Últimas Análises e Comentários

Itália Adota Lei Linha Dura para a Imigração

por Soeren Kern  •  13 de Dezembro de 2018

  • À luz da nova lei, o governo italiano concederá asilo somente aos verdadeiros refugiados de guerra ou vítimas de perseguição política. Os candidatos a asilo agora podem perder a proteção se forem condenados por crimes como: ameaças ou violência a um funcionário público; agressão física; mutilação genital feminina e uma variedade de acusações de roubo.

  • "Eu me pergunto se aqueles que contestam o decreto de segurança sequer o leram. Eu francamente não entendo qual é o problema: o decreto deporta criminosos e intensifica o combate à máfia, extorsão e às drogas." — Vice-primeiro-ministro e Ministro do Interior Matteo Salvini.

  • A Itália não irá assinar o Pacto Global para Migração das Nações Unidas e as autoridades italianas não participarão da conferência em Marrakesh no Marrocos programada para os dias 10 e 11 de dezembro para a assinatura do acordo. O Pacto Global não visa somente consolidar a migração como um direito humano, como também declarar ilegal as críticas à migração por meio de uma legislação específica para tratar de crimes de intolerância.

A Itália, que é a principal porta de entrada da Europa para migrantes que chegam por via marítima, aprovou uma nova e robusta lei de imigração e segurança que tornará mais fácil deportar migrantes que cometem crimes. Foto: Migrantes em um bote de madeira aguardam serem resgatados por tripulantes da embarcação Phoenix da Migrant Offshore Aid Station, em 10 de junho de 2017, costa de Lampedusa, Itália. (Foto: Chris McGrath/Getty Images)

O parlamento italiano aprovou uma nova e robusta lei de imigração e segurança que tornará mais fácil deportar migrantes que cometam crimes e cancelar a cidadania italiana dos que forem condenados por terrorismo.

A câmera baixa do parlamento italiano, a Camera dei Deputati, aprovou em 28 de novembro, com 396 votos a favor e 99 contra a nova lei patrocinada pelo ministro do interior, Matteo Salvini. A lei já tinha sido aprovada pelo senado em 7 de novembro. A medida foi promulgada em 3 de dezembro pelo presidente Sergio Mattarella.

Também conhecida como "Decreto de Segurança" ou "Decreto Salvini", a nova lei incorpora inestimáveis disposições:

Continue lendo o artigo

Por que o Irã Banca Terroristas Palestinos?

por Bassam Tawil  •  8 de Dezembro de 2018

  • O recado que o Irã está dando às famílias palestinas é o seguinte: "se vocês querem dinheiro e uma vida boa, mandem seus filhos morrerem na fronteira de Israel." Trata-se de uma mensagem com alta probabilidade de ecoar nos confins do mundo árabe, muito além dos palestinos.

  • O objetivo declarado da conferência patrocinada pelo Irã, o Fórum Mundial para a Proximidade das Escolas Islâmicas de Pensamento, é forjar a união dos muçulmanos. Para os iranianos e suas milícias, a unidade islâmica é pré-requisito para o avanço do objetivo final de remover o "tumor cancerígeno" (Israel) da face da Terra. O Irã não mede esforços para alcançar esse objetivo.

  • Se não fosse pelo apoio iraniano, a organização terrorista xiita libanesa Hisbolá não estaria apontando dezenas de milhares de foguetes e mísseis na direção de Israel. Se não fosse pelo apoio militar e financeiro iraniano, o Hamas, a Jihad Islâmica e outros grupos terroristas não teriam condições de disparar mais de 500 projéteis contra Israel num espaço de 24 horas, como ocorreu no mês passado.

  • Para que não paire nenhuma dúvida no ar: o Irã quer que os palestinos se explodam, o Irã quer varrer Israel do mapa e, se pudesse também varreria os EUA do mapa, conforme sugere seu expansionismo na América do Sul.

  • Ao que tudo indica, há mulás no Irã que não veem a hora da previsão de Khamenei sobre a destruição de Israel em 2040 se tornar realidade. O dinheiro iraniano prometido às famílias destina-se a incentivar mais árabes e muçulmanos a mandarem seus filhos lançarem ataques com foguetes contra Israel e atirarem pedras e bombas incendiárias contra os soldados israelenses.

