Últimas Análises e Comentários

Sharia para o Ano Novo

por Bruce Bawer  •  10 de Janeiro de 2018

  • Os mesmos repórteres e comentaristas que continuam insistindo que é um absurdo se preocupar com o fato da sharia estar vindo para o Ocidente estão, na realidade, ideologicamente de braços dados com os detentores do poder que estão introduzindo, de forma agressiva, leis no estilo da sharia no Ocidente, processando obstinadamente qualquer discurso que infrinja essas leis, emitindo alertas de um futuro negro em tons impróprios para funcionários públicos de um país livre: é melhor você se adaptar à sharia ou vai se arrepender. A verdadeira lição de tudo isso, obviamente, é que é melhor aprender a ser agressivo no tocante à resistência a essa proliferação de proibições influenciadas pela sharia ou, realmente, acabaremos nos arrependendo muito, muito mesmo.

Em setembro último, um homem chamado Mark Feigin postou cinco comentários na página de um centro islâmico do Facebook. Os comentários não eram nada favoráveis ao Islã. "QUANTO MAIS MUÇULMANOS NÓS DEIXARMOS ENTRAR NOS ESTADOS UNIDOS", escreveu ele, "MAIS TERRORISMO TEREMOS". Ele ressaltou que o Islã é "perigoso" e que "não há lugar para o Islã na civilização ocidental". Alguns de seus comentários continham linguajar vulgar ou desrespeitoso. Em 20 de dezembro, o Estado da Califórnia entrou com uma ação contra Feigin, acusando-o de infringir o código penal que em um determinado trecho reza o seguinte:

"Qualquer um que com a intenção de atazanar ou assediar faz repetidas chamadas telefônicas ou contata repetidas vezes alguém por meio de um dispositivo eletrônico é considerado culpado por contravenção penal".

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Heroínas Lutando pela Liberdade

por Khadija Khan  •  8 de Janeiro de 2018

  • As mulheres iranianas, como muitas outras, estão fartas de viverem em diferentes formas de confinamento.

Os dirigentes do Irã prometeram moderar as leis misóginas deixando de prender as mulheres que aparecerem em público sem os véus. Em vez disso, as "criminosas" teriam que frequentar "aulas especiais sobre a moralidade" ministradas pela polícia da sharia. (Imagem: Wikimedia Commons)

Tomem nota aqueles que querem ver as verdadeiras mulheres lutando pela liberdade. Dirijam seus olhares para as ruas do Irã ou ouçam a campeã de xadrez Anna Muzychuk.

Ao arriscarem suas vidas, as mulheres iranianas desmascaram aqueles que querem promover as burcas e as hijabs como se fossem "símbolos de libertação".

A desesperada investida do povo iraniano que enche as ruas para protestar contra o regime islamista expõe o duro cotidiano que os cidadãos iranianos, especialmente as mulheres, são forçados a suportar por praticamente quarenta anos em nome da lei islâmica (Sharia).

Essas manifestações também mostram o lado sombrio dos islamistas que sequestram seu próprio povo mantendo-o refém para saciar sua sede de poder, por meio da repressão, prisão, tortura, execução, num vale tudo.

As mulheres iranianas, como muitas outras, estão fartas de viverem em diferentes formas de confinamento.

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Alemanha, Áustria: Imãs Advertem Muçulmanos a Não se Integrarem

por Stefan Frank  •  3 de Janeiro de 2018

  • "Enquanto fora da mesquita se conversa muito sobre integração, dentro dela o contrário é pregado. Somente em casos excepcionais, trechos do sermão, e mais excepcionalmente ainda, todo sermão, é traduzido para o idioma alemão..." — Constantin Schreiber, autor de Dentro do Islã: O que está Sendo Pregado nas Mesquitas da Alemanha.

  • "Os políticos que enfatizam repetidamente a intenção de cooperarem com as mesquitas, que convidam seus integrantes a conferências sobre o Islã, não fazem ideia de quem está pregando o quê naquelas mesquitas". − Necla Kelek, consagrada ativista de direitos humanos e crítica do Islã, no Allgemeine Zeitung.

