Últimas Análises e Comentários

Itália e Hungria criam 'Eixo Anti-Imigração'

por Soeren Kern  •  12 de Setembro de 2018

  • "Estamos perto de uma guinada histórica a nível continental. Estou perplexo com a falta de sensibilidade de uma esquerda política que agora existe somente para desafiar os outros e acha que Milão não deveria receber o presidente de um país europeu, como se a esquerda tivesse autoridade de decidir quem tem e quem não tem o direito de falar. E depois a esquerda ainda se espanta que ninguém mais vota nela". − Ministro do Interior da Itália Matteo Salvini.

  • "Esta é a primeira de uma longa série de encontros para mudar o destino, não só da Itália e da Hungria, como também de todo continente europeu". − Ministro do Interior da Itália Matteo Salvini.

  • "Precisamos de uma nova Comissão Europeia compromissada com a defesa das fronteiras da Europa. Precisamos de uma Comissão, após as eleições europeias, que não castigue esses países, no caso a Hungria, que protegem as suas fronteiras." — Primeiro Ministro da Hungria Viktor Orbán.

Encontro do primeiro-ministro da Hungria Viktor Orbán e do ministro do interior da Itália Matteo Salvini em Milão, Itália, em 28 de agosto. (Imagem: captura de tela de vídeo RT France)

O primeiro-ministro da Hungria Viktor Orbán e o ministro do interior da Itália Matteo Salvini prometeram criar um "eixo anti-imigração" para conter as políticas pró-migração da União Europeia.

Ao se encontrarem em Milão em 28 de agosto, Orbán e Salvini prometeram trabalhar juntamente com a Áustria e o Grupo de Visegrad, República Tcheca, Hungria, Polônia e Eslováquia, para se contraporem a um grupo de países pró-migração da UE liderado pelo presidente francês Emmanuel Macron.

Orbán e Salvini buscam uma estratégia coordenada antecipando-se às eleições do Parlamento Europeu em março de 2019, com o objetivo de derrotar o Partido Socialista Europeu (PES) pró-imigração, partido pan-europeu representando partidos socialistas a nível nacional de todos os estados membros da UE. O objetivo é mudar a composição política das instituições europeias, entre elas o Parlamento Europeu e a Comissão Europeia, a fim de reverter as políticas de migração de portas abertas da UE.

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O Governo da Suécia Financia o Antissemitismo

por Nima Gholam Ali Pour  •  29 de Agosto de 2018

  • O município de Malmö usa o dinheiro dos contribuintes para apoiar o "Grupo 194", uma organização que publica imagens antissemitas em sua página no Facebook, como por exemplo uma caricatura difamatória retratando um judeu bebendo sangue e comendo uma criança.

  • Na Suécia, o antissemitismo importado do Oriente Médio é financiado com dinheiro do contribuinte, de modo que quando há escândalos, eles são frequentemente tratados pelos protagonistas que participaram da divulgação de seu conteúdo.

  • Até o momento não está sendo tomada nenhuma providência efetiva contra a disseminação do antissemitismo na Suécia.

Em 9 de dezembro de 2017 a sinagoga em Gotemburgo, na Suécia, foi atacada com bombas incendiárias. (Imagem: Lintoncat/Wikimedia Commons)

À medida que as principais cidades suecas como Malmö se destacam como lugares onde os judeus sofrem ameaças, o antissemitismo na Suécia vem despertando a atenção internacional. Será que a Suécia realmente merece essa má reputação ou há um certo mal-entendido?

Em dezembro de 2017, assim que o presidente dos EUA Donald J. Trump reconheceu Jerusalém como a capital de Israel, irromperam manifestações em Malmö. Os manifestantes, normalmente com background árabe, gritavam "queremos a nossa liberdade de volta, vamos atirar nos judeus", uma capela no cemitério judaico foi atacada com bombas incendiárias. Em Gotemburgo, a sinagoga também foi atacada com bombas incendiárias.

O jornal Kvällsposten de Malmö, descreveu como a congregação judaica de Malmö procura se proteger, eles não são israelenses, são judeus suecos:

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Novos Patamares da Hipocrisia Turca

por Uzay Bulut  •  28 de Agosto de 2018

  • Segundo um boletim de notícias de 2005, havia apenas 1.244 gregos em Istambul. Além disso, mesmo as minúsculas minorias estão, ao que tudo indica, deixando a Turquia em contingentes cada vez maiores, para fugirem da instabilidade e agressividade a que estão sujeitas no país.