Consoante com os preceitos da política de longa data de bancar qualquer um que queira destruir Israel ou matar judeus, o Irã decidiu dar dinheiro às famílias de palestinos da Faixa de Gaza mortos durante ataques desferidos contra Israel. Foto: jovens palestinos em Gaza preparam fundas e estilingues para arremessarem pedras contra soldados israelenses que estão do outro lado da cerca que separa Gaza de Israel, 14 maio de 2018. (Foto: Spencer Platt/Getty Images)

Consoante com os preceitos da política de longa data de bancar qualquer um que queira destruir Israel ou matar judeus, o Irã decidiu dar dinheiro às famílias de palestinos da Faixa de Gaza mortos durante ataques desferidos contra Israel. A decisão se refere aos palestinos que forem mortos enquanto atacam soldados israelenses durante as manifestações que ocorrem todas as semanas, patrocinadas pelo Hamas, ao longo da fronteira entre Gaza e Israel. As manifestações começaram em março de 2018 sob o lema: "Marcha do Retorno".

Continue lendo o artigo

Alemanha: Turco-Muçulmano Nomeado como o 2º em Comando da Inteligência Interna

por Soeren Kern  •  5 de Dezembro de 2018

  • Sinan Selen, especialista em contraterrorismo de 46 anos natural de Istambul, será o primeiro muçulmano a ocupar uma posição de liderança no círculo da inteligência da Alemanha.

  • Ao longo de sua carreira no governo, Selen tem atuado de forma resoluta no tocante ao confronto com fundamentalistas islâmicos na Alemanha. Ele também capitaneou os programas do Departamento Federal para a Proteção da Constituição (BfV) no sentido de monitorar o movimento nacionalista turco Milli Görüs, influente movimento islamista que oferece forte resistência à integração muçulmana na sociedade europeia.

  • A dança das cadeiras no BfV foi incitada devido a um vídeo de celular que, ao que tudo indica, mostra uma multidão de vândalos de direita atacando imigrantes pelo assassinato de um cidadão alemão em Chemnitz por dois candidatos a asilo cuja solicitação de asilo havia sido negada. De acordo com o respeitado blog Tichys Einblick, o vídeo na realidade documenta migrantes atacando alemães e não alemães "caçando" migrantes.

A chanceler Angela Merkel nomeou um imigrante turco para ocupar o posto nº 2 no ranking da hierarquia da Agência de Inteligência Interna da Alemanha, Departamento Federal para a Proteção da Constituição Alemã (BfV). Foto: sede do BfV em Berlim. (Imagem: Wo st 01/Wikimedia Commons)

A chanceler Angela Merkel nomeou um imigrante turco para ocupar o posto nº 2 no ranking da hierarquia da Agência de Inteligência Interna da Alemanha, Departamento Federal para a Proteção da Constituição Alemã (Bundesamt für Verfassungsschutz,BfV).

Como novo vice-presidente do BfV, Sinan Selen, especialista em contraterrorismo de 46 anos natural de Istambul, será o primeiro muçulmano a ocupar uma posição de liderança no círculo da inteligência da Alemanha.

A nomeação acontece poucas semanas depois de Merkel exonerar o presidente do BfV, Hans-Georg Maaßen por ele ter defendido publicamente o partido Alternativa da Alemanha (AfD), partido este anti-imigração em massa, dos ataques de Merkel e da sua nova bancada na coalizão, Partido Social-Democrata (SPD), de centro-esquerda.

Continue lendo o artigo

Estados Membros da ONU: Migração é um Direito Humano

por Judith Bergman  •  17 de Novembro de 2018

  • Não é possível enfatizar com maior veemência que este acordo não se refere aos refugiados que fogem da perseguição ou aos seus direitos à proteção de acordo com o direito internacional. O acordo opta em priorizar a propagação da radical concepção, segundo a qual a migração, qualquer que seja o seu motivo, é algo que precisa ser promovido, viabilizado e protegido.

  • A ONU não tem interesse em admitir que o acordo promove a migração como um direito humano, até recentemente tem havido pouco debate sobre esse tema. Mais debates poderão comprometer todo o empreendimento.

  • Os Estados Membros, em outras palavras, não deverão apenas e tão somente escancarar suas fronteiras para os migrantes dos quatro cantos do planeta, mas também ajudá-los a escolher seu futuro país, fornecendo-lhes informações minuciosas sobre cada país onde eles desejarem se estabelecer.