Centro Islâmico de Viena. (Imagem: Zairon/Wikimedia Commons)

Na celeuma que gira em torno dos migrantes na Alemanha e na Áustria, nenhum outro termo é usado com mais frequência do que "integração". Contudo, a instituição mais prestigiada por muitos migrantes muçulmanos, via de regra, não colabora muito nesse empreendimento e não raramente se opõe a ele, qual seja: a mesquita. Essa é a conclusão de um estudo oficial austríaco, bem como de um levantamento do setor privado realizado por um jornalista alemão.

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O Apartheid Árabe Visa Palestinos

por Khaled Abu Toameh  •  1 de Janeiro de 2018

  • Os palestinos dizem que o que estão enfrentando no Iraque é "limpeza étnica." A nova lei priva os palestinos que residem no Iraque o direito à escola pública (gratuita), assistência médica, documentos de viagem e de exercerem funções em cargos públicos.

  • Ninguém irá prestar atenção ao sofrimento dos palestinos em nenhum país árabe. Os principais meios de comunicação ao redor do mundo mal cobrirão a controversa lei iraquiana ou o desalojamento de milhares de famílias palestinas no Iraque. Os jornalistas estão ocupados demais com um punhado de palestinos que jogam pedras contra israelenses perto de Ramala. Uma menina palestina que desfechou golpes contra o rosto de um soldado israelense atrai mais interesse da mídia do que o apartheid árabe contra os palestinos.

  • Já os líderes palestinos não dão a mínima para a situação de seu próprio povo que vive em países árabes. Eles estão muito ocupados incitando os palestinos contra Israel e contra Trump para se incomodarem com algo tão insignificante.

Uma nova lei iraquiana, recentemente ratificada pelo presidente do Iraque, Fuad Masum, efetivamente aboliu os direitos dos palestinos que vivem no país (educação gratuita, assistência médica, documentos de viagem, funções em cargos públicos), mudando o status dos palestinos de residentes para estrangeiros. Foto: presidente do Iraque Fuad Masum (à direita), com o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas (à esquerda) em 30 de novembro de 2015. (Imagem: captura de tela do vídeo, gabinete de Mahmoud Abbas)

O Iraque acaba de se juntar à longa lista de países árabes que desavergonhadamente praticam o apartheid contra os palestinos. O número de países árabes que aplicam medidas discriminatórias contra os palestinos, enquanto fazem de conta que apoiam a causa palestina é de deixar o cabelo em pé. A hipocrisia árabe está mais uma vez escancarada, mas quem se importa?

A mídia internacional, até mesmo os próprios palestinos, estão tão preocupados com o anúncio do presidente dos EUA Donald Trump sobre Jerusalém, que o sofrimento dos palestinos que se encontram nos países árabes não os sensibilizam. Essa apatia faz com que os governos árabes continuem com suas políticas antipalestinas porque eles sabem que ninguém na comunidade internacional se importa com isso. As Nações Unidas estão muito ocupadas condenando Israel para se incomodarem com outros assuntos.

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Bem-vindo ao Inferno Chamado Bruxelas

por Drieu Godefridi  •  31 de Dezembro de 2017

  • No mês passado Bruxelas foi alvo de três ondas de tumultos e saques em escala gigantesca.

  • Ao penetrarmos na espessa nuvem da indignação profissional, a fim de esmiuçarmos a realidade da "capital da Europa", o que se pode observar em muitos aspectos é na realidade um verdadeiro inferno, onde o socialismo, islamismo, confusão e saques são o lugar-comum.