  • Inúmeros muçulmanos turcos, que estão na mira dos abusos de Erdogan aos direitos humanos, parecem chocados com os atuais incidentes antidemocráticos que ocorrem na Turquia. Não deveriam estar, esses abusos ocorrem no país há décadas. É provável que os turcos continuem vivendo debaixo da opressão que eles próprios criaram.

  • É preciso lembrar Erdogan que não é Israel, vibrante democracia em franco desenvolvimento com direitos iguais a todos os seus cidadãos, cujo comportamento é reminiscente de capítulos sombrios da história. É a Turquia.

Na foto acima de setembro de 1955 vândalos turcos muçulmanos em Istambul destroem lojas pertencentes a cristãos gregos. (Imagem: Wikimedia Commons)

Durante uma reunião parlamentar do partido ora no poder Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP) em 24 de julho, o presidente turco Recep Tayyip Erdogan chamou Israel o "estado mais sionista, mais fascista e mais racista do planeta". Referindo-se à recente aprovação pelo Knesset (Parlamento de Israel) da "Lei Básica: que Define o País como Estado-nação do Povo Judeu",Erdogan atacou a visão do governo israelense como "nada diferente da obsessão de Hitler com a raça ariana".

Na realidade, não há nada "fascista" nem "racista" na nova lei israelense. Pelo contrário, conforme observou David Hazony no Forward:

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A Razão Secreta dos Árabes Repudiarem a Lei que Define o País como Estado-nação do Povo Judeu

por Bassam Tawil  •  27 de Agosto de 2018

  • Líderes árabes israelenses se manifestam de maneira depreciativa em relação a Israel com o intuito de alcançarem maior visibilidade. Eles sabem que nenhum jornal mencionaria o nome deles se estivessem às voltas com questões como esgoto ou falta de salas de aula em escolas árabes. No entanto, se eles disserem algo de ruim sobre Israel ou se provocarem os judeus, os holofotes com certeza estarão em cima deles.

  • Os líderes árabes israelenses podem incitar contra Israel o quanto eles quiserem. A difamação não mudará a realidade de que Israel é a única democracia próspera do Oriente Médio e que trata as minorias com respeito. Enquanto as minorias são perseguidas e assassinadas na Síria, Líbano, Egito, Iraque, Líbia e outros países árabes e islâmicos, os cidadãos árabes de Israel estão sendo integrados no país. Eles ocupam altos cargos na Suprema Corte, no Ministério das Relações Exteriores, no setor de saúde e até na Polícia de Israel. Eles podem trabalhar em qualquer lugar, podem viajar para qualquer lugar do país e continuarão desfrutando de todos os privilégios, benefícios e liberdades que os cidadãos judeus usufruem.

  • Certos líderes árabes querem que Israel desista de seu desejo de ser a pátria dos judeus, porque eles esperam que um dia os judeus se tornem minoria em seu próprio país. Por tempo demais, esses líderes têm incitado seus eleitores contra Israel e contra os judeus. Se esses líderes são tão infelizes em Israel, talvez devam considerar se mudar para Ramala, Faixa de Gaza ou qualquer outro país árabe. Quem sabe pensariam em renunciar ao Knesset. O que os impede? O fato de ser a pátria dos judeus, supostamente tão danosa a eles, onde eles e seus filhos podem viver e prosperar.

Zouheir Bahloul, membro árabe do Knesset, é o último cidadão árabe de Israel que tem o direito de reclamar de discriminação. Por décadas a fio ele foi um dos jornalistas esportivos mais famosos de Israel, reverenciado tanto por árabes como por judeus. Ele sempre desfrutou de uma vida confortável em Israel, vida que nem em sonho ele poderia ter em nenhum país árabe. (Foto: porta-voz do Knesset)

A hipocrisia dos representantes dos cidadãos árabes de Israel, que estão chorando: 'não é justo', com respeito à nova Lei que Define o País como Estado-nação do Povo Judeu, atingiu novos patamares nos últimos dias.

São os mesmos representantes cujas palavras e ações causaram graves danos às relações entre judeus e árabes nas últimas duas décadas em Israel e também aos interesses de seus próprios eleitores, os cidadãos árabes de Israel.