Um novo acordo patrocinado pela ONU, que praticamente todos os Estados Membros têm a intenção de assinar em dezembro, propaga a radical concepção, segundo a qual a migração, qualquer que seja o seu motivo, é algo que precisa ser promovido, viabilizado e protegido. Foto acima: migrantes caminham pelos campos em direção a um acampamento no povoado de Dobova, Eslovênia, 26 de outubro de 2015. (Foto: Jeff J Mitchell/Getty Images)

Em um acordo não compulsório, as Nações Unidas, no qual praticamente todos os Estados Membros da ONU irão assinar em uma cerimônia no Marrocos, no início de dezembro, está transformando a migração em um direito humano.

O texto do acordo, que já recebeu os retoques finais, chamado de Acordo Global para uma Migração Segura, Ordeira e Corriqueira, embora oficialmente não compulsório, "coloca a migração inexoravelmente na agenda global. O acordo será um ponto de referência por anos a fio e induzirá a mudanças genuínas no palco dos acontecimentos... "de acordo com Jürg Lauber, representante da Suíça na ONU, que liderou a elaboração do acordo juntamente com o representante do México.

Continue lendo o artigo

Gigantesco Ataque com Mísseis Contra Israel Após o Catar Enviar Ajuda Financeira ao Hamas

por Bassam Tawil  •  13 de Novembro de 2018

  • Os novos ataques do Hamas contra Israel servem como lembrete que o grupo terrorista não está interessado em nenhuma trégua genuína. O Hamas quer milhões de dólares para poder pagar seus funcionários para que o grupo possa continuar se preparando para a guerra contra Israel, sem ter que se preocupar com o bem-estar de seu povo.

  • A doação de US$15 milhões em dinheiro vivo do Qatar não impediu o Hamas de lançar centenas de foguetes contra Israel. Muito pelo contrário, o dinheiro só encorajou o Hamas, aumentando seu apetite para continuar com sua jihad com o propósito de varrer Israel do mapa. Todo o dinheiro do mundo não convencerá o Hamas a abandonar sua ideologia ou moderar sua postura em relação a Israel.

  • O que os mediadores internacionais precisam entender é que há apenas uma solução para a crise na Faixa de Gaza: retirar o Hamas do poder e destruir sua infraestrutura militar. Eles também precisam entender que existe apenas uma língua que o Hamas entende: a língua da força. A premissa: se você der milhões de dólares aos terroristas, eles deixarão de atacá-lo, em vez de usar os recursos para avolumar seu poderio militar, mostrou ser espúria.

Um ônibus arde em chamas perto de Kfar Aza, Israel, em 12 de novembro de 2018, após ser atingido por um míssil teleguiado antitanque disparado por terroristas do Hamas na Faixa de Gaza. (Imagem: captura de tela de vídeo do Hamas)

Uma trégua para valer entre Israel e o Hamas só poderá ser alcançada se os terroristas jihadistas palestinos forem depostos e não forem recompensados com base na violência e em ameaças. O próprio Hamas deu provas do porquê não ser possível confiar nele em nenhum tipo de acordo, nem mesmo em uma trégua.

Desde ontem, o Hamas e seus aliados na Faixa de Gaza disparam centenas de foguetes contra Israel. A presente rajada de mísseis começou horas depois de terroristas do Hamas atacarem comandos israelenses no interior da Faixa de Gaza, onde um oficial israelense foi morto e um soldado teve ferimentos moderados. Reagindo, o exército israelense matou sete terroristas, entre eles o alto comandante militar do Hamas, Xeque Nur Baraka.

Continue lendo o artigo

Ameaças Palestinas à Normalização de Relações dos Árabes com Israel

por Khaled Abu Toameh  •  11 de Novembro de 2018

  • "Não há lugar para o inimigo (israelense) no mapa." — Ismail Haniyeh, líder do Hamas, 29 de outubro de 2018.

  • Altas autoridades da Fatah, como Munir al-Jaghoob e Mohammed Shtayyeh, condenaram Omã por receber Netanyahu. Eles também condenaram os EAU por terem permitido que israelenses participassem do campeonato de judô.