Batalhão de choque com apoio de um canhão de água e blindado antiprotesto, tentando afastar arruaceiros do centro de Bruxelas, Bélgica, em 12 de novembro. Centenas de "jovens" de origem estrangeira "comemoravam" a classificação para a Copa do Mundo de futebol da equipe marroquina promovendo tumultos, nos quais 22 policiais ficaram feridos. (Imagem: captura de tela de vídeo da Ruptly)

Quando o então candidato à presidência dos Estados Unidos, Donald Trump salientou em janeiro de 2016 que, graças à imigração em massa, Bruxelas estava se transformando em um inferno, políticos belgas e europeus unidos se entrincheiraram nas barricadas da mídia afirmando: como ele ousa dizer uma coisa dessas? Bruxelas, capital da União Europeia, quintessência do mundo pós-moderno, vanguarda da nova "civilização global", inferno? Indubitavelmente a assimilação dos recém-chegados nem sempre é tranquila, podendo haver atritos de tempos em tempos. Mas não importa, eles ressaltavam o seguinte: Trump é um bufão e seja lá como for ele tem zero chance de ser eleito. Essas eram as opiniões dos ávidos leitores do The New York Times International Edition e assíduos telespectadores da CNN International.

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Europa: a Islamização do Natal
"Uma submissão inaceitável e involuntária ao Islã"

por Soeren Kern  •  30 de Dezembro de 2017

  • A reinvenção da teologia do Natal se baseia na falsa premissa de que o Jesus da Bíblia é o Jesus (Isa) do Alcorão. Esta fusão religiosa, por vezes chamada de "Chrislão", está ganhando terreno em um Ocidente ignorante no que diz respeito à Bíblia.

  • Uma escola em Lüneburg adiou uma festa de Natal porque um estudante muçulmano reclamou que as canções de Natal cantadas na escola eram incompatíveis com o Islã. Alexander Gauland, líder do partido anti-imigração Alternativa para a Alemanha (AfD), ressaltou que a atitude da escola representava "uma submissão inaceitável e involuntária ao Islã" e nada mais era do que uma "covarde injustiça" para as crianças não muçulmanas.

  • "O termo 'Natal', símbolo da nossa fé e cultura, não discrimina ninguém. A remoção dos símbolos natalinos não garante o respeito de ninguém, não produz uma escola e uma sociedade acolhedora e inclusiva, ao contrário, fomenta a intolerância contra a nossa cultura, nossos costumes, nossas leis e nossas tradições. Temos plena convicção que as nossas tradições devem ser respeitadas". -- Samuele Piscina, político de Milão.

(Imagem: pexels.com)

O período em que se comemora as festividades do Natal deste ano foi marcado por controvérsias relacionadas ao Islã em praticamente todos os países europeus. A maioria das discórdias foi gerada pelas elites políticas e religiosas multiculturais da Europa, que estão inclinadas a secularizar o Natal, ao que tudo indica, para garantir que os muçulmanos não se ofendam com as comemorações natalinas.

A muitos dos tradicionais mercados de Natal foram dados novos nomes como por exemplo Desfile de Inverno de Amesterdã, Confraternizações de Inverno de Bruxelas, Kreuzberger Wintermarkt, London Winterville, Festival de Inverno de Munique, com o intuito de projetar uma aparência multicultural de tolerância secular.

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Áustria: Novo Governo Resistirá à "Islamização"

por Soeren Kern  •  26 de Dezembro de 2017

  • A coalizão entre o Partido Popular da Áustria, anti-imigração e o Partido da Liberdade da Áustria, anti-establishment, que tomou posse em 18 de dezembro, está preparada para projetar a Áustria na vanguarda da resistência da Europa Ocidental à migração em massa do mundo muçulmano.

  • A enorme guinada demográfica e religiosa em curso na Áustria, tradicionalmente um país católico romano, parece irreversível. A Áustria também emergiu como base importante para o Islã radical.

  • "Temos muito em comum (com Israel). Eu sempre digo, se alguém definir o Ocidente judaico-cristão, logo Israel representa uma espécie de fronteira. Se Israel fracassar, a Europa fracassará. E se a Europa fracassar, Israel fracassará". Heinz-Christian Strache, líder do Partido da Liberdade da Áustria.

O chanceler eleito Sebastian Kurz, (foto acima), que venceu as eleições gerais da Áustria, cuja promessa de campanha eleitoral de por fim a imigração ilegal, governará ao lado de Heinz-Christian Strache, 48, líder do Partido da Liberdade, que alertou que a migração em massa está "islamizando" a Áustria. (Imagem: Raul Mee/EU2017EE/Flickr).

