder Supremo virarem crimes, de modo que possa ser dada a ordem de execução.

  • No início do corrente ano o governo iraniano estava em vias de executar mais três menores curdos: Mohammad Kalhori, Barzan Nasrollahzadeh e Shayan Saeedpour.

  • Os outros dois passatempos prediletos que a UE nunca se cansa são condenar e demonizar cada vez mais Israel, a única democracia do Oriente Médio e também a única que realmente implementa os direitos humanos. Quando será que a União Europeia finalmente ficará enjoada da sua própria postura de santo só mesmo para inglês ver?

Os líderes europeus, que não se cansam de darem uma de santo ao defenderem os direitos humanos, estão nesse ínterim priorizando as políticas de acomodamento com o regime do Irã -- campeão mundial de execução e tortura de crianças e não só de crianças. (Imagem: iStock)

A União Europeia continua colaborando com os mulás que governam o Irã ao darem as costas às sanções impostas pelos EUA, passarem a mão na cabeça dos iranianos por meio de políticas contemporizadoras, o jeitinho europeu de driblar as sanções americanas, como o mecanismo de pagamento INSTEX.A sigla significa Instrumento de Apoio às Trocas Comerciais, ou seja: mecanismo de pagamento que permitirá às empresas e firmas europeias continuem a fazer negócios com o governo iraniano, apesar das sanções econômicas dos EUA contra Teerã.

Recentemente a União Europeia se vangloriou no seguinte comunicado:

"A França, Alemanha e o Reino Unido informaram aos demais membros que o INSTEX já está em operação e se encontra disponível a todos os Estados Membros da UE e que as primeiras transações estão sendo processadas".

Continue lendo o artigo

Reino Unido: Think-Tank de Tony Blair Propõe Acabar com a Liberdade de Expressão

por Judith Bergman  •  4 de Novembro de 2019

  • Inquietante é o fato da principal preocupação do think-tank de Tony Blair ser o ódio verbal expressado na Internet por cidadãos em resposta aos ataques terroristas e não as verdadeiras expressões físicas de ódio escancaradas nos assassinatos em massa perpetrados por terroristas contra inocentes. Ataques terroristas, ao que tudo indica, deveriam ser considerados coisa normal, incidentes inevitáveis que viraram parte integrante da vida cotidiana no Reino Unido.

  • Diferentemente de grupos proscritos que são banidos devido a ações criminais como violência e terrorismo, a classificação de "grupo que instiga o ódio" significará principalmente uma ação na justiça por crimes de pensamento.

  • Ao que tudo indica, os valores democráticos são o que menos interessa ao think-tank. O projeto de lei fará com que o governo britânico seja o árbitro do discurso aceitável, em especial o discurso político. Uma medida autoritária tão extraordinária e radical transformará a liberdade de expressão numa ilusão no Reino Unido.

  • O Home Office terá condições de acusar qualquer grupo que considerar politicamente inconveniente de "disseminar a intolerância" ou de "alinhamento com ideologias extremistas" e classificá-lo como "grupo que instiga o ódio".

Uma nova lei proposta pelo Tony Blair Institute for Global Change fará com que o governo britânico seja o árbitro do discurso aceitável, em especial o discurso político. Uma medida autoritária tão extraordinária e radical transformará a liberdade de expressão numa ilusão no Reino Unido. (Imagens: iStock)

O Tony Blair Institute for Global Change publicou o estudo: Delineando o Ódio: Novas Diretrizes para Acabar com os Crimes de Ódio, que recomenda iniciativas radicais para lidar com grupos que instigam o "ódio", ainda que não tenham incorrido em nenhuma prática violenta.

O problema, conforme definição do think-tank, consiste na "essência danosa dos grupos que instigam o ódio, entre eles os de extrema-direita como o Britain First e o Generation Identity. As leis em vigor não têm condições de impedir grupos de disseminarem o ódio e a dissidência, mas sem preconizar a violência". O think-tank define o que entende ser um dos principais problemas dos crimes de ódio da seguinte maneira:

Continue lendo o artigo

França: Mais Destruição da Liberdade de Expressão

por Guy Millière  •  2 de Novembro de 2019

  • Defender alguém acusado de ser "racista" implica em correr o risco de também ser acusado de "racista". O terrorismo intelectual já reina na França.