  • De modo que a Fatah e o Hamas não conseguem se acertar quanto ao pagamento de seus trabalhadores, não conseguem se acertar quanto ao fornecimento de energia elétrica para a Faixa de Gaza e não conseguem se acertar quanto ao fornecimento de suprimentos médicos para os hospitais que se encontram nas regiões por eles governadas. No entanto eles concordam em infligir mais sofrimento e prejuízos aos seus próprios povos. Se eles continuarem agindo dessa maneira, chegará o dia em que os palestinos descobrirão que seus amigos e irmãos se tornaram seus piores inimigos.

Declarações em separado emitidas tanto pelo Hamas quanto pela Fatah condenaram veementemente os países árabes pela "corrida" à normalização das relações com Israel antes que o conflito israelense/palestino seja resolvido. Foto: primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu aperta a mão do Sultão Qaboos bin Said de Omã, durante visita oficial de Netanyahu a Omã, 26 de outubro de 2018. (Imagem: Gabinete do Primeiro Ministro de Israel)

Por mais de 10 anos o Hamas e a facção Fatah, sob o comando do presidente da Autoridade Palestina Mahmoud Abbas, estão em guerra. Tentativas de seus irmãos árabes, como o Egito, Arábia Saudita e Catar, de jogar uma pá de cal na luta pelo poder entre os dois grupos rivais palestinos até agora deram com os burros n'água, sendo improvável que produzirá resultados positivos em um futuro próximo. O abismo que separa o Hamas da Fatah continua extenso como sempre: os dois partidos se achincalham o tempo todo. A Fatah quer voltar a dominar a Faixa de Gaza, o Hamas esbraveja em alto e bom som: não. A Fatah quer que o Hamas se desarme e lhe ceda o controle da Faixa de Gaza, o Hamas diz não.

Em uma questão em particular, no entanto, os dois lados deixam de lado suas diferenças e estão de pleno acordo. Quando se trata de Israel seria dificílimo diferenciar a Fatah do Hamas.

Continue lendo o artigo

Cuidado com o Novo e Perigoso Papel da Turquia em Relação aos Refugiados

por Uzay Bulut  •  10 de Novembro de 2018

  • "A polícia turca" já está patrulhando abertamente as "áreas turcas" de Berlim... Carros com a logomarca de uma unidade de elite da polícia turca foram vistos nas ruas de Berlim, mas as autoridades alemãs dizem que não têm condições de detê-los. — The Sun.

  • Apesar da fantasia ainda abraçada por alguns europeus segundo a qual os imigrantes acabarão se integrando às sociedades dos países que os acolheram, o que tem acontecido é justamente o contrário.

  • Aqueles europeus que defendem a imigração em massa, irrestrita, em nome do "multiculturalismo" e da "diversidade" não estão dando a devida atenção à natureza dos países de maioria muçulmana de onde esses imigrantes vêm. O desrespeito aos direitos humanos e à liberdade de expressão, o abuso às mulheres e gays, assassinatos em nome da honra, antissemitismo e violência contra os não muçulmanos e muçulmanos "apóstatas" são típicos desses países. Em vez de se livrarem dos grilhões desses países, muitos imigrantes estão simplesmente levando-os para a Europa.

  • "A lei da Sharia foi reconhecida por um tribunal britânico pela primeira vez quando um juiz emitiu uma sentença de divórcio histórica... segundo a qual o casamento islâmico de um casal que já está vivendo separado, conduzido em uma cerimônia chamada nikah, se enquadra na lei matrimonial britânica apesar de não ser legalmente reconhecida como tal". — The Telegraph.

A Turquia, graças às Nações Unidas, será a partir de agora oficialmente responsável por decidir não só quem será considerado refugiado, mas também para onde o refugiado ou a refugiada será recolocado(a) ou transferido(a). As autoridades do estado turco têm, recorrentemente, ameaçado inundar a Europa com refugiados. Foto: Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, discursa perante a Assembleia Geral da ONU. (Foto: John Moore/Getty Images)

A Turquia, graças às Nações Unidas, será a partir de agora oficialmente responsável por decidir não só quem será considerado refugiado, mas também para onde o refugiado ou a refugiada será recolocado(a) ou transferido(a). Autoridades do estado turco têm recorrentemente ameaçado inundar a Europa com refugiados, conforme a mensagem transmitida à Europa pelo Presidente Recep em 2016:

"Vocês se esgoelaram fumegando quando 50 mil refugiados se aglomeraram na fronteira de Kapikule. Vocês começaram a se perguntar o que será de vocês se a Turquia abrir a fronteira. Prestem atenção, se vocês continuarem a agir dessa maneira, os portões deste posto de fronteira ficarão abertos. Vocês deveriam saber disso."