O Partido Popular da Áustria, anti-imigração e o Partido da Liberdade da Áustria, anti-establishment chegaram a um acordo, formando uma nova coalizão para governar a Áustria nos próximos cinco anos. A inovadora aliança política, que tomou posse em 18 de dezembro, está preparada para projetar a Áustria na vanguarda da resistência da Europa Ocidental à migração em massa do mundo muçulmano.

O chanceler eleito Sebastian Kurz, 31 anos, que venceu as eleições gerais da Áustria em 15 de outubro, cuja promessa de campanha eleitoral de por fim a imigração ilegal, governará ao lado de Heinz-Christian Strache, 48, líder do Partido da Liberdade, que alertou que a migração em massa está "islamizando" a Áustria. Segundo o acordo, Strache se tornará vice-chanceler, o Partido da Liberdade também assumirá o controle dos ministérios da defesa, do interior e das relações exteriores.

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Crise Migratória da Europa: Milhões Ainda estão por Vir
"Êxodo africano de proporções bíblicas, impossível parar"

por Soeren Kern  •  20 de Dezembro de 2017

  • Mais de seis milhões de migrantes aguardam em países do Mediterrâneo a oportunidade de se encaminhar para a Europa, de acordo com um estudo confidencial do governo alemão vazado para o Bild.

  • "Os jovens têm celulares e veem o que está acontecendo em outras partes do mundo e isso age como um ímã." — Michael Møller, Diretor do Escritório das Nações Unidas em Genebra.

  • "Os maiores movimentos migratórios ainda estão por vir: a população da África dobrará nas próximas décadas. A Nigéria terá um crescimento populacional de 400 milhões de habitantes. Na era digital, com a internet e celulares, todo mundo sabe da nossa prosperidade e estilo de vida." − Gerd Müller, Ministro do Desenvolvimento da Alemanha.

Migrantes em meio à travessia aguardam serem resgatados por tripulantes da embarcação Phoenix da Migrant Offshore Aid Station (MOAS) em 18 de maio de 2017, costa de Lampedusa, Itália. (Foto Chris McGrath/Getty Images)

A reunião de cúpula da União Africana com a União Europeia (UA/UE) ocorrida em Abidjan, Costa do Marfim, de 29 a 30 de novembro de 2017, acabou em tremendo fracasso visto que os 55 líderes africanos e 28 líderes europeus que participaram do evento não conseguiram chegar a um acordo sobre medidas elementares para evitar que dezenas de milhões de migrantes africanos inundem a Europa.

Apesar das altas expectativas e eloquentes declarações, a única decisão concreta acordada em Abidjan foi a promessa de evacuar 3.800 migrantes africanos retidos na Líbia.

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A verdadeira Resposta Palestina ao Discurso de Trump Sobre Jerusalém

por Bassam Tawil  •  10 de Dezembro de 2017

  • Ao maquiar a "cerimônia" da queima de pôsteres como reflexo da fúria generalizada dos palestinos quanto à política de Trump em relação a Jerusalém, a mídia internacional está sendo, mais uma vez, cúmplice na disseminação da propaganda dos formadores de opinião palestinos. Os jornalistas, incluindo fotógrafos e cameramen, receberam planilhas detalhadas especificando data e hora das manifestações que teriam lugar em diferentes regiões da Cisjordânia e da Faixa de Gaza.

  • Quando estamos em nossas salas de estar assistindo aos noticiários transmitidos da Cisjordânia e da Faixa de Gaza, por que não nos perguntamos: quantos desses "eventos" não são, de fato, paródias da mídia? Por que os jornalistas se deixam levar pela máquina de propaganda palestina que vomita ódio e violência da manhã até à noite?

  • Já está mais do que na hora de certa autoreflexão por parte da mídia: eles realmente querem continuar servindo como porta-vozes dos árabes e muçulmanos que intimidam e aterrorizam o Ocidente?

  • Não se deixe enganar: os prometidos "rios de sangue" jorram nesse exato momento. No entanto, é a faca de árabes e muçulmanos que corta a garganta dos irmãos árabes e muçulmanos que é a fonte desta torrente vermelha e não uma declaração feita por um presidente dos EUA. Talvez isso possa finalmente ser um evento que vale a pena cobrir pelos itinerantes repórteres da região?