Os líderes árabes israelenses, especificamente os membros do Knesset, dizem estar indignados, não só porque a lei define Israel como a pátria do povo judeu, mas também porque a nova legislação não diz nada sobre a plena igualdade de direitos a todos os cidadãos.

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Europa: Rezar em Espaços Públicos

por Giulio Meotti  •  19 de Agosto de 2018

  • Esses países árabes sabem mais do que a Europa que para conter o fundamentalismo islâmico é crucial controlar a rua.

  • O fato de 140 mil muçulmanos terem recentemente se reunido na Inglaterra para um evento de reza na rua, organizado por uma mesquita conhecida por seu extremismo e ligações com terroristas jihadistas, não deveria alarmar somente as autoridades britânicas, mas também as de outros países europeus.

Pode até não ser uma coincidência que muitos jihadistas britânicos vieram de Birmingham, que é chamada de "capital jihadista da Grã-Bretanha". Foto: Birmingham Central Mosque, Birmingham, Inglaterra. (Imagem: Oosoom/Wikimedia Commons)

Há poucos meses, uma convulsão global tomou conta da mídia depois que católicos poloneses tomaram parte em um evento de uma reza pública com a enorme participação da população ao redor do país. A BBC considerou-a "controversa" por conta "de apreensões segundo as quais ela poderia ser vista como endosso à recusa do Estado à entrada de migrantes muçulmanos".

A mesma polêmica, no entanto, não tomou conta da Grã-Bretanha quando 140 mil muçulmanos rezaram no Small Heath Park de Birmingham, em um evento organizado pela Green Lane Mosque para celebrar o fim do Ramadã.

A França está discutindo se deve ou não bloquear a reza nas ruas. "Rezas nas ruas não serão permitidas, vamos impedir a reza nas ruas" declarou o ministro do interior Gerard Collomb.

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Reino Unido: Discriminação aos Refugiados Cristãos

por Judith Bergman  •  16 de Agosto de 2018

  • A ONU recomendou a transferência de 1.358 refugiados sírios para que fossem reassentados na Grã-Bretanha durante o primeiro trimestre de 2018, dos quais apenas quatro eram cristãos. A Grã-Bretanha concordou em reassentar 1.112 desses refugiados, todos muçulmanos, recusando-se a aceitar cristãos.

  • "Conforme mostram as estatísticas realizadas no ano passado, ampla e contundentemente, não se trata de um ponto fora da curva. Elas mostram um padrão discriminatório e que o governo tem a obrigação legal de tomar medidas concretas para resolver o problema." — Lorde David Alton de Liverpool, em uma carta ao Secretário do Interior do Reino Unido Sajid Javid.

  • Que iniciativas específicas, fora as palavras vazias, o governo do Reino Unido pretende adotar para corrigir os danos já causados e evitar ainda mais danos?

A ONU recomendou a transferência de 1.358 refugiados sírios para serem reassentados na Grã-Bretanha durante o primeiro trimestre de 2018, dos quais apenas quatro eram cristãos. O Home Office do Reino Unido concordou em reassentar 1.112 desses refugiados, todos muçulmanos, recusando-se a aceitar cristãos. (Foto: Peter Macdiarmid/Getty Images)

Não faz muito tempo que o governo britânico parece ter resolvido dar a impressão que se preocupa com a perseguição aos cristãos. Em 18 de julho a primeira-ministra Theresa May salientou no Parlamento:

"Como governo, estamos ao lado dos cristãos perseguidos de todo o mundo e continuaremos a apoiá-los. É difícil entender que hoje em dia ainda haja ataques e assassinatos devido à fé cristã. Devemos reafirmar nossa determinação em defender todos, qualquer que seja a sua religião, a liberdade de praticar qualquer religião ou crença em paz e segurança."

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Noivas Crianças na Turquia

por Burak Bekdil  •  14 de Agosto de 2018

  • De acordo com o Fundo Turco de Filantropia, 40% das meninas com menos de 18 anos na Turquia são forçadas a se casarem.

  • Em janeiro de 2018, um órgão do governo sob jurisdição do presidente Recep Tayyip Erdoğan sugeriu que, de acordo com a lei islâmica, meninas a partir dos 9 anos de idade e meninos a partir dos 12 podem se casar.