Dadas as ameaças turcas, esta nova postura oficial da Turquia deveria ser motivo de preocupação.

O jornal turco pró-governo Daily Sabah publicou recentemente o seguinte:

Continue lendo o artigo

Asia Bibi: Traição do Judiciário do Paquistão

por Giulio Meotti  •  8 de Novembro de 2018

  • "Estou solicitando ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que nos ajude a sair do Paquistão". — Ashiq Masih, marido de Asia Bibi.

  • "Incluir Asia Bibi no ECL (cadastro de proibição de voo) é como assinar sua condenação à morte". — Wilson Chowdhry, Presidente da Associação Cristã Paquistanesa Britânica.

  • As leis da blasfêmia no Paquistão "têm sido usadas para atingir minorias religiosas, botar em prática vinganças pessoais e levar a cabo a violência dos justiceiros. Com base em pouca ou nenhuma evidência, os acusados terão que batalhar para provar que são inocentes, ao mesmo tempo em que grupos enfurecidos e violentos procuram intimidar a polícia, testemunhas, promotores, advogados e juízes". — Anistia Internacional.

Foto: Ashiq Masih, marido de Asia Bibi, com a filha Eisham Ashiq, em campanha pela libertação de Asia em 2015. (Imagem: HazteOir/Flickr)

A alegria da absolvição de Asia Bibi durou apenas 24 horas. Mãe de cinco filhos, cristã, do Paquistão, foi forçada a passar oito anos atrás das grades, a maior parte do tempo no corredor da morte, ao que consta, por "blasfêmia", até que a Suprema Corte do país deliberasse que ela não havia cometido nenhum crime.

"Não acredito no que eu estou ouvindo, estou livre? Eles realmente vão me deixar sair?", disse Asia Bibi por telefone diante da histórica sentença, de acordo com a agência de notícias AFP.

Continue lendo o artigo

O Extermínio da Minoria Cristã do Iraque

por Raymond Ibrahim  •  5 de Novembro de 2018

  • "Tenho orgulho de ser iraquiano, amo meu país. Mas o meu país não tem orgulho que eu faça parte dele. O que está acontecendo com meu povo (cristão) não é nada menos do que genocídio. Acordem!" — Douglas al-Bazi, Pároco Católico Iraquiano de Erbil.

  • "Entrar em contato com as autoridades nos obriga a nos identificarmos (como cristãos) e não temos certeza se os que nos ameaçam não são os mesmos que estão nas repartições públicas para nos protegerem." − Cristão Iraquiano, explicando porque os cristãos do Iraque não apelam para as autoridades governamentais e pedem proteção.

  • Os currículos escolares patrocinados pelo governo mostram os cristãos autóctones como "estrangeiros" indesejados, embora o Iraque tivesse sido cristão por séculos antes de ser conquistado pelos muçulmanos no século VII.

De acordo com o relatório do "World Watch List 2018", os cristãos do Iraque, o oitavo pior país do planeta para se ser cristão, estão sofrendo de "perseguição extrema", e não apenas dos "extremistas." Foto: escombros de uma igreja incendiada na cidade predominantemente cristã de Qaraqosh, Iraque. (Foto: Chris McGrath/Getty Images)

"Mais uma onda de perseguições aos cristãos do Iraque será jogar uma pá de cal no cristianismo do país após 2 mil anos", ressaltou recentemente um líder cristão iraquiano. Em uma entrevista concedida no início deste mês, o arcebispo caldeu Habib Nafali de Basra ponderou sobre a conjuntura de mais de uma década de violenta perseguição que praticamente exterminou a minoria cristã do Iraque. Desde a invasão liderada pelos EUA em 2003, a população cristã encolheu de 1,5 milhão para cerca de 250 mil, uma queda de 85%. Nesses 15 anos, os cristãos foram sequestrados, escravizados, estuprados e massacrados, por vezes crucificados; em média a cada 40 dias uma igreja ou um mosteiro foi destruído, ressaltou o arcebispo.