A imagem do punhado de palestinos protestando em Belém, queimando imagens do presidente dos Estados Unidos Donald Trump em 6 de dezembro foi feita de tal maneira pela mídia para que parecesse que fazia parte de um gigantesco protesto avassalando as comunidades palestinas. (Imagem: captura de tela do video CBS News)

Não mais do que três horas depois que o presidente dos Estados Unidos Donald Trump, telefonou ao presidente da Autoridade Palestina Mahmoud Abbas, para informá-lo sobre sua intenção de transferir a embaixada dos EUA de Tel Aviv para Jerusalém, um sem-número de fotojornalistas palestinos receberam um telefonema de Belém.

Os telefonemas vieram de "ativistas" palestinos, convidando os fotógrafos a irem à cidade para documentar um "acontecimento importante". Quando os fotógrafos chegaram, descobriram que o "acontecimento importante" nada mais era do que meia dúzia de gatos pingados de "ativistas" palestinos que se dispuseram a queimar posters de Trump na frente das câmeras.

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Quando foi Criado o "Povo Palestino"? O Google tem a resposta.

por Jean Patrick Grumberg  •  28 de Novembro de 2017

  • Todos aqueles que nasceram durante o período do Mandato Britânico da Palestina entre 1923 e 1948 tinham o termo "Palestina" carimbado nos passaportes. Acontece que os árabes ficavam ofendidos quando eram chamados de palestinos. Eles reclamavam: "não somos palestinos, somos árabes. Os palestinos são os judeus.

  • Após os exércitos árabes invasores serem derrotados, uma parcela de árabes locais que haviam fugido da guerra queriam voltar, mas eram considerados quinta coluna, não sendo portanto convidados a voltarem. Os árabes leais, que permaneceram em Israel durante a guerra e seus descendentes ainda estão em Israel, representando hoje um quinto da população do país. Eles são conhecidos como árabes israelenses. Eles têm os mesmíssimos direitos de judeus e cristãos, com a exceção de que não são obrigados a servirem o exército. Eles podem servir se assim o desejarem.

  • "O povo palestino não existe. A criação de um estado palestino é apenas um meio para continuar a nossa luta contra o Estado de Israel em nome da unidade árabe. Na realidade, hoje não há nenhuma diferença entre jordanianos, palestinos, sírios ou libaneses." – em entrevista concedida pelo líder da OLP Zuheir Mohsen em março de 1977 ao jornal holandês Trouw.

(Imagem: Wikimedia Commons)

Em um editorial do Guardian de 1º de novembro de 2017, antecedendo o 100º aniversário da Declaração Balfour, o presidente da Autoridade Palestina (AP), Mahmoud Abbas, pediu à Grã-Bretanha que "peça desculpas" pelo século de "sofrimento" que o documento, segundo ele, trouxe ao "povo palestino". Abbas reiterou as reivindicações que vem fazendo desde 2016, para justificar uma surreal ação judicial que ele ameaça ingressar contra a Grã-Bretanha por ela apoiar a "criação de uma pátria para um povo (judeu), afirma ele, "resultando na desapropriação e perseguição contínua de outro".

"Palestinos" eram os judeus que viviam juntamente com muçulmanos e cristãos em uma terra chamada Palestina, que estava sob administração britânica de 1917 a 1948.

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França: Muçulmanos Entram, Judeus Saem

por Giulio Meotti  •  20 de Novembro de 2017

  • Esses subúrbios se transformaram em um dos indícios mais evidentes da islamização da França. O antissemitismo islâmico está devorando a República Francesa.

  • À medida que os símbolos judeus desaparecem da França, os símbolos islâmicos proliferam, dos burquínis nas praias aos véus nos locais de trabalho. Os judeus que não fugiram da França almejam se tornar "invisíveis".

  • Os subúrbios da França estão celeremente virando sociedades apartheid. Ódio aos judeus tornou-se a porta de entrada para a "la France soumise", a capitulação da França.