  • "Baixa escolaridade" abrange quase toda a Turquia: a escolaridade média no país é de apenas 6,5 anos.

  • Na Turquia não dá em nada abusar de uma menina de 13 anos de idade, mas mexer com o presidente são outros quinhentos.

Presidente da Turquia de 2007 a 2014, Abdullah Gül (à esquerda), tinha 30 anos quando se casou com Hayrünnisa (à direita) que na época tinha 15 anos de idade. (Foto: da assessoria de imprensa da OTAN via Getty Images)

Onde você gostaria que sua filha estivesse aos 13 anos de idade? Na escola ou na cama com um adulto? A resposta a uma pergunta dessa natureza é o óbvio ululante em grande parte do mundo. Nas sociedades islâmicas, no entanto, como na Turquia, que não é árabe e teoricamente secular, a resposta é um tiro no escuro. Normalmente nesses países o poder da polícia do governo não combate essa tradição patriarcal, muito pelo contrário, ela a apoia.

O ex-presidente da Turquia,Abdullah Gül ex-aliado e cofundador islamista do homem forte Recep Tayyip Erdoğan, do partido que governa a Turquia desde 2002, tinha 30 anos quando se casou com Hayrünnisa que na época tinha 15 anos. Gül, nomeado para a presidência por Erdoğan foi o primeiro presidente islamista da Turquia.

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Espanha: Nova Porta de Entrada da Migração em Massa para a Europa

por Thomas Paul Wiederholen  •  13 de Agosto de 2018

  • O governo socialista do primeiro-ministro Pedro Sánchez da Espanha prometeu assistência médica gratuita aos migrantes, salientou que avaliará cada pedido de asilo individualmente.

  • A maioria dos migrantes irregulares resgatados no Mediterrâneo Central muito provavelmente não são refugiados conforme preconiza a Convenção de Genebra, uma vez que cerca de 70% vêm de países ou regiões que não sofrem com conflitos violentos ou regimes opressivos". − Segundo um levantamento realizado em 2017 pela Comissão Europeia.

  • "Criamos abrigos para refugiados para dezenas de milhares de pessoas, mas há centenas de milhares de migrantes ilegais em nosso país. Isso tem prejudicado e muito a situação da segurança. Entre eles se encontram terroristas, criminosos e traficantes de pessoas que não ligam para os direitos humanos. É horrível." − Líder líbio Fayez al-Sarraj.

Foto: trecho da fronteira entre o Marrocos e o enclave espanhol de Ceuta. (Imagem: David Ramos/Getty Images)

Em 26 de julho cerca de 800 migrantes da África Subsariana avançaram de forma violenta sobre a cerca da fronteira entre o Marrocos e o enclave espanhol de Ceuta, onde viviam ilegalmente. Segundo as autoridades espanholas:

"Visando impedir que a 'Guarda Civil' se aproximasse da área invadida, os migrantes lançaram contra os policiais garrafas pet com excrementos e cal, pedras e paus e ainda fizeram uso de aerossóis como lança-chamas."

Muitos ficaram feridos no confronto, 602 migrantes conseguiram entrar em território espanhol.

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Alemanha: Ascensão dos Salafistas

por Soeren Kern  •  12 de Agosto de 2018

  • "Os salafistas se veem como guardiões do Islã original, puro... Como consequência, os salafistas querem implantar uma "teocracia" de acordo com a sua interpretação das diretrizes da Lei Islâmica (Sharia), na qual não se aplica mais a ordem democrática liberal." — Relatório Anual do Departamento Federal para a Proteção da Constituição da Alemanha (BfV).

  • "Sob o pretexto de ajuda humanitária, os islamistas conseguiram radicalizar inúmeros migrantes. No passado, os salafistas em particular, procuraram estender a mão aos migrantes. Eles visitavam abrigos para refugiados para esse fim, oferecendo assistência. O grupo alvo não era apenas o dos migrantes adultos, era também o dos adolescentes desacompanhados que, devido à sua situação e idade, são particularmente suscetíveis às práticas missionárias salafistas". − Relatório Anual do Departamento Federal para a Proteção da Constituição da Alemanha (BfV).