Continue lendo o artigo

Crise de Sobrevivência da Europa

por Giulio Meotti  •  4 de Novembro de 2018

  • Enfrentando este desafio existencial, uma espiral descendente na qual, ao que parece, os europeus estão morrendo lentamente por não se reproduzirem, a Europa também perdeu toda a confiança em seus valores iluministas conquistados a duras penas, como as liberdades individuais, a razão e a ciência em substituição à superstição e a separação da igreja do estado. São questões críticas a serem enfrentadas se a Europa realmente quiser sobreviver.

  • Na Alemanha Ocidental 42% das crianças com menos de seis anos têm um background migratório, de acordo com Departamento Federal de Estatística da Alemanha, conforme reportagem do jornal Die Welt.

  • Ao observarmos a história, nos lugares onde a Igreja cochilou, se desviou do Evangelho, o Islã tirou vantagem e conquistou. É isso que estamos testemunhando na Europa, que a Igreja está cochilando e o Islã se infiltrando... A Europa está sendo islamizada e isso afetará a África." — Bispo Católico Andrew Nkea Fuanya da República dos Camarões.

Enfrentando este desafio existencial, uma espiral descendente na qual, ao que parece, os europeus estão morrendo lentamente por não se reproduzirem, a Europa também perdeu toda a confiança em seus valores iluministas duramente conquistados, como as liberdades individuais, a razão e a ciência em substituição à superstição e a separação da igreja do estado. São questões críticas a serem enfrentadas se a Europa realmente quiser sobreviver. (Imagem: Pixabay)

"O vislumbre de que a Europa se torne um museu ou um parque de diversões cultural para o novo rico da globalização não é de todo absurdo." Essa reflexão em relação à Europa como algo parecido com um vasto parque temático cultural foi apresentada pelo já falecido historiador Walter Laqueur que, devido à sua perspicaz previsão sobre a crise da Europa, é chamado de "indispensável pessimista." Laqueur foi um dos primeiros a compreender que o atual impasse em que se encontra o velho mundo vai muito além da economia. A questão é que os dias de pujança da Europa já se foram. Devido às baixas taxas de natalidade, a Europa está encolhendo drasticamente. Se essas tendências continuarem salientava Laqueur, em cem anos a população da Europa "será somente uma fração do que ela é hoje e em duzentos alguns países poderão até já ter desaparecido".

Continue lendo o artigo

A Visão do Irã Sobre "Direitos Humanos": Perseguir Cristãos

por Raymond Ibrahim  •  3 de Novembro de 2018

  • "É comum o governo fazer uso da prática (acusação de 'agir contra a segurança nacional') contra os convertidos em vez de acusá-los de apostasia, na tentativa de evitar uma investigação internacional." — Morning Star News, 13 de julho de 2017.

  • O Irã não só persegue as minorias cristãs, como também procura coagi-las a abraçarem o Islã, apesar de Rouhani se vangloriar perante a ONU que "o Irã não procura... impor sua religião oficial a ninguém"... "

  • "Rouhani quer provar que é um bom muçulmano por meio da perseguição dos cristãos...As autoridades estão fazendo das tripas coração para erradicar o cristianismo, a exemplo do grupo Estado Islâmico, só que de maneira mais perspicaz." — cristão iraniano que vive na clandestinidade, BosNewsLife, 7 de setembro de 2017.

  • "Se o caso de um prisioneiro chamasse a atenção da mídia internacional, eles paravam de torturá-lo(a) ou de estuprá-lo(a) porque sabiam que o mundo estava de olho...." − Mohabat News, 23 de outubro de 2017

Até que o Irã mostre que se preocupa com os direitos humanos de todos, incluindo os não muçulmanos que vivem dentro de suas fronteiras, todo esse papo mirabolante e empolado do presidente Hassan Rouhani sobre direitos e sobre os palestinos deve ser visto pelo que ele realmente é: hipocrisia, mentiras e agenda política. (Foto: Drew Angerer/Getty Images)

Em um discurso perante as Nações Unidas em 20 de setembro de 2017, ao que tudo indica, como forma de sustentar sua afirmação de que Israel é "um regime desonesto e racista que atropela os direitos básicos dos palestinos", o presidente iraniano Hassan Rouhani retratou repetidamente o seu governo como compromissado com a "moderação e respeito aos direitos humanos", salientando:

"Nós no Irã fazemos de tudo para construir a paz e promover os direitos humanos dos povos e das nações. Nós nunca toleramos a tirania e sempre defendemos os mais fracos. Nós nunca ameaçamos ninguém."