  • A França está caminhando de uma "imprensa amordaçada para uma imprensa amordaçada que destrói a liberdade de expressão". — Alain Finkielkraut, escritor e filósofo.

  • Outros escritores como Zemmour já foram arrastados para os tribunais e totalmente excluídos de toda a mídia simplesmente por descreverem a realidade.

  • Em uma sociedade onde há a liberdade de expressão, seria possível discutir o uso dessas palavras, mas na França de hoje, a liberdade de expressão está quase totalmente eliminada.

  • Na França, não está longe o dia em que ninguém ousará dizer que algum ataque flagrantemente inspirado pelo Islã tem algo a ver com o Islã.

(Imagem: iStock)

Em 28 de setembro teve lugar em Paris a "Convenção da Direita", organizada por Marion Marechal, ex-membro do parlamento francês, hoje diretora do Instituto de Ciências Sociais, Econômicas e Políticas da França. O propósito da convenção era unir as facções políticas de direita do país. Num discurso programático, o jornalista Éric Zemmour fez duras críticas ao Islã e à islamização da França. Ele retratou as "zonas proibidas" do país (Zones Urbaines Sensibles; Zonas Urbanas Suscetíveis) como "enclaves estrangeiros" em território francês e pintou como processo de "colonização" a crescente presença na França de muçulmanos que não se integram na sociedade.

Continue lendo o artigo

Suécia: A Igreja que Dissemina Ódio

por Nima Gholam Ali Pour  •  31 de Outubro de 2019

  • Apesar da divulgação da Swedish Jerusalem Society de que a Good Shepherd's Swedish School é uma escola que promove a paz, Tobias Petersson, diretor do think tank Perspective on Israel, revela que os livros escolares da Good Shepherd's Swedish School têm conteúdo jihadista que encoraja a guerra santa contra o Estado de Israel. Nesses livros escolares os judeus são retratados como mentirosos e corruptos.

  • O fato de uma instituição da magnitude da Igreja da Suécia arrecadar dinheiro das igrejas de norte a sul, de leste a oeste do país com o propósito de apoiar uma escola que dissemina ódio e espírito belicoso deveria, sem a menor sombra de dúvida, ser visto como incomensuravelmente problemático.

  • A prática também mostra que a ajuda sueca não só não vai para organizações que disseminam ódio como também que grandes instituições da Suécia abriram canais ilícitos para enviar milhões de coroas suecas a escolas todos os anos, como a Good Shepherd's Swedish School, que também espalha o ódio.

  • Para compreender o quão nociva é esta situação, dá para imaginar o que aconteceria se uma das maiores instituições de Israel ou de qualquer outro país, estivesse levantando dinheiro para financiar uma escola que ensina crianças a odiarem a Suécia e a festejarem terroristas que assassinaram cidadãos suecos? Seria obviamente um grande escândalo e totalmente inaceitável. Mas na Suécia, é exatamente isso que está acontecendo hoje.

O fato de uma instituição da magnitude da Igreja da Suécia arrecadar dinheiro das igrejas de norte a sul, de leste a oeste do país com o propósito de apoiar uma escola que dissemina ódio e espírito belicoso deveria, sem a menor sombra de dúvida, ser visto como incomensuravelmente problemático. Foto: Catedral de Uppsala, sede a Igreja da Suécia. (Imagem: Jarvis/Wikimedia Commons)

A Swedish Jerusalem Society fundada em 1900 se dedicou a realizar obras de caridade em Jerusalém e Belém. Por décadas, no entanto, ela tem sido hostil ao Estado Judeu de Israel. A associação tem três objetivos oficiais nos territórios palestinos:

  • Fortalecer a condição das mulheres
  • Contribuir para a paz e a reconciliação
  • Fortalecer a minoria cristã

Não obstante esses nobres objetivos, a Swedish Jerusalem Society publica uma revista cujo conteúdo, comumente sobre Israel, insere um tom extremamente hostil e preconceituoso. Na primeira edição de 2018 consta uma entrevista com a diretora de uma escola palestina na qual ela diz:

"Nós já sofremos por tantos anos e ainda poderemos sofrer por mais alguns, mas não é justo dar a nossa capital a outrem. Por que não compartilhá-la?"