  • O relatório do BfV mostra uma ligação direta entre o aumento do antissemitismo na Alemanha e a ascensão dos movimentos islamistas no país: "a 'imagem inimiga do judaísmo', portanto, forma o pilar central da propaganda de todos os grupos islamistas... Isso representa uma ameaça significativa à coexistência pacífica e à tolerância na Alemanha."

Foto: milhares de pessoas ouvem com atenção o pregador salafista Pierre Vogel discursar em um comício para simpatizantes em 9 de julho de 2011 em Hamburgo, Alemanha. (Foto: Christian Augustin/Getty Images)

O número de salafistas localizados na Alemanha mais que dobrou nos últimos cinco anos, ultrapassando pela primeira vez a marca dos 10 mil, de acordo com a Agência de Inteligência Interna da BfV da Alemanha. A BfV calcula que haja na Alemanha mais de 25 mil islamistas, dos quais praticamente 2 mil representam uma ameaça iminente.

Os dados fazem parte do último relatório anual do Departamento Federal para a Proteção da Constituição (Bundesamt für Verfassungsschutz, BfV), apresentado pelo ministro do interior, Horst Seehofer e pelo presidente do BfV, Hans-Georg Maaßen em Berlim em 24 de julho.

O relatório, considerado o mais importante indicador de segurança interna da Alemanha, desenha um quadro sombrio. O BfV calcula que o número de islamistas presentes na Alemanha aumentou de 24.425 em 2016 para no mínimo 25.810 por volta do final de 2017.

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A UE Não Tem Como Neutralizar as Sanções dos EUA contra o Irã

por Soeren Kern  •  9 de Agosto de 2018

  • "Quem fizer negócios com o Irã NÃO fará negócios com os Estados Unidos." — Presidente dos EUA Donald J. Trump.

  • "A UE está exigindo que suas maiores corporações apostem todo o bolo por algumas migalhas." — Samuel Jackisch, correspondente em Bruxelas da emissora pública de rádio e TV ARD da Alemanha.

  • "As multas hoje em dia atingem a casa dos bilhões, de modo que não vale a pena arriscar um pequeno negócio e quiçá agradar um governo europeu." — banqueiro de investimentos citado pela Reuters.

Em um comunicado conjunto, a chefe da diplomacia europeia Federica Mogherini (foto) e os ministros das relações exteriores da França, Alemanha e Reino Unido admitiram abertamente que para a UE o acordo com o Irã gira exclusivamente em torno de interesses econômicos, prometendo proteger as empresas europeias das penalidades americanas. (Foto: Dean Mouhtaropoulos/Getty Images)

A União Europeia anunciou uma nova regulamentação destinada a blindar as empresas europeias do impacto das sanções impostas ao Irã pelos Estados Unidos. A medida, que foi recebida com ceticismo pela mídia empresarial europeia, provavelmente não produzirá resultados: a aposta da UE é que as empresas europeias arrisquem seus interesses comerciais no mercado norte-americano em troca do mercado iraniano, infinitamente menor.

O assim chamado "Estatuto de Bloqueio" entrou em vigor em 7 de agosto, no mesmo dia em que a primeira rodada de sanções dos EUA contra o Irã foi oficialmente reintroduzida. As sanções têm como alvo a compra de dólares americanos pelo Irã, principal moeda para transações financeiras internacionais e compra de petróleo, bem como o setor automotivo, aviação civil, carvão, software industrial e de metais. A segunda rodada de sanções, bem mais robusta, que terá como alvo as exportações de petróleo do Irã, entrará em vigor em 5 de novembro.

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Austrália: Modelo para Conter a Imigração

por Giulio Meotti  •  7 de Agosto de 2018

  • "Os europeus acham que é fácil controlar as fronteiras da Austrália, mas eles estão inventando desculpas para não fazerem nada" − General (na reserva) Jim Molan coautor da política de asilo da Austrália.

  • "Centenas, talvez milhares de pessoas se afogaram tentando ir da África para a Europa... A única maneira de parar com as mortes é, na realidade, barrar as embarcações. — ex-primeiro-ministro da Austrália Tony Abbott.

  • "Minha longa experiência na política australiana mostra que sempre que a população percebe que o governo tem sob controle os fluxos de imigração, o apoio da população a favor da imigração aumenta, quando ocorre o inverso a hostilidade à imigração é que aumenta." — ex-primeiro-ministro da Austrália John Howard.