Foto: soldados franceses montam guarda nos portões de uma escola judaica em Paris. (Foto Jeff J Mitchell/Getty Images)

Subúrbios ("banlieues "), distantes dos abastados bulevares e bistrôs de Paris, fazem parte da "outra França". Eles são a "periferia da França", ("La France Périphérique"), conforme o geógrafo Christophe Guilluy os menciona em um consagrado livro. Eles residem onde "viver junto" em comunidade foi exaustivamente posto à prova.

Nos últimos 20 anos esses subúrbios franceses não só viraram "concentrações de miséria e isolamento social", como também se tornaram as regiões judaicas mais densamente povoadas da França. Elas se converteram em "territórios perdidos da República", conforme cita o consagrado historiador Georges Bensoussan em seu livro Les territoires perdus de la République.

Esses subúrbios se transformaram em um dos indícios mais evidentes da islamização da França.

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França: Uma Civilização em Decomposição

por Giulio Meotti  •  17 de Novembro de 2017

  • As autoridades e as elites da França estão destruindo, item por item, o legado histórico, religioso e cultural do país para que não sobre mais nada. Uma nação despojada de sua identidade verá a sua força interior extinta.

  • Nenhum terrorista francês que realizou decapitações na Síria perdeu a cidadania francesa. A revista Charlie Hebdo está recebendo novas ameaças de morte, nenhuma publicação francesa importante mostrou solidariedade para com os colegas assassinados imprimindo caricaturas islâmicas. Inúmeros integrantes da elite intelectual francesa foram arrastados para os tribunais por suposta "islamofobia".

  • O martírio do Padre Jacques Hamel nas mãos dos islamistas já foi esquecido, o local do massacre ainda está à espera de uma visita do Papa Francisco como sinal de homenagem e condolência.

  • A "França sacrificou as vítimas para não enfrentar os assassinos". — Shmuel Trigano, sociólogo.

Um médico examina uma vítima de um ataque terrorista em Paris, França, 13 de novembro de 2015. (Foto Thierry Chesnot/Getty Images)

A França está prestes a homenagear as vítimas dos ataques terroristas de 13 de novembro de 2015. O que foi feito nesses dois anos desde então?

As autoridades francesas estão indenizando mais de 2.500 vítimas dos ataques jihadistas ocorridos em Paris e Saint-Denis, as quais receberão 64 milhões de euros. Importantes conquistas também foram alcançadas pelas unidades antiterroristas. De acordo com uma consulta realizada pelo semanário L'Express, nos últimos dois anos foram frustrados 32 ataques terroristas, 625 armas de fogo foram apreendidas, 4.457 pessoas suspeitas de terem ligações jihadistas foram revistadas e a 752 pessoas foram aplicadas a prisão domiciliar. Mas a impressão geral é a de um país "debilitado no fundo da alma".

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A Crise Migratória Deixa a Europa de Pernas para o Ar

por Giulio Meotti  •  13 de Novembro de 2017

  • "A crise migratória é o '11 de setembro' da União Europeia... Naquele dia, em 2001, tudo mudou nos Estados Unidos. Em um minuto apenas, os EUA se deram conta de sua vulnerabilidade. Os migrantes causam o mesmo efeito na Europa... A crise migratória solapa profundamente os ideais da democracia, tolerância, bem como os princípios liberais que compõem o cenário ideológico." — Ivan Kratsev, presidente do Centro de Estratégias Liberais de Sófia e membro do Instituto de Ciências Humanas de Viena, no Le Figaro.

  • O público europeu olha com desprezo as instituições da União Europeia. Ele a lê à luz do multiculturalismo e da imigração, ele não é apenas indiferente aos seus próprios problemas, mas somam a estes os que já existem.

  • "Somos uma comunidade cultural, o que não significa que somos melhores ou piores, somos simplesmente diferentes do mundo exterior... nossa mente aberta e tolerância não podem significar deixar de proteger a nossa herança", Donald Tusk, presidente da Comissão Europeia.