Continue lendo o artigo

Não Faça Negócios com uma China que Mente, Trapaceia e Rouba

por Gordon G. Chang  •  27 de Outubro de 2019

  • É por demais difícil fazer negócios com um ladrão, principalmente quando o ladrão vê o contato comercial como uma oportunidade de roubar ainda mais... Esse crime é essencial para atingir a iniciativa extraordinariamente ambiciosa do Made in China 2025. (para dominar 11 setores cruciais de tecnologia).

  • Como se tudo isso de ruim não bastasse, os planos para o futuro de Xi são particularmente perniciosos... Os americanos terão que optar: ficar com o dinheiro chinês ou manter o livre mercado de ideias. O desacoplamento das duas economias é, sem a menor sombra de dúvida lamentável, porém necessário, visto que a China exerce pressão sobre os americanos deixando-os sem opção caso estejam dispostos a defender as liberdades e a soberania.

  • A julgar pela quebra de mais um acerto comercial por parte de Pequim nos últimos dias, fica evidente que o regime comunista chinês não tem condições de trabalhar com os Estados Unidos, nem com nenhum outro país, pelas mesmas razões. Portanto melhor não fazermos negócios com uma China que mente, trapaceia e rouba.

Com implacável determinação, Xi Jinping vem fechando o mercado chinês a produtos estrangeiros com a prática de normas altamente discriminatórias e a promulgação de leis e regulamentações perniciosas. A China de Xi continua a tomar de maneira criminosa propriedades intelectuais dos EUA ao custo considerável de bilhões de dólares ao ano. (Foto: Kevin Frayer/Getty Images)

"Isso não irá revolucionar as relações EUA-China nem os termos comerciais entre nós, mas mostra que os dois países podem trabalhar juntos em uma questão importante,"salientou Clete Willems do Akin Gump à Bloomberg, ao se referir à "fase 1 do acordo" entre os Estados Unidos do Presidente Donald Trump e a China, divulgado em 11 de outubro. "Aprender a trabalhar em conjunto é extremamente importante no sentido de evitar uma deterioração generalizada de todos os aspectos de nosso relacionamento, o que não é de interesse de ninguém no longo prazo."

A despeito das palavras de Willems, agora é sim do interesse dos Estados Unidos, no longo prazo, evitar fazer acordos comerciais com a República Popular da China.

Continue lendo o artigo

Cristãos Massacrados, a Mídia Faz Vista Grossa

por Giulio Meotti  •  23 de Outubro de 2019

  • "Na mesma semana do abominável ataque à mesquita em Christchurch, na Nova Zelândia... mais de 200 cristãos foram mortos na Nigéria. Difícil foi encontrar no noticiário algo a respeito do massacre desses cristãos. Nada de passeatas em homenagem aos cristãos martirizados, nada de dobrar sinos a pedido de governos, nada de camisetas com 'Je suis Charlie', nem uminha indignação popular." — Padre Benedict Kiely, Crisis Magazine, 4 de setembro de 2019.

  • Os satélites da NASA captaram os incêndios na amazônia, urgindo os líderes mundiais a se comprometerem a proteger a floresta amazônica. Queimar, mutilar e assassinar cristãos não é monitorado por satélites, seu sofrimento não é visto nas TVs nem nos jornais. Na realidade, no Ocidente parece que a perseguição aos cristãos sequer existe.

  • O Vaticano, o Papa Francisco e demais clérigos e a mídia têm uma opção: lançar a luz em cima desses cristãos perseguidos ou serem acusados de cegueira deliberada... O Vaticano deveria dedicar o próximo sínodo a eles.

Foto: Sobame Da, um dos principais vilarejos cristãos no Mali, após o ataque de junho de 2019 por pistoleiros Fulani no qual foram massacrados cem homens, mulheres e crianças. (Imagem: United Nations/MINUSMA/Flickr)

"Na floresta amazônica, de vital importância para o planeta, foi desencadeada uma profunda crise devido à prolongada ação do homem, na qual prevalece a 'cultura do desperdício' (LS 16) e a predominância da mentalidade extrativista", segundo palavras do Vaticano.

"A Amazônia é uma região dotada de rica biodiversidade, multiétnica, multicultural e multirreligiosa, espelho de toda a humanidade que, em defesa da vida, requer mudanças estruturais e pessoais de todos os seres humanos, nações e da Igreja."

É por esta razão que foi marcada uma reunião do Sínodo dos Bispos da região Pan-amazônica em Roma de 6 a 27 de outubro. Em entrevista concedida ao jornal italiano La Stampa, o Papa Francisco salientou que um dos maiores desafios da região amazônica é a "ameaça à vida das populações e dos territórios que deriva dos interesses econômicos e políticos dos setores que dominam a sociedade."