Continue lendo o artigo

Tribunal Europeu dos Direitos do Homem apoia a Lei Sharia sobre a Blasfêmia

por Soeren Kern  •  1 de Novembro de 2018

  • O Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, que tem jurisdição sobre 47 países europeus e cujas decisões têm força de lei que afeta todos os 28 Estados membros da União Europeia, legitimou, para todos os efeitos, um código islâmico sobre a blasfêmia em nome do interesse de "preservar a paz religiosa" na Europa.

  • Na prática a decisão cria um perigoso precedente jurídico, precedente este que autoriza os países europeus a restringirem o direito à liberdade de expressão se um discurso for considerado ofensivo aos muçulmanos e, assim, representar uma ameaça à paz religiosa.

  • "Em outras palavras, meu direito de falar livremente é menos importante do que proteger os sentimentos religiosos dos outros." − Elisabeth Sabaditsch-Wolff.

O Tribunal Europeu dos Direitos do Homem (ECHR) deliberou que criticar Maomé, fundador do Islã, constitui incitamento ao ódio e, portanto, não é protegido pelo direito à liberdade de expressão. Foto: um tribunal do ECHR em Estrasburgo, França. (Imagem: Adrian Grycuk/Wikimedia Commons)

O Tribunal Europeu dos Direitos do Homem (ECHR) deliberou que criticar Maomé, fundador do Islã, constitui incitamento ao ódio e, portanto, não é protegido pelo direito à liberdade de expressão.

Graças a esta deliberação sem precedentes, o tribunal de Estrasburgo, que tem jurisdição sobre 47 países europeus e cujas decisões têm força de lei que afeta todos os 28 Estados membros da União Europeia, legitimou, para todos os efeitos, um código islâmico sobre a blasfêmia em nome do interesse de "preservar a paz religiosa" na Europa.

O caso diz respeito à Elisabeth Sabaditsch-Wolff, austríaca que em 2011 foi condenada por "denegrir crenças religiosas" por ter proferido uma série de palestras sobre os perigos do Islã fundamentalista.

Continue lendo o artigo

A Revolução da Turquia Parece com a do Irã - só que em Câmera Lenta

por A.J. Caschetta  •  28 de Outubro de 2018

  • A execrável prisão Evin da SAVAK, que chegou a confinar cerca de 5 mil inimigos políticos do Xá, logo passou a encarcerar mais de 15 mil detentos de Khomeini.

  • Erdogan disse certa vez que "a democracia é como um bonde. Você viaja nele até chegar ao seu destino, depois você desembarca." Parece que Erdogan chegou ao seu destino.

  • Como primeiro-ministro e depois como presidente da Turquia, as políticas de Erdogan foram se tornando cada vez mais hostis aos interesses dos EUA. Ele promoveu a Flotilha de Gaza, ajudou o Irã a transportar armas para a Síria e lutou contra os curdos aliados dos Estados Unidos.

  • Imagine como seria o mundo se os EUA tivessem armazenado armas nucleares no Irã antes da tomada de poder de Khomeini. Imagine como será o mundo se Erdogan se apoderar das armas nucleares dos Estados Unidos.

Ayatollah Ruhollah Khomeini (esquerda) em 1978 e o presidente da Turquia Recep Tayyip Erdogan em 2018. (Imagem: Khomeini - Hulton Archive/Getty Images; Erdogan - Sean Gallup/Getty Images)

Contemplar a transformação da Turquia durante os últimos 16 anos em uma nação islâmica autoritária tem sido tão apavorante quanto testemunhar a vertiginosa queda do Irã em 1979 - só que em câmera lenta. Ao passo que o Irã passou de aliado secular a implacável inimigo islamista em questão de meses, a Turquia seguiu a mesma trilha, porém liderada por um islamista mais cauteloso, Recep Tayyip Erdogan, que se encaminha a passos bem mais lentos.