Centro de Processamento Regional de Manus em Papua Nova Guiné, para onde a Austrália costumava enviar imigrantes ilegais recusados pela Austrália. O centro foi formalmente fechado em 31 de outubro de 2017. (Imagem: Departamento de Imigração e Cidadania da Austrália)

Quatro anos atrás, o governo australiano provocou críticas por causa de um poster destinado a desencorajar os candidatos a asilo a viajarem ilegalmente ao país. "Sem Chance", dizia o cartaz. "Você não fará da Austrália a sua casa. Se você pegar uma embarcação sem visto, não irá aportar na Austrália. Qualquer embarcação que tentar entrar ilegalmente na Austrália será interceptada e levada para fora das águas territoriais australianas".

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Turquia: Expor Crimes do ISIS é Terrorismo

por Uzay Bulut  •  31 de Julho de 2018

  • Em um pesadelo orweliano, Eren Erdem, ex-deputado e jornalista, autor de 9 livros, que de maneira tão corajosa dedicou sua carreira para expor e condenar organizações terroristas, agora está sendo acusado de "ajudar terroristas". Os verdadeiros terroristas que ele condena, no entanto, permanecem em liberdade.

  • Erdem está pagando o preço de dizer a verdade na Turquia. Ele arriscou sua própria vida para dar um basta ao ISIS e ajudar a salvar vidas. Chegou a hora dos ativistas de direitos humanos e da mídia defendê-lo.

  • "Onde estão as forças policiais? Eu identifiquei 10 mil endereços (de membros do ISIS) nesses documentos de investigação conduzidos por promotores e juízes... Por que esses homens não estão presos?" — Eren Erdem.

Eren Erdem em entrevista coletiva à imprensa em junho de 2016. (Imagem: captura de tela de vídeo de Eren Erdem)

De que maneira o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, enfrenta seus adversários políticos incluindo os que deram o sangue para expor as atrocidades do grupo terrorista Estado Islâmico (ISIS)? Jogando-os na cadeia por supostamente "apoiarem o terrorismo".

Desde o fracassado golpe de 2016 na Turquia, Erdogan vem promovendo uma descomunal e violenta repressão contra opositores e críticos: como políticos, ativistas políticos, jornalistas e membros das forças de segurança e do exército turco.

A mais recente vítima dessa repressão é Eren Erdem, ex-deputado do principal partido de oposição, Partido Republicano Popular (CHP), conhecido por expor os crimes do ISIS e de outros grupos terroristas.

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Migração em Massa: "A Solução Fatal da UE"

por Giulio Meotti  •  29 de Julho de 2018

  • Hoje, 510 milhões de europeus vivem na União Europeia, 1,3 bilhão de africanos estão de olho nela. Se os africanos seguirem o exemplo de outras partes do mundo em desenvolvimento como os mexicanos nos EUA, "em trinta anos... a Europa terá entre 150 e 200 milhões de afro-europeus, em comparação com os 9 milhões de hoje". Smith chamou esse cenário "Euráfrica".

  • O controverso sistema de cotas para migrantes já deu com os burros n'água. O Tribunal Europeu de Direitos Humanos condenou a Hungria devido à detenção de migrantes. Os governos europeus não podem conter, deportar, deter e repatriar os migrantes. O que sugerem as autoridades em Bruxelas? Trazer todos para a Europa?

  • Os judeus franceses são vítimas de um tipo de limpeza étnica segundo um manifesto assinado entre outros pelo ex-presidente francês Nicholas Sarkozy e pelo ex-primeiro-ministro francês Manuel Valls.

No corrente ano, o chanceler austríaco Sebastian Kurz (segundo à esquerda) foi convidado a se juntar aos líderes dos quatro países do "Grupo de Visegrád" (República Tcheca, Hungria, Polónia e Eslováquia) na reunião de cúpula de 21 de junho. No topo da agenda estavam os problemas da migração em massa e a proteção das fronteiras. (Imagem: Chancelaria Federal da Áustria).

"Longe de levar à fusão, a crise migratória da Europa está levando à fissão", escreveu recentemente o historiador da Universidade de Stanford Niall Ferguson. "Acredito cada vez mais que o problema da migração será visto pelos futuros historiadores como a solução fatal da UE". Semana após semana a previsão de Ferguson, ao que tudo indica, está se tornando realidade.