Continue lendo o artigo

O Terrorismo Cultivado na França

por Giulio Meotti  •  15 de Outubro de 2019

  • A polícia francesa que investigava uma mulher suspeita de ligações com o ISIS descobriu um pen drive contendo dados pessoais, como endereços residenciais, de milhares de policiais franceses. Quem forneceu essas informações?

  • "Nas ruas, mulheres usando véus e homens com jellabas (túnicas) são na realidade propaganda, a islamização das ruas, assim como os uniformes de um exército de ocupação lembram os derrotados sobre a sua submissão". – Jornalista francês Eric Zemmour, 28 de setembro de 2019.

  • Le Monde, o jornal mais conceituado da França, publicou um artigo opinativo após um recente atentado acusando o país de "Macarthismo Islamofóbico." Harpon, o terrorista que matou seus colegas no quartel-general da polícia com certeza iria concordar.

  • O problema é que faz anos que a França se encontra em estado de negação com respeito ao Islã radical.

Policiais interditam uma rua perto do quartel-general da polícia de Paris depois que um terrorista matou quatro policiais no casarão em 3 de outubro de 2019 em Paris, França. (Foto: Marc Piasecki/Getty Images)

Desta vez o terrorista não usou armas de fogo, as vítimas não eram crianças desarmadas, nem cartunistas, nem judeus, eram policiais.

O local onde ocorreu o ataque de 3 de outubro também salta aos olhos: "tem-se como certo que o quartel-general da polícia de Paris é uma espécie de fortaleza, afinal é o símbolo da ordem pública na França e da luta antijihadista e foi justamente esse baluarte que foi sacudido," salientou o conceituado intelectual francês Gilles Kepel ao Le Figaro.

"Ingressamos em um... terrorismo 'made in France'... com um misto de orações às sextas-feiras ministradas por imãs extremistas, redes sociais e a instrumentalização de pessoas vulneráveis. Tem tudo a ver com uma nova modalidade de pânico na sociedade visando lugares famosos, ícones... O ataque é um divisor de águas no terrorismo islamista."

Continue lendo o artigo

Suécia Fugindo do Controle

por Judith Bergman  •  14 de Outubro de 2019

  • Do início de 2019 ao final de julho houve 120 atentados a bomba na Suécia de acordo com estatísticas da polícia.

  • Somente em Uppsala, uma pitoresca cidade universitária sueca, onde 80% das meninas não se sentem seguras no centro da cidade, ocorreram quatro estupros ou tentativas de estupro num espaço de quatro dias no mês de agosto.

  • "Dê um basta nos estupros, você está deixando as mulheres ao Deus dará... O fato das mulheres não terem a mesma liberdade de ir e vir nas ruas e praças sem terem que se preocupar de estarem sujeitas ao crime, é uma grave limitação à sua liberdade e à autodeterminação". — Josefin Malmqvist, parlamentar do Partido Moderado, Aftonbladet, 24 de agosto de 2019.

Desde dezembro de 2018, somente na cidade de Landskrona ao sul da Suécia, com cerca de 35 mil habitantes, houve sete explosões ou atentados a bomba. Em agosto, a entrada da prefeitura de Landskrona (foto) foi explodida. (Imagem : Mrkommun/Wikimedia Commons)

"Löfven, o senhor perdeu o controle da Suécia," escreveu recentemente o líder do maior partido de oposição Ulf Kristersson, do Partido Moderado de centro-direita, em um artigo no diário Aftonbladet, no qual critica o Primeiro Ministro da Suécia Stefan Löfven pelo fracasso em resolver alguns dos graves problemas que afetam a Suécia. De acordo com Kristersson:

"As duas esferas que nós (Partido Moderado) damos prioridade máxima são a lei e a ordem e a integração. Porque é aí que estão nossos maiores problemas nos dias de hoje."

"No ano passado ocorreram 306 tiroteios, 45 pessoas foram mortas a tiros. Segundo a polícia, o número de pessoas assassinadas dobrou desde 2014. No mesmo período o número de pessoas abusadas sexualmente triplicou, de acordo com o BRÅ (Conselho Sueco de Prevenção ao Crime)..."

"Portanto se faz necessário reformas concretas. Nós as propusemos, o Partido Social-Democrata diz não..."