Milhares de migrantes chegando a pé em uma estação de trens em Tovarnik, Croácia em 17 de setembro de 2015. (Foto Jeff J Mitchell/Getty Images)

Poucas semanas depois que a Alemanha abriu as fronteiras para a entrada de mais de um milhão de refugiados do Oriente Médio, África e Ásia, o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, alertou que a crise migratória poderia "desestabilizar as democracias". Ele foi tachado de demagogo e xenófobo. Dois anos mais tarde, a previsão de Orbán se confirmou. Conforme explica o Website Politico: "a maioria dos líderes da UE ecoam as palavras do primeiro-ministro húngaro" e agora ele já pode afirmar: "nossa posição está lentamente se tornando a posição majoritária".

Parece que muitos na Europa já entenderam o que Ivan Krastev, presidente do Centro de Estratégias Liberais de Sófia e membro do Instituto de Ciências Humanas de Viena, explicou recentemente ao Le Figaro:

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A Nova História Oficial da Europa Apaga o Cristianismo e Promove o Islã

por Giulio Meotti  •  7 de Novembro de 2017

  • "Os patronos da falsa Europa estão enfeitiçados com superstições do inexorável progresso. Eles acreditam que a História está do lado deles e essa convicção os torna altivos e desdenhosos, incapazes de reconhecerem as impropriedades do mundo pós-nacional e pós-cultural que eles estão concebendo." — A Declaração de Paris, assinada por dez respeitados estudiosos europeus.

  • A proposta do Ministro do Interior da Alemanha 'de Maizière' de introduzir feriados oficiais muçulmanos mostra que, quando o assunto é Islã, o secularismo oficial pós-cristão" está simplesmente engessado.

A Comissão Europeia determinou que a Eslováquia redesenhasse suas moedas comemorativas, eliminando os santos cristãos Cirilo e Metódio. (Imagem: Moeda - Comissão Europeia, Bratislava, Eslováquia - Frettie/Wikimedia Commons)

Há poucos dias, uma parcela dos intelectuais mais prestigiados da Europa, entre eles o filósofo britânico Roger Scruton, o ex-ministro da educação da Polônia, Ryszard Legutko, o conceituado intelectual alemão Robert Spaemann e o professor Rémi Brague da Sorbonne da França, emitiram "A Declaração de Paris". Nesta ambiciosa manifestação, eles rejeitam a "falsa cristandade dos direitos humanos universais" e a "utópica e pseudoreligiosa cruzada em favor de um mundo sem fronteiras". Contrapondo, eles defendem uma Europa calcada em "raízes cristãs", inspirada na "tradição clássica", rejeitando o multiculturalismo:

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'Muhammad' é o futuro da Europa

por Giulio Meotti  •  6 de Novembro de 2017

  • Estima-se que nos próximos trinta anos a população da África aumente em um bilhão de habitantes.

  • O economista francês Charles Gave previu recentemente que a França será de maioria muçulmana em 2057, e essa estimativa sequer levou em consideração o número esperado de novos migrantes.

  • Não há dúvida, a colossal expansão da população na África almejará chegar ao litoral de uma Europa rica e senil que já está passando por uma revolução demográfica interna. A Europa, para manter sua cultura, precisará tomar decisões difíceis, não apenas se divertir até a morte. A questão é: a Europa protegerá suas fronteiras e civilização antes de afundar?

Em 2015 e 2016, aproximadamente 2,5 milhões de migrantes chegaram à Europa, de acordo com um relatório do Pew Research Center. Foto: migrantes na costa da Líbia tentam atravessar o Mar Mediterrâneo rumo à Europa em 18 de fevereiro de 2017. (Foto David Ramos/Getty Images)

Neste verão o presidente francês Emmanuel Macron se viu em meio a um imbróglio político - com acusações de "racismo" - por ter dito que as mulheres "com sete ou oito filhos" são responsáveis pela atual situação em que se encontra o continente africano, criando adversidades, segundo Macron, "civilizatórias".

As Nações Unidas afirmam que Macron está certo. De acordo com o relatório demográfico anual da ONU: "Projeções da População Mundial das Nações Unidas, "um sexto da população mundial vive atualmente na África. Em 2050 a proporção terá atingido um quarto, e no final do século, quando a África terá quatro bilhões de habitantes - um terço.

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