A Europa não só continua se fragmentando à medida que o sentimento anti-imigração arrebanha força política mas também, em consequência da crise migratória, a zona interna sem fronteiras da UE, cereja do bolo mais apreciada da Europa pós-guerra, já está "ameaçada" pelo governo italiano, entre outros, como por exemplo, o governo da Áustria.

A imigração também está redefinindo o contrato intra-UE.

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França: Soltando Extremistas
450 Islamistas Radicalizados a Serem Libertados em 2019

por Yves Mamou  •  23 de Julho de 2018

  • O governo que quer deportar investidores japoneses é o mesmo que consentiu em receber 100 mil migrantes do Norte da África e da África Subsariana, isso só em 2017, a maioria sem qualquer qualificação e sem dinheiro.

  • O mesmo governo que quer deportar os japoneses, criadores de um novo e espetacular vinho na França, está prestes a soltar da prisão o terrorista Djamel Beghal, da Al Qaeda, ligado ao massacre na redação da revista Charlie Hebdo em 2015.

  • "Tememos que haja uma ligação entre as gangues muçulmanas dos subúrbios e os jihadistas que estão na iminência de serem libertados de um lado e os jihadistas que estão retornando da guerra no Iraque do outro".

O jihadista do ISIS que cortou a garganta do Padre Jacques Hamel (esquerda), em sua igreja em Saint-Étienne-du-Rouvray (direita) em 26 de julho de 2016, estava sob vigilância e sendo monitorado usando uma tornozeleira eletrônica.

Uma história curiosa está chamando a atenção na França. Dois produtores de vinho japoneses que vivem em Banyuls-sur-Mer desde 2016 foram notificados que terão que deixar a França devido à falta de recursos financeiros. Rie Shoji de 42 anos de idade e Hirofumi Shoji de 38, chegaram ao país em 2011 com a intenção de se tornarem produtores de vinho. Primeiro eles trabalharam como agricultores e comerciantes de vinhos em Bordeaux e Burgundy, estudaram e receberam diplomas de administração agrícola e enologia. Em 2016 eles investiram US$170 mil na compra de terras. O projeto era produzir um vinho natural orgânico na região dos Pirineus Orientais, onde tudo é produzido artesanalmente.

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A Inexorável Radicalização da Suécia

por Judith Bergman  •  21 de Julho de 2018

  • A polícia informou que crianças muçulmanas disseram a seus colegas de classe que irão cortar suas gargantas e mostram decapitações em seus celulares, de acordo com um novo estudo sobre o salafismo na Suécia elaborado pela Universidade de Defesa da Suécia.

  • "Muitas mulheres vivem numa situação pior na Suécia do que em seus países de origem" — funcionário da saúde sueco.

  • Essa incapacidade, cegueira deliberada, é provavelmente um retrato mais correto de enxergar que o terrorismo jihadista não aparece do nada e sim é alimentado em determinados ambientes, não é de maneira alguma uma conjuntura exclusivamente sueca. A insistência de tantas autoridades europeias e ocidentais de caracterizarem os ataques terroristas como casos de "doenças mentais" ilustra cabalmente o problema.

A Universidade de Defesa da Suécia publicou um novo estudo que mostra uma imagem sombria da atual radicalização dos muçulmanos na Suécia. (I99pema/Wikimedia Commons)

Um novo estudo [1] sobre o salafismo na Suécia, conduzido pela Universidade de Defesa da Suécia, pinta uma imagem sombria da radicalização dos muçulmanos em curso na Suécia.

Os salafistas são os "antepassados devotos" das primeiras três gerações de seguidores de Maomé, sua ideologia chegou a ser associada nas últimas décadas à al-Qaeda e ao ISIS, bem como aos grupos locais ligados à al-Qaeda. Segundo o estudo, os salafistas que acreditam no Islã praticado pelos primeiros seguidores de Maomé, tendem a rejeitar a sociedade ocidental em favor de um Islã "puro": "nem todos os salafistas são jihadistas, mas todos os jihadistas são salafistas". [2]

Embora o estudo não forneça uma estimativa sobre quantos salafistas se encontram na Suécia, ele mostra como os meios salafistas evoluíram e se fortaleceram, principalmente na última década, o estudo lista vários casos da influência que eles exercem em diversas cidades e localidades suecas.

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