Continue lendo o artigo

Turquia Inunda a Europa com Migrantes

por Soeren Kern  •  12 de Outubro de 2019

  • O governo grego afirmou que o presidente turco Recep Tayyip Erdoğan controla pessoalmente o fluxo migratório para a Grécia e o libera ou interrompe com o objetivo de arrancar mais dinheiro ou outras concessões políticas da União Europeia. De uns meses para cá, o governo turco vem reiterando as ameaças de abrir as comportas da migração em massa para a Grécia, e por tabela, para o restante da Europa.

  • "Se eles (União Europeia) não nos derem o suporte necessário para esta operação de guerra, não teremos condições de segurar os 3,5 milhões de refugiados da Síria e outros dois milhões que irão se concentrar em nossas fronteiras de Idlib." — presidente turco Recep Tayyip Erdoğan.

  • "Se abrirmos as comportas nenhum governo europeu terá condições de sobreviver mais do que seis meses. Nós os aconselhamos a não testarem nossa paciência." — Ministro do Interior da Turquia Süleyman Soylu.

  • Acredita-se que mais de seis milhões de migrantes aguardam em países do Mediterrâneo a oportunidade de se encaminharem para a Europa, de acordo com um estudo confidencial do governo alemão vazado para o jornal Bild... Fora estes, mais de três milhões estão esperando na Turquia.

O presidente Recep Tayyip Erdoğan e outros membros do seu governo têm, recorrentemente, ameaçado inundar a Europa com migrantes. Em 5 de setembro, Erdoğan assinalou que a Turquia planeja repatriar um milhão de migrantes sírios para uma "zona segura" no norte da Síria e ameaçou reabrir a rota para os migrantes rumo à Europa caso ele não receba apoio internacional adequado para o plano: "caso eu não receba o apoio, abrirei os portões." Acima: Erdoğan discursando na ONU em 24 de setembro de 2019. (Foto: Stephanie Keith/Getty Images)

A Grécia vira mais uma vez o "Marco Zero" da crise migratória da Europa. Mais de 40 mil migrantes chegaram à Grécia nos nove primeiros meses de 2019, sendo que a metade chegou nos últimos três meses de acordo com novos dados compilados pela Organização Internacional de Migração (OIM).

A escalada na chegada de migrantes à Grécia no terceiro trimestre de 2019 — 5.903 em julho, 9.341 em agosto e 10.294 em setembro — coincide com as constantes ameaças do presidente turco Recep Tayyip Erdoğan e de membros de seu governo de inundar a Europa com migrantes muçulmanos.

Embora o número de chegadas de migrantes à Grécia ainda esteja bem abaixo do pico da crise migratória de 2015, quando mais de um milhão de migrantes da África, Ásia e Oriente Médio inundaram a Europa, o recente salto de recém-chegados sugere que as ameaças de Erdoğan de reiniciar a migração em massa estão se tornando realidade.

Continue lendo o artigo

Palestinos Furtam Energia Elétrica e Depois Culpam Israel

por Bassam Tawil  •  10 de Outubro de 2019

  • Ao que tudo indica, os palestinos acreditam que têm "direito" à energia elétrica gratuita, mesmo que isso leve ao colapso de sua própria companhia de força e luz.

  • Essa convicção é consoante com a percepção de longa data dos palestinos de que alguém, de preferência Israel e os doadores ocidentais, basicamente qualquer um, deveria pagar pelo seu modo de viver, em particular pela conta de energia elétrica.

  • As autoridades palestinas estão usando a questão da energia elétrica para incitar não só a comunidade internacional contra Israel, mas também seu próprio povo. Essas autoridades propalam aos palestinos que Israel procura puni-los gratuitamente e que a sua fúria deveria ser dirigida contra Israel, não contra os ladrões de energia nem à liderança palestina.

  • A controvérsia em torno da dívida da energia elétrica é mais um exemplo da busca incessante dos palestinos de meios para culpar Israel pelas desgraças autoinfligidas. Em vez de assumirem a responsabilidade pelo furto de energia elétrica e pelo não pagamento das contas e tomarem medidas punitivas contra os criminosos, os palestinos estão fazendo o que fazem de melhor: convencer o mundo que a culpa é de Israel, nem que isso leve às últimas consequências.