Continue lendo o artigo

Experiência 'Digital' Totalitária da China

por Gordon G. Chang  •  25 de Outubro de 2018

  • O sistema de "crédito social" da China irá atribuir a cada indivíduo uma pontuação que será constantemente atualizada com base nas observações de comportamento, foi projetado para controlar a conduta, dando ao Partido Comunista a capacidade de administrar punições e distribuir recompensas. O ex-vice-diretor do Centro de Pesquisa de Desenvolvimento do Conselho de Estado salientou que o sistema devia ser implementado para que "pessoas de baixa reputação quebrem".

  • Agentes impediram Liu Hu, jornalista, de pegar um voo porque ele tinha uma pontuação baixa. De acordo com o Global Times, controlado pelo Partido Comunista, a partir do final de abril de 2018, as autoridades impediram que indivíduos embarcassem em 11,14 milhões de voos e em 4,25 milhões de trens-bala.

  • As autoridades chinesas estão usando os cadastros para determinar mais coisas do que apenas o acesso a aviões e trens. "Eu não tenho direito de comprar uma propriedade. Meu filho não pode frequentar uma escola particular", segundo Liu. "Você sente que está sendo controlado pela lista o tempo todo."

O Presidente da China Xi Jinping não é apenas um líder autoritário. Ele evidentemente acredita que o Partido deva ter controle absoluto sobre a sociedade e que ele deva ter controle absoluto sobre o Partido. Ele está conduzindo a China de volta ao totalitarismo à medida que busca controlar, como Mao, todos os aspectos da sociedade. (Foto de Lintao Zhang/Getty Images)

Por volta do ano 2020, as autoridades chinesas planejam contar com cerca de 626 milhões de câmeras de vigilância em operação espalhadas pelo país. As câmeras irão, entre outras coisas, abastecer um "sistema nacional de crédito social."

Em dois anos talvez, quando estiver em funcionamento, o sistema irá atribuir a cada um na China uma pontuação que será constantemente atualizada com base nas observações de comportamento do indivíduo monitorado. Por exemplo, atravessar a rua sem a devida atenção, capturada por uma dessas câmeras, resultará em uma redução na pontuação.

Muito embora as autoridades esperem fazer com que se atravesse a rua com cuidado, ao que tudo indica, o objetivo é bem mais sinistro, como por exemplo, assegurar conformidade às exigências políticas do Partido Comunista. Em suma, parece que o governo está decidido em criar o que o Economist chama de "o primeiro estado digital totalitário do mundo"

Continue lendo o artigo

Acabando com a Liberdade de Expressão

por Judith Bergman  •  23 de Outubro de 2018

  • A estratégia de mídia da OIC estimula a "representação precisa e factual sobre o Islã". A ênfase deve ser direcionada a evitar qualquer ligação ou associação do Islã com o terrorismo ou o uso de retórica islamofóbica... como rotular terroristas criminosos como fascistas "islâmicos" e extremistas "islâmicos".

  • Parte dessa estratégia já teve grande sucesso em todo o mundo ocidental, onde autoridades e mídia se recusam em rotular os terroristas muçulmanos como islâmicos, mas rotineiramente os retratam como "doentes mentais".

  • Os planos, altamente ambiciosos da OIC para acabar com a liberdade de expressão, são drasticamente suprimidos no Ocidente. Os principais jornalistas ocidentais acham de somenos perigoso que sua liberdade de expressão seja supervisionada pela OIC e, governos ocidentais, longe de patrocinarem qualquer resistência, parecem, talvez ansiosos por votos, estar tranquilamente aceitando tudo.

A Organização de Cooperação Islâmica (OIC) pretende restringir sua liberdade de expressão, de novo. [1]

Em junho, o "1º Fórum Islâmico-Europeu com o objetivo de examinar formas de cooperação para coibir o discurso de incitamento ao ódio na mídia", foi aberto pela OIC, ironicamente, contudo lamentavelmente, no Press Club Brussels Europe.

O diretor do departamento de informações da OIC, Maha Mustafa Aqeel, explicou que o fórum faz parte da estratégia de mídia da OIC.[2] para combater a "islamofobia":

"Nossa estratégia se concentra na interação com a mídia, acadêmicos e especialistas sobre diversos tópicos relevantes, além da aproximação com governos ocidentais para sensibilizar, apoiar a campanha dos organismos da sociedade civil muçulmana no Ocidente e auxiliá-lo na elaboração de planos e programas para combater a islamofobia".

Continue lendo o artigo