Os próprios palestinos admitem que o desenfreado furto de energia elétrica somado ao generalizado descaso em pagar as contas de energia são as principais razões por trás da crise de cortes no fornecimento de energia em alguns vilarejos e cidades da Cisjordânia. Foto: "gatos" de energia elétrica circundam o gabinete do inspetor municipal em Hebron. (Imagem: iStock)

Já faz um tempão que um sem-número de palestinos se recusam a pagar a conta da Cia de Força e Luz de Jerusalém (JDEC), de propriedade de um árabe.

Outros tantos furtam energia de forma mais direta da Cia de Força e Luz, um crime passível de punição por meio de multas e/ou encarceramento em qualquer país que respeita a lei e a ordem. Os ladrões furtam a energia elétrica puxando a energia diretamente da rede elétrica ("gato de energia") ou então através de alterações no medidor de energia elétrica.

A JDEC compra a energia elétrica da Cia de Força e Luz de Israel (IEC), o maior fornecedor de energia elétrica de Israel. Acontece que por conta do furto de energia elétrica e a falta generalizada de pagamentos das contas de energia, a JDEC não tem condições de saldar suas dúvidas com o fornecedor israelense IEC.

Continue lendo o artigo

Itália: Salvini Sai, Migrantes Entram

por Soeren Kern  •  9 de Outubro de 2019

  • Nas últimas semanas o número de migrantes que chegou à Itália aumentou gradativamente... Muitas dessas novas chegadas à Itália fazem uso de novas rotas de Tráfico de Pessoas e Contrabando de Migrantes que se originam na Turquia.

  • Os ministros do interior da França, Alemanha, Itália e Malta se reuniram em 23 de setembro na capital de Malta, Valeta, onde concordaram com uma proposta temporária quanto aos migrantes à deriva para que fossem "redistribuídos voluntariamente" através da União Europeia. Propostas nos mesmos moldes não vingaram no passado e não há porque acreditar que agora será diferente, em grande medida porque o conceito de solidariedade europeia não passa de um mito. Até agora somente seis países da UE concordaram com a redistribuição de migrantes: França, Alemanha, Grécia, Itália, Malta e Espanha.

  • ONGs do tipo Open Arms alegam estarem desempenhando um papel humanitário de valor inestimável, salvando vidas de refugiados e candidatos a asilo que fogem de guerras e opressão em seus países. As estatísticas, mostram algo bem diferente.

  • Salvini condenou o novo governo como "concebido em Paris e Berlim, nascido do medo de ceder o poder, sem dignidade e sem ideais, com as pessoas erradas na conjuntura errada."

O novo governo italiano, que prometeu reverter a abordagem linha dura adotada pelo ex-ministro do interior Matteo Salvini em relação à política migratória, parece ter desencadeado uma nova onda de migração em massa do Norte da África. Foto: Matteo Salvini. (Imagem: European Parliament/Flickr)

O novo governo italiano, que prometeu reverter a abordagem linha dura adotada pelo ex-ministro do interior Matteo Salvini em relação à política migratória, parece ter desencadeado uma nova onda de migração em massa do Norte da África.

Mais de 1.400 migrantes chegaram à Itália desde que o novo governo foi empossado em 5 de setembro de acordo com os dados compilados pela Organização Internacional de Migração (OIM).

Nas últimas semanas o número de migrantes que chegou à Itália aumentou gradativamente. Os números a seguir se referem somente ao mês de setembro: 59 dia 6, 67 dia 9, 121 dia 14, 259 dia 15, 275 dia 18. Entre os dias 19 e 25 de setembro chegaram 475 migrantes de acordo com a IOM. Como um todo, o número de migrantes que chegou à Itália em setembro de 2019 superou a casa dos 100% se comparado com setembro de 2018.

Continue lendo o artigo

França: Macron Toma Partido dos Mulás do Irã

por Guy Millière  •  26 de Setembro de 2019

  • Em 14 de setembro, dias após a tranquila saída da administração do embaixador John R. Bolton, ex-conselheiro de segurança nacional, o Irã causou danos consideráveis à gigantesca unidade de processamento de petróleo na Arábia Saudita,

  • Macron, em suma, fez tanto quanto ou até mais do que qualquer outro país europeu para favorecer o regime iraniano, mais do que a Alemanha e mais ainda do que a própria União Europeia. Ele poderia optar por agir como um aliado verdadeiro, digno de confiança dos Estados Unidos, contudo a opção de Macron foi outra.

  • As autoridades francesas agem e falam como se o regime iraniano fosse totalmente honroso e como se elas não enxergassem o óbvio: que o regime iraniano nutre metas destrutivas. O acordo nuclear não desviou o regime do objetivo de fabricar armas nucleares. Na realidade, o acordo impulsionou o regime exatamente nessa direção. A estratégia americana de impor pressão máxima por meio de sanções econômicas, parece ser o único meio, salvo o militar, em condições de pressionar esse regime a mudar de rumo.

Durante a visita a Washington em abril de 2018, o principal objetivo do presidente francês Emmanuel Macron parecia ser convencer Donald Trump a não sair do acordo nuclear com o Irã. Ele apelou para a sedução, abraçando Trump o tempo todo, antes de apelar para a arrogância, declarando em um discurso diante do Congresso americano: "A França não deixará o acordo nuclear iraniano porque nós o assinamos. Seu presidente e seu país terão que assumir suas responsabilidades." (Foto: Alex Wong/Getty Images)

Em 25 de agosto em Biarritz na França, os líderes do Grupo dos 7 (G7) se reuniram para conversar sobre os problemas mundiais. A situação no Oriente Médio não constava da agenda. O presidente francês Emmanuel Macron, anfitrião da reunião de cúpula deste ano, estava disposto a introduzi-la nem que fosse na marra.

Continue lendo o artigo

Próximo Passo da Turquia? Armas Nucleares!

por Burak Bekdil  •  25 de Setembro de 2019

  • Agora o Presidente Recep Tayyip Erdoğan quer transformar a Turquia em um estado pária munido de armas nucleares.

  • Por décadas a fio, a Turquia sendo forte aliada da OTAN, era vista como guardiã digna de confiança de uma parcela do arsenal nuclear dos Estados Unidos. No início dos anos de 1960, os EUA começaram a armazenar ogivas nucleares nas quatro principais bases aéreas militares turcas.

  • No momento, as ogivas nucleares em Incirlik na Turquia ainda se encontram à disposição dos militares americanos conforme um tratado especial entre os Estados Unidos e a Turquia. O tratado torna a Turquia hospedeira dessas armas nucleares americanas. De acordo com o protocolo usual, tanto Washington quanto Ancara têm que consentir em qualquer uso de armas nucleares armazenadas em Incirlik.

  • Caso a Turquia tenha lançado um programa para a fabricação de armas nucleares, às claras ou às escondidas, conforme Erdoğan aparentemente deseja, a medida poderá muito bem ter um efeito dominó na região. Os adversários regionais da Turquia provavelmente ficarão alarmados e a Arábia Saudita, Egito, Síria e Grécia poderão ficar tentados a lançar seus próprios programas de armas nucleares. Erdoğan deveria ser impedido de possuir armas nucleares.

Agora o Presidente Recep Tayyip Erdoğan quer transformar a Turquia em um estado pária munido de armas nucleares. (Foto: Getty Images)

Nos 17 anos que governou a Turquia, membro da OTAN, o islamista e homem forte Presidente Recep Tayyip Erdoğan, raramente perdeu a oportunidade de, furtivamente, transformar o establishment secular e pró-Ocidental de Mustafa Kemal Atatürk em um estado pária, hostil aos interesses Ocidentais. Agora Erdoğan quer transformar a Turquia em um estado pária munido de armas nucleares.

Continue lendo o artigo

Porque os Árabes Odeiam os Palestinos

por Khaled Abu Toameh  •  12 de Setembro de 2019

  • Não é possível simplesmente queimar fotos do príncipe herdeiro da Arábia Saudita num dia e sair voando para Riad no dia seguinte para pedir dinheiro. Não é possível entoar palavras de ordem contra o presidente do Egito num dia e no dia seguinte ir até o Cairo pedir apoio político.

  • Surpreendentemente, Turki al-Hamad, escritor saudita, fez o que muitos líderes ocidentais se recusam a fazer: ele ousou censurar o Hamas e demais grupos de Gaza por lançarem foguetes contra Israel.

  • "Os palestinos trazem infortúnio a qualquer um que os acolha. A Jordânia os acolheu, os jordanianos tiveram o Setembro Negro. O Líbano os acolheu, os libaneses tiveram a guerra civil. O Kuwait os acolheu, os palestinos viraram soldados de Saddam Hussein. Agora estão usando os palanques para nos xingarem." — Mohammed al-Shaikh, autor saudita, RT Arabic, 13 de agosto de 2019.

  • Muitos nos países árabes dizem já está mais do que na hora dos palestinos começarem a cuidar de seus próprios interesses e pensar num futuro melhor para seus filhos... Parece que os árabes estão dizendo aos palestinos: "queremos seguir em frente, vocês podem continuar andando para trás o quanto vocês quiserem."

O escritor saudita Mohammed al-Shaikh defendeu a proibição dos palestinos de participarem da peregrinação islâmica do haj para Meca, depois que apareceu um vídeo mostrando palestinos, no último haj, com bandeiras palestinas entoando, "com sangue, com a alma, nós a recuperaremos, Mesquita de Al-Aqsa!" A Arábia Saudita tem leis rigorosíssimas que proíbem qualquer atividade política durante o haj. Foto: Haj peregrinos dentro e ao redor da Grande Mesquita de Meca e também no piso superior durante as rezas noturnas. (Imagem: Al Jazeera/Wikimedia Commons)

Será que é verdade? Se for, por que então? Lamentavelmente, os palestinos têm a fama de trair seus irmãos árabes, até de apunhalá-los pelas costas. Senão vejamos: os palestinos apoiaram Saddam Hussein quando da invasão do Kuwait pelo Iraque em 1990, um país do Golfo que, juntamente com seus vizinhos, doava todos os anos dezenas de milhões de dólares aos palestinos a título de ajuda.

É exatamente por conta dessa deslealdade que um número cada vez maior de árabes, particularmente os que vivem nos países do Golfo, vêm alimentando a fama dos palestinos nos últimos anos.

No entanto, de uns meses para cá, a visão negativa que os árabes têm em relação aos palestinos, ventilada na maioria das vezes através da mídia tradicional e das redes sociais, agrava ainda mais a situação, tornando-a por vezes apelativa.

Continue lendo o artigo

Mulheres Iranianas Lutam Pela Liberdade

por Uzay Bulut  •  10 de Setembro de 2019

  • "As autoridades da República Islâmica dizem que o 'uso compulsório da hijab' está na lei e precisa ser obedecido. No entanto leis ruins devem ser contestadas e alteradas." — Masih Alinejad, jornalista e premiada ativista iraniana-americana.

  • "A base dessa tirania é a lei religiosa aplicada pelo governo desde a revolução de 1979. As mulheres são cidadãs de segunda categoria, no fundo escravas do Irã. A comunidade internacional precisa ter a coragem de deslegitimar a lei religiosa e criticar abertamente sua natureza tirânica. Assim como o mundo livre deslegitimou o comunismo durante a Guerra Fria, deveria fazer o mesmo com a lei religiosa." — Nasrin Mohammadi, autora de Ideas and Lashes: The Prison Diary of Akbar Mohammadi, que conta a história da tortura de seu falecido irmão, em entrevista ao Gatestone Institute.

Recentemente três mulheres iranianas presas na famigerada prisão de Qarchak foram condenadas a penas que podem chegar a mais de 10 anos atrás das grades. O "crime" que elas cometeram? Não estavam usando o véu (muçulmano), desafiando, portanto, o código de vestimenta islâmico. Foto: uma policial iraniana (esquerda) adverte uma mulher em relação à vestimenta e cabelo em meio a uma violenta repressão para fazer valer as normas dos trajes apropriados do regime, em 22 de abril de 2007 em Teerã, Irã. (Foto: Majid Saeedi/Getty Images)

Recentemente três mulheres iranianas presas na famigerada prisão de Qarchak foram condenadas a penas que podem chegar a mais de 10 anos atrás das grades. O "crime" que elas cometeram? Não estavam usando o véu (muçulmano), desafiando portanto o código de vestimenta islâmico.

As mulheres foram detidas depois que um vídeo por elas postado na Internet no Dia Internacional da Mulher viralizou. No clipe elas são vistas andando em um metrô de Teerã, sem a cabeça devidamente coberta, distribuindo flores a outras passageiras.

"É possível ouvir uma delas dizer: há de chegar o dia em que as mulheres não serão forçadas a lutar," ao mesmo tempo em que outra manifesta esperança que um dia mulheres usando hijabs (véu islâmico) poderão andar lado a lado com mulheres que optaram por não usá-lo.

Continue lendo o